SÍNDROME DE PÂNICO – Livro – Amor Imbativel Amor 2.75/5 (4)

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Em 1980 foi estabelecido como sendo uma enti­dade específica, diferente de outros transtornos de ansiedade, aquele que passou a ser denominado como síndrome de pânico, ou melhor elucidando, como transtorno de pânico, em razão de suas carac­terísticas serem diferentes dos conhecidos distúrbi­os.
A designação tem origem no deus Pan, da Mito­logia grega, caracterizado pela sua fealdade e forma grotesca, parte homem, parte cabra, e que se com­prazia em assustar as pessoas que se acercavam do seu habitat, nas montanhas da Arcádia, provocando-lhes o medo.
Durante muito tempo, esse distúrbio foi desig­nado indevidamente como ansiedade, síndrome de despersonalização, ansiedade de separação, psicas­tenha, hipocondria, histeria, depressão atípica, ago­rafobia, até ser estudado devidamente por Sigmund Freud, ao descrever uma crise típica de pânico em uma jovem nos Alpes Suíços. Anteriormente, duran­te a guerra franco-austríaca de 1871, o Dr. Marion Da Costa examinou pacientes que voltavam do cam­po de batalha apresentando terríveis comportamen­tos psicológicos, com crises de ansiedade, insegu­rança, medo, diarréia, vertigens e ataques, entre outros sintomas, e que foram denominados como coração irritável, por fim tornando-se conhecido como Síndrome de Da Costa, pela valiosa contri­buição que ele ofereceu ao seu estudo e terapia.
A síndrome de pânico pode ocorrer de um para outro momento e atinge qualquer indivíduo, parti­cularmente entre os 10 a 40 anos de idade, alcançan­do, na atualidade, expressivo índice de vítimas, que oscilam entre 1% e 2% da população em geral.
Na atualidade apresenta-se com alta incidência, levando grande número de pacientes a aflições ino­mináveis.
Existem fatores que desencadeiam, agravam ou atenuam essa ocorrência e podem ser catalogados como físicos e psicológicos.
Já não se pode mais considerar como responsá­vel pelos distúrbios mentais e psicológicos uma cau­sa unívoca, porém, uma série de fatores predispo­nentes como ambientais, especialmente no de pâni­co.
Entre os primeiros se destacam os da hereditari­edade, que se responsabilizam pela fragilidade psí­quica e pela ansiedade de separação. Tais fatores genéticos facultam o desencadear da predisposição biológica para a instalação do distúrbio de pânico. Por outro lado, os conflitos infantis, geradores de insegurança e ansiedade, facultam o campo hábil para a instalação do pânico, quando se dá qualquer ocorrência direta ou indireta, que se responsabiliza pelo desencadeamento da crise.
Acredita-se que a responsabilidade básica esteja no excesso de serotonina sobre o Sistema Nervoso Central, podendo ser controlada a crise mediante aplicação de drogas específicas tais clonazepam, não obstante ainda seja desconhecido o efeito produzido em relação a esse neuro-receptor.
O surto ou crise é de efeitos alarmantes, por transmitir uma sensação de morte, gerando pavor e desespero, que não cedem facilmente.
A utilização de palavras gentis, os cuidados ver­bais e emocionais com o paciente não operam o re­sultado desejado, em razão da disfunção orgânica, que faculta a instalação da ocorrência, embora con­tribuam para fortalecer no enfermo a esperança de recuperação e poder trabalhar-se o psiquismo de forma positiva, que minora a sucessão dos episódios devastadores.
Não raro, o paciente, desestruturado emocionalmente e vitimado pela sucessão das crises, pode de­senvolver um estado profundo de agorafobia ou der­rapar em alcoolismo, toxicomania, como evasões do problema, que mais o agravam, sem dúvida.
É uma doença que se instala com mais freqüên­cia na mulher, embora ocorra também no homem, e não se trata de um problema exclusivamente con­temporâneo, resultado do estresse dos dias atuais, em razão de ser conhecida desde a Grécia antiga, havendo sido, isto sim, melhor identificada mais recentemente, podendo ser curada com cuidadoso tratamento psiquiátrico ou psicológico, desde que o paciente se lhe submeta com tranqüilidade e sem a pressa que costuma acompanhar alguns processos de recuperação da saúde mental.
O distúrbio de pânico encontra-se enraizado no ser que desconsiderou as Soberanas Leis e se reen­carna com predisposição fisiológica, imprimindo nos gens a necessidade da reparação dos delitos transa­tos que permaneceram sem justa retificação, porque desconhecidos da Justiça humana, jamais porém, da divina e da própria consciência do infrator. Por isso mesmo, o portador de distúrbio de pânico não trans­fere por hereditariedade necessariamente a predis­posição aos seus descendentes, podendo, ele próprio não ter antecessor nos familiares com essa disfunção explícita.
Indispensável esclarecer que, embora a gravida­de da crise, o distúrbio de pânico não leva o pacien­te à desencarnação, apesar de dar-lhe essa estranha e dolorosa sensação.

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