NOSSA DÍVIDA PARA COM O SEXO – Casamento 3/5 (3)

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Em nossa ignorância temos menosprezado as faculdades criadoras do sexo, desviando-as para as viciações. Com raras exceções, os atos sexuais têm sido fontes de abuso e não veneráveis como deveriam ser.
Durante nossas incontáveis reencarnações, temos vivido em constante desequilíbrio sexual, donde se originam conflitos e paixões que se projetaram nas reencarnações sucessivas. Muitos desajustes e muitos sofrimentos de hoje têm como causa principal o abuso do sexo nas reencarnações passadas.
Todas as vezes em que usamos o sexo fora do sagrado instituto da família, ligamo-nos a entidades estranha ao nosso círculo evolutivo. Quando o homem ou a mulher se esquecem de seus compromissos matrimoniais e buscam alhures as emoções do sexo, ligam-se a seus parceiros de aventuras, ao desencarnarem, sentem-se atraídos uns aos outros e só então vêm o desequilíbrio em que se precipitaram, e lutam por reequilibrarem-se, o que só lhes será possível através de reencarnações retificadoras.
Por um sem número de comunicações de espíritos desencarnados, cujas experiências sexuais nem sempre foram dignas, o Espiritismo nos demostra a responsabilidade que pesa nos ombros do homem e nos da mulher, no tocante às relações sexuais, qualquer desvio produz consequências funestas. Não se brinca impunemente com os órgãos geradores da vida, o mau uso deles nos arroja em perturbações de cura difícil e, frequentemente, demorada.
O quererem o homem e a mulher gozar clandestinamente das emoções do sexo, origina conflitos e tragédias conjugais. Esses conflitos e essas tragédias, com o desencarne de seus protagonistas, transferem-se para o mundo espiritual, onde fecham num círculo de sofrimentos aqueles que as viveram na terra. Por isso, infelizes daqueles que se não esforçam a tempo no combate às baixas paixões sexuais, o troco do prazer de alguns momentos, recebem séculos de dores.
Eis que aos pais se lhes antolha uma elevada obrigação: a de esclarecerem seus filhos sobre as questões sexuais, tão logo chegue a idade propícia. È preciso que os que se iniciam na vida, estejam de olhos abertos para com as coisas nobres atinentes ao sexo, a fim de não resvalarem pela ladeira escorregadia do abuso e da imoralidade. Os pais que não souberem bem orientar seus filhos nos problemas fundamentais do sexo, tornam-se, perante as leis divinas, co-responsáveis com eles pelos desregramentos que cometerem.
Autor: Eliseu Rigonatti Livro: O Espiritismo Aplicado – Pág. 75

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