A mehor seleção de todos os tempos 5/5 (1)

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Pedro Fagundes Azevedo, ex-presidente da Legião Espírita de Porto Alegre Contribuição de Pedro

A tarefa do técnico, naquele remoto início de temporada, era das mais difíceis. Sem patrocínios ou ajuda do governo, sem olheiros especiais, guiado apenas pela intuição, precisava armar a melhor seleção que o mundo já teve. Tinha que ser uma equipe de craques na fé, sem catimbeiros. Assim, com esse objetivo, passou uma noite em concentração, no alto de uma colina. E, ao descer, na manhã seguinte, perante os curiosos de sempre, anunciou a lista dos convocados: “Simão, a quem deu o sobrenome Pedro, e André, seu irmão, Tiago e João, Felipe e Bartolomeu, Mateus e Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Simão, chamado o Zelador, e Judas irmão de Tiago, e Judas Iscariotes”. (Evangelho de Lucas, 6:13-16). Ao todo, 12 selecionados, ou seja, uma equipe completa e mais um para ficar no banco de reservas.

O esquema tático foi assim formalizado: “Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expeli os demônios. Dai de graça o que de graça recebestes. Não queirais possuir nem ouro, nem prata, nem tragais dinheiro nas vossas cinturas, nem alforje para o caminho, nem duas túnicas, nem calçado, nem bordão; porque o operário é digno de seu alimento.(Mateus, 10:8-13) Esta seleção não tinha roupeiro, nem cozinheiro, nem as outras mordomias tão comuns nos tempos atuais. E apesar do operário ser “digno de seu alimento”, o treinador – que era ninguém menos do que Jesus Cristo – comia tão pouco que deixava seus pupilos seriamente preocupados. E Ele servia-se dessa oportunidade para orientá-los: “Eu tenho um manjar para comer que vós não sabeis. Pelo que diziam os discípulos uns para os outros: será acaso que alguém lhe trouxesse de comer? Disse-lhes Jesus: a minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e cumprir a sua obra”. (João, 4:31-34).

Entretanto, o que ninguém esperava é que entre os selecionados despontasse um autêntico perna-de-pau, rei da catimba, capaz de trair a confiança de todos. Seu nome: Judas Iscariotes, escalado com alguma relutância, pois foi o último a ser anunciado. Acabou por ser envolver num suborno pela equipe adversária, formada por sacerdotes do Sinédrio, adeptos do jogo violento. Em consequência, foi protagonista de um desastrado e proposital gol contra, que determinou a comovente morte do seu técnico. (Marcos, 14:10-11). E, nesse momento decisivo, até capitão da equipe, Pedro, autor de lances inesquecíveis, preferiu se omitir. Furou por três vezes consecutivas, ao negar que era um dos escalados por Jesus. (Marcos, 14:66-72). Apesar disso, forçoso é reconhecer que esta foi a melhor seleção, jamais reunida em todo o mundo. Uma equipe inquebrantável que, sempre sob a orientação de Jesus Cristo, operou milagres em todas suas excursões.

Cerca de dois milênios já se passaram e permanece cada vez mais viva a repercussão de suas vitórias no campo da fé e do amor ao próximo. Se esses lances fossem comentados um a um, como disse um dos principais cronistas daquele época, “creio que nem no mundo todo poderiam caber os livros que seria preciso escrever”. (João, 21:25).

Nota – Amamos, respeitamos e seguimos Jesus acima de tudo. Na metáfora deste artigo, apenas seguimos o seu estilo de empregar as coisas do seu tempo para transmitir o cerne da mensagem. (Exemplos: a figueira que secou, a ovelha que se extraviou, o homem que semeava, etc).

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