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155 – ENCARNAÇÃO DOS ESPÍRITOS

O Espiritismo ensina de que maneira se opera a união do Espírito com o corpo, na encarnação.
Pela sua essência espiritual, o Espírito é um ser indefinido, abstrato, que não pode ter ação direta sobre a matéria,
sendo-lhe indispensável um intermediário, que é o envoltório fluídico, o qual, de certo modo, faz parte integrante dele.
É semimaterial esse envoltório, isto é, pertence à matéria pela sua origem e à espiritualidade pela sua natureza etérea.
Como toda matéria, ele é extraído do fluido cósmico universal que, nessa circunstância, sofre uma modifição especial.
Esse envoltório, denominado perispírito, faz de um ser abstrato, do Espírito, um ser concreto, definindo, apreensível
pelo pensamento. Torna-o apto a atuar sobre a matéria tangível, conforme se dá com todos os fluidos imponderáveis,
que são, como se sabe, os mais poderosos motores.
O fluido perispirítico constitui, pois, o traço de união entre o Espírito e a matéria. Enquanto aquele se acha unido ao
corpo, serve-lhe ele de veículo ao pensamento, para transmitir o movimento às diversas partes do organismo, as quais
atuam sob a impulsão da sua vontade e para fazer que repercutam no Espírito as sensações que os agentes exteriores
produzam. Servem-lhe de fios condutores os nervos como, no telégrafo, ao fluido elétrico serve de condutor o fio
metálico.
Quando o Espírito tem de encarnar num corpo humano em vias de formação, um laço fluídico, que mais não é do que
uma expansão do seu perispírito, o liga ao gérmen que o atrai por uma força irresistível, desde o momento da
concepção. À medida que o gérmen se desenvolve, o laço se encurta. Sob a influência do princípio vito-material do
gérmen o perispírito, que possui certas propriedades da matéria, se une, molécula a molécula, ao corpo em formação,
donde o poder dizer-se que o Espírito, por intermédio do seu perispírito, se enraíza, de certa maneira, nesse gérmen,
como uma planta na terra. Quando o gérmen chega ao seu pleno desenvolvimento, completa é a união, nasce então o ser
para a vida exterior.
Por um efeito contrário, a união do perispírito e da matéria carnal, que se efetuara sob a influência do princípio vital do
gérmen, cessa, desde que esse princípio deixa de atuar, em conseqüência da desorganização do corpo. Mantida que era
por uma força atuante, tal união se desfaz, logo que essa força deixa de atuar. Então, o perispírito se desprende,
molécula a molécula, conforme se unira, e ao Espírito é restituída a liberdade. Assim, não é a partida do Espírito que
causa a, morte do corpo, esta é que determina a partida do Espírito.
Dado que, um instante após a morte, completa é a integração do Espírito, que suas faculdades adquirem até maior poder
de penetração, ao passo que o princípio de vida se acha extinto no corpo, provado evidentemente fica que são distintos o
princípio vital e o princípio espiritual.
Do Livro: “A Gênese” – Capítulo XI – Itens 17 e 18

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