158 – PREEXISTÊNCIA DA ALMA – Mensagens de Emmanuel 5/5 (1)

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158 – PREEXISTÊNCIA DA ALMA

Sem a preexistência da alma, a doutrina do pecado original não seria somente inconciliável com a justiça de Deus, que
tornaria todos os homens responsáveis pela falta de um só, seria também um contra-senso, e tanto menos justificável
quanto, segundo essa doutrina, a alma não existia na época a que se pretende fazer que a sua responsabilidade remonte.
Com a preexistência, o homem traz, ao renascer, o gérmen das suas imperfeições, dos defeitos de que se não corrigiu e
que se traduzem pelos instintos naturais e pelos pendores para tal ou tal vício. É esse o seu verdadeiro pecado original,
cujas conseqüências naturalmente sofre, mas com a diferença capital de que sofre a pena das suas próprias faltas, e não
das de outrem, e com a outra diferença, ao mesmo tempo consoladora, animadora e soberanamente eqüitativa, de que
cada existência lhe oferece os meios de se redimir pela reparação e de progredir, quer despojando-se de alguma
imperfeição, quer adquirindo novos conhecimentos e, assim, até que, suficientemente purificado, não necessite mais da
vida corporal e possa viver exclusivamente a vida espiritual, eterna e bem-aventurada.
Pela mesma razão, aquele que progrediu moralmente traz, ao renascer, qualidades naturais, como o que progrediu
intelectualmente traz idéias inatas, identificado com o bem, pratica-o sem esforço, sem cálculo e, por assim dizer, sem
pensar. Aquele que é obrigado a combater as suas más tendências vive ainda em luta, o primeiro já venceu, o segundo
procura vencer. Existe, pois, a virtude original, como existe o saber original, e o pecado ou, antes, o vício original.
Do Livro: “A Gênese” – Capítulo I – Item 38

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