Reencarnação 5/5 (2)

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Contribuição de Silvio Ribeiro

REENCARNAÇÃO

Texto de Silvio Ribeiro

Nota do autor:

Como palestrante e educador, minha intenção ao escrever este artigo é de convidar você à reflexão e principalmente estimulá-lo à pesquisa.

Se acaso o assunto for do seu interesse, as bibliotecas e a Interrnet estão repletas de obras e estudos sobre o tema. Alguns pró, alguns contra.

Cabe somente a você, investigar e analisar para tirar suas conclusões.

Bons estudos!

(O texto é um pouco longo, mas vale ser lido)

Temas como “Espiritismo”, “Reencarnação” e “Terapia de Vidas Passadas” nos são ainda muito complexos, pois as religiões ocidentais sempre os descartaram e/ou os demonizaram, tendo como base as proibições do Velho Testamento.

Ocorre que o grande legislador Moisés, ao proibir que os hebreus recém- libertos consultassem os espíritos dos “chamados mortos” através dos médiuns, magos e adivinhos, tinha como propósito a determinação de unificar aquele povo já um tanto distanciado dos ensinamentos dos patriarcas, como também contaminado pelo paganismo durante os 400 anos de cativeiro egípcio.

A Bíblia cita uma passagem na qual o rei Saul consulta uma médium na cidade de Endor, para através dela, dialogar com o profeta Samuel, que havia falecido. Vide: AT: 1 Samuel – Cap. 28

Um padre, querido e saudoso amigo, quando indagado sobre a reencarnação, respondia-me elegante e educadamente:

“__Esse assunto não faz parte da doutrina da Igreja”

Ao rezarmos pelas cartilhas e proibições das religiões, ou nos deixarmos levar pelas idéias dos intelectuais orgulhosos e materialistas, acabamos por nos auto-censurar na busca de novos conhecimentos ou conceitos que possam nos levar às respostas não oferecidas pelo clero, rabibos e pastores.

Quanto aos religiosos, suas doutrinas estão solidamente alicerçadas por robustos pilares seculares e dogmáticos, que infelizmente não lhes oferecem alternativas de buscarem outras premissas, devido ao voto de obediência e fidelidade.

Os fiéis católicos, ao rezarem o Credo, assim terminam:

“(creio) Na vida eterna, amém”.

Vida eterna, eternidade e infinito são pontos de absoluta concordância entre todas as religiões do planeta, mas também se constituem num insondável buraco negro.

Você consegue se ver ou situar-se como um ser eterno? Pense um pouco… Difícil imaginar. Mas para facilitar… e daqui 800 mil anos? 500 mil? 120 mil? 30 mil? 15 mil anos? Eu não consigo! Sabemos, a civilização dos Vedas existiu há apenas 7 mil anos.

Difícil também é conceber a idéia de que o Criador possa nos ter dado um única existência carnal, que suponhamos dure 90 anos e condenar um pecador ao inferno, por toda a eternidade. Negar-lhe outras chances para se recuperar, aprender, reparar os erros cometidos e subir na escalada da evolução (escada vislumbrada pelo patriarca Jacó).

E quanto ao infinito? Você consegue imaginar o Universo? Tão impossível quanto acreditar que uma garotinha de 2 anos possa entender com detalhes como se dará seu processo de concepção, gestação e como dará à luz num parto normal, daqui 18 anos.

Acredito que esse “aparente anestesiamento de consciência” sobre a reencarnação, foi ao longo dos tempos, pedagógica e sabiamente administrado pela espiritualidade superior. Pois a humanidade não estava ainda amadurecida para absorver e digerir tal realidade, fazendo da idéia da reencarnação apenas uma vaga e improvável crença. Não um fato concreto.

Diz o apóstolo Paulo em MT 2-Cor 10/12

“Quando chegar o que é perfeito, o imperfeito desaparecerá.

Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança. Desde que me tornei homem, eliminei as coisas de criança.

Hoje vemos como por um espelho, confusamente; mas então veremos face a face. Hoje conheço em parte; mas então conhecerei totalmente, como eu sou conhecido”.

Os tempos são outros. Estamos apenas no limiar do Terceiro Milênio onde as verdades suprimidas ao longo da história, serão gradativamente reveladas, de maneira equilibrada, esclarecedora e serão mais facilmente assimiladas.

Não apenas, Kardec, Leon Denis, Chico Xavier entre tantos mestres, mas com a ciência evolucionada, através da psicologia (com a Terapia de Vidas Passadas), comunicação instrumental, via celular, computador, televisão, rádio, entre outras tecnologias que ainda sequer imaginamos. Mais adiante o celular e os equipamentos citados serão peças de museu, pois mos comunicaremos via pensamento com encarnados e desencarnados, planos superiores e com outros planetas.

Reencarnação – PARTE 2

AS CRENÇAS E A RAZÃO

No final da primeira parte deste artigo, citei a Terapia de Vidas Passadas, uma moderna metodologia psicanalítica que vem sendo estudada e aplicada por diversos especialistas.

Muito se tem escrito sobre o assunto na vasta literatura acadêmica, leiga ou religiosa, cada uma conceituando conforme sua ótica e sobretudo, conforme suas crenças.

As crenças quiméricas permanecerão sempre geradoras das longas esperanças. Delas originaram os deuses através das idades.

A ciência, outrora um pouco intolerante, hoje cada vez mais respeita as concepções alheias ao seu império. Ciência e crença, razão e sentimento pertencem a domínios que não se podem entender, porquanto neles não se fala a mesma língua.

Se a razão não origina a crença, ela, a razão, pode, ao menos, discuti-la e descobrir os seus aspectos errôneos, porque a crença é tão forte e tão potente, que consegue impor-se a despeito das mais claras demonstrações da razão e da ciência.

Enquanto a ciência, através dos seus cautelosos métodos, ainda não revele as imutáveis verdades ocultas talvez sob as aparências das coisas, cumpre que nos contentemos com as certezas acessíveis ao nosso espírito, muito embora correndo também o risco de cairmos no campo da crença.

Onde pretendo chegar:

Trazemos muitos medos adquiridos em várias fases da vida, Os mais arraigados são os originados na gestação, na infância ou em vidas passadas. Para cada caso, uma terapia adequada.

UM FATO VERÍDICO: ORNITOFOBIA

Desde pequeno, um garoto americano sofria de Ornitofobia (medo mórbido de pássaros). Seus pais não conseguiam entender aquelas expressões de terror diante de um viveiro ou mesmo de uma simples gaiola contendo um único pássaro. Acreditavam que tudo passaria quando ele crescesse. Mas isso não se deu, pois ao atingir a adolescência, seu medo persistiu, como veremos adiante.

Foram passar as férias no litoral e quando estavam na praia, aproximou-se um barco pesqueiro. Um bando de gaivotas surgiu em revoada, grasnando sobre o barco e a praia, fazendo com que o jovem começasse a gritar desesperadamente por socorro. Tomado de intenso pavor, acabou desmaiando.

Levado a uma clínica de primeiros socorros, foi medicado com sedativos, mas acordava debatendo-se aos gritos, fazendo com que seus pais desistissem das férias e voltassem para Nova York.

Levaram-no a uma psicóloga que a princípio, utilizou-se de alguns métodos clássicos na tentativa de identificar os motivos daquele medo aparentemente infundado.

Após algumas sessões infrutíferas e sem encontrar a causa, a psicóloga decidiu iniciar o trabalho de regressão de memória.

Foram regredindo até a fase intra-uterina, porém sem nenhum sucesso. Percebendo que o rapaz insistia em regredir mais, a terapeuta concordou, embora fosse membro da Igreja Batista e obviamente não acreditasse em vidas passadas.

O rapaz iniciou a narração, dizendo que se via em sua encarnação anterior, como soldado acampado numa região desértica durante a segunda guerra mundial, onde houve um intenso bombardeio. Muitos morreram e ele foi gravemente atingido pelas explosões. Amontoaram os corpos uns sobre os outros e ele, semi consciente, dado como morto foi colocado sobre a pilha de cadáveres. O batalhão seguiu em frente, pois logo passariam os caminhões recolhendo os corpos.

Ali ficou agonizando, quando vieram os abutres em revoada e começaram a dilacerar seu corpo. Foi nessa circunstância desesperadora e traumática que ele veio a falecer.

Diante dessa revelação, você pode imaginar ou tirar suas próprias conclusões.

O lado positivo da estória é que esse experimento comprobatório estremeceu as estruturas acadêmicas, as convicções religiosas e as crenças da psicóloga, que passou a se aprofundar no estudo da reencarnação. O relato dessa experiência fez parte da sua tese de doutorado, chegando até nós através da AME – Associação Médico Espírita.

Nota:

Este texto tem o simples propósito de convidá-lo à reflexão

e ao raciocínio de que, segundo Shakespeare,

“Há muito mais coisas entre o céu e a terra,

do que supõe nossa vã filosofia”

Abraços:

Silvio Ribeiro

São Paulo

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