Como se vestem os Espíritos – Redação do Momento Espírita 5/5 (5)

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Em seu julgamento, Joana D’Arc respondeu perguntas capciosas.
Tudo para que se pudesse afirmar que ela tinha pacto com as sombras.

Que não fora enviada por Deus para a grave missão que cumpriu: devolver a França aos franceses.

Poder-se-ia imaginar que a adolescente fosse subjugada pela astúcia de um tribunal que objetivava condená-la.

Também ridicularizar o seu papel como heroína de um povo.

Quando o bispo Pierre Cauchon lhe perguntou se os Espíritos lhe apareciam nus, de imediato, respondeu: Acreditai que Deus, nosso Pai, não tenha com que vesti-los?

Ao longo das eras, a arte sacra representou os anjos com vestes longas, brancas, leves, esvoaçantes.
Tudo que nos desse a ideia de sua pureza.

Os elevados a condição de santos, por sua vez, mesmo aqueles como Pedro, o Apóstolo, que era um pescador, são apresentados com ricas vestes, em que se misturam cores vibrantes, veludo, púrpura, sedas.

Jesus, o Mestre de Nazaré, que afirmou que as cobras tinham seus covis, os pássaros tinham seus ninhos, enquanto Ele, o Filho do Homem, não tinha uma pedra para repousar a cabeça, não ficou livre dessa concepção.

As pinturas, as estátuas que objetivam apresentá-lO aos homens, O mostram com vestes luxuosas, ricos mantos.

Para assinalar a grandeza desses Espíritos, em alguns foram acrescentadas joias e coroas.

Por detrás de todas essas concepções, existe uma verdade.
O mundo espiritual é muito rico de recursos e os Espíritos, quando se apresentam aos olhos humanos, o fazem com trajes específicos.

Yvonne do Amaral Pereira, cuja vidência mediúnica lhe permitia ver os Espíritos, afirma que eles podem vestir-se, servindo-se dos ricos elementos esparsos pelo Universo, aos quais acionam voluntária ou insensivelmente, valendo-se das forças do pensamento e da própria vontade!

Assim, o músico polonês Frédéric Chopin, ao lhe aparecer, se apresentava muito bem trajado, à moda da sua época, reinado francês de Luís Filipe.

Lázaro Zamenhof, o criador do Esperanto, lhe aparecia com seu terno do século XX, circundado de um halo como que formado de ondas concêntricas, que assinalam o seu elevado trabalho intelectual.

A entidade que se denomina Charles, martirizado por amor ao Evangelho, no século XVI, na França, durante a célebre matança de São Bartolomeu, se deixa ver em trajes de iniciado hindu.

Ou em trajes de príncipe indiano, visto que no século XVII foi soberano na Índia.

Os integrantes da falange de iniciados hindus ela os percebia em seu uniforme característico, as gemas do anel e do turbante inclusive, envoltos em neblinas lucilantes, com reflexos azuis.

Quanto temos a descobrir da Espiritualidade, um mundo pleno de bênçãos, de recursos acionados pela vontade dos Espíritos.

Os homens, mesmo ignorantes, como que deduzimos tudo isso.
Por isso representamos os santos, os anjos, as entidades mais sublimes tão bem vestidas.

Razão tinha a donzela de Orléans em cientificar àqueles homens do século XV que infinitos são os recursos de Deus.

Quanto ainda nos cabe aprender a respeito desse imenso universo de formas, de ondas, de fluidos.

Redação do Momento Espírita, com informações

do cap.
2, do livro Devassando o invisível,

de Yvonne do Amaral Pereira, ed.
FEB.

Em 6.
11.
2020

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