{"id":1003,"date":"2014-03-11T10:51:00","date_gmt":"2014-03-11T10:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/2014\/03\/11\/recado-de-um-deficiente-visual\/"},"modified":"2014-03-11T10:51:00","modified_gmt":"2014-03-11T10:51:00","slug":"artigo1003","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo1003\/","title":{"rendered":"Recado de um deficiente visual"},"content":{"rendered":"<p><a name=more><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=http:\/\/cecal.centronocaminhodaluz.com.br\/bloguer\/pdf.asp?site=cecal&amp; target=_blank><img src=http:\/\/cecal.centronocaminhodaluz.com.br\/bloguer\/pdf_button.png \/><\/a>     <br \/>Eu perdi um pouco de minha vis\u00e3o aos quatro anos. Bastante vis\u00e3o aos dezesseis e, praticamente tudo, do pouco que me restava, uns tr\u00eas anos depois.  <\/p>\n<p>Tive momentos dif\u00edceis na hora de estudar, na hora de querer namorar, na hora de querer dan\u00e7ar em uma festa.  <\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil se adaptar ao mundo quando n\u00e3o se enxerga, mas \u00e9 importante entender que poucas coisas realmente valiosas s\u00e3o f\u00e1ceis.  <\/p>\n<p>Rapidamente, percebi que tinha s\u00f3 duas op\u00e7\u00f5es. Eu podia ficar fechado em casa, chorando, porque era uma v\u00edtima. Ou podia sair e viver a vida.  <\/p>\n<p>Foi f\u00e1cil entender isso intelectualmente. Emocionalmente, demorei um pouco para aceitar esta simples l\u00f3gica.  <\/p>\n<p>Eu queria tra   balhar, ter responsabilidade, ser produtivo, ser amado, casar, ser independente. Nada disso me seria garantido se eu arriscasse e fosse \u00e0 luta.  <\/p>\n<p>Mas, se eu ficasse me sentindo uma v\u00edtima, era certo que nunca teria nada do que queria. A decis\u00e3o era f\u00e1cil, embora a luta n\u00e3o fosse.  <\/p>\n<p>Acredito que algo que sempre incomoda quando se est\u00e1 enfrentando um desafio, como a cegueira, \u00e9 que acreditamos que tudo isso \u00e9 injusto. Por que eu? Por que eu estou ficando cego?  <\/p>\n<p>Com certeza, outras pessoas se perguntam outras coisas como: Por que eu tenho c\u00e2ncer? Por que n\u00e3o tenho dinheiro? Por que n\u00e3o sou o homem mais bonito ou popular?  <\/p>\n<p>O interessante \u00e9 que sempre achamos que o nosso problema \u00e9 o mais s\u00e9rio.  <\/p>\n<p>O certo \u00e9 que n\u00e3o damos valor a nada do que temos. Ent\u00e3o, sempre parece que n\u00e3o temos nada. S\u00f3 damos valor a coisas que perdemos.  <\/p>\n<p>Quando estava fazendo mestrado em Washington, triste por algum motivo, nem sei se era porque, como cego, estava    tendo dificuldades ou se meu computador estava com problemas, escutei, atrav\u00e9s do r\u00e1dio, as not\u00edcias de um professor universit\u00e1rio na Calif\u00f3rnia que era quadripl\u00e9gico.  <\/p>\n<p>Ele precisava pegar um l\u00e1pis com sua boca e escrever no seu computador, apertando uma tecla de cada vez.  <\/p>\n<p>Imagine: eu me sentindo a maior v\u00edtima. No entanto, eu podia andar por todo o campus, sem ajuda de ningu\u00e9m, podia escrever mais r\u00e1pido \u00e0 m\u00e1quina do que qualquer pessoa na minha sala.  <\/p>\n<p>Aquele professor me ajudou a valorizar muitas coisas que eu n\u00e3o estava dando import\u00e2ncia. Perguntei-me: O que \u00e9 justo? O que \u00e9 injusto?  <\/p>\n<p>\u00c9 justo eu ter pernas quando n\u00e3o as utilizo para ganhar medalhas nas Olimp\u00edadas? Ou n\u00e3o as uso para ajudar o pr\u00f3ximo e nem sequer as valorizo?  <\/p>\n<p>\u00c9 justo eu ter um c\u00e9rebro e n\u00e3o utiliz\u00e1-lo ao m\u00e1ximo? \u00c9 justo eu ter bra\u00e7os fortes e n\u00e3o us\u00e1-los para abra\u00e7ar, demonstrar meu amor a quem, todos os dias, me d\u00e1 tanto?  <\/p>\n<p>\u00c9 justo eu ter uma vida e n\u00e3o me    lembrar de agradecer, todos os dias, aos meus pais por me terem permitido nascer?  <\/p>\n<p>\u00c9 justo eu ter uma esposa, um curso universit\u00e1rio, um cora\u00e7\u00e3o que pulsa, rins que funcionam, pulm\u00f5es fortes, m\u00e3os rijas, e n\u00e3o me recordar de dizer ao meu criador: Obrigado, Deus, por me teres criado?  <\/p>\n<p>*   *   *  <\/p>\n<p>A carta que acabamos de ler \u00e9 de um jovem brasileiro, que trabalha em Nova Iorque. Sua filosofia pessoal, com certeza, n\u00e3o alentar\u00e1 somente aqueles que est\u00e3o enfrentando cegueira f\u00edsica, mas tamb\u00e9m a todos aqueles de n\u00f3s que portamos a cegueira espiritual, que n\u00e3o nos permite enxergar as b\u00ean\u00e7\u00e3os de que somos portadores.  <\/p>\n<p>Pensemos nisso e mudemos o foco das nossas vidas de lutas, dissabores e dificuldades para vidas de oportunidades, testes e aprendizado.  <\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, a partir de carta de Fernando  <br \/>Botelho, endere\u00e7ada a um jovem cego de nome Juliano, residente em  <br \/>Curitiba, Estado do Paran\u00e1.  <br \/>Em 7.3.2014.<\/bo   dy><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_1003\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"1003\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Eu perdi um pouco de minha vis\u00e3o aos quatro anos. 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