{"id":10441,"date":"2010-10-22T00:00:00","date_gmt":"2010-10-22T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2010-10-22T00:00:00","modified_gmt":"2010-10-22T00:00:00","slug":"artigo10441","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo10441\/","title":{"rendered":"M\u00e3e, estou aqui."},"content":{"rendered":"<p>M\u00e3e, estou aqui !<\/p>\n<p>A Sra. *** havia perdido, h\u00e1 alguns meses, sua filha \u00ednica, de catorze anos, objeto de toda sua ternura e muito digna de seu pesar, pelas qualidades que dela prometiam fazer uma mulher perfeita. Essa jovem havia sucumbido a uma longa e dolorosa doen\u00e7a. Inconsol\u00e1vel com essa perda, dia a dia a m\u00e3e via sua sa\u00edde alterar-se, repetindo sem cessar que em breve iria reunir-se\u00e0 filha. Instru\u00edda da possibilidade de comunicar-se com os seres de al\u00e9m t\u00edmulo, a Sra. *** resolveu procurar, numa conversa com a filha, um al\u00edvio para sua pena. Uma senhora de seu conhecimento era m\u00e9dium; mas as duas, com pouca experi\u00eancia para semelhantes evoca\u00e7\u00f5es, sobretudo em circunst\u00e2ncia assim t\u00e3o solene, rogaram- me que as assistisse. \u00c9ramos apenas tr\u00eas: a m\u00e3e, a m\u00e9dium e eu. Eis o resultado dessa primeira sess\u00e3o: A m\u00e3e: Em nome de Deus Todo-Poderoso, Esp\u00edrito J\u00edlia ***, minha filha querida, pe\u00e7o-te que venhas, se Deus o permitir. J\u00edlia: M\u00e3e! Estou aqui! A m\u00e3e: \u00c9s tu mesma, minha filha, que me respondes?<br \/>\n<br \/>Como posso saber que \u00e9s tu? J\u00edlia: Lili. (Era um pequeno apelido familiar dado\u00e0 jovem em sua inf\u00e2ncia; n\u00e3o era conhecido nem da m\u00e9dium, nem de mim, considerando-se que, h\u00e1 v\u00e1rios anos, s\u00f3 a chamavam pelo seu nome de J\u00edlia. A esse sinal, a identidade era evidente; n\u00e3o podendo dominar a emo\u00e7\u00e3o, a m\u00e3e explode em solu\u00e7os). J\u00edlia: M\u00e3e! Por que te afliges? Sou feliz, bem feliz: n\u00e3o sofro mais e te vejo sempre.<br \/>\n<br \/>A m\u00e3e: Mas eu n\u00e3o te vejo. Onde est\u00e1s? J\u00edlia: Aqui, ao teu lado, minha m\u00e3o sobre a Sra. *** (a<br \/>\n<br \/>m\u00e9dium) para fazer-lhe escrever o que te digo. V\u00ea a minha letra (a letra, de fato, era de sua filha). A m\u00e3e: Dizes: minha m\u00e3o; tens, ent\u00e3o, um corpo? J\u00edlia: N\u00e3o tenho mais aquele corpo que tanto me fazia sofrer, mas lhe guardo a apar\u00eancia. N\u00e3o est\u00e1s contente por que eu n\u00e3o sofro mais e posso conversar contigo?<br \/>\n<br \/>A m\u00e3e: Se eu te visse, ent\u00e3o, reconhecer-te-ia? J\u00edlia: Sim, sem d\u00edvida, e j\u00e1 me viste muitas vezes em<br \/>\n<br \/>teus sonhos. A m\u00e3e: De fato, j\u00e1 te revi em meus sonhos, mas pensei que fosse efeito da imagina\u00e7\u00e3o; uma lembran\u00e7a. J\u00edlia: N\u00e3o; sou eu mesma que estou sempre contigo e procuro consolar-te; fui eu que te inspirei a id\u00e9ia de evocar-me. Tenho muitas coisas a te dizer. Desconfia do Sr. ***; ele n\u00e3o \u00e9 sincero. (Esse senhor, conhecido apenas da m\u00e3e, e citado assim espontaneamente, era uma nova prova de identidade do Esp\u00edrito<br \/>\n<br \/>que se manifestava.) A m\u00e3e: Que pode, pois, fazer contra mim o Sr. ***? J\u00edlia: N\u00e3o te posso dizer; isto me \u00e9 proibido. Apenas te advirto para desconfiares dele. A m\u00e3e: Est\u00e1s entre os anjos? J\u00edlia: Oh! Ainda n\u00e3o; n\u00e3o sou bastante perfeita. A m\u00e3e: Entretanto, eu n\u00e3o via nenhum defeito em ti; tu eras boa, doce, am\u00e1vel e benevolente para com todos; isso n\u00e3o basta? J\u00edlia: Para ti, m\u00e3e querida, eu n\u00e3o tinha nenhum defeito;<br \/>\n<br \/>e eu o acreditava, pois mo dizias tantas vezes! Mas, agora, vejo o que me falta para ser perfeita. A m\u00e3e: Como adquirir\u00e1s as qualidades que te faltam? J\u00edlia: Em novas exist\u00eancias, que ser\u00e3o cada vez mais felizes. A m\u00e3e: \u00c9 na Terra que ter\u00e1s essas novas exist\u00eancias? J\u00edlia: Nada sei quanto a isso. A m\u00e3e: Considerando que n\u00e3o havias feito o mal durante tua vida, por que sofreste tanto? J\u00edlia: Prova! Prova! Eu a suportei com paci\u00eancia, por minha confian\u00e7a em Deus; sou muito feliz hoje, por isso. At\u00e9 breve,<br \/>\n<br \/>m\u00e3e querida! Em presen\u00e7a de semelhantes fatos, quem ousaria falar do vazio do t\u00edmulo, quando a vida futura se nos revela assim t\u00e3o palp\u00e1vel? Essa m\u00e3e, minada pelo desgosto, experimenta hoje uma<br \/>\n<br \/>felicidade inef\u00e1vel em poder conversar com a filha; n\u00e3o h\u00e1 mais separa\u00e7\u00e3o entre elas; suas almas se confundem e se expandem no seio uma da outra, pela permuta de seus pensamentos. <\/p>\n<p>*Revista Esp\u00edrita: *Allan Kardec * Janeiro de  (1958)<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_10441\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"10441\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>M\u00e3e, estou aqui ! A Sra. *** havia perdido, h\u00e1 alguns meses, sua filha \u00ednica, de catorze anos, objeto de toda sua ternura e muito digna de seu pesar, pelas qualidades que dela prometiam fazer uma mulher perfeita. Essa jovem havia sucumbido a uma longa e dolorosa doen\u00e7a. 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