{"id":10831,"date":"2011-06-16T00:00:00","date_gmt":"2011-06-16T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-06-16T00:00:00","modified_gmt":"2011-06-16T00:00:00","slug":"artigo10831","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo10831\/","title":{"rendered":"Evangelho Segundo o Espiritismo  Parte 102"},"content":{"rendered":"<div align=left><em><strong>UTILIDADE PROVIDENCIAL DA RIQUEZA. <BR>PROVAS DA RIQUEZA E DA MIS\u00c9RIA<BR><BR>7. Se a riqueza houvesse de constituir obst\u00e1culo absoluto\u00e0 salva\u00e7\u00e3o dos que a possuem, conforme se poderia inferir de certas palavras de Jesus, interpretadas segundo a letra e n\u00e3o segundo o esp\u00edrito, Deus, que a concede, teria posto nas m\u00e3os de alguns um instrumento de perdi\u00e7\u00e3o, sem apela\u00e7\u00e3o nenhuma, id\u00e9ia que repugna\u00e0 raz\u00e3o. Sem d\u00edvida, pelos arrastamentos a que d\u00e1 causa, pelas tenta\u00e7\u00f5es que gera e pela fascina\u00e7\u00e3o que exerce, a riqueza constitui uma prova muito arriscada, mais perigosa do que a mis\u00e9ria. \u00c9 o supremo excitante do orgulho, do ego\u00edsmo e da vida sensual. E o la\u00e7o mais forte que prende o homem\u00e0 Terra e lhe desvia do c\u00e9u os pensamentos. Produz tal vertigem que, muitas vezes, aquele que passa da mis\u00e9ria\u00e0 riqueza esquece de pronto a sua primeira condi\u00e7\u00e3o, os que com ele a partilharam, os que o ajudaram, e faz-se insens\u00edvel, ego\u00edsta e v\u00e3o. Mas, do fato de a riqueza tornar dif\u00edcil a jornada, n\u00e3o se segue que a torne imposs\u00edvel e n\u00e3o possa vir a ser um meio de salva\u00e7\u00e3o para o que dela sabe servir-se, como certos venenos podem restituir a sa\u00edde, se empregados a prop\u00f3sito e com discernimento. <BR><BR>Quando Jesus disse ao mo\u00e7o que o inquiria sobre os meios de ganhar a vida eterna: Desfase-te de todos os teus bens e segue-me, n\u00e3o pretendeu, decerto, estabelecer como princ\u00edpio absoluto que cada um deva despojar-se do que possui e que a salva\u00e7\u00e3o s\u00f3 a esse pre\u00e7o se obt\u00e9m, mas, apenas mostrar que o apego aos bens terrenos \u00e9 um obst\u00e1culo\u00e0 salva\u00e7\u00e3o. Aquele mo\u00e7o, com efeito, se julgava quite porque observara certos mandamentos e, no entanto, recusava-se\u00e0 id\u00e9ia de abandonar os bens de que era dono. Seu desejo de obter a vida eterna n\u00e3o ia at\u00e9 ao extremo de adquiri-la com sacrif\u00edcio. <BR><BR>O que Jesus lhe propunha era uma prova decisiva, destinada a p\u00f4r a nu o fundo do seu pensamento. Ele podia, sem d\u00edvida, ser um homem perfeitamente honesto na opini\u00e3o do mundo, n\u00e3o causar dano a ningu\u00e9m, n\u00e3o maldizer do pr\u00f3ximo, n\u00e3o ser v\u00e3o, nem orgulhoso, honrar a seu pai e a sua m\u00e3e. Mas, n\u00e3o tinha a verdadeira caridade, sua virtude n\u00e3o chegava at\u00e9\u00e0 abnega\u00e7\u00e3o. Isso o que Jesus quis demonstrar. Fazia uma aplica\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio: Fora da caridade n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o.<BR><BR> <BR>A consequ\u00eancia dessas palavras, em sua acep\u00e7\u00e3o rigorosa, seria a aboli\u00e7\u00e3o da riqueza por prejudicial\u00e0 felicidade futura e como causa de uma imensidade de males na Terra, seria, ao demais, a condena\u00e7\u00e3o do trabalho que a pode granjear, consequ\u00eancia absurda, que reconduziria o homem\u00e0 vida selvagem e que, por isso mesmo, estaria em contradi\u00e7\u00e3o com a lei do progresso, que \u00e9 lei de Deus. <BR><BR>Se a riqueza \u00e9 causa de muitos males, se exacerba tanto as m\u00e1s paix\u00f5es, se provoca mesmo tantos crimes, n\u00e3o \u00e9 a ela que devemos inculpar, mas ao homem, que dela abusa, como de todos os dons de Deus. Pelo abuso, ele torna pernicioso o que lhe poderia ser de maior utilidade.  E a consequ\u00eancia do estado de inferioridade do mundo terrestre. Se a riqueza somente males houvesse de produzir, Deus n\u00e3o a teria posto na Terra. Compete ao homem faz\u00ea-la produzir o bem. Se n\u00e3o \u00e9 um elemento direto de progresso moral, \u00e9, sem contesta\u00e7\u00e3o, poderoso elemento de progresso intelectual. <BR><BR>Com efeito, o homem tem por miss\u00e3o trabalhar pela melhoria material do planeta.  Cabe-lhe desobstrui-lo, sane\u00e1-lo, disp\u00f4-lo para receber um dia toda a popula\u00e7\u00e3o que a sua extens\u00e3o comporta. Para alimentar essa popula\u00e7\u00e3o que cresce incessantemente, preciso se faz aumentar a produ\u00e7\u00e3o. Se a produ\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds \u00e9 insuficiente, ser\u00e1 necess\u00e1rio busc\u00e1-la fora.  Por isso mesmo, as rela\u00e7\u00f5es entre os povos constituem uma necessidade. A fim de mais as facilitar, cumpre sejam destru\u00eddos os obst\u00e1culos materiais que os separam e tornadas mais r\u00e1pidas as comunica\u00e7\u00f5es. Para trabalhos que s\u00e3o obra dos s\u00e9culos, teve o homem de extrair os materiais at\u00e9 das entranhas da terra, procurou na Ci\u00eancia os meios de os executar com maior seguran\u00e7a e rapidez. Mas, para os levar a efeito, precisa de recursos: a necessidade f\u00ea-lo criar a riqueza, como o fez descobrir a Ci\u00eancia. A atividade que esses mesmos trabalhos imp\u00f5em lhe amplia e desenvolve a intelig\u00eancia, e essa intelig\u00eancia que ele concentra, primeiro, na satisfa\u00e7\u00e3o das necessidades materiais, o ajudar\u00e1 mais tarde a compreender as grandes verdades morais. Sendo a riqueza o meio primordial de execu\u00e7\u00e3o, sem ela n\u00e3o mais grandes trabalhos, nem atividade, nem estimulante, nem pesquisas. Com raz\u00e3o, pois, \u00e9 a riqueza considerada elemento de progresso.<BR><BR><\/strong><\/em><\/div>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_10831\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"10831\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UTILIDADE PROVIDENCIAL DA RIQUEZA. 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