{"id":10996,"date":"2011-10-20T00:00:00","date_gmt":"2011-10-20T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-10-20T00:00:00","modified_gmt":"2011-10-20T00:00:00","slug":"artigo10996","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo10996\/","title":{"rendered":"Os port\u00f5es de chegada"},"content":{"rendered":"<p>Os port\u00f5es de chegada<\/p>\n<p>Cada abra\u00e7o daqueles guarda uma hist\u00f3ria diferente&#8230;<br \/>\n<br \/>Cada reencontro daqueles revela um outro mundo, uma outra vida, diversa da nossa, da sua&#8230;<br \/>\n<br \/>Se voc\u00ea nunca teve a oportunidade de observar, por mais de cinco segundos, todas aquelas pessoas  \u201c desconhecidos numa multid\u00e3o &#8211; esperando seus amigos, seus familiares, seus amores, n\u00e3o tenha medo de perceber da pr\u00f3xima vez, a magia de um momento, de um lugar.<br \/>\n<br \/>Falamos dos port\u00f5es de chegada de um aeroporto, um desses lugares do mundo onde podemos notar claramente a presen\u00e7a grandiosa do amor.<br \/>\n<br \/>Invis\u00edvel, quase impercept\u00edvel, ali ele est\u00e1 com toda sua sublimidade.<br \/>\n<br \/>Nas declara\u00e7\u00f5es silenciosas de um olhar t\u00edmido. No calor ameno de um abra\u00e7o apertado. No breve constrangimento ao tentar encontrar palavras para explic\u00e1-lo.<br \/>\n<br \/>Na ora\u00e7\u00e3o de tr\u00eas segundos elevada ao Alto &#8211; agradecendo a Deus por ter cuidado de seu ente querido que retorna.<br \/>\n<br \/>Richard Curtis, que assina a produ\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica de nome Love actually  \u201c traduzida no Brasil como Simplesmente amor, traz essas cenas com uma vis\u00e3o muito po\u00e9tica e inspirada.<br \/>\n<br \/>O autor oferece na primeira e \u00edltima cenas do filme exatamente a contempla\u00e7\u00e3o dos port\u00f5es de chegada de um aeroporto e de seu bel\u00edssimo espet\u00e1culo representando a ess\u00eancia do amor.<br \/>\n<br \/>Ouve-se um narrador, nos primeiros segundos, confessando que, toda vez que a vida se lhe mostrava triste, sem gra\u00e7a, cruel, ele se dirigia para o aeroporto para observar aqueles port\u00f5es e ali encontrava o amor por toda parte.<br \/>\n<br \/>Seu cora\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ava uma paz, um al\u00edvio, em notar que o amor ainda existia e que ainda havia esperan\u00e7a para o mundo.<br \/>\n<br \/>Isso tudo pode parecer um tanto po\u00e9tico demais para os mais pr\u00e1ticos, \u00e9 certo.<br \/>\n<br \/>Assim, a melhor forma de compreender a situa\u00e7\u00e3o proposta \u00e9 a pr\u00f3pria viv\u00eancia.<br \/>\n<br \/>Sugerimos que fa\u00e7a a experi\u00eancia de, por alguns minutos, contemplar essas cenas por si mesmo, seja na espera de avi\u00f5es ou outros meios de transporte coletivos.<br \/>\n<br \/>Propomos que parta de uma posi\u00e7\u00e3o mais anal\u00edtica, de in\u00edcio, com algumas pitadas de curiosidade:<br \/>\n<br \/>Que grau de parentesco possuem aquelas pessoas? &#8211; H\u00e1 quanto tempo n\u00e3o se veem? &#8211;  De onde chegam?<br \/>\n<br \/>Ou, quem sabe, sobre outros: Que hist\u00f3rias t\u00eam para contar! &#8211;  O que ir\u00e3o narrar por primeiro ao sa\u00edrem dali? Sobre a fam\u00edlia, sobre a viagem, sobre a espera em outro aeroporto?<br \/>\n<br \/>Ao perceber l\u00e1grimas em alguns olhos, questione: De onde elas v\u00eam? &#8211; H\u00e1 quanto tempo n\u00e3o se encontram? &#8211; Que felicidade n\u00e3o existe dentro da alma naquele momento!<br \/>\n<br \/>Por fim, reflita:<br \/>\n<br \/>Por quanto tempo aquele instante ir\u00e1 ficar guardado na mem\u00f3ria! O instante do reencontro&#8230;<br \/>\n<br \/>Tudo isso poder\u00e1 nos levar a uma analogia final, a uma nova quest\u00e3o: n\u00e3o seria a Terra um imenso aeroporto? Um lugar de chegadas e partidas que n\u00e3o param, constantes, inevit\u00e1veis?<br \/>\n<br \/>Pensando nos port\u00f5es de chegada na Terra, lembramos dos beb\u00eas, que abra\u00e7amos ao nascerem, com este mesmo amor daqueles que esperam num aeroporto por seus amados.<br \/>\n<br \/>Choramos de alegria, contemplando a beleza de uma nova vida, e muitas vezes este choro \u00e9 de gratid\u00e3o pela oportunidade do reencontro.<br \/>\n<br \/>\u00c9 um antigo amor que, por vezes, volta ao nosso lar atrav\u00e9s da reencarna\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<br \/>Pensando agora nos port\u00f5es de partida, inevitavelmente lembramos da morte, da despedida.<br \/>\n<br \/>Mas este sentir poder\u00e1 ser tamb\u00e9m feliz!<br \/>\n<br \/>Como o sentimento que invade uma m\u00e3e ou um pai que d\u00e1 adeus a um filho que logo embarcar\u00e1 em dire\u00e7\u00e3o a outro pa\u00eds, a fim de fazer uma viagem de aprendizagem, de estudo ou profissional.<br \/>\n<br \/>Choram sim, de saudade, mas o sentimento que predomina no bom cora\u00e7\u00e3o dos pais \u00e9 a felicidade pela oportunidade que est\u00e3o recebendo, pois t\u00eam consci\u00eancia de que aquilo \u00e9 o melhor para ele no momento.<br \/>\n<br \/>                                                           *   *   *<br \/>\n<br \/>Vivemos no aeroporto Terra.<br \/>\n<br \/>Todos os dias milhares partem, milhares chegam.<br \/>\n<br \/>Chegadas e partidas s\u00e3o inevit\u00e1veis.<br \/>\n<br \/>O que podemos mudar \u00e9 a forma de observ\u00e1-las.<\/p>\n<p> Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita com base no cap. Os port\u00f5es de chegada, do livro O que as \u00e1guas n\u00e3o refletem, de Andrey Cechelero.<br \/>\n<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_10996\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"10996\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; 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