{"id":11013,"date":"2011-10-27T00:00:00","date_gmt":"2011-10-27T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-10-27T00:00:00","modified_gmt":"2011-10-27T00:00:00","slug":"artigo11013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo11013\/","title":{"rendered":"O triunfo do amor"},"content":{"rendered":"<p>O triunfo do amor<\/p>\n<p>Os que laboram com Direito de Fam\u00edlia est\u00e3o habituados a atenderem dramas humanos.<br \/>\n<br \/>M\u00e3es, que s\u00e3o s\u00f3s para tudo, desde levar o filho ao col\u00e9gio, ao m\u00e9dico, ensinar, educar, chorar, sofrer, entram com a\u00e7\u00f5es, no intuito de despertar nos ex-maridos os deveres de, ao menos, alimentarem seus rebentos.<br \/>\n<br \/>E os casos mais tristes se avolumam: pais que abandonam filhos por um novo amor, pais que desejam ter direito a visitas, enfim, dores e mais dores.<br \/>\n<br \/>E, de modo geral, o ex-casal n\u00e3o se d\u00e1 conta que os filhos ficam no meio dessa disputa de ego\u00edsmo, incompreens\u00e3o e teimosia.<br \/>\n<br \/>Contou-nos um advogado esp\u00edrita, que labora em Varas de Fam\u00edlia, a respeito de uma a\u00e7\u00e3o de regulamenta\u00e7\u00e3o de visitas. A m\u00e3e desejava estabelecer dia e hora do acesso do pai ao filho.<br \/>\n<br \/>O menino foi\u00e0 audi\u00eancia. Seu olhar era triste, traduzindo profunda melancolia. A separa\u00e7\u00e3o fora tumultuada. O marido tra\u00edra a esposa e fora expulso aos tapas de casa. Isso h\u00e1 tr\u00eas anos.<br \/>\n<br \/>Nesse \u00ednterim, raras tinham sido as vezes que o pai vira o filho.<br \/>\n<br \/>O conciliador da audi\u00eancia perguntou da possibilidade de ser estabelecido um acordo. O pai, r\u00e9u na a\u00e7\u00e3o, quedou-se em sil\u00eancio.<br \/>\n<br \/>A m\u00e3e esclareceu que buscara a justi\u00e7a para que o pai fosse obrigado a visitar o filho.<br \/>\n<br \/>O menino baixou a cabe\u00e7a, meneando-a de um lado para outro, como a dizer: Deixa, m\u00e3e. Ele n\u00e3o me quer.<br \/>\n<br \/>Mas ela n\u00e3o parava de falar. As palavras brotavam da sua boca, em jorros, colocando toda sua m\u00e1goa para fora. Afinal, perguntou, se n\u00e3o dera certo a rela\u00e7\u00e3o matrimonial, que culpa tinha o filho?<br \/>\n<br \/>Convidado a falar, o pai, numa frieza cadav\u00e9rica, perguntou se j\u00e1 podia ir embora, desde que n\u00e3o haveria acordo mesmo.<br \/>\n<br \/>Sem olhar para o filho, que era sua fotoc\u00f3pia autenticada, disse que queria virar aquela p\u00e1gina da sua vida.<br \/>\n<br \/>Ele j\u00e1 tinha outra fam\u00edlia, uma esposa e uma filha que era o seu xod\u00f3.<br \/>\n<br \/>Quando ele abriu a carteira para, naquele gesto espont\u00e2neo de pai, mostrar a foto da filha, o menino se esticou todo.<br \/>\n<br \/>Olhou a foto e, entusiasmado, falou: \u00c3\u201d, pai! Leva a garota l\u00e1 em casa. Quero brincar com minha irm\u00e3!<br \/>\n<br \/>Foi o que bastou para que o pai, antes duro como uma rocha, ca\u00edsse em pranto convulsivo.<br \/>\n<br \/>E o que a catadupa de raiva da esposa e todas as pondera\u00e7\u00f5es do conciliador acerca da responsabilidade paterna n\u00e3o haviam conseguido, o garoto alcan\u00e7ara com as palavras m\u00e1gicas: Quero brincar com minha irm\u00e3.<br \/>\n<br \/>Esquecendo o pr\u00f3prio abandono e o que ali se discutia, o menino o chamava de pai e desejava conviver com a desconhecida irm\u00e3.<br \/>\n<br \/>E a fera foi dominada pelo amor, mais uma vez. Isso porque o amor \u00e9 a maior for\u00e7a do Universo.<br \/>\n<br \/>Pensemos nisso!<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com base no artigo O direito de fam\u00edlia e a Doutrina Esp\u00edrita, de H\u00e9lio Ribeiro, dirigente e expositor esp\u00edrita de Niter\u00f3i\/RJ.<br \/>\n<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_11013\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"11013\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O triunfo do amor Os que laboram com Direito de Fam\u00edlia est\u00e3o habituados a atenderem dramas humanos. M\u00e3es, que s\u00e3o s\u00f3s para tudo, desde levar o filho ao col\u00e9gio, ao m\u00e9dico, ensinar, educar, chorar, sofrer, entram com a\u00e7\u00f5es, no intuito de despertar nos ex-maridos os deveres de, ao menos, alimentarem seus rebentos. 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