{"id":11029,"date":"2011-11-03T00:00:00","date_gmt":"2011-11-03T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2011-11-03T00:00:00","modified_gmt":"2011-11-03T00:00:00","slug":"artigo11029","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo11029\/","title":{"rendered":"As penas"},"content":{"rendered":"<p>\n<br \/>Quando pequenas, minha irm\u00e3 e eu \u00e9ramos muito sonhadoras. O sonho e a imagina\u00e7\u00e3o se conjugam muito bem.<br \/>\n<br \/>E, de quando em vez, invent\u00e1vamos hist\u00f3rias sobre nossas companheiras. Essas hist\u00f3rias se transformavam em boatos que, em uma cidade pequena, terminavam por provocar dissabores.<br \/>\n<br \/>Na verdade, n\u00e3o faz\u00edamos aquilo por mal, mas, naturalmente, enquanto d\u00e1vamos r\u00e9deas soltas\u00e0 nossa fantasia, os desagrad\u00e1veis incidentes se multiplicavam.<br \/>\n<br \/>Lembro-me muito bem de certa manh\u00e3, antes do inverno chegar. Ventava muito e n\u00f3s brinc\u00e1vamos no galp\u00e3o. Entretanto mam\u00e3e estava sentada em um tamborete, ao aberto, bem no meio do quintal.<br \/>\n<br \/>Aquilo nos intrigou um pouco, por\u00e9m logo nos distra\u00edmos.<br \/>\n<br \/>Nossa aten\u00e7\u00e3o voltou a ser despertada quando ela nos chamou, solicitando que lev\u00e1ssemos at\u00e9 ela uma almofada e uma tesoura, que se encontravam perto de n\u00f3s.<br \/>\n<br \/>Quando colocamos os dois objetos junto dela, ela nos pediu que cort\u00e1ssemos a almofada ao meio.<br \/>\n<br \/>Obedecemos. A almofada estava cheia de penas e, logo em seguida, levadas pelo vento, elas enchiam o quintal num espet\u00e1culo t\u00e3o lindo como uma tempestade de neve. Eu e minha irm\u00e3 pul\u00e1vamos encantadas com o espet\u00e1culo.<br \/>\n<br \/>Todavia, mam\u00e3e tornou a nos chamar. Junto dela estava a sua cesta de costura, que nem t\u00ednhamos visto. Foi l\u00e1 de dentro que ela tirou uma capa de almofada nova e vazia.<br \/>\n<br \/>Ela solicitou que ench\u00eassemos de novo a almofada. Ficamos admiradas com o pedido, julgando imposs\u00edvel que fosse atendido, pois as penas haviam voado por toda parte.<br \/>\n<br \/>Enquanto observava as penas dan\u00e7ando ao vento, ela fez um coment\u00e1rio que eu e minha irm\u00e3 n\u00e3o pudemos esquecer por toda a vida.<br \/>\n<br \/>Ela comparou as penas com os boatos que certas pessoas propagam: uma vez espalhados, n\u00e3o h\u00e1 meios de faz\u00ea-los voltar ao ponto de partida.<br \/>\n<br \/>* * *<br \/>\n<br \/>Esta singela hist\u00f3ria nos leva a refletir o quanto \u00e9 importante cuidarmos de qualquer coment\u00e1rio que possamos vir a fazer a respeito de outras pessoas.<br \/>\n<br \/>Vigiemos sempre as nossas palavras, n\u00e3o nos entregando\u00e0 maledic\u00eancia.<br \/>\n<br \/>Poucos de n\u00f3s cultivam a indulg\u00eancia, um sentimento fraternal que nos move a n\u00e3o enxergar as falhas e os defeitos dos outros.<br \/>\n<br \/>Quando notarmos as fraquezas alheias, evitemos divulg\u00e1-las ou tenhamos o cuidado de atenu\u00e1-las tanto quanto poss\u00edvel.<br \/>\n<br \/>Julguemos com severidade somente as nossas pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es, pois todos n\u00f3s temos defeitos a corrigir e h\u00e1bitos a modificar, e muitas vezes, cometemos graves faltas.<br \/>\n<br \/>Ser indulgente com as fraquezas do outro \u00e9 uma forma de praticar a caridade.<br \/>\n<br \/>O verdadeiro car\u00e1ter da caridade \u00e9 a mod\u00e9stia e a humildade, que consistem em ver cada um apenas superficialmente os defeitos de outrem e esfor\u00e7ar-se por fazer que prevale\u00e7a o que h\u00e1 nele de bom e de virtuoso.<br \/>\n<br \/>* * *<br \/>\n<br \/>Reflitamos sempre se o que nos chega ao ouvido \u00e9 absolutamente verdadeiro para ser passado adiante. Pensemos se o que vamos comentar tamb\u00e9m gostar\u00edamos que as pessoas dissessem a nosso respeito.<br \/>\n<br \/>Analisemos se \u00e9 mesmo necess\u00e1rio falar sobre este ou aquele fato, se trar\u00e1 algum benef\u00edcio ou se n\u00e3o prejudicar\u00e1 algu\u00e9m.<br \/>\n<br \/>Antes de cedermos ao impulso de passar adiante qualquer coment\u00e1rio, lembremos sempre das penas soltas ao vento, como se fossem as nossas palavras que, de nenhuma forma, podemos tornar a recolher.<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com base no cap. As penas, do livro E, para o resto da vida, de Wallace Leal V. Rodrigues, ed. O clarim e frase do item 18, cap. X, do livro O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb.<br \/>\n<br \/>Em 18.08.2011.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_11029\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"11029\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando pequenas, minha irm\u00e3 e eu \u00e9ramos muito sonhadoras. O sonho e a imagina\u00e7\u00e3o se conjugam muito bem. E, de quando em vez, invent\u00e1vamos hist\u00f3rias sobre nossas companheiras. Essas hist\u00f3rias se transformavam em boatos que, em uma cidade pequena, terminavam por provocar dissabores. 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