{"id":11163,"date":"2012-01-19T00:00:00","date_gmt":"2012-01-19T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-01-19T00:00:00","modified_gmt":"2012-01-19T00:00:00","slug":"artigo11163","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo11163\/","title":{"rendered":"Nossas m\u00e3es africanas"},"content":{"rendered":"<p>Eis aqui a escrava do Senhor, cumpra-se em mim segundo a sua palavra.<br \/>\n<br \/>Esta \u00e9 a forma com a qual Maria, a m\u00e3e de Jesus, responde ao mensageiro celeste que lhe vem anunciar a concep\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a.<br \/>\n<br \/>Estranho se posicionar como escrava quem foi escolhida para ser a excelsa m\u00e3e de Jesus. Basta uma pequena reflex\u00e3o, no entanto, para verificarmos como a express\u00e3o est\u00e1 adequada.<br \/>\n<br \/>Recordamos de tantas escravas, ao longo da Hist\u00f3ria, que se transformaram em auxiliares indispens\u00e1veis dos seus senhores.<br \/>\n<br \/>Escravas cujos nomes acabaram associados aos seus pr\u00f3prios senhores.<br \/>\n<br \/>No Brasil, lembramos das escravas africanas que serviram ao homem branco. Muitas delas n\u00e3o somente carregaram o sinhozinho nos bra\u00e7os mas o alimentaram com o pr\u00f3prio seio.<br \/>\n<br \/>Tornaram-se suas segundas m\u00e3es, acompanhando-os mesmo depois de crescidos, na forma\u00e7\u00e3o do novo lar, a atender-lhes os filhos, como uma av\u00f3.<br \/>\n<br \/>Av\u00f3 de cor. Av\u00f3 de amor.<br \/>\n<br \/>Amas de leite que, por vezes, tinham seu pr\u00f3prio rebento afastado dos bra\u00e7os, a fim de que sobrasse mais alimento dos seus seios para o filho branco.<br \/>\n<br \/>E, por n\u00e3o terem o seu beb\u00ea nos bra\u00e7os, por terem a saudade a lhes magoar a alma, por sentirem falta do seu filhinho, drasticamente afastado de seu carinho, dedicavam-se ao filho da alheia carne.<br \/>\n<br \/>O filho do sinh\u00f4, o filho da sinh\u00e1.<br \/>\n<br \/>Quem poder\u00e1 esquecer como essas m\u00e3es alimentaram, n\u00e3o somente o corpo, mas a imagina\u00e7\u00e3o e a mente das crian\u00e7as sob sua guarda?<br \/>\n<br \/>Quantas hist\u00f3rias das suas long\u00ednquas terras, das tradi\u00e7\u00f5es de sua gente povoaram as noites daqueles meninos e meninas atentos, ao redor do fogo, no terreiro&#8230;<br \/>\n<br \/>Ou no aconchego da casa grande, ao p\u00e9 do fog\u00e3o.<br \/>\n<br \/>Quantos mingaus, cozidos, temperos foram acrescentados ao card\u00e1pio di\u00e1rio.<br \/>\n<br \/>Aprendendo a l\u00edngua de quem as tinha sob seus servi\u00e7os, introduziram palavras diferentes no vocabul\u00e1rio dos pequenos.<br \/>\n<br \/>E para os acalmar, nas noites de medo, elas cantavam as melodias com que foram elas pr\u00f3prias acalentadas em sua inf\u00e2ncia.<br \/>\n<br \/>E, enquanto a saudade as consumia intimamente, tamb\u00e9m lembravam em versos das riquezas de sua terra natal, de melodias, de dan\u00e7as, de cantorias.<br \/>\n<br \/>Recordavam dos dias de alegria, quando a liberdade lhes sorria e o futuro era sonhado, nas tardes quentes e nas noites mornas.<br \/>\n<br \/>Escravas m\u00e3es. M\u00e3es escravas.<br \/>\n<br \/>Benditas sejam por todos os cuidados dispensados ao homem branco, por sua capacidade de amar o filho alheio.<br \/>\n<br \/>Benditas sejam por sua grandeza, por sua dedica\u00e7\u00e3o, pela contribui\u00e7\u00e3o\u00e0 cultura do povo que as escravizou.<br \/>\n<br \/>Que nunca esque\u00e7amos o quanto devemos a essas criaturas pois se a escravid\u00e3o as mantinha presas a tarefas determinadas, foi de forma volunt\u00e1ria que entregaram em holocausto ao amor o pr\u00f3prio cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita.<br \/>\n<br \/>Em 30.11.2011.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_11163\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"11163\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Eis aqui a escrava do Senhor, cumpra-se em mim segundo a sua palavra. Esta \u00e9 a forma com a qual Maria, a m\u00e3e de Jesus, responde ao mensageiro celeste que lhe vem anunciar a concep\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a. Estranho se posicionar como escrava quem foi escolhida para ser a excelsa m\u00e3e de Jesus. 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