{"id":11210,"date":"2012-02-16T00:00:00","date_gmt":"2012-02-16T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-02-16T00:00:00","modified_gmt":"2012-02-16T00:00:00","slug":"artigo11210","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo11210\/","title":{"rendered":"A esperan\u00e7a nunca morre"},"content":{"rendered":"<p>\n<br \/>O asilo de idosos recebeu naquela manh\u00e3 mais uma senhora.<br \/>\n<br \/>Chegou calada, sentou-se em uma cadeira de rodas e mergulhou em l\u00e1grimas. O semblante traduzia a desesperan\u00e7a e a m\u00e1goa pelo abandono.<br \/>\n<br \/>Notava-se que o seu \u00ednico intuito era aguardar a morte. Parecia que a sua volta tudo j\u00e1 morrera, igualmente.<br \/>\n<br \/>Foi ent\u00e3o que um jovem, que costumava visitar os idosos com regularidade, se aproximou.<br \/>\n<br \/>Tentou conversar. Mas ela se mantinha calada, num protesto mudo de rejei\u00e7\u00e3o aos homens que a haviam deixado ali. Longos suspiros escapavam do seu peito e as l\u00e1grimas rolavam, silenciosas.<br \/>\n<br \/>O rapaz brincou, perguntou e insistiu. Ela n\u00e3o conseguiu resistir. Sorriu e acabou por contar a triste hist\u00f3ria de sua vida.<br \/>\n<br \/>Fora uma mulher muito rica. Com o marido, administrava sete fazendas. Com a morte dele, ela assumira os compromissos, ao tempo que cuidava da \u00ednica filha.<br \/>\n<br \/>Quando a filha se casou, estranhamente foi se acercando da m\u00e3e. Come\u00e7ou a se interessar pelos neg\u00f3cios. Depois, foi a vez do genro. Tarefas divididas. Esfor\u00e7os somados.<br \/>\n<br \/>Ela pensava em como tudo, um dia, deveria ficar para a filha e os netos. Talvez ela, em sua velhice, pudesse realizar algumas viagens que nunca se permitira.<br \/>\n<br \/>Aos setenta e dois anos, por insist\u00eancia da filha, passou-lhe uma procura\u00e7\u00e3o, concedendo-lhe amplos poderes.<br \/>\n<br \/>Fora seu erro. Em plena posse de tudo o que um dia seria seu por direito, a filha aliou-se ao marido e, em doloroso processo, conseguiu que a m\u00e3e fosse declarada incapaz.<br \/>\n<br \/>Por fim, a colocaram naquele asilo, sem recursos. N\u00e3o era para morrer de desgosto? &#8211; Concluiu a senhora.<br \/>\n<br \/>O jovem, reconhecendo nela os valores da lideran\u00e7a, da capacidade de trabalho, lhe falou do quanto ela poderia enriquecer outras vidas.<br \/>\n<br \/>Ela era uma pessoa com experi\u00eancia administrativa. Por que n\u00e3o se dispor ao trabalho naquela institui\u00e7\u00e3o, auxiliando o servi\u00e7o de volunt\u00e1rios e funcion\u00e1rios?<br \/>\n<br \/>Por que n\u00e3o reunir aqueles idosos todos, sem esperan\u00e7a, e lhes falar da terra, de gr\u00e3os, produ\u00e7\u00e3o, gado, semeaduras?<br \/>\n<br \/>Afinal, muitos deles vinham do campo e, com certeza, gostariam de ouvir sobre o que fora a t\u00f4nica das suas vidas, por um largo tempo.<br \/>\n<br \/>Ela ouviu, ouviu e aceitou a ideia.<br \/>\n<br \/>Levantou-se da cadeira de rodas onde se jogara e come\u00e7ou a agir. Sua filha e seu genro lhe haviam usurpado os bens, arrancando-lhe as possibilidades de viver como desejasse. Mas n\u00e3o podiam lhe destruir as conquistas interiores.<br \/>\n<br \/>Ela tinha valor e esse valor podia ser usado em prol de outros desesperan\u00e7ados.<br \/>\n<br \/>Ergueu-se, sacudiu a poeira da m\u00e1goa e come\u00e7ou a fazer sol em outras vidas, inundando-se de luz.<br \/>\n<br \/>*   *   *<br \/>\n<br \/>Se voc\u00ea est\u00e1 triste porque foi abandonado, lembre-se dos que nunca tiveram fam\u00edlia, lar e afetos.<br \/>\n<br \/>Se voc\u00ea est\u00e1 magoado porque lhe feriram, n\u00e3o permita que isso destrua o restante da sua vida.<br \/>\n<br \/>Ningu\u00e9m lhe pode tirar as conquistas realizadas, os talentos conseguidos e a imensa capacidade de amar que temos todos n\u00f3s, Esp\u00edritos imortais, filhos de Deus.<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita.<br \/>\n<br \/>Em 24.01.2012.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_11210\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"11210\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O asilo de idosos recebeu naquela manh\u00e3 mais uma senhora. Chegou calada, sentou-se em uma cadeira de rodas e mergulhou em l\u00e1grimas. O semblante traduzia a desesperan\u00e7a e a m\u00e1goa pelo abandono. Notava-se que o seu \u00ednico intuito era aguardar a morte. Parecia que a sua volta tudo j\u00e1 morrera, igualmente. 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