{"id":11486,"date":"2012-07-20T00:00:00","date_gmt":"2012-07-20T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-07-20T00:00:00","modified_gmt":"2012-07-20T00:00:00","slug":"artigo11486","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo11486\/","title":{"rendered":"Perd\u00e3o e liberdade"},"content":{"rendered":"<p>Ela era uma adolescente quando policiais nazistas invadiram o escrit\u00f3rio de seu pai e o levaram embora. Ela nunca mais o viu.<br \/>\n<br \/>Logo depois do in\u00edcio da Segunda Guerra Mundial, ela e toda sua fam\u00edlia, inclusive os av\u00f3s, foram presos e depositados no campo de concentra\u00e7\u00e3o, em Maidanek. Era uma das mais tristes usinas da morte de Hitler.<br \/>\n<br \/>Certo dia, ela e os familiares foram colocados numa fila, obrigados a se despirem e entrar numa grande c\u00e2mara. Golda conhecia aquela fila. Era para onde seus amigos e conhecidos tinham ido e de onde nunca mais voltaram.<br \/>\n<br \/>Por isso mesmo, ela e os demais gritaram, choraram, rezaram. Mas n\u00e3o havia nenhuma esperan\u00e7a.<br \/>\n<br \/>Golda foi a \u00edltima a ser empurrada para dentro da c\u00e2mara, antes dos guardas fecharem a porta e liberarem o g\u00e1s mortal.<br \/>\n<br \/>Contudo, por alguma interven\u00e7\u00e3o Divina, a porta n\u00e3o se fechava com ela l\u00e1 dentro.<br \/>\n<br \/>Por isso, os guardas a puxaram para fora e a jogaram ao ar livre. Como o seu nome constava na lista dos mortos, ela nunca mais foi chamada. Para todos os efeitos, estava morta.<br \/>\n<br \/>Ent\u00e3o, toda a sua energia se voltou para um \u00ednico objetivo: sobreviver. Ela desejava continuar viva. Quando tudo acabasse, contaria para o mundo o que aqueles homens, que mais pareciam animais, tinham feito aos seus semelhantes.<br \/>\n<br \/>Conseguiu sobreviver ao inverno polon\u00eas e imaginava que se Deus a tinha poupado, era para contar\u00e0s gera\u00e7\u00f5es futuras o que tinha presenciado.<br \/>\n<br \/>O \u00f3dio a alimentava, quando a comida faltava. Quando se sentia desfalecer de cansa\u00e7o e de fome, fechava os olhos, lembrava dos gritos das suas companheiras sendo usadas como cobaias pelos m\u00e9dicos do campo ou sendo violentadas pelos guardas.<br \/>\n<br \/>Imaginava o campo de concentra\u00e7\u00e3o sendo libertado e dizia para si mesma: O mundo inteiro saber\u00e1 desses horrores. Eu me encarregarei de contar.<br \/>\n<br \/>Quando os aliados chegaram, Golda ficou paralisada de raiva e amargura. Ao ver os port\u00f5es sendo derrubados e todos os prisioneiros, incluindo ela mesma, serem libertados, um racioc\u00ednio novo dela tomou conta: era inconceb\u00edvel passar o resto de sua preciosa vida destilando \u00f3dio.<br \/>\n<br \/>Se usasse a sua vida, que fora poupada, para plantar as sementes do \u00f3dio, ela n\u00e3o seria diferente de Hitler e todos aqueles homens cru\u00e9is. Seria apenas mais uma v\u00edtima, destilando vingan\u00e7a. A \u00ednica maneira de encontrar a paz era perdoar.<br \/>\n<br \/>Por isso, tomou uma decis\u00e3o: dedicaria a sua vida a mudar outras vidas. Se ela pudesse mudar a vida de uma pessoa, transformando seu \u00f3dio e seu desejo de vingan\u00e7a em amor e comisera\u00e7\u00e3o, teria merecido sobreviver.<br \/>\n<br \/>E assim fez. Foi servir como volunt\u00e1ria na reconstru\u00e7\u00e3o da Pol\u00f4nia e a sua semeadura foi a do perd\u00e3o e do amor.<br \/>\n<br \/>*   *   *<br \/>\n<br \/>Perdoemos sempre, esquecendo todo o mal, a fim de recordar o nosso dever de fazer todo o bem poss\u00edvel.<br \/>\n<br \/>Perdoemos a agress\u00e3o de qualquer natureza, n\u00e3o conservando forma alguma de ressentimento contra quem se faz instrumento do mal.<br \/>\n<br \/>Perdoemos a impiedade, reconhecendo que o seu portador \u00e9 algu\u00e9m a caminho da loucura.<br \/>\n<br \/>Perdoemos, enfim, porque o nosso compromisso \u00e9 com o amor. Conforme fez Jesus, amemos, perdoando sempre a tudo e a todos sem desfalecimento.<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com base no cap. 10 do<br \/>\n<br \/>livro A roda da vida, de Elisabeth Kubler-Ross, m.d., ed.<br \/>\n<br \/>Sextante e no cap. 24 do livro Rumos libertadores, pelo Esp\u00edrito<br \/>\n<br \/>Joanna de \u00c3\u201angelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed.<br \/>\n<br \/>Leal.<br \/>\n<br \/>Em 10.07.2012.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_11486\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"11486\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ela era uma adolescente quando policiais nazistas invadiram o escrit\u00f3rio de seu pai e o levaram embora. Ela nunca mais o viu. Logo depois do in\u00edcio da Segunda Guerra Mundial, ela e toda sua fam\u00edlia, inclusive os av\u00f3s, foram presos e depositados no campo de concentra\u00e7\u00e3o, em Maidanek. 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