{"id":11491,"date":"2012-07-22T00:00:00","date_gmt":"2012-07-22T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-07-22T00:00:00","modified_gmt":"2012-07-22T00:00:00","slug":"artigo11491","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo11491\/","title":{"rendered":"Evangelho Segundo o Espiritismo  Parte 161"},"content":{"rendered":"<div align=left><em><strong>DA PRECE PELOS MORTOS E PELOS ESP\u00c3\u008dRITOS<BR>SOFREDORES<BR><BR>18. Os Esp\u00edritos sofredores reclamam preces e estas lhes s\u00e3o proveitosas, porque, verificando que h\u00e1 quem neles pense, menos abandonados se sentem, menos infelizes. Entretanto, a prece tem sobre eles a\u00e7\u00e3o mais direta: reanima-os, incute-lhes o desejo de se elevarem pelo arrependimento e pela repara\u00e7\u00e3o e, possivelmente, desvia-lhes do mal o pensamento. E nesse sentido que lhes pode n\u00e3o s\u00f3 aliviar, como abreviar os sofrimentos. (Veja-se: O C\u00e9u e o Inferno, 2\u00c2\u00aa Parte  Exemplos.) <BR><BR>19. Pessoas h\u00e1 que n\u00e3o admitem a prece pelos mortos, porque, segundo acreditam, a alma s\u00f3 tem duas alternativas: ser salva ou ser condenada\u00e0s penas eternas, resultando, pois, em ambos os casos, in\u00edtil a prece. Sem discutir o valor dessa cren\u00e7a, admitamos, por instantes, a realidade das penas eternas e irremiss\u00edveis e que as nossas preces sejam impotentes para lhes p\u00f4r termo. Perguntamos se, nessa hip\u00f3tese, ser\u00e1 l\u00f3gico, ser\u00e1 caridoso, ser\u00e1 crist\u00e3o recusar a prece pelos r\u00e9probos? Tais preces, por mais impotentes que fossem para os liberar, n\u00e3o lhes seriam uma demonstra\u00e7\u00e3o de piedade capaz de abrandar-lhes os sofrimentos? Na Terra, quando um homem \u00e9 condenado a gal\u00e9s perp\u00e9tuas, quando mesmo n\u00e3o haja a m\u00ednima esperan\u00e7a de obter-se para ele perd\u00e3o, ser\u00e1 defeso a uma pessoa caridosa ir carregar-lhe os grilh\u00f5es, para alivi\u00e1-lo do peso destes?  Em sendo algu\u00e9m atacado de mal incur\u00e1vel, dever-se-\u00e1, por n\u00e3o haver para o doente esperan\u00e7a nenhuma de cura, abandon\u00e1-lo, sem lhe proporcionar qualquer alivio? Lembrai-vos de que, entre os r\u00e9probos, pode achar-se uma pessoa que vos foi cara, um amigo, talvez um pai, uma m\u00e3e, ou um filho, e dizei se, n\u00e3o havendo, segundo credes, possibilidade de ser perdoado esse ente, lhe recusar\u00edeis um copo d\u00e1gua para mitigar-lhe a sede? um b\u00e1lsamo que lhe seque as chagas?  N\u00e3o far\u00edeis por ele o que far\u00edeis por um gal\u00e9? N\u00e3o lhe dar\u00edeis uma prova de amor, uma consola\u00e7\u00e3o? N\u00e3o, isso crist\u00e3o n\u00e3o seria. Uma cren\u00e7a que petrifica o cora\u00e7\u00e3o \u00e9 incompat\u00edvel com a cren\u00e7a em um Deus que p\u00f5e na primeira categoria dos deveres o amor ao pr\u00f3ximo. <BR><BR>A n\u00e3o eternidade das penas n\u00e3o implica a nega\u00e7\u00e3o de uma penalidade tempor\u00e1ria, dado n\u00e3o ser poss\u00edvel que Deus, em sua justi\u00e7a, confunda o bem e o mal. Ora, negar, neste caso, a efic\u00e1cia da prece, fora negar a efic\u00e1cia da consola\u00e7\u00e3o, dos encorajamentos, dos bons conselhos, fora negar a for\u00e7a que haurimos da assist\u00eancia moral dos que nos querem bem. <BR><BR>20. Outros se fundam numa raz\u00e3o mais especiosa: a imutabilidade dos decretos divinos. Deus, dizem esses, n\u00e3o pode mudar as suas decis\u00f5es a pedido das criaturas, a n\u00e3o ser assim, careceria de estabilidade o mundo.  O homem, pois, nada tem de pedir a Deus, s\u00f3 lhe cabendo submeter-se e ador\u00e1-lo. <BR><BR>H\u00e1, nesse modo de raciocinar, uma aplica\u00e7\u00e3o falsa do princ\u00edpio da imutabilidade da lei divina, ou melhor, ignor\u00e2ncia da lei, no que concerne\u00e0 penalidade futura. Essa lei revelam-na hoje os Esp\u00edritos do Senhor, quando o homem se tornou suficientemente maduro para compreender o que, na f\u00e9, \u00e9 conforme ou contr\u00e1rio aos atributos divinos. <BR><BR>Segundo o dogma da eternidade absoluta das penas, n\u00e3o se levam em conta ao culpado os remorsos, nem o arrependimento. \u00c9-lhe in\u00edtil todo desejo de melhorar-se: est\u00e1 condenado a conservar-se perpetuamente no mal. Se a sua condena\u00e7\u00e3o foi por determinado tempo, a pena cessar\u00e1, uma vez expirado esse tempo. Mas, quem poder\u00e1 afirmar que ele ent\u00e3o possua melhores sentimentos? Quem poder\u00e1 dizer que, a exemplo de muitos condenados da Terra, ao sair da pris\u00e3o, ele n\u00e3o seja t\u00e3o mau quanto antes? No primeiro caso, seria manter na dor do castigo um homem que volveu ao bem, no segundo, seria agraciar a um que continua culpado. A lei de Deus \u00e9 mais previdente. Sempre justa, equitativa e misericordiosa, n\u00e3o estabelece para a pena, qualquer que esta seja, dura\u00e7\u00e3o alguma. Ela se resume assim: <BR><BR>21. O homem sofre sempre a consequ\u00eancia de suas faltas, n\u00e3o h\u00e1 uma s\u00f3 infra\u00e7\u00e3o\u00e0 lei de Deus que fique sem a correspondente puni\u00e7\u00e3o. <BR><BR>A severidade do castigo \u00e9 proporcionada\u00e0 gravidade da falta. <BR><BR> Indeterminada \u00e9 a dura\u00e7\u00e3o do castigo, para qualquer falta, fica subordinada ao arrependimento do culpado e ao seu retorno a senda do bem, a pena dura tanto quanto a obstina\u00e7\u00e3o no mal, seria perp\u00e9tua, se perp\u00e9tua fosse a obstina\u00e7\u00e3o, dura pouco, se pronto \u00e9 o arrependimento. <BR><BR>Desde que o culpado clame por miseric\u00f3rdia, Deus o ouve e lhe concede a esperan\u00e7a.   Mas, n\u00e3o basta o simples pesar do mal causado, \u00e9 necess\u00e1ria a repara\u00e7\u00e3o, pelo que o culpado se v\u00ea submetido a novas provas em que pode, sempre por sua livre vontade, praticar o bem, reparando o mal que haja feito.<BR><BR>O homem \u00e9, assim, constantemente, o \u00e1rbitro de sua pr\u00f3pria sorte, pertence-lhe  abreviar ou prolongar indefinidamente o seu supl\u00edcio, a sua felicidade ou a sua desgra\u00e7a dependem da vontade que tenha de praticar o bem. \u009d<BR><BR>Tal a lei, lei imut\u00e1vel e em conformidade com a bondade e a justi\u00e7a de Deus. <BR><BR>Assim, o Esp\u00edrito culpado e infeliz pode sempre salvar-se a si mesmo: a lei de Deus estabelece a condi\u00e7\u00e3o em que se lhe toma poss\u00edvel faz\u00ea-lo. O que as mais das vezes lhe falta \u00e9 a vontade, a for\u00e7a, a coragem. Se, por nossas preces, lhe inspiramos essa vontade, se o amparamos e animamos, se, pelos nossos conselhos, lhe damos as luzes de que carece, em lugar de pedirmos a Deus que derrogue a sua lei, tornamo-nos instrumentos da execu\u00e7\u00e3o de outra lei, tamb\u00e9m sua, a de amor e de caridade, execu\u00e7\u00e3o em que, desse modo, ele nos permite participar, dando n\u00f3s mesmos, com isso, uma prova de caridade. (Veja-se O C\u00e9u e o Inferno, l\u00c2\u00aa Parte, caps. IV, VII, VIII.) <BR><BR><\/strong><\/em><\/div>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_11491\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"11491\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DA PRECE PELOS MORTOS E PELOS ESP\u00c3\u008dRITOSSOFREDORES18. Os Esp\u00edritos sofredores reclamam preces e estas lhes s\u00e3o proveitosas, porque, verificando que h\u00e1 quem neles pense, menos abandonados se sentem, menos infelizes. Entretanto, a prece tem sobre eles a\u00e7\u00e3o mais direta: reanima-os, incute-lhes o desejo de se elevarem pelo arrependimento e pela repara\u00e7\u00e3o e, possivelmente, desvia-lhes do&hellip; <br \/> <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo11491\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_11491\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"11491\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"Closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[],"class_list":["post-11491","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-evangelho"],"a3_pvc":{"activated":true,"total_views":1152,"today_views":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11491","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11491"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11491\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11491"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11491"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11491"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}