{"id":11629,"date":"2012-09-28T00:00:00","date_gmt":"2012-09-28T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-09-28T00:00:00","modified_gmt":"2012-09-28T00:00:00","slug":"artigo11629","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo11629\/","title":{"rendered":"Nossas personas"},"content":{"rendered":"<p>\n<br \/>Na Gr\u00e9cia e na Roma antiga, era comum os atores se utilizarem de m\u00e1scaras para interpretar seus personagens.<br \/>\n<br \/>A essas m\u00e1scaras era dado o nome de persona. Da\u00ed a origem da palavra personagem.<br \/>\n<br \/>A palavra persona vem do latim, per sonare, ou soar atrav\u00e9s de, pois essas m\u00e1scaras faziam com que a voz dos atores bem chegasse aos espectadores.<br \/>\n<br \/>Muito mais tarde, no S\u00e9culo XX, um c\u00e9lebre estudioso da mente e do comportamento humano, o su\u00ed\u00e7o Carl Jung, se utilizou da mesma palavra para descrever um tipo de comportamento dos seres humanos. O de utilizarmos m\u00e1scaras para nos relacionarmos.<br \/>\n<br \/>N\u00e3o somos poucos os que nos utilizamos de pesadas m\u00e1scaras para esconder dores, dificuldades e dramas que marcam nossa alma.<br \/>\n<br \/>N\u00e3o somos poucos os violentos e agressivos, que fazemos desse comportamento nossa rota de fuga para esconder fragilidades, medos e inseguran\u00e7as.<br \/>\n<br \/>E, em grande n\u00edmero, somos os cr\u00edticos inveterados, os justiceiros de plant\u00e3o, a postos para apontar o dedo, acusar, mas que agimos assim para esconder agudos sentimentos de inveja.<br \/>\n<br \/>Outros de n\u00f3s, prepotentes, tiranos, sempre a humilhar e espezinhar todos, escondemos atr\u00e1s dessa m\u00e1scara complexos de inferioridade e as pr\u00f3prias limita\u00e7\u00f5es.<br \/>\n<br \/>N\u00e3o faltam os que nos posicionamos como paladinos da moral, da ordem, intolerantes com os deslizes alheios, buscando, dessa maneira, disfar\u00e7ar em n\u00f3s profundos dist\u00edrbios comportamentais e morais.<br \/>\n<br \/>Quase sempre refletimos o oposto do que somos em realidade.<br \/>\n<br \/>\u00c9 por essa raz\u00e3o que, ao encontrarmos um companheiro de jornada que se mostra dif\u00edcil, pesado, bom ser\u00e1 avaliemos se tratar de uma alma fr\u00e1gil, em rota de fuga atrav\u00e9s de m\u00e1scaras, que escolheu para representar um personagem que efetivamente n\u00e3o \u00e9.<br \/>\n<br \/>Verificaremos que, ao perfurarmos a casca, ao analisarmos com mais cuidado, encontraremos a alma dizendo das suas dificuldades, buscando fugir de si mesma.<br \/>\n<br \/>Para esses companheiros, utilizemo-nos do olhar de amor, da indulg\u00eancia, da compreens\u00e3o, em exerc\u00edcio de toler\u00e2ncia.<br \/>\n<br \/>Se hoje j\u00e1 conseguimos perceber as limita\u00e7\u00f5es na alma daqueles que seguem conosco, utilizemos o olhar do entendimento para com eles.<br \/>\n<br \/>E toda vez que eles nos oferecerem as pedras e espinhos da personalidade que apresentam, ofertemos a compreens\u00e3o.<br \/>\n<br \/>Todo progresso individual, toda descoberta de si mesmo \u00e9 processo solit\u00e1rio e doloroso.<br \/>\n<br \/>N\u00e3o \u00e9 por outro motivo que muitos adiamos o encontro conosco mesmos, estagiando em processos dif\u00edceis, que levam a lugar algum.<br \/>\n<br \/>Assim, se conseguirmos perceber em n\u00f3s algum desses mecanismos de fuga, esforcemo-nos por deles nos desvencilhar, buscando o encontro inadi\u00e1vel conosco mesmos, no processo de sublima\u00e7\u00e3o pessoal.<br \/>\n<br \/>*   *   *<br \/>\n<br \/>A revis\u00e3o de conceitos e atitudes nos convida a nos dispormos ao abandono do que nos for inconveniente e nos esteja a reter a marcha do progresso.<br \/>\n<br \/>Proponhamo-nos\u00e0 renova\u00e7\u00e3o de opini\u00f5es, de posi\u00e7\u00f5es enrijecidas sempre que necess\u00e1rio, abra\u00e7ando diretrizes morais enriquecedoras.<br \/>\n<br \/>Far\u00e1 bem a n\u00f3s. Far\u00e1 bem ao mundo.<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita.<br \/>\n<br \/>Em  29.09.2012.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_11629\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"11629\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Gr\u00e9cia e na Roma antiga, era comum os atores se utilizarem de m\u00e1scaras para interpretar seus personagens. A essas m\u00e1scaras era dado o nome de persona. Da\u00ed a origem da palavra personagem. 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