{"id":11967,"date":"2013-04-07T00:00:00","date_gmt":"2013-04-07T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-04-07T00:00:00","modified_gmt":"2013-04-07T00:00:00","slug":"artigo11967","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo11967\/","title":{"rendered":"Li\u00e7\u00e3o bem aprendida"},"content":{"rendered":"<p>\n<br \/>O garoto tinha apenas cinco anos. Morava em uma cidade do interior ga\u00edcho. Um local onde quase todos se conheciam.<\/p>\n<p>Casos de roubo ou outros crimes, quando aconteciam, revolucionavam a cidade, como se fosse o fim do mundo.<\/p>\n<p>Naquela localidade, os vizinhos se cumprimentavam e, quando viam crian\u00e7as pela rua, logo tratavam de perguntar onde estavam os seus pais, o que faziam sozinhos, para onde iam.<\/p>\n<p>Em resumo, uns cuidavam dos outros.<\/p>\n<p>Foi, portanto, de forma natural, que dona Rute, ao sair para fazer compras, sabendo que iria se demorar algumas horas, olhou para o terreno da casa ao lado e vendo o menino a brincar, lhe disse: Cuide de minha casa, por favor.<\/p>\n<p>O menino ergueu os olhos e acenou, de forma afirmativa, com a cabe\u00e7a.<\/p>\n<p>Em seguida, chamou seu c\u00e3o, um amigo desde as horas primeiras da inf\u00e2ncia. Era seu companheiro de brincadeiras.<\/p>\n<p>O c\u00e3o o seguia aonde quer que fosse. E os pais sabiam que o menino estaria seguro sob a guarda do animal fiel.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, o garoto abriu o port\u00e3o de sua casa, andou at\u00e9 a casa vizinha, ficou na ponta dos p\u00e9s para conseguir alcan\u00e7ar a ma\u00e7aneta do port\u00e3o e entrou.<\/p>\n<p>Sentou-se na entrada cimentada, de acesso\u00e0 casa e o c\u00e3o se sentou ao lado. E ali ficaram por mais de tr\u00eas horas.<\/p>\n<p>A m\u00e3e, em vendo o garoto em terreno alheio, se preocupou que ele fosse aprontar alguma e o chamou diversas vezes para que viesse para casa.<\/p>\n<p>Mas, a cada chamada, ele acenava com a cabe\u00e7a negativamente e dizia: N\u00e3o posso!<\/p>\n<p>Quando dona Rute chegou, entendeu: o menino tomara ao p\u00e9 da letra o cuidar da sua casa e montara guarda, parado, na frente de sua porta, por mais de tr\u00eas horas.<\/p>\n<p>Beijou-o, sorrindo, agradeceu e entrou em casa. Ele se levantou e com seu c\u00e3o, retornou ao pr\u00f3prio lar.<\/p>\n<p>No cair da noite, a m\u00e3e foi surpreendida com a chegada de dona Rute procurando por seu filho.<\/p>\n<p>Sobressaltou-se: O que \u00e9 que ele aprontara? Fizera alguma travessura?<\/p>\n<p>Mas a vizinha insistia que queria falar com o menino. Ele veio e, ante o espanto da m\u00e3e, a senhora o abra\u00e7ou, beijou, agradeceu e lhe entregou um prato com doces que ela preparara.<\/p>\n<p>S\u00f3 ent\u00e3o a m\u00e3e teve a explica\u00e7\u00e3o do que seu filho fizera. Seu filho, a quem ela, desde muito cedo, ensinara a li\u00e7\u00e3o da responsabilidade e do dever.<\/p>\n<p>Ele entendera direitinho.<\/p>\n<p>*   *   *<\/p>\n<p>Invistamos na educa\u00e7\u00e3o desde as primeiras horas de vida dos nossos filhos.<\/p>\n<p>N\u00e3o acreditemos que eles sejam muito novos e que n\u00e3o compreender\u00e3o as regras da boa conduta, do que seja dever e responsabilidade.<\/p>\n<p>A crian\u00e7a assimila o que ouve e sobretudo, o que v\u00ea.<\/p>\n<p>Falemos a respeito do dever e o exemplifiquemos.<\/p>\n<p>Conscientes de que devemos preparar nossos filhos para o mundo, ofertemos a eles o melhor em termos de educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se somos dos que observamos a m\u00e1 educa\u00e7\u00e3o alheia se apresentando, em algumas ocasi\u00f5es, ofere\u00e7amos ao mundo cidad\u00e3os cumpridores de deveres, pessoas de bem, nossos filhos.<\/p>\n<p>Sejamos promotores da sociedade renovada, de pessoas comprometidas com a paz alheia e a pr\u00f3pria paz, com o bem-estar do semelhante e a pr\u00f3pria felicidade.<\/p>\n<p>Enfim, sejamos construtores do amanh\u00e3 de b\u00ean\u00e7\u00e3os.<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com base em fato da vida<br \/>\n<br \/>familiar de Maria Helena Marcon.<br \/>\n<br \/>Em 5.4.2013.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_11967\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"11967\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O garoto tinha apenas cinco anos. Morava em uma cidade do interior ga\u00edcho. Um local onde quase todos se conheciam. Casos de roubo ou outros crimes, quando aconteciam, revolucionavam a cidade, como se fosse o fim do mundo. 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