{"id":12012,"date":"2013-05-03T00:00:00","date_gmt":"2013-05-03T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-05-03T00:00:00","modified_gmt":"2013-05-03T00:00:00","slug":"artigo12012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo12012\/","title":{"rendered":"Sem fome de p\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Foi num dia qualquer, de um ver\u00e3o tropical, na cidade de Angra. Lugar paradis\u00edaco, que muitos estamos acostumados a ver estampado em revistas e na televis\u00e3o. <\/p>\n<p>O garoto aproximou-se da casa bonita, colocou a carinha entre as grades do port\u00e3o alto e forte, e ficou olhando. <\/p>\n<p>A dona da casa, senhora distinta, regava o jardim. Fazia a tarefa devagar, como quem distribui com as gotas d \u2122\u00e1gua um tanto de carinho. <\/p>\n<p>O menino dos seus nove anos, segurando com ambas as m\u00e3os as grades, de um lado e outro do rosto magro, pediu: <\/p>\n<p>Ei, dona, tem p\u00e3o velho? <\/p>\n<p>Ela se voltou surpresa. Fechou o esguicho d \u2122\u00e1gua. Desde a sua inf\u00e2ncia, aquele tipo de situa\u00e7\u00e3o a incomodava. Da adolesc\u00eancia trazia uma mensagem dentro de si de que, quando algu\u00e9m pedia p\u00e3o velho, na verdade estava dizendo: Me d\u00e1 o p\u00e3o que era meu e ficou na sua casa e voc\u00ea esqueceu de comer, porque tem muitas outras coisas deliciosas para saborear. <\/p>\n<p>Ela caminhou at\u00e9 o port\u00e3o e perguntou: <\/p>\n<p>Onde voc\u00ea mora? <\/p>\n<p>Ele falou o bairro, bem distante. <\/p>\n<p>Mas \u00e9 muito longe, disse a senhora. <\/p>\n<p>Pois \u00e9. Eu sei que \u00e9 longe, mas eu tenho que pedir as coisas para comer. <\/p>\n<p>Voc\u00ea est\u00e1 na escola? <\/p>\n<p>N\u00e3o, disse ele. Minha m\u00e3e n\u00e3o pode comprar material. <\/p>\n<p>Agora, ela j\u00e1 estava t\u00e3o pr\u00f3xima dele que quase o podia tocar. Ele tinha um rostinho t\u00e3o delicado. Pena que estivesse um tanto sujo. <\/p>\n<p>Pensou nos pr\u00f3prios filhos, t\u00e3o bem cuidados, penteados, roupa limpa, cal\u00e7ados brilhantes e lancheira cheia para levar\u00e0 escola. <\/p>\n<p>O rostinho mi\u00eddo parecia s\u00f3 ter olhos. Espertos. Inteligentes e sofridos. <\/p>\n<p>Seu pai mora com voc\u00eas? Arriscou a dama. <\/p>\n<p>Ele sumiu, respondeu a vozinha triste. <\/p>\n<p>O papo prosseguiu. Ela at\u00e9 se esqueceu do jardim e das flores. Ali estava uma flor muito mais importante e mais necessitada de \u00e1gua, adubo, terra fofinha. <\/p>\n<p>Finalmente, ela se recordou da fome do menino e fazendo um gesto de quem se dirigia para dentro a fim de buscar alguma coisa, exclamou: <\/p>\n<p>Espere um pouco. Vou buscar o p\u00e3o. N\u00e3o tenho p\u00e3o velho. Serve novo? <\/p>\n<p>N\u00e3o precisa n\u00e3o, senhora. A senhora j\u00e1 conversou comigo. Tchau. <\/p>\n<p>E desapareceu ladeira abaixo. <\/p>\n<p>A resposta caiu como um raio no cora\u00e7\u00e3o da mulher. Teve a sensa\u00e7\u00e3o de ter absorvido toda a solid\u00e3o e a falta de amor daquela crian\u00e7a. <\/p>\n<p>Um menino de nove anos, j\u00e1 sem sonhos, sem brinquedos, sem comida, sem escola e t\u00e3o necessitado de um papo, de uma conversa amiga. <\/p>\n<p>Naquele dia, a senhora aprendeu um novo significado para o pedido de p\u00e3o velho. Significa dizer: Converse comigo, d\u00ea-me a alegria de ser amado. <\/p>\n<p>Por isso, ela continua dando p\u00e3o novo, fresquinho, com doce, manteiga, queijo e salaminho. Mas, antes de tudo, ela compartilha o p\u00e3o das pequenas conversas, um p\u00e3o que nunca fica velho, porque \u00e9 fabricado no cora\u00e7\u00e3o de quem acredita nAquele que disse um dia: Eu sou o p\u00e3o da vida! <\/p>\n<p>*   *   * <\/p>\n<p>O p\u00e3o mata a fome do corpo. A palavra nutre o cora\u00e7\u00e3o entristecido. <\/p>\n<p>Enriquecido por esse tesouro &#8211; a palavra que vibra, sonora, em teus l\u00e1bios &#8211; estende esperan\u00e7a em volta, donde te encontras. <\/p>\n<p>Distribui calor humano a quem se faz carente e alimenta essas vidas em desfalecimento, como quem rega um jardim em ardente dia de sol. <\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com base em texto de Rosana Mac <br \/>Niven Junqueira (Furnas Centrais El\u00e9tricas S\/A) e no verbete Palavra, do livro <br \/>Reposit\u00f3rio de sabedoria, v. 2, pelo Esp\u00edrito Joanna de \u00c3\u201angelis, psicografia de <br \/>Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. <br \/>Em  3.5.2013.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_12012\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"12012\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi num dia qualquer, de um ver\u00e3o tropical, na cidade de Angra. Lugar paradis\u00edaco, que muitos estamos acostumados a ver estampado em revistas e na televis\u00e3o. O garoto aproximou-se da casa bonita, colocou a carinha entre as grades do port\u00e3o alto e forte, e ficou olhando. 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