{"id":12023,"date":"2013-05-10T00:00:00","date_gmt":"2013-05-10T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-05-10T00:00:00","modified_gmt":"2013-05-10T00:00:00","slug":"artigo12023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo12023\/","title":{"rendered":"Ato de amor"},"content":{"rendered":"<p>Dizer ou n\u00e3o dizer ao filho que ele \u00e9 adotado continua sendo, para muitos pais, um grande desafio. Uns falam muito cedo, outros deixam para falar muito mais tarde e a inabilidade para dizer das circunst\u00e2ncias que levaram\u00e0 ado\u00e7\u00e3o, por vezes, cria algumas dificuldades de relacionamento. <\/p>\n<p>Ado\u00e7\u00e3o, contudo, \u00e9 um especial ato de amor. Por isso, aquela m\u00e3e n\u00e3o se cansava de repetir, quase toda noite, a hist\u00f3ria. <\/p>\n<p>Quando chegava a hora de dormir, ela se deitava ao lado da menina, acariciava os seus cabelos, a aconchegava e lhe dizia como ela era uma crian\u00e7a especial. E muito amada. <\/p>\n<p>Durante muito tempo, contava, seu pai e eu quisemos ter um beb\u00ea. Oramos para que eu ficasse gr\u00e1vida. Os anos se passaram e nada aconteceu. <\/p>\n<p>Come\u00e7amos a compreender que Deus tinha algo diferente para n\u00f3s. E decidimos adotar um beb\u00ea. Um beb\u00ea cuja m\u00e3e n\u00e3o tivesse condi\u00e7\u00f5es de cuidar dele. <\/p>\n<p>Ent\u00e3o, um dia o telefone tocou e uma voz do outro lado da linha me disse que o nosso beb\u00ea havia acabado de nascer. Era uma menina. <\/p>\n<p>Telefonei ao seu pai no escrit\u00f3rio. Ele veio correndo para casa e fomos at\u00e9 o hospital. <\/p>\n<p>Por detr\u00e1s do vidro do ber\u00e7\u00e1rio, ficamos olhando a fileira de bercinhos com os beb\u00eas rec\u00e9m-nascidos, tentando adivinhar qual era voc\u00ea. <\/p>\n<p>N\u00e3o v\u00edamos a hora de a levar para casa e apresent\u00e1-la\u00e0 nossa fam\u00edlia e aos amigos. Quando chegamos frente ao port\u00e3o, havia uma multid\u00e3o de amigos com presentes nas m\u00e3os, ansiosos por conhecer nosso beb\u00ea. <\/p>\n<p>E, filha, voc\u00ea tem sido uma b\u00ean\u00e7\u00e3o para n\u00f3s. A melhor coisa que seu pai e eu fizemos na vida foi adotar voc\u00ea. <\/p>\n<p>A m\u00e3e se empolgava em contar. A filha adorava ouvir. E toda vez sentia que ser adotada era uma coisa muito especial. Ela havia sido escolhida. <\/p>\n<p>Quando a menina cresceu, casou-se e engravidou, a m\u00e3e a foi visitar. Ela estava no s\u00e9timo m\u00eas de gravidez e se sentia muito desconfort\u00e1vel. <\/p>\n<p>O beb\u00ea n\u00e3o parava de chutar. Enquanto a jovem gemia e levava a m\u00e3o ao ventre, sua m\u00e3e lhe disse: <\/p>\n<p>Deve ser uma coisa maravilhosa sentir o chute de um beb\u00ea na barriga. <\/p>\n<p>De repente, a filha se deu conta que sua m\u00e3e nunca sentira um beb\u00ea no \u00edtero. Por isso, tomou as m\u00e3os da m\u00e3e, colocou-as na sua barriga e falou: <\/p>\n<p>M\u00e3e, sinta sua neta. <\/p>\n<p>Uma extraordin\u00e1ria express\u00e3o de alegria se estampou no rosto daquela m\u00e3e, que nunca pudera ter uma gesta\u00e7\u00e3o, que nunca pudera sentir o filho no seu ventre. <\/p>\n<p>E a filha compreendeu que, naquele momento, oferecia para sua m\u00e3e, aquela mulher que a adotara com tanto amor, um presente que ela nunca p\u00f4de sentir pessoalmente. <\/p>\n<p>Ela havia recebido tantos presentes ao longo da sua vida. Sempre fora imensamente amada e acarinhada. E agora podia repartir um momento muito especial com aquela mulher especial, sua m\u00e3e. <\/p>\n<p>*   *   * <\/p>\n<p>A maternidade do cora\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais vigorosa do que a do corpo. <\/p>\n<p>Quem adota, o faz por amor. Pais de ado\u00e7\u00e3o s\u00e3o almas que sustentam outra alma, vidas completas que amparam outra vida em desenvolvimento. <\/p>\n<p>Seu querer \u00e9 suave como a claridade da lua e forte como somente o amor abnegado pode se tornar. <\/p>\n<p>S\u00e3o anjos an\u00f4nimos e aben\u00e7oados na multid\u00e3o, demonstrando que o amor \u00e9 Deus e dEle tudo procede e que pessoa alguma \u00e9 propriedade de outra, porque todos somos filhos do Seu amor, nutridos pelo amor. <\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com base no <br \/>cap. Eu fui escolhida, do livro Hist\u00f3rias para o cora\u00e7\u00e3o da mulher, de <br \/>Alice Gray, ed. United Press; no cap. Filho adotivo e no cap. <br \/>M\u00e3e adotiva, do livro S.O.S.  fam\u00edlia, por diversos Esp\u00edritos, psicografia de <br \/>Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. <br \/>Em 8.5.2013. <\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_12023\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"12023\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dizer ou n\u00e3o dizer ao filho que ele \u00e9 adotado continua sendo, para muitos pais, um grande desafio. 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