{"id":12078,"date":"2013-06-14T00:00:00","date_gmt":"2013-06-14T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-06-14T00:00:00","modified_gmt":"2013-06-14T00:00:00","slug":"artigo12078","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo12078\/","title":{"rendered":"As b\u00ean\u00e7\u00e3os do altru\u00edsmo"},"content":{"rendered":"<p>                        As b\u00ean\u00e7\u00e3os do altru\u00edsmo<\/p>\n<p>        Narra-se que um monge tibetano do s\u00e9culo XIX de nome Dola Jigme Kalsang, caminhando por diversas prov\u00edncias da China, ao chegar a uma delas percebeu uma aglomera\u00e7\u00e3o exaltada na pra\u00e7a principal,atraindo-lhe a aten\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<br \/>        O s\u00e1bio acercou-se e veio a saber que se tratava de um homem acusado de roubo que chorava protestando inoc\u00eancia, e que fora condenado pelo mandarim a morte de forma cruel.<br \/>\n<br \/>        Tocado nas fibras mais \u00edntimas da alma, Kalsang aproximou-se do governante que comandava a pena hedionda,e, para o seu espanto, assim como o da multid\u00e3o declarou: &#8211; O ladr\u00e3o sou eu.<br \/>\n<br \/>        O mandat\u00e1rio perguntou-lhe se estava disposto a sofrer a puni\u00e7\u00e3o que era sentar-se em um cavalo de ferro que fora aquecido at\u00e9 transformar-se numa temperatura insuport\u00e1vel, ao que ele aceitou sem ponderar.<br \/>\n<br \/>        De imediato, o outro homem foi libertado e o monge foi posto sobre o ferro em brasa, sucumbindo em poucos minutos no terr\u00edvel supl\u00edcio.<br \/>\n<br \/>        Verdadeiro sentimento esse de altru\u00edsmo, o s\u00e1bio poderia continuar tranquilamente o seu caminho, pois que n\u00e3o conhecia o acusado, que sequer teve ocasi\u00e3o de agradecer-lhe o gesto de salvar-lhe a vida, tal o espanto que o acometeu.<br \/>\n<br \/>        Kalsang, num sacrif\u00edcio pessoal demonstrou que o altru\u00edsmo n\u00e3o aguarda reconhecimento, n\u00e3o espera elogios, aplausos ou louva\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<br \/>        \u00c9 b\u00ean\u00e7\u00e3o do amor sublime de Deus que se embosca no cora\u00e7\u00e3o e se irradia em forma de compaix\u00e3o.<br \/>\n<br \/>        Diante do bem, a caridade esplende soberana e discreta, desvelando a presen\u00e7a de Deus no cora\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<br \/>        \u00c3\u20ac medida que o ser humano evolui intelectualmente, nem sempre desenvolve os valores \u00e9ticos enobrecidos, dando largas ao ego\u00edsmo que se atrela como heran\u00e7a enfermi\u00e7a do processo de crescimento que ainda n\u00e3o logrou superar.<br \/>\n<br \/>        Sendo o ego\u00edsmo a terr\u00edvel chaga moral que consome e gangrena as rela\u00e7\u00f5es humanas, o altru\u00edsmo se lhe op\u00f5e, tornando-se nobre sentimento de solidariedade, de socorro&#8230;<br \/>\n<br \/>        Especialmente na atualidade n\u00e3o \u00e9 de estranhar que se conflitem as altas conquistas do pensamento e da tecnologia com os sentimentos agressivos e egotistas.<br \/>\n<br \/>        Como consequ\u00eancia, a predomin\u00e2ncia das paix\u00f5es inferiores comanda as paisagens \u00edntimas do ser impelindo-o a viol\u00eancia e ao crime.<br \/>\n<br \/>        A falta de educa\u00e7\u00e3o moral das tend\u00eancias perversas,mant\u00e9m a sociedade em situa\u00e7\u00e3o deplor\u00e1vel sob o ponto de vista moral.<br \/>\n<br \/>        O bem ao pr\u00f3ximo \u00e9 o recurso de alta monta a ser utilizado,a fim de despertar as emo\u00e7\u00f5es do amor e do perd\u00e3o, da miseric\u00f3rdia e da caridade.<br \/>\n<br \/>        Necess\u00e1rio,no entanto,reflexionar-se em torno do comportamento beneficente ou benevolente, a fim de que n\u00e3o mascare o exibicionismo ou a presun\u00e7\u00e3o que caracterizam muitos indiv\u00edduos ainda n\u00e3o habilitados a honor\u00e1vel pr\u00e1tica.<br \/>\n<br \/>        Em face da hipocrisia de que se revestem muitos comportamentos sociais, a dissimula\u00e7\u00e3o e o engodo fazem parte do dia-a-dia de muitas pessoas,que apresentam-se como humanit\u00e1rias, idealistas,f\u00e1ceis na maneira de expressar sentimentos, portadoras de ideais de enobrecimento aparente, encobrindo os interesses mesquinhos de que s\u00e3o portadoras, tendo como objetivo a autopromo\u00e7\u00e3o, as compensa\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas ou remotas que disso resultem.<br \/>\n<br \/>        H\u00e1 aqueles que, ao ajudar algu\u00e9m,est\u00e3o atendendo a necessidades pessoais de libertar-se do sofrimento que a dor alheia lhes imp\u00f5e&#8230;<br \/>\n<br \/>        Certamente,embora o prop\u00f3sito de alguma forma tenha ra\u00edzes no ego\u00edsmo, o seu exerc\u00edcio terminar\u00e1 por produzir \u00edmpar satisfa\u00e7\u00e3o interior, que estimular\u00e1 a outros contributos.<br \/>\n<br \/>        Ampliando-se a solidariedade atrav\u00e9s do altru\u00edsmo,altera-se o aspecto espiritual da comunidade,possibilitando o interc\u00e2mbio dos sentimentos elevados que liberam dos conflitos e das situa\u00e7\u00f5es afligentes da solid\u00e3o&#8230;<br \/>\n<br \/>        Ir ao encontro do outro \u00e9 saber enxergar as necessidades alheias com grande acuidade, atendendo-as com m\u00e3os veludosas e vos d\u00edlcida que n\u00e3o constrange nem humilha o beneficiado.<br \/>\n<br \/>        Semelhante\u00e0 luz que dilui as sombras,tamb\u00e9m penetra os escaninhos da alma e transforma o mundo interior do outro,no qual passa a habitar.<br \/>\n<br \/>        Na competi\u00e7\u00e3o desastrosa dos interesses mesquinhos, ditados pelo ego\u00edsmo prepotente,surgem os famigerados l\u00edderes da viol\u00eancia e da arbitrariedade,que pensam na exclusividade das pr\u00f3prias necessidades, dando surgimento aos vergonhosos dramas individuais e coletivos que ateiam o inc\u00eandio do \u00f3dio e da destrui\u00e7\u00e3o em toda parte.<br \/>\n<br \/>        Afirmam alguns pessimistas que o altru\u00edsmo vige especialmente e apenas entre os grupos afins,as pessoas da mesma cultura e portadoras de id\u00eanticos ideais&#8230;<br \/>\n<br \/>        N\u00e3o t\u00eam raz\u00e3o esses que assim se expressam. A mais formidanda demonstra\u00e7\u00e3o de altru\u00edsmo encontramos na par\u00e1bola do bom samaritano, quando o mesmo altera o seu roteiro para ajudar aquele que lhe era inamistoso, que pertencia a outro cl\u00e3, que professava credo diferente e que talvez, n\u00e3o lhe fizesse o mesmo, caso a situa\u00e7\u00e3o fosse outra&#8230;<br \/>\n<br \/>        O seu sentimento humanit\u00e1rio alcan\u00e7a nesse comportamento n\u00edvel t\u00e3o elevado que n\u00e3o lhe basta atender o agredido na estrada,naquele momento, mas tamb\u00e9m responsabilizar-se pelos gastos que ocorrer\u00e3o posteriormente&#8230;<br \/>\n<br \/>        Gestos de altru\u00edsmo podem ser cultivados e desenvolvidos, partindo-se das pequenas experi\u00eancias da toler\u00e2ncia, da bondade, da ren\u00edncia a algumas necessidades para beneficiar outrem, que passa a receber fraternal compreens\u00e3o e ajuda oportuna.<br \/>\n<br \/>        A visita a enfermos e a pessoas solit\u00e1rias, constitui um passo simples e importante na pr\u00e1tica do altru\u00edsmo.<br \/>\n<br \/>        Alterar o ritmo das atividades,reservando algum tempo com o fim de ajudar algu\u00e9m que se encontre em necessidade, oferecer caminhos libertadores\u00e0queles que se encontram perdidos nas encruzilhadas dos conflitos, distender a m\u00e3o amiga a fim de erguer combalidos e tombados que n\u00e3o tiveram resist\u00eancia para o avan\u00e7o, permutar o fruir de alegrias pela satisfa\u00e7\u00e3o de confortar quem se encontra em desespero pela morte de um ser querido, constituem experi\u00eancias iluminativas que trabalham em favor do altru\u00edsmo.<br \/>\n<br \/>        Doando a Sua vida, para que todos tiv\u00e9ssemos vida em abund\u00e2ncia, Jesus ofereceu-nos o mais sublime gesto de altru\u00edsmo que a humanidade tem not\u00edcia.<br \/>\n<br \/>        Inicia as tuas tentativas altru\u00edsticas, treinando amor e preparando-te para as expressivas contribui\u00e7\u00f5es em favor do mundo no qual te encontras.(Psicografia do m\u00e9dium Divaldo Pereira Franco,em reuni\u00e3o medi\u00ednica,06 de abril de 2009, no Centro Esp\u00edrita Caminho da Reden\u00e7\u00e3o, em Salvador, Bahia)   <\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_12078\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"12078\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As b\u00ean\u00e7\u00e3os do altru\u00edsmo Narra-se que um monge tibetano do s\u00e9culo XIX de nome Dola Jigme Kalsang, caminhando por diversas prov\u00edncias da China, ao chegar a uma delas percebeu uma aglomera\u00e7\u00e3o exaltada na pra\u00e7a principal,atraindo-lhe a aten\u00e7\u00e3o. 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