{"id":12190,"date":"2013-08-16T00:00:00","date_gmt":"2013-08-16T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2013-08-16T00:00:00","modified_gmt":"2013-08-16T00:00:00","slug":"artigo12190","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo12190\/","title":{"rendered":"A balsa"},"content":{"rendered":"<p>\n<br \/>Na Hist\u00f3ria da Humanidade encontramos acontecimentos que nos levam a profundas reflex\u00f5es.<\/p>\n<p>Em 1816, uma fragata francesa encalhou pr\u00f3xima\u00e0 costa do Marrocos. N\u00e3o havia n\u00edmero suficiente de botes salva-vidas. Os restos do navio foram a \u00ednica balsa que manteve vivas cento e quarenta e nove pessoas.<\/p>\n<p>A tempestade as arrastou ao mar aberto por mais de vinte e sete dias sem rumo.<\/p>\n<p>A dram\u00e1tica experi\u00eancia dos sobreviventes impressionou a um artista. Theodoro Gericault realizou um estudo substancial dos detalhes para produzir a pintura.<\/p>\n<p>Ele entrevistou os sobreviventes, os enfermos e, inclusive, viu os mortos. Horrorizado, reproduziu a \u00edntima realidade humana nessa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Seu quadro, intitulado A balsa de Medusa, retrata n\u00e3o somente o naufr\u00e1gio do navio A Medusa, ocorrido no dia dois de julho de 1816, mas um acontecimento que comoveu a Fran\u00e7a e trouxe repercuss\u00f5es que tocaram o mais profundo da alma humana.<\/p>\n<p>Na pintura, pode-se ver as diferentes atitudes humanas que se manifestam nos momentos cruciais da vida.<\/p>\n<p>Alguns dos sobreviventes se apresentam deitados, em total abandono, sem rea\u00e7\u00e3o alguma. Parecem simplesmente aguardar a morte inevit\u00e1vel.<\/p>\n<p>Outros se mostram desesperan\u00e7ados, alheios aos demais. O olhar distante, perdido no vazio, demonstra que perderam a vontade de viver e de lutar.<\/p>\n<p>Um punhado deles, no entanto, mant\u00e9m a esperan\u00e7a acima de tudo. Tiram do corpo as pr\u00f3prias camisas e as agitam com for\u00e7a, fixando um ponto no horizonte, como se desejassem ser vistos por alguma embarca\u00e7\u00e3o, por algu\u00e9m.<\/p>\n<p>O curioso, entretanto, \u00e9 que embora eles estejam balan\u00e7ando as vestes brancas, n\u00e3o h\u00e1 nenhum navio\u00e0 vista. Nada que indique que eles ser\u00e3o resgatados.<\/p>\n<p>*   *   *<\/p>\n<p>A balsa \u00e9 como o planeta Terra. Os tripulantes s\u00e3o a Humanidade e as atitudes que cada um toma diante da vida.<\/p>\n<p>Podemos ser como os desesperan\u00e7ados, quando atravessamos situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis e nos decidimos a simplesmente nos entregar sem luta alguma.<\/p>\n<p>Podemos estar enquadrados entre aqueles que acreditam que n\u00e3o h\u00e1 solu\u00e7\u00e3o e, assim, tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 porque se esfor\u00e7ar para melhorar o estado de coisas.<\/p>\n<p>Podemos tamb\u00e9m ser os que duvidamos de tudo e de todos. Ou, finalmente, ser aqueles que mantemos a esperan\u00e7a acima de tudo, esfor\u00e7ando-nos para chegar\u00e0 vit\u00f3ria, embora ela pare\u00e7a estar muito, muito distante.<\/p>\n<p>Afinal, decidir pela vit\u00f3ria em toda circunst\u00e2ncia que a vida nos coloca \u00e9 atitude de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>*   *   *<\/p>\n<p>Quando os problemas se multiplicam no norte da vida e os desafios amea\u00e7am pelo sul, as dificuldades surgem pelo leste e os perigos se multiplicam no oeste, a esperan\u00e7a surge e resolve a situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mensageira de Deus, torna-se companheira predileta da criatura humana, a servi\u00e7o do bem.<\/p>\n<p>\u00c9 a esperan\u00e7a que, ante os quadros da guerra, conclama ao trabalho e\u00e0 paz.<\/p>\n<p>Em meio ao inverno rigoroso, inspira coragem e aponta a esta\u00e7\u00e3o primaveril que, logo mais explodir\u00e1 em cor, perfume e beleza.<\/p>\n<p>Nunca se afaste da esperan\u00e7a!<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, a partir do texto A balsa, de autoria<br \/>\n<br \/>desconhecida e pensamentos do cap. 19 do livro Perfis da<br \/>\n<br \/>vida, pelo Esp\u00edrito Guaracy Paran\u00e1 Vieira, psicografia de<br \/>\n<br \/>Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.<br \/>\n<br \/>Em 16.8.2013.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_12190\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"12190\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Hist\u00f3ria da Humanidade encontramos acontecimentos que nos levam a profundas reflex\u00f5es. Em 1816, uma fragata francesa encalhou pr\u00f3xima\u00e0 costa do Marrocos. N\u00e3o havia n\u00edmero suficiente de botes salva-vidas. Os restos do navio foram a \u00ednica balsa que manteve vivas cento e quarenta e nove pessoas. 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