{"id":12634,"date":"2016-02-04T12:40:00","date_gmt":"2016-02-04T12:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo12634\/"},"modified":"2016-02-04T13:05:11","modified_gmt":"2016-02-04T15:05:11","slug":"artigo12634","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo12634\/","title":{"rendered":"Advert\u00eancia aos M\u00e9diuns &#8211; Manoel Philomeno de Miranda"},"content":{"rendered":"<p>Manoel Philomeno de Miranda<\/p>\n<p>Allan Kardec, afirmou com sabedoria que a mediunidade \u00e9 \u201capenas uma aptid\u00e3o para servir de instrumento mais ou menos d\u00factil aos Esp\u00edritos em Geral\u201d. (1)<\/p>\n<p>Por essa e outras raz\u00f5es, os m\u00e9diuns n\u00e3o se podem vangloriar de haverem sido eleitos como mission\u00e1rios da Nova Era, deixando-se sucumbir aos tormentos da fascina\u00e7\u00e3o sutil ou extravagante.<\/p>\n<p>A atividade medi\u00fanica, por isso mesmo, constitui oportunidade aben\u00e7oada para o aperfei\u00e7oamento intelecto-moral do indiv\u00edduo, que se permitiu dislates em reencarna\u00e7\u00f5es anteriores, comprometendo-se em lament\u00e1veis situa\u00e7\u00f5es espirituais.<\/p>\n<p>A mediunidade \u00e9, portanto, um ensejo especial para a autorrecupera\u00e7\u00e3o, devendo ser utilizada de maneira dignificante, em cujo minist\u00e9rio de amor e de caridade ser\u00e1 encontrada a diretriz de seguran\u00e7a para o reequil\u00edbrio.<\/p>\n<p>Quando se trata de mediunidade ostensiva, com mais gravidade devem ser assumidos os deveres que lhe dizem respeito, porquanto maior se apresenta a \u00e1rea de servi\u00e7o a ser desenvolvido.<\/p>\n<p>Em qualquer tipo de realiza\u00e7\u00e3o nobilitante sempre se enfrentam desafios e lutas, em face do est\u00e1gio evolutivo em que se encontram os seres humanos e o planeta terrestre. \u00c9 natural que haja alguma indiferen\u00e7a pelo que \u00e9 bom e elevado, quando n\u00e3o se apresentam hostilidades em trabalho impeditivo de sua divulga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sendo a mediunidade um recurso que possibilita o interc\u00e2mbio entre o mundo f\u00edsico e o espiritual, as mentes desprevenidas ou ainda arraigadas na perversidade tudo investem para impedir que o fen\u00f4meno ocorra de maneira saud\u00e1vel, proporcionando, assim os meios para restabelecer-se a ordem moral e confirmar-se a imortalidade do ser, propondo-lhe equil\u00edbrio e venturas no porvir.<\/p>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o poucos os obst\u00e1culos a serem transpostos por todo aquele que se candidata ao relevante labor medi\u00fanico. Os primeiros encontram-se no seu mundo \u00edntimo, nos h\u00e1bitos doentios a que se acostumou no pret\u00e9rito, quando permaneceu distanciado dos deveres morais, criando problemas para o pr\u00f3ximo, que resultam em inquieta\u00e7\u00f5es para si mesmo. A luta a ser travada, para a supera\u00e7\u00e3o do desafio, ningu\u00e9m v\u00ea, exceto aquele que est\u00e1 empenhado no combate em favor da autolibera\u00e7\u00e3o, impondo-se a necessidade de rigorosas disciplinas que possam proporcionar-lhe novas condutas saud\u00e1veis, capazes de facilitar-lhe a execu\u00e7\u00e3o das tarefas espirituais sob a responsabilidade e comando dos Mensageiros do Senhor.<\/p>\n<p>O estudo consciente da faculdade medi\u00fanica e a viv\u00eancia dos requisitos morais s\u00e3o, a seguir, outro grande desafio, por imporem condi\u00e7\u00f5es de humildade no desempenho das tarefas, tomando sempre para si as informa\u00e7\u00f5es e advert\u00eancias que lhe chegam do Mais Al\u00e9m, ao inv\u00e9s de transferi-las para os outros.<\/p>\n<p>O m\u00e9dium sincero, mais do que outro lidador laborioso em qualquer \u00e1rea de a\u00e7\u00e3o, encontra-se em constante perigo, necessitando aplicar a vigil\u00e2ncia e a ora\u00e7\u00e3o com freq\u00fc\u00eancia de modo a manter-se em paz ante o cerco das Entidades ociosas e vingadoras da erraticidade inferior. Isto porque, comprazendo-se na pr\u00e1tica do mal, a que se dedicam, as mesmas transformam-se em inimigos gratuitos de todos aqueles que lhes parecem amea\u00e7ar a situa\u00e7\u00e3o em que se encontram.<\/p>\n<p>Por isso mesmo, a pr\u00e1tica medi\u00fanica reveste-se de seriedade e de entrega pessoal, n\u00e3o dando espa\u00e7o para o estrelismo, as competi\u00e7\u00f5es doentias e as tir\u00e2nicas atitudes de agress\u00e3o a quem quer que seja&#8230;<\/p>\n<p>Devendo ser passivo o m\u00e9dium, a fim de bem captar o pensamento que verte das Esferas superiores, o seu comportamento h\u00e1 de caracterizar-se pela jovialidade, pela compreens\u00e3o das dificuldades alheias, pela compaix\u00e3o em favor de tudo e de todos que encontre pelo caminho.<\/p>\n<p>As rivalidades entre m\u00e9diuns, que sempre existiram e continuam, defluem da inferioridade moral dos mesmos, porque a condi\u00e7\u00e3o mais relevante a ser adquirida \u00e9 a de servidor incans\u00e1vel, convidado ao trabalho na Seara por Aquele que \u00e9 o Senhor.<\/p>\n<p>Examinar com cuidado as comunica\u00e7\u00f5es de que se faz portador, evitando a divulga\u00e7\u00e3o insensata de temas geradores de pol\u00eamica, a pretexto de revela\u00e7\u00f5es retumbantes, e defende-los, constitui inadvert\u00eancia e presun\u00e7\u00e3o, por considerar-se como o vaso escolhido para as informa\u00e7\u00f5es de alto coturno, que o mundo espiritual libera somente quando isso se faz necess\u00e1rio. Jamais esquecer, quando inclu\u00eddo nessa categoria, que o car\u00e1ter da universalidade do ensino, conforme estabeleceu o mestre de Lyon, \u00e9 fundamental para demonstrar a qualidade e a origem do ensinamento, se pertencente a um Esp\u00edrito ou se, em chegando o momento da sua divulga\u00e7\u00e3o entre as criaturas humanas, procede da Espiritualidade superior.<\/p>\n<p>Quando se sente inspirado a adotar comportamentos esdr\u00faxulos, informa\u00e7\u00f5es fantasiosas e de dif\u00edcil confirma\u00e7\u00e3o, materializando o mundo espiritual como se fosse uma c\u00f3pia do terrestre e n\u00e3o ao contr\u00e1rio, certamente est\u00e1 a desservi\u00e7o do Bem e da divulga\u00e7\u00e3o do Espiritismo.<\/p>\n<p>O verdadeiro m\u00e9dium esp\u00edrita \u00e9 discreto como corresponde em rela\u00e7\u00e3o a todo cidad\u00e3o digno, evitando, quanto poss\u00edvel, o empenho em impor as revela\u00e7\u00f5es de que se diz instrumento.<\/p>\n<p>De igual maneira, quando o m\u00e9dium passa a defender-se, a criticar os outros, a autopromover-se considerar-se melhor do que os demais, encontra-se enfermo espiritualmente, a caminho de lament\u00e1vel transtorno obsessivo ou emocional.<\/p>\n<p>A sua sensibilidade \u00e9 considerada n\u00e3o apenas pelo fato de receber os Esp\u00edritos superiores, mas pela facilidade de comunicar-se com todos os Esp\u00edritos, conforme acentua o insigne Codificador.<\/p>\n<p>Assim deve considerar, porque a mediunidade \u00e9, em si mesma, neutra, podendo ser encontrada em todos os tipos humanos, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o se trata de uma faculdade esp\u00edrita, por\u00e9m, humana, que sempre existiu em todas as \u00e9pocas da sociedade, desde os tempos mais remotos at\u00e9 os atuais.<\/p>\n<p>No trabalho silencioso e discreto do atendimento aos sofredores, seja no seu cotidiano em rela\u00e7\u00e3o aos companheiros da romagem carnal, seja nas aben\u00e7oadas reuni\u00f5es de atendimento aos desencarnados em agonia, assim como \u00e0queles que se rebelaram contra as Leis da Vida, encontrar\u00e1 o medianeiro sincero inspira\u00e7\u00e3o e apoio para a desincumb\u00eancia da tarefa que abra\u00e7a.<\/p>\n<p>Dedicando-se ao labor da caridade sem ja\u00e7a, granjeia o afeto dos Esp\u00edritos elevados que passam a proteg\u00ea-lo sem alarde e a inspir\u00e1-lo nos momentos de dificuldades e de sofrimentos, consolando-o nos testemunhos e na solid\u00e3o que, n\u00e3o raro, dominam-lhe as paisagens \u00edntimas.<\/p>\n<p>Consciente da responsabilidade que lhe diz respeito, n\u00e3o se preocupa com as louvaminhas e os aplausos da leviandade, em agradar os poderosos e os insensatos que o buscam, por compreender que est\u00e1 a servi\u00e7o da Verdade, que, infelizmente, ainda, como no passado, n\u00e3o existe lugar para a sua instala\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dessa forma mant\u00e9m-se fiel \u00e0 sua implanta\u00e7\u00e3o interna, vivendo-a de maneira jovial e enriquecedora, dando mostras de que o Reino dos C\u00e9us instala-se a princ\u00edpio no cora\u00e7\u00e3o, de onde se expande para o mundo transcendente.<\/p>\n<p>Tem cuidado na maneira pela qual exterioriza as informa\u00e7\u00f5es recebidas, dando-lhes sempre o tom de naturalidade e de equil\u00edbrio, evitando o deslumbramento que a ignor\u00e2ncia em torno da sua faculdade sempre reveste com brilho falso os seus portadores.<\/p>\n<p>Jamais se deve permitir a presun\u00e7\u00e3o, acreditando-se irretoc\u00e1vel, herdeiro da mem\u00f3ria e dos valores dos mission\u00e1rios do passado pr\u00f3ximo ou remoto, tendo em Jesus Cristo, e n\u00e3o em pessoa alguma, o seu guia e modelo.<\/p>\n<p>Despersonalizar-se para que nele se reflita a figura incompar\u00e1vel do Mestre de Nazar\u00e9, eis uma das metas a conquistar, recordando-se de Jo\u00e3o Batista, que informou sobre a necessidade de diminuir-se para que Ele crescesse, considerando-se indigno de atar as amarras das Suas sand\u00e1lias&#8230;<\/p>\n<p>A mediunidade \u00e9 instrumento que se pode transformar em v\u00ednculo de luz entre a Terra e o C\u00e9u, ou furna de perturba\u00e7\u00e3o e sofrimento onde se homiziam os invigilantes e desalmados em conflitos e pugnas cont\u00ednuas.<\/p>\n<p>A faculdade, em si mesma, \u00e9 portadora de grande potencialidade para proporcionar a felicidade, quando o indiv\u00edduo que a aplica no Bem procura servir com bondade e alegria, evitando a disputa das gl\u00f3rias mentirosas do mundo f\u00edsico, assim como os desvios de conduta respons\u00e1veis pelas quedas morais da sua aplica\u00e7\u00e3o indevida.<\/p>\n<p>As trombetas do mundo espiritual ressoam hoje, como em todos os tempos, nas consci\u00eancias alertas, convocando os cora\u00e7\u00f5es afetuosos para o grande empreendimento de ilumina\u00e7\u00e3o de vidas e de sublima\u00e7\u00e3o de sentimentos, atenuando as dores expressivas deste momento de transi\u00e7\u00e3o de mundo de provas e expia\u00e7\u00f5es para mundo de regenera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aos m\u00e9diuns dignos e sinceros cabe a grande tarefa de preparar o advento da Era Nova, conforme o fizeram aqueles que se tornaram instrumento das mensagens libertadoras que foram catalogadas por Allan Kardec, nos seus dias, elaborando a Codifica\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita, e que se mant\u00e9m atuais ainda hoje, prosseguindo certamente pelos dias do futuro.<\/p>\n<p>Que os m\u00e9diuns, pois, se desincumbam do compromisso e n\u00e3o da miss\u00e3o, como alguns levianamente a interpretam, gerando simpatia e solidariedade, unindo as pessoas numa grande fam\u00edlia, que a constituem, e sustentando-lhes a sede e a fome de luz e de paz, de esperan\u00e7a e de amor, como somente sabem fazer os Guias da Humanidade a servi\u00e7o de Jesus.<\/p>\n<p>Manoel Philomeno de Miranda<\/p>\n<p>(P\u00e1gina psicografada pelo m\u00e9dium Divaldo Pereira Franco, na tarde de 16 de abril de 2009, na Mans\u00e3o do Caminho, em Salvador, Bahia, publicado em \u201cReformador\u201d, de julho de 2009)<\/p>\n<p>Gloss\u00e1rio:<\/p>\n<p>Coturno: Cal\u00e7ado militar, atacado na frente, e que sobe at\u00e9 a metade da canela. \/ Esp\u00e9cie de sand\u00e1lias de solas altas, usadas pelos atores tr\u00e1gicos gregos e romanos. \/ Meia curta, pe\u00faga;<br \/>\n<br \/>Defluir: manar, escoar, correr (um l\u00edquido). Decorrer;<br \/>\n<br \/>Dislate: asneira;<br \/>\n<br \/>D\u00factil: que se pode reduzir a fios, estirar, distender, sem romper-se;<br \/>\n<br \/>Furna: caverna ou gruta, antro;<br \/>\n<br \/>Homiziar: esconder-se \u00e0 vigil\u00e2ncia da justi\u00e7a;<br \/>\n<br \/>Ja\u00e7a: mancha, falha;<br \/>\n<br \/>Louvaminha: louvor excessivo, lisonja;<br \/>\n<br \/>Pugna: pela, combate.<\/p>\n<p>(1) KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo, 127\u00aa ed. Rio de Janeiro: FEB, 2007. Cap. 24, item 12, p\u00e1g. 401.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_12634\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"12634\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Manoel Philomeno de Miranda Allan Kardec, afirmou com sabedoria que a mediunidade \u00e9 \u201capenas uma aptid\u00e3o para servir de instrumento mais ou menos d\u00factil aos Esp\u00edritos em Geral\u201d. 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