{"id":12721,"date":"2016-02-11T07:44:00","date_gmt":"2016-02-11T07:44:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo12721\/"},"modified":"2016-02-11T08:16:39","modified_gmt":"2016-02-11T10:16:39","slug":"artigo12721","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo12721\/","title":{"rendered":"Eutan\u00e1sia, nunca! &#8211; Vianna de Carvalho"},"content":{"rendered":"<p>Vianna de Carvalho<\/p>\n<p>Eutan\u00e1sia, nunca!<\/p>\n<p>Seja qual for a raz\u00e3o pela qual se pretenda interromper uma vida humana, justificativa alguma ser\u00e1 aceit\u00e1vel na \u00e1rea da eutan\u00e1sia.<\/p>\n<p>Por mais longa e dolorosa a enfermidade, ningu\u00e9m se pode arrogar o direito de, em nome da piedade fraternal, aplicar a terapia do repouso sem retorno.<\/p>\n<p>Mesmo que o paciente, parecendo exausto de sofrer, solicite e autorize a medida extrema, nunca ser\u00e1 direita a aplica\u00e7\u00e3o do recurso \u00faltimo.<\/p>\n<p>Apesar de esperan\u00e7a alguma restar para a recupera\u00e7\u00e3o do enfermo no largo tr\u00e2nsito de uma vida vegetativa, irrevers\u00edvel, diante de uma fam\u00edlia desgastada pelas longas vig\u00edlias, n\u00e3o se faz moral a usan\u00e7a da t\u00e9cnica de encerramento da vida&#8230;<\/p>\n<p>A eutan\u00e1sia \u00e9 crime que um dia desaparecer\u00e1 da Terra, quando a sociedade crescer em valores morais fundamentados nas realidades do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Somente uma cultura primitiva, porque b\u00e1rbara ou semib\u00e1rbara, aplica os recursos da interrup\u00e7\u00e3o da vida, exatamente por desconhecer os comportamentos morais relevantes.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m medram tais atitudes em homens de forma\u00e7\u00e3o deficiente, estribados nos extremos do materialismo, que no corpo apenas encontra a legitimidade da vida.<\/p>\n<p>Ignorando ou teimosamente negando a realidade espiritual, pensa que na cessa\u00e7\u00e3o das express\u00f5es fisiol\u00f3gicas se encerra o ciclo da exist\u00eancia humana, se apaga a claridade da intelig\u00eancia, somente por causa da fragilidade e pouca dura\u00e7\u00e3o dos implementos que constituem a maquinaria f\u00edsica.<\/p>\n<p>Enfermidades que antes constitu\u00edam calamidades; dist\u00farbios org\u00e2nicos e ps\u00edquicos, que no passado se revelavam irrecuper\u00e1veis, problemas de sa\u00fade, que antes eram verdadeiras desgra\u00e7as coletivas e individuais; epidemias que varriam a Terra, periodicamente; males mutiladores e dolorosos que se instalavam em milh\u00f5es de criaturas; desequil\u00edbrios org\u00e2nicos e mentais que assolavam, cru\u00e9is, constituem, hoje, lembran\u00e7as do processo de evolu\u00e7\u00e3o das Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas e M\u00e9dicas, que conseguiram apag\u00e1-los das p\u00e1ginas da Hist\u00f3ria Contempor\u00e2nea, constituindo cap\u00edtulo arquivado na literatura da Medicina&#8230;<\/p>\n<p>A cirurgia abriu portais dantes jamais ultrapassados; a terap\u00eautica preventiva e as medidas sanitaristas, o tratamento especializado com recursos de alta sofistica\u00e7\u00e3o, as t\u00e9cnicas imunol\u00f3gicas v\u00eam ganhando muito espa\u00e7o nas \u201cterras de ningu\u00e9m\u201d, no que diz respeito \u00e0s doen\u00e7as lament\u00e1veis.<\/p>\n<p>Outros recursos sociol\u00f3gicos, educacionais, econ\u00f4micos aumentam, com as valiosas contribui\u00e7\u00f5es da Medicina para alongar a est\u00e2ncia carnal, quanto \u00e0 dura\u00e7\u00e3o da vida humana na Terra&#8230;<\/p>\n<p>\u00c9 certo que ainda faltam muitas realiza\u00e7\u00f5es a serem ganhas.<\/p>\n<p>Descobrem-se novas enfermidades, porque a diagnose imperfeita do passado as encaixava em quadros outros que n\u00e3o correspondiam \u00e0 realidade.<\/p>\n<p>A\u00ed est\u00e3o, assustadoras, ceifando vidas, com outras designa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Sem embargo, a batalha est\u00e1 travada com cientistas e pesquisadores que encanecem e sacrificam as horas nos laborat\u00f3rios e gabinetes de estudos, esfor\u00e7ando-se por venc\u00ea-las, o que lograr\u00e3o, sem d\u00favida, hoje, ou mais tarde, quando o homem j\u00e1 n\u00e3o necessitar de evoluir sob o l\u00e1tego da pedagogia do sofrimento, como ocorre nestes dias&#8230;<\/p>\n<p>As enfermidades s\u00e3o resultado do est\u00e1gio primevo da evolu\u00e7\u00e3o em que a Terra se encontra.<\/p>\n<p>Por isso, realizam o seu mister invitando a criatura ao estudo da fragilidade carnal, de modo a entender e respeitar-se como ser espiritual que \u00e9, em aprendizagem tempor\u00e1ria na escolaridade terrena.<\/p>\n<p>Cada instante de vida de um paciente \u00e9-lhe valioso, porque lhe pode constituir chamamento para despertar os sentimentos mais elevados, dando-se conta dos objetivos essenciais da exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Outrossim, os sucessos felizes ou inditosos que t\u00eam curso nas vidas s\u00e3o efeito inevit\u00e1vel dos atos pret\u00e9ritos realizados nas reencarna\u00e7\u00f5es passadas.<\/p>\n<p>Este homem, hibernado, numa tremenda aliena\u00e7\u00e3o mental, \u00e9 antigo d\u00e9spota que se utilizou da vida para infelicitar e afligir, ora expiando em injun\u00e7\u00e3o educativa os delitos perpetrados&#8230;<\/p>\n<p>Esse padecente, em torpe imobilidade, com os centros mentais e motores lesados, \u00e9 anterior suicida que pensou burlar a Lei, evadindo-se dos compromissos que assumira e que n\u00e3o quis sofrer&#8230;<\/p>\n<p>Aquele, portador de cruel neoplasia maligna com met\u00e1stase generalizada, em extremos de desespero, \u00e9 o alucinado destruidor de vidas, que culminou a exist\u00eancia antiga em autoc\u00eddio espetacular, e que ora resgata, repassando pelos caminhos antes percorridos com a ins\u00e2nia do orgulho e da prepot\u00eancia&#8230;<\/p>\n<p>Todos eles, ressalvadas algumas exce\u00e7\u00f5es de abnegados mission\u00e1rios que se entregam \u00e0 dor para ensinar aos seus coevos como super\u00e1-la, os que experimentam largos desgastes na sa\u00fade est\u00e3o em justo mecanismo reparador de que, resignados e humildes, se liberar\u00e3o, demandando \u00e0 paz e \u00e0 felicidade que todos alcan\u00e7aremos.<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m est\u00e1 condenado irremissivelmente, que n\u00e3o usufrua as b\u00ean\u00e7\u00e3os da harmonia, quando regularizado o compromisso no qual falhou.<\/p>\n<p>\u00c9 de alta import\u00e2ncia a liberta\u00e7\u00e3o pela dor ou atrav\u00e9s do sacrif\u00edcio do bem que se pode produzir, do amor.<\/p>\n<p>N\u00e3o cabe, portanto, a ningu\u00e9m, o direito de fazer cessar o processo do sofrimento por meio da eutan\u00e1sia, mesmo porque a morte do corpo n\u00e3o anula o fen\u00f4meno da necessidade espec\u00edfica de cada um, nos m\u00faltiplos est\u00e1gios do crescimento espiritual.<\/p>\n<p>A morte apenas destr\u00f3i o corpo, sem modificar a estrutura da vida.<\/p>\n<p>Aqueles que pensam driblar a Justi\u00e7a Divina, fugindo ou sendo expulsos da mat\u00e9ria, despertam, no Al\u00e9m-t\u00famulo, mais sofridos e alienados, retornando \u00e0 Terra para darem curso \u00e0 reabilita\u00e7\u00e3o em corpos iguais ou menos aparelhados do que aquele de que se supunham liberar&#8230;<\/p>\n<p>A vida \u2013 na mat\u00e9ria ou fora dela \u2013 \u00e9 indestrut\u00edvel, j\u00e1 que o Esp\u00edrito transita pelo corpo ou sem ele, sem entrar ou sair da realidade intr\u00ednseca onde se encontra colocado no Universo.<\/p>\n<p>Amar e atender aos pacientes com carinho, envolvendo-os em vibra\u00e7\u00f5es de paz, orando por eles, aplicando-lhes recursos magn\u00e9ticos de que todos disp\u00f5em s\u00e3o as atitudes corretas que a consci\u00eancia crist\u00e3 e esp\u00edrita deve aplicar em quaisquer situa\u00e7\u00f5es em que se encontre, na condi\u00e7\u00e3o de familial ou facultativo, de amigo ou de companheiro, na enfermagem ou no servi\u00e7o social&#8230;<\/p>\n<p>Eutan\u00e1sia, nunca!<\/p>\n<p>Vianna de Carvalho<\/p>\n<p>(P\u00e1gina psicografada pelo m\u00e9dium Divaldo Pereira Franco, em 15\/12\/1980, no Centro Esp\u00edrita \u201cCaminho da Reden\u00e7\u00e3o\u201d, em Salvador, Bahia.) Fonte: Reformador de dezembro de 1990, p. 29(377)-30(378).<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_12721\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"12721\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vianna de Carvalho Eutan\u00e1sia, nunca! 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