{"id":13127,"date":"2016-06-08T08:12:00","date_gmt":"2016-06-08T08:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo13127\/"},"modified":"2016-06-08T08:19:02","modified_gmt":"2016-06-08T11:19:02","slug":"artigo13127","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo13127\/","title":{"rendered":"Evangelho Segundo o Espiritismo  Parte 65"},"content":{"rendered":"<div align=left><em><strong>A INDULG\u00caNCIA<BR><BR>16. Esp\u00edritas, queremos falar-vos hoje da indulg\u00eancia, sentimento doce e fraternal que todo homem deve alimentar para com seus irm\u00e3os, mas do qual bem poucos fazem uso. <BR><BR>A indulg\u00eancia n\u00e3o v\u00ea os defeitos de outrem, ou, se os v\u00ea, evita falar deles, divulg\u00e1-los. Ao contr\u00e1rio, oculta-os, a fim de que se n\u00e3o tornem conhecidos sen\u00e3o dela unicamente, e, se a malevol\u00eancia os descobre, tem sempre pronta uma escusa para eles, escusa plaus\u00edvel, s\u00e9ria, n\u00e3o das que, com apar\u00eancia de atenuar a falta, mais a evidenciam com p\u00e9rfida inten\u00e7\u00e3o.<BR><BR>A indulg\u00eancia jamais se ocupa com os maus atos de outrem, a menos que seja para prestar um servi\u00e7o, mas, mesmo neste caso, tem o cuidado de os atenuar tanto quanto poss\u00edvel. N\u00e3o faz observa\u00e7\u00f5es chocantes, n\u00e3o tem nos l\u00e1bios censuras, apenas conselhos e, as mais das vezes, velados. Quando criticais, que conseq\u00fc\u00eancia se h\u00e1 de tirar das vossas palavras? A de que n\u00e3o tereis feito o que reprovais, visto que estais a censurar, que valeis mais do que o culpado. O homens! quando ser\u00e1 que julgareis os vossos pr\u00f3prios cora\u00e7\u00f5es, os vossos pr\u00f3prios pensamentos, os vossos pr\u00f3prios atos, sem vos ocupardes com o que fazem vossos irm\u00e3os? Quando s\u00f3 tereis olhares severos sobre v\u00f3s mesmos? <BR><BR>Sede, pois, severos para convosco, indulgentes para com os outros. Lembrai-vos daquele que julga em \u00faltima inst\u00e2ncia, que v\u00ea os pensamentos \u00edntimos de cada cora\u00e7\u00e3o e que, por conseguinte, desculpa muitas vezes as faltas que censurais, ou condena o que relevais, porque conhece o m\u00f3vel de todos os atos.  Lembrai-vos de que v\u00f3s, que clamais em altas vozes: an\u00e1tema! tereis, qui\u00e7\u00e1, cometido faltas mais graves. <BR><BR>Sede indulgentes, meus amigos, porquanto a indulg\u00eancia atrai, acalma, ergue, ao passo que o rigor desanima, afasta e irrita.  Jos\u00e9, Esp\u00edrito protetor. (Bord\u00e9us, 1863.) <BR><BR>17. Sede indulgentes com as faltas alheias, quaisquer que elas sejam, n\u00e3o julgueis com severidade sen\u00e3o as vossas pr\u00f3prias a\u00e7\u00f5es e o Senhor usar\u00e1 de indulg\u00eancia para convosco, como de indulg\u00eancia houverdes usado para com os outros. <BR><BR>Sustentai os fortes: animai-os \u00e0 perseveran\u00e7a. Fortalecei os fracos, mostrando-lhes a bondade de Deus, que leva em conta o menor arrependimento, mostrai a todos o anjo da penit\u00eancia estendendo suas brancas asas sobre as faltas dos humanos e velando-as assim aos olhares daquele que n\u00e3o pode tolerar o que \u00e9 impuro. Compreendei todos a miseric\u00f3rdia infinita de vosso Pai e n\u00e3o esque\u00e7ais nunca de lhe dizer, pelos pensamentos, mas, sobretudo, pelos atos: Perdoai as nossas ofensas, como perdoamos aos que nos h\u00e3o ofendido. Compreendei bem o valor destas sublimes palavras, nas quais n\u00e3o somente a letra \u00e9 admir\u00e1vel, mas principalmente o ensino que ela veste. <BR><BR>Que \u00e9 o que pedis ao Senhor, quando implorais para v\u00f3s o seu perd\u00e3o? Ser\u00e1 unicamente o olvido das vossas ofensas? Olvido que vos deixaria no nada, porquanto, se Deus se limitasse a esquecer as vossas faltas, Ele n\u00e3o puniria, \u00e9 exato, mas tampouco recompensaria. A recompensa n\u00e3o pode constituir pr\u00eamio do bem que n\u00e3o foi feito, nem, ainda menos, do mal que se haja praticado, embora esse mal fosse esquecido. Pedindo-lhe que perdoe os vossos desvios, o que lhe pedis \u00e9 o favor de suas gra\u00e7as, para n\u00e3o reincidirdes neles, \u00e9 a for\u00e7a de que necessitais para enveredar por outras sendas, as da submiss\u00e3o e do amor, nas quais podereis juntar ao arrependimento a repara\u00e7\u00e3o. <BR><BR>Quando perdoardes aos vossos irm\u00e3os, n\u00e3o vos contenteis com o estender o v\u00e9u do esquecimento sobre suas faltas, porquanto, as mais das vezes, muito transparente \u00e9 esse v\u00e9u para os olhares vossos. Levai-lhes simultaneamente, com o perd\u00e3o, o amor, fazei por eles o que pedir\u00edeis fizesse o vosso Pai celestial por v\u00f3s. Substitui a c\u00f3lera que conspurca, pelo amor que purifica. Pregai, exemplificando, essa caridade ativa, infatig\u00e1vel, que Jesus vos ensinou, pregai-a, como ele o fez durante todo o tempo em que esteve na Terra, vis\u00edvel aos olhos corporais e como ainda a prega incessantemente, desde que se tornou vis\u00edvel t\u00e3osomente aos olhos do Esp\u00edrito. Segui esse modelo divino, caminhai em suas pegadas, elas vos conduzir\u00e3o ao ref\u00fagio onde encontrareis o repouso ap\u00f3s a luta. Como ele, carregai todos v\u00f3s as vossas cruzes e subi penosamente, mas com coragem, o vosso calv\u00e1rio, em cujo cimo est\u00e1 a glorifica\u00e7\u00e3o.  Jo\u00e3o, bispo de Bord\u00e9us. (1862.) <BR><BR>18. Caros amigos, sede severos convosco, indulgentes para as fraquezas dos outros. E esta uma pr\u00e1tica da santa caridade, que bem poucas pessoas observam. Todos v\u00f3s tendes maus pendores a vencer, defeitos a corrigir, h\u00e1bitos a modificar, todos tendes um fardo mais ou menos pesado a alijar, para poderdes galgar o cume da montanha do progresso. Por que, ent\u00e3o, haveis de mostrar-vos t\u00e3o clarividentes com rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo e t\u00e3o cegos com rela\u00e7\u00e3o a v\u00f3s mesmos? Quando deixareis de perceber, nos olhos de vossos irm\u00e3os, o pequenino argueiro que os incomoda, sem atentardes na trave que, nos vossos olhos, vos cega, fazendovos ir de queda em queda? Crede nos vossos irm\u00e3os, os Esp\u00edritos. Todo homem, bastante orgulhoso para se julgar superior, em virtude e m\u00e9rito, aos seus irm\u00e3os encarnados, \u00e9 insensato e culpado: Deus o castigar\u00e1 no dia da sua justi\u00e7a. O verdadeiro car\u00e1ter da caridade \u00e9 a mod\u00e9stia e a humildade, que consistem em ver cada um apenas superficialmente os defeitos de outrem e esfor\u00e7ar-se por fazer que prevale\u00e7a o que h\u00e1 nele de bom e virtuoso,  porquanto, embora o cora\u00e7\u00e3o humano seja um abismo de corrup\u00e7\u00e3o, sempre h\u00e1, nalgumas de suas dobras mais ocultas, o g\u00e9rmen de bons sentimentos, centelha vivaz da ess\u00eancia espiritual. <BR><BR>Espiritismo! doutrina consoladora e bendita! felizes dos que te conhecem e tiram proveito dos salutares ensinamentos dos Esp\u00edritos do Senhor! Para esses, iluminado est\u00e1 o caminho, ao longo do qual podem ler estas palavras que lhes indicam o meio de chegarem ao termo da jornada: caridade pr\u00e1tica, caridade do cora\u00e7\u00e3o, caridade para com o pr\u00f3ximo, como para si mesmo, numa palavra: caridade para com todos e amor a Deus acima de todas as coisas, porque o amor a Deus resume todos os deveres e porque imposs\u00edvel \u00e9 amar realmente a Deus, sem praticar a caridade, da qual fez ele uma lei para todas as criaturas. -Duf\u00eatre, bispo de Nevers.  (Bord\u00e9us.) <BR><BR>19. Ningu\u00e9m sendo perfeito, seguir-se-\u00e1 que ningu\u00e9m tem o direito de repreender o seu pr\u00f3ximo?<BR> <BR>Certamente que n\u00e3o \u00e9 essa a conclus\u00e3o a tirar-se, porquanto cada um de v\u00f3s deve trabalhar pelo progresso de todos e, sobretudo, daqueles cuja tutela vos foi confiada. Mas, por isso mesmo, deveis faz\u00ea-lo com modera\u00e7\u00e3o, para um fim \u00fatil, e n\u00e3o, como as mais das vezes, pelo prazer de denegrir. Neste \u00faltimo caso, a repreens\u00e3o \u00e9 uma maldade, no primeiro, \u00e9 um dever que a caridade manda seja cumprido com todo o cuidado poss\u00edvel. Ao demais, a censura que algu\u00e9m fa\u00e7a a outrem deve ao mesmo tempo dirigi-la a si pr\u00f3prio, procurando saber se n\u00e3o a ter\u00e1 merecido.    S. Lu\u00eds. (Paris, 1860.) <BR><BR>20. Ser\u00e1 repreens\u00edvel notarem-se as imperfei\u00e7\u00f5es dos outros, quando da\u00ed nenhum proveito possa resultar para eles, uma vez que n\u00e3o sejam divulgadas? <BR><BR>Tudo depende da inten\u00e7\u00e3o. Decerto, a ningu\u00e9m \u00e9 defeso ver o mal, quando ele existe. Fora mesmo inconveniente ver em toda a parte s\u00f3 o bem. Semelhante ilus\u00e3o prejudicaria o progresso.  O erro est\u00e1 no fazer-se que a observa\u00e7\u00e3o redunde em detrimento do pr\u00f3ximo, desacreditando-o, sem necessidade, na opini\u00e3o geral. Igualmente repreens\u00edvel seria faz\u00ea-lo algu\u00e9m apenas para dar expans\u00e3o a um sentimento de malevol\u00eancia e \u00e0 satisfa\u00e7\u00e3o de apanhar os outros em falta.  D\u00e1-se inteiramente o contr\u00e1rio quando, estendendo sobre o mal um v\u00e9u, para que o p\u00fablico n\u00e3o o veja, aquele que note os defeitos do pr\u00f3ximo o fa\u00e7a em seu proveito pessoal, isto \u00e9, para se exercitar em evitar o que reprova nos outros.  Essa observa\u00e7\u00e3o, em suma, n\u00e3o \u00e9 proveitosa ao moralista? Como pintaria ele os defeitos humanos, se n\u00e3o estudasse os modelos?    S. Lu\u00eds. (Paris, 1860.) <BR><BR>21. Haver\u00e1 casos em que convenha se desvende o mal de outrem? <BR><BR>\u00c9 muito delicada esta quest\u00e3o e, para resolv\u00ea-la, necess\u00e1rio se toma apelar para a caridade bem compreendida.  Se as imperfei\u00e7\u00f5es de uma pessoa s\u00f3 a ela prejudicam, nenhuma utilidade haver\u00e1 nunca em divulg\u00e1-la.  Se, por\u00e9m, podem acarretar preju\u00edzo a terceiros, devese atender de prefer\u00eancia ao interesse do maior n\u00famero.  Segundo as circunst\u00e2ncias, desmascarar a hipocrisia e a mentira pode constituir um dever, pois mais vale caia um homem, do que virem muitos a ser suas v\u00edtimas.  Em tal caso, deve-se pesar a soma das vantagens e dos inconvenientes.  S\u00e3o Lu\u00eds. (Paris, 1860.)<BR><\/strong><\/em><\/div>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_13127\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"13127\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A INDULG\u00caNCIA16. 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