{"id":14331,"date":"2017-10-01T13:12:00","date_gmt":"2017-10-01T13:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo14331\/"},"modified":"2017-10-01T13:30:20","modified_gmt":"2017-10-01T16:30:20","slug":"artigo14331","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo14331\/","title":{"rendered":"Entrevista: JUDITH S. WALLERSTEIN \u201cOS FILHOS DO DIV\u00d3RCIO\u201d  &#8211; Casamento"},"content":{"rendered":"<p>A terapeuta americana afirma que a separa\u00e7\u00e3o dos pais faz muito mal \u00e0s crian\u00e7as e deixa uma marca que elas carregar\u00e3o pelo resto da vida.<br \/>Durante 25 anos, a terapeuta americana JUDITH S. WALLERSTEIN ouviu os relatos das experi\u00eancias de 131 filhos de pais separados. A maioria dos casos foi acompanhada da inf\u00e2ncia \u00e0 idade adulta. JUDITH comparou as trajet\u00f3rias de seus entrevistados com as de integrantes de fam\u00edlias intactas e chegou \u00e0 conclus\u00e3o de que, ao contr\u00e1rio dos que pregam os arautos da \u201cnova fam\u00edlia\u201d, o div\u00f3rcio faz mal, sim, a crian\u00e7as e jovens. Ser filho de um casal que se separou, segundo ela, \u00e9 um problema que nunca cessa de existir. O resultado de seu trabalho est\u00e1 no livro The Unexpected Legacy of Divorce (A INESPERADA HERAN\u00c7A DO DIV\u00d3RCIO), em co-autoria com Julia M.<br \/>Lewis e Sandra Blakeslee. Foram mais de 75.000 c\u00f3pias vendidas desde o lan\u00e7amento, em setembro.<br \/>Envolta em pol\u00eamica, a obra ganhou destaque na imprensa americana e chegou a ser capa da revista Time. Aos 78 anos, casada h\u00e1 cinquenta, tr\u00eas filhos e cinco netos, JUDITH WALLERSTEIN \u00e9 conferencista em\u00e9rita da Universidade da Calif\u00f3rnia e uma critica dura do que chama de \u201ccultura do div\u00f3rcio\u201d. \u201c Casais que vivem uma situa\u00e7\u00e3o conjugal morna deveriam considerar seriamente a possibilidade de continuar juntos pelo bem de seus filhos\u201d, diz ela, sem medo de chocar. Da cidade de Belvedere, nos arredores de San Francisco, onde mora, JUDITH WALLERSTEIN deu a seguinte entrevista a VEJA.<br \/>VEJA \u2013 Como a separa\u00e7\u00e3o dos pais afeta a vida de uma crian\u00e7a? <br \/>JUDITH \u2013 De v\u00e1rias formas. A adolesc\u00eancia come\u00e7a mais cedo para filhos de fam\u00edlias que sofreram um processo de separa\u00e7\u00e3o. No caso das meninas, a inicia\u00e7\u00e3o sexual costuma ocorrer antes do recomend\u00e1vel. Boa parte das crian\u00e7as passa a ocupar-se dos problemas da m\u00e3e e, algumas vezes, dos conflitos do pai. N\u00e3o raro, elas t\u00eam de desenvolver por conta pr\u00f3pria seus conceitos de moralidade. Os mais velhos tendem a cuidar dos irm\u00e3os mais novos, como se fossem adultos. Est\u00e1 provado tamb\u00e9m que filhos de casais separados sofrem mais de depress\u00e3o e apresentam mais dificuldade de aprendizado que os provenientes de fam\u00edlias intactas.<br \/>VEJA \u2013 Os cr\u00edticos de seu livro, A INESPERADA HERAN\u00c7A DO DIV\u00d3RCIO, acusam a senhora de ter carregado nas tintas.<br \/>JUDITH \u2013 Meu estudo se baseia em entrevistas com 131 filhos de casais divorciados, realizadas ao longo de 25 anos. De todos os relatos que eu ouvi transbordava sofrimento. Muitos se consideravam sobreviventes de um cataclismo de propor\u00e7\u00f5es c\u00f3smicas. Para uma crian\u00e7a, a vida p\u00f3s-div\u00f3rcio \u00e9 incrivelmente dif\u00edcil. Ela se sente abandonada, marginalizada. Karen, uma das minhas entrevistadas, expressou esses sentimentos com uma frase de cortar o cora\u00e7\u00e3o: \u201cO dia em que meus pais se divorciaram, foi o dia em que minha inf\u00e2ncia acabou\u201d. Ao contr\u00e1rio do que acreditam os cr\u00edticos de meu livro, n\u00e3o \u00e9 um exagero dizer que a separa\u00e7\u00e3o dos pais \u00e9 uma marca, um estigma, que as crian\u00e7as carregar\u00e3o por toda a vida.<br \/>VEJA \u2013 Mas h\u00e1 separa\u00e7\u00f5es amig\u00e1veis e litigiosas. N\u00e3o existe a\u00ed uma diferen\u00e7a? <br \/>JUDITH \u2013 Por mais que haja diferen\u00e7as de caso para caso, a verdade \u00e9 que n\u00e3o existe separa\u00e7\u00e3o sem danos, perdas e tristeza. Em geral, o que ocorre \u00e9 que um dos dois \u2013 o marido ou a mulher \u2013 quer o div\u00f3rcio e o outro n\u00e3o. \u00c9 ilus\u00e3o imaginar um casal sentado calmamente \u00e0 mesa da cozinha, mantendo uma conversa civilizada do tipo: \u201cCometemos um erro e devemos nos separar\u201d. Isso nunca, jamais acontece. E mais: as duas partes n\u00e3o encerram seus conflitos na justi\u00e7a. Sentimentos de amor e \u00f3dio n\u00e3o deixam de existir com a assinatura da papelada. Esse quadro de desgaste cont\u00ednuo, n\u00e3o importa o grau, fere indelevelmente as crian\u00e7as. \u00c9 certo que h\u00e1 pais que tentam preservar ao m\u00e1ximo seus filhos do sofrimento de uma separa\u00e7\u00e3o. Mas tamb\u00e9m \u00e9 verdade que a decis\u00e3o de \u201cn\u00e3o brigar na frente das crian\u00e7as\u201d tem suas limita\u00e7\u00f5es. Evitar discuss\u00f5es n\u00e3o as protege dos efeitos de longo prazo do div\u00f3rcio, que aparecem na vida adulta.<br \/>VEJA \u2013 Quais s\u00e3o esses efeitos? <br \/>JUDITH \u2013 A maioria dos filhos do div\u00f3rcio \u2013 vamos cham\u00e1-los dessa forma \u2013 atribui \u00e0 separa\u00e7\u00e3o dos pais grande parte de seus insucessos nos relacionamentos. A imagem negativo do casamento leva muitos a fazer p\u00e9ssimas escolhas de parceiros ou a fugir de compromissos. Cerca de 40% n\u00e3o consegue casar-se quando atinge a idade adulta. H\u00e1 um contingente enorme de homens e mulheres na faixa dos 30 anos que, traumatizados com a experi\u00eancia de seus pais, vivem sozinhos. Isso n\u00e3o significa, evidentemente, que eles n\u00e3o valorizem o amor, a fidelidade e o companheirismo. Apenas t\u00eam dificuldade em lidar com seus sentimentos e traduzi-los na constru\u00e7\u00e3o de uma vida a dois. O dado paradoxal \u00e9 que, apesar de tudo, o desejo de um casamento duradouro permanece irremov\u00edvel.<br \/>Nenhum dos adultos ouvidos por mim aceita a id\u00e9ia de que o matrim\u00f4nio \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o falida.<br \/>VEJA \u2013 As crian\u00e7as sentem-se culpadas pelo div\u00f3rcio dos pais? <br \/>JUDITH \u2013 Sim, especialmente quando s\u00e3o pequenas. Em geral, elas pensam que, se n\u00e3o existissem, seus pais n\u00e3o estariam brigando. Para os pais, \u00e9 dif\u00edcil minimizar o sentimento de culpa dos filhos.<br \/>Ainda mais porque o homem e a mulher que vivem o tumulto de uma separa\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00eam equil\u00edbrio e disponibilidade suficientes para dar conta do que as crian\u00e7as est\u00e3o sentindo.<br \/>VEJA \u2013 Casamentos infelizes n\u00e3o prejudicam mais as crian\u00e7as? <br \/>JUDITH \u2013 Depende de qu\u00e3o infeliz \u00e9 o casamento. Muitos casais optam por ficar juntos para criar melhor seus filhos. E n\u00e3o h\u00e1 mal nenhum nisso. Eles t\u00eam os mesmos problemas de infelicidade conjugal dos que resolvem se divorciar. S\u00f3 que s\u00e3o capazes de superar esses obst\u00e1culos. A recompensa \u00e9 que seus filhos crescem de forma infinitamente melhor e se tornam adultos mais seguros, mais preparados para enfrentar as vicissitudes da vida.<br \/>VEJA \u2013 O que a senhora prega, ent\u00e3o, \u00e9 a indissolubilidade do casamento de quem tem filhos.<br \/>JUDITH \u2013 Essa \u00e9 uma interpreta\u00e7\u00e3o equivocada. Evidentemente, h\u00e1 casamentos que n\u00e3o podem e nem devem ser mantidos, sob pena de prejudicar ainda mais as crian\u00e7as. Especialmente em casos de viol\u00eancia familiar ou nos quais uma das partes se sente explorada ou humilhada pelo outro. O que critico \u00e9 a \u201ccultura do div\u00f3rcio\u201d. Est\u00e1 muito f\u00e1cil se separar hoje em dia. Problemas comezinhos servem de pretexto para que se d\u00ea o fora de um relacionamento. A opini\u00e3o que prevalece na sociedade moderna \u00e9 a de que podemos a qualquer hora refazer nossas trajet\u00f3rias conjugais. Ocorre que, na pressa de melhorar nossa vida, n\u00e3o nos perguntamos como isso afeta as crian\u00e7as que concebemos. Os filhos do div\u00f3rcio n\u00e3o se sentem melhores porque papai e mam\u00e3e come\u00e7aram a ter uma vida amorosa mais satisfat\u00f3ria com outros parceiros. Outro mito \u00e9 imaginar que a separa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma crise tempor\u00e1ria, cujos efeitos s\u00e3o mais danosos na hora da separa\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma crise de longo prazo e, em alguns casos, intermin\u00e1vel.<br \/>VEJA \u2013 Mas como um casal pode permanecer unido sem amor? <br \/>JUDITH \u2013 O amor, ora, o amor&#8230; De que amor estamos falando? O meu estudo mostra que muitas fam\u00edlias que permanecem unidas n\u00e3o s\u00e3o aben\u00e7oadas por Cupido, mas pelo bom senso. Acredito que a maioria das separa\u00e7\u00f5es poderia ser evitada, n\u00e3o fosse a \u201ccultura do div\u00f3rcio\u201d. H\u00e1 casamentos em que o amor acabou, mas que n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o ca\u00f3ticos ou explosivos a ponto de a conviv\u00eancia ser intoler\u00e1vel.<br \/>Milh\u00f5es e milh\u00f5es de pessoas se encontram nessa situa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o amam, por\u00e9m n\u00e3o odeiam seu companheiro. Essa \u00e9 a diferen\u00e7a. N\u00e3o raro, a separa\u00e7\u00e3o traz mais ang\u00fastia ao homem e \u00e0 mulher do que um casamento morno. V\u00e1rios homens e mulheres que compartilham uni\u00e3o infelizes ficariam surpresos ao saber que seus filhos est\u00e3o relativamente contentes. Enfatizo: um dos pontos mais interessantes do meu trabalho foi descobrir que, para as crian\u00e7as, pouco importa se papai e mam\u00e3e dormem na mesma cama. O que conta \u00e9 que se mantenham juntos. Por isso, acho sinceramente que casais que vivem uma situa\u00e7\u00e3o conjugal t\u00e9pida, sem amor, deveriam considerar seriamente a possibilidade de continuar juntos pelo bem de seus filhos.<br \/>VEJA \u2013 A senhora falou em \u201ccultura do div\u00f3rcio\u201d. No que ela afeta os valores da sociedade moderna? <br \/>JUDITH \u2013 Entre outras coisas, a \u201ccultura do div\u00f3rcio\u201d, ajudou a cristalizar uma concep\u00e7\u00e3o errada: a de que o casamento \u00e9 necessariamente uma pris\u00e3o, uma interdi\u00e7\u00e3o \u00e0 felicidade do indiv\u00edduo, e n\u00e3o uma sociedade que comporta, al\u00e9m de obriga\u00e7\u00f5es, uma s\u00e9rie de benef\u00edcios para as partes envolvidas.<br \/>Por causa dessa vis\u00e3o distorcida, h\u00e1 muito menos uni\u00f5es formais hoje em dia que vinte anos atr\u00e1s.<br \/>Para fazer frente ao problema, existe uma corrente nos EUA que discute at\u00e9 mesmo a introdu\u00e7\u00e3o de uma nova disciplina no curr\u00edculo escolar: a educa\u00e7\u00e3o para o casamento.<br \/>VEJA \u2013 Quando a separa\u00e7\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel, e n\u00e3o se est\u00e1 falando aqui de casos escabrosos, o que os pais podem fazer para proteger seus filhos? <br \/>JUDITH \u2013 Antes de mais nada, pai e m\u00e3e t\u00eam de perceber que seus filhos precisar\u00e3o de enorme ajuda para enfrentar as etapas que vir\u00e3o. A melhor prote\u00e7\u00e3o que eles podem dar, no primeiro momento, \u00e9 n\u00e3o discutir na frente das crian\u00e7as. Muitos dos que brigam na hora da separa\u00e7\u00e3o continuam brigando depois dela. H\u00e1 o div\u00f3rcio legal, mas n\u00e3o o emocional, social e financeiro. Superada essa fase inicial (o que repito, nem sempre ocorre), \u00e9 comum que o homem e mulher comecem a buscar novos companheiros. Nesse instante, por\u00e9m, muitos continuam a n\u00e3o dar a devida aten\u00e7\u00e3o aos filhos, preocupados que est\u00e3o com a pr\u00f3pria felicidade e por achar que o pior j\u00e1 passou. \u00c9 um tremendo erro.<br \/>Quando papai e mam\u00e3e arrumam um namorado, cai por terra a esperan\u00e7a infantil de que um dia eles poder\u00e3o voltar a ficar juntos. O choque causado por tal constata\u00e7\u00e3o \u00e9 terr\u00edvel. Por isso, \u00e9 preciso sempre proceder com cuidado. Outro aspecto que deve ser levado em conta \u00e9 a imposi\u00e7\u00e3o de dias e hor\u00e1rios para que as crian\u00e7as vejam seus pais.<br \/>VEJA \u2013 As consequ\u00eancias negativas do div\u00f3rcio n\u00e3o podem ser amenizadas quando os pais da crian\u00e7a se estabilizam emocionalmente? <br \/>JUDITH \u2013 Pesquisas recentes feitas nos EUA mostram que 25% de todas as crian\u00e7as do pa\u00eds passar\u00e3o parte de sua inf\u00e2ncia numa fam\u00edlia formada a partir de um segundo casamento. E que cerca de 40% das uni\u00f5es realizadas durante os anos 90 envolvem pessoas que j\u00e1 haviam sido casadas antes. Os n\u00fameros americanos talvez encontrem equival\u00eancia no Brasil, n\u00e3o sei. Seja na Calif\u00f3rnia, seja no Rio de Janeiro, \u00e9 verdade que os segundos casamentos costumam ser melhores que os primeiros. Mas do ponto de vista dos adultos. \u00c9 dif\u00edcil para uma crian\u00e7a ou um adolescente aceitar sem reservas o novo marido de sua m\u00e3e ou a nova mulher de seu pai. Da perspectiva dos filhos, o casal de verdade ser\u00e1 sempre aquele constitu\u00eddo por seus genitores. Por mais amig\u00e1veis que sejam, os substitutos conjugais s\u00e3o vistos como pr\u00f3teses. Quase que curativos para uma ferida que nunca se cicatriza. Infelizmente, os estudos realizados por mim levaram-me a concluir que, mesmo tendo crescido sob um segundo casamento feliz, isso n\u00e3o ajuda os filhos do div\u00f3rcio a superar as dificuldades de relacionamento na idade adulta.<br \/>VEJA \u2013 O que \u00e9 mais dif\u00edcil para uma crian\u00e7a: aceitar a nova mulher do pai ou o novo marido da m\u00e3e? <br \/>JUDITH \u2013 Digamos que a posi\u00e7\u00e3o do marido da m\u00e3e \u00e9 mais complicada. At\u00e9 porque, na maioria das vezes, \u00e9 ele quem vive dentro da mesma casa da crian\u00e7a. Se ela mant\u00e9m uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com seu pai biol\u00f3gico, qual \u00e9 o papel dessa figura? Tanto para meninos quanto para meninas que vivem essa situa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 v\u00e1rias quest\u00f5es que podem ficar sem resposta: \u201cseria ele um amigo meu ou apenas o homem que vive com minha m\u00e3e?\u201d \u201c\u00c9 meu parente?\u201d \u201cSe ele me ajuda na li\u00e7\u00e3o de casa, por que meu pai \u00e9 quem conversa com a professora?\u201d \u00c9 um territ\u00f3rio prop\u00edcio ao nascimento de conflitos, malentendidos e competi\u00e7\u00e3o.<br \/>VEJA \u2013 Como o resto da fam\u00edlia \u2013 principalmente av\u00f3s e tios \u2013 pode ajudar durante o processo de div\u00f3rcio? <br \/>JUDITH \u2013 Av\u00f3s e tios casados podem representar uma refer\u00eancia de uni\u00e3o est\u00e1vel e duradoura. A rela\u00e7\u00e3o com os av\u00f3s, especialmente, \u00e9 important\u00edssima para crian\u00e7as e jovens que se sentem desorientados. Muitos dos meus entrevistados disseram que, depois da separa\u00e7\u00e3o de seus pais, foram os av\u00f3s que \u201csalvaram\u201d a sua vida. Al\u00e9m de porto seguro do ponto de vista emocional, eles terminam se transformando numa fonte de seguran\u00e7a material para os netos. Em muitos casos, s\u00e3o os av\u00f3s que suprem as necessidades financeiras da mulher divorciada que v\u00ea seu padr\u00e3o de vida decair.<br \/>VEJA \u2013 O fato de a separa\u00e7\u00e3o conjugal ter-se tornado algo corriqueiro na sociedade n\u00e3o contribui para que seus efeitos se acabem diluindo? <br \/>JUDITH \u2013 \u00c9 uma bobagem imaginar que, s\u00f3 porque h\u00e1 v\u00e1rios coleguinhas de seu filho passando pelo mesmo sofrimento, isso reduz o dele. Costumo comparar essa situa\u00e7\u00e3o \u00e0 da mulher que perde seu marido. N\u00e3o importa que a vizinha tamb\u00e9m seja vi\u00fava. Esse fato n\u00e3o a faz sentir-se melhor. A experi\u00eancia do div\u00f3rcio \u00e9 dolorosa e irrepar\u00e1vel para qualquer crian\u00e7a.<br \/>Fonte: REVISTA VEJA \u2013 13 de Dezembro de 2.000 Rep\u00f3rter: Anna Paula Buchalla<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_14331\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"14331\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A terapeuta americana afirma que a separa\u00e7\u00e3o dos pais faz muito mal \u00e0s crian\u00e7as e deixa uma marca que elas carregar\u00e3o pelo resto da vida.Durante 25 anos, a terapeuta americana JUDITH S. WALLERSTEIN ouviu os relatos das experi\u00eancias de 131 filhos de pais separados. A maioria dos casos foi acompanhada da inf\u00e2ncia \u00e0 idade adulta.&hellip; <br \/> <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo14331\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_14331\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"14331\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-14331","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mensagens-diversas"],"a3_pvc":{"activated":true,"total_views":3294,"today_views":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14331","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14331"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14331\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14331"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14331"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14331"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}