{"id":14675,"date":"2018-01-14T09:12:00","date_gmt":"2018-01-14T09:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo14675\/"},"modified":"2018-01-14T09:10:53","modified_gmt":"2018-01-14T11:10:53","slug":"artigo14675","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo14675\/","title":{"rendered":"Casas velhas, velhas casas &#8211; Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita"},"content":{"rendered":"<p>\n<br \/>\u00c9 comum, quando se viaja pelo sul do Brasil, encontrarmos velhas casas de madeira.<br \/>\n<br \/>N\u00e3o se trata de casas que tenham sido tombadas pelo patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, por qualquer raz\u00e3o, mas, simplesmente, casas antigas.<br \/>\n<br \/>A madeira envelhecida, as telhas de barro enegrecidas pelas intemp\u00e9ries e os anos rolados, a pintura um tanto desbotada.<br \/>\n<br \/>Em algumas, ainda persistem as latas vazias de azeite de cozinha, abertas, penduradas com capricho, cheias de flores. Vasos improvisados que resistiram ao tempo.<br \/>\n<br \/>Enquanto o autom\u00f3vel vai cobrindo os quil\u00f4metros, permanecemos na observa\u00e7\u00e3o, que nos leva a cogitar de quantos amores ali viveram.<br \/>\n<br \/>Quantas vidas nasceram entre aquelas paredes, quantas crian\u00e7as cantaram, brincaram, gritaram, se divertiram, correndo de um lado para outro, saindo pela porta da frente, dando a volta pelo jardim e entrando pelos fundos.<br \/>\n<br \/>Quantos pais viram seus filhos partir, olhando-os at\u00e9 desaparecerem na curva da estrada, dali, do port\u00e3o tamb\u00e9m de madeira.<br \/>\n<br \/>Filhos que n\u00e3o retornaram ao lar, por alcan\u00e7arem estradas internacionais, conquistando laur\u00e9is. Ou por terem ingressado no mundo espiritual, levados pela morte.<br \/>\n<br \/>Quantos casais envelheceram juntos, vendo o progresso tomar conta das lavouras, das estradas, do mundo.<br \/>\n<br \/>Quantos dramas ter\u00e3o suportado aquelas paredes, que permanecem em p\u00e9, desafiando os anos que se somam, e se multiplicam.<br \/>\n<br \/>Algumas, um tanto abandonadas, se apresentam tomadas pela hera que as abra\u00e7a, como desejando reter ali todo o amor que foi vivido, todos os risos e as alegrias experimentadas.<br \/>\n<br \/>Fica a madeira encoberta pelo verde que insiste em se apoderar dos espa\u00e7os, mais e mais, como a dizer: Se ningu\u00e9m aqui mais reside, farei minha essa morada.<br \/>\n<br \/>Ou talvez porque, em descobrindo a riqueza das vidas ainda presente, dela se deseje nutrir, e preservar essas vibra\u00e7\u00f5es t\u00e3o felizes entre a ramagem que espalha.<br \/>\n<br \/>*   *   *<br \/>\n<br \/>Casas velhas. Velhas casas.<br \/>\n<br \/>Olhando-as, nos pomos a reflexionar em como, por vezes, nos estressamos, nos preocupamos com tantas coisas pequenas, sem import\u00e2ncia.<br \/>\n<br \/>Brigamos, nos desentendemos porque queremos impor nossas vontades. Discutimos porque o quadro deveria ser pendurado nesse local e n\u00e3o naquele.<br \/>\n<br \/>Criamos um clima tenso porque n\u00e3o aprovamos a cor da tinta que outros escolheram para nossa casa.<br \/>\n<br \/>Choramos porque o sof\u00e1 da sala foi manchado, a fina porcelana quebrou, o vaso se partiu.<br \/>\n<br \/>E, no entanto, a vida passa t\u00e3o rapidamente. E tudo o que \u00e9 material e pelo qual nos empenhamos, fica para tr\u00e1s.<br \/>\n<br \/>Algu\u00e9m, depois que partirmos, assumir\u00e1 esse patrim\u00f4nio e o modificar\u00e1, a seu bel-prazer.<br \/>\n<br \/>Zelar\u00e1 pela sua conserva\u00e7\u00e3o ou o passar\u00e1 adiante, ou o abandonar\u00e1.<br \/>\n<br \/>Ou talvez nem tenhamos, de verdade, a quem legar tudo isso que, ciumentamente, guardamos, e de que nem nos servimos de forma adequada, para n\u00e3o gastar, para n\u00e3o deslustrar.<br \/>\n<br \/>Pensemos nisso e aprendamos a usufruir dos bens materiais que a Divindade nos permite possuir.<br \/>\n<br \/>Eles existem para que nos deem prazer, conforto, aconchego, prote\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<br \/>E, de verdade, nos empenhemos em amealhar tesouros da alma, os \u00fanicos que levaremos conosco, quando a morte vier nos convidar para adentrarmos a Espiritualidade, outra vez&#8230;<br \/>\n<br \/>Pensemos nisso, agora.<br \/>\n<br \/>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita.<br \/>\n<br \/>Em 5.10.2017.<br \/>\n<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_14675\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"14675\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 comum, quando se viaja pelo sul do Brasil, encontrarmos velhas casas de madeira. N\u00e3o se trata de casas que tenham sido tombadas pelo patrim\u00f4nio hist\u00f3rico, por qualquer raz\u00e3o, mas, simplesmente, casas antigas. A madeira envelhecida, as telhas de barro enegrecidas pelas intemp\u00e9ries e os anos rolados, a pintura um tanto desbotada. 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