{"id":15253,"date":"2018-08-11T08:12:00","date_gmt":"2018-08-11T08:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15253\/"},"modified":"2018-08-11T08:09:19","modified_gmt":"2018-08-11T11:09:19","slug":"artigo15253","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15253\/","title":{"rendered":"Livro C\u00e9u e o Inferno &#8211; CAP\u00cdTULO III  &#8211; O C\u00c9U &#8211; Allan Kardec"},"content":{"rendered":"<p>CAP\u00cdTULO III O C\u00c9U<\/p>\n<p>\tA palavra c\u00e9u designa, em geral, o espa\u00e7o indefinido, em volta da Terra e, em particular, a parte acima do horizonte.<br \/> Vem do latim coelum, formado do grego co\u00eflos, vazio, c\u00f4ncavo, porque o c\u00e9u parece, \u00e0 primeira vista, uma enorme concavidade.<\/p>\n<p>Os antigos acreditavam na exist\u00eancia de v\u00e1rios c\u00e9us superpostos, compostos de mat\u00e9ria s\u00f3lida e transparente, formando esferas conc\u00ean-tricas em torno da Terra e que, girando, arrastariam com elas os astros que encontrassem em seu circuito.<\/p>\n<p>Essa ideia, vinda do insuficiente conhecimento da Astronomia, sustentou toda a genealogia dos deuses pag\u00e3os que fizeram os c\u00e9us, escalonados em diferentes graus de beatitude.<br \/> O \u00faltimo est\u00e1gio seria felicidade suprema.<\/p>\n<p>A opini\u00e3o mais comum era de que existiam sete c\u00e9us, de onde vem a express\u00e3o estar no s\u00e9timo c\u00e9u, para definir uma perfeita felicidade.<br \/> Os mu\u00e7ulmanos acreditam em nove c\u00e9us, em cada um aumentando-se a felicidade dos crentes.<\/p>\n<p>O astr\u00f4nomo Ptolomeu1 achava que havia onze c\u00e9us e chamava o \u00faltimo de Emp\u00edreo2, onde reinaria uma luz vibrante.<\/p>\n<p>\u00c9 esse ainda o nome po\u00e9tico que se d\u00e1 ao lugar da gl\u00f3ria eterna.<br \/> A teologia crist\u00e3 reconhece tr\u00eas c\u00e9us: o primeiro, a regi\u00e3o do ar e das nuvens; o segundo, o espa\u00e7o onde se movem os astros; e o terceiro, depois dos astros; onde est\u00e1 o Alt\u00edssimo, onde permanecem os eleitos, face a face com Deus.<br \/> Com base nessa cren\u00e7a \u00e9 que se diz que S\u00e3o Paulo foi elevado ao terceiro c\u00e9u.<\/p>\n<p>**\tPtolomeu viveu na Alexandria, no Egito, no segundo s\u00e9culo da era crist\u00e3.<\/p>\n<p>\tDo grego pur ou pyr, fogo.<\/p>\n<p>\tTodas as diferentes doutrinas, que falam em para\u00edso, onde perma-necem os bem-aventurados, se baseiam no duplo erro de que a Terra \u00e9 o centro do Universo e de que o espa\u00e7o dos astros \u00e9 limitado.<br \/> E colo-caram para al\u00e9m deste limite imagin\u00e1rio o para\u00edso e a perman\u00eancia do Todo-Poderoso.<\/p>\n<p>Singular anomalia, que p\u00f5e o Criador de todas as coisas, Aquele que a todos governa, nos confins de Sua cria\u00e7\u00e3o, em vez de no centro, de onde a ilumina\u00e7\u00e3o de Seu pensamento poderia se estender a todos!<br \/>\n<br \/>\tA Ci\u00eancia, com a inexor\u00e1vel l\u00f3gica dos fatos e da observa\u00e7\u00e3o, lan\u00e7ou suas chamas \u00e0s profundezas do espa\u00e7o e mostrou a nulidade de todas essas teorias.<\/p>\n<p>A Terra n\u00e3o \u00e9 mais o centro do Universo; \u00e9 apenas um de seus menores astros, girando na imensid\u00e3o.<br \/> Mesmo o Sol \u00e9 apenas o centro de um redemoinho planet\u00e1rio.<br \/> As estrelas s\u00e3o inumer\u00e1veis s\u00f3is, ao redor das quais circulam incont\u00e1veis mundos, cujas dist\u00e2ncias s\u00e3o acess\u00edveis apenas ao pensamento, embora pare\u00e7am se tocar.<br \/> Nesse conjunto, regido por leis eternas, em que se revelam a sabedoria e onipot\u00eancia do Criador, a Terra aparece apenas como um pontinho impercept\u00edvel e dos menos favor\u00e1veis a ser habitada.<br \/> Ent\u00e3o, pergunta-se: por que Deus teria feito da Terra o \u00fanico centro da vida e aqui teria degredado Suas criaturas prediletas? Ao contr\u00e1rio, tudo anuncia que a vida existe por toda a parte e que a Humanidade \u00e9 infinita como o Universo.<br \/> Deus n\u00e3o poderia ter criado sem um destino todos os mundos semelhantes<\/p>\n<p>\tTerra, que a Ci\u00eancia nos revela.<br \/> Ele deve t\u00ea-los povoado com seres capazes de govern\u00e1-los.<\/p>\n<p>\tAs concep\u00e7\u00f5es do homem est\u00e3o na raz\u00e3o do que ele conhece.<br \/> Como todas as descobertas importantes, a da constitui\u00e7\u00e3o dos mundos deve ter lhe oferecido outro caminho.<br \/> Sob o dom\u00ednio desse novo conhe-cimento, as cren\u00e7as devem ter se modificado: o c\u00e9u foi deslocado.<br \/> A regi\u00e3o das estrelas, sem limites, n\u00e3o podia mais servir como refer\u00eancia.<br \/> Onde est\u00e1 o c\u00e9u ent\u00e3o? Diante dessa quest\u00e3o, todas as religi\u00f5es se calam.<\/p>\n<p>O Espiritismo vem resolv\u00ea-la, demonstrando o verdadeiro destino do homem.<br \/> Tomando-se por base a natureza do homem e os atributos de Deus como ponto de partida, chega-se a uma conclus\u00e3o.<br \/> Ou seja, partindo-se do conhecido, chega-se ao desconhecido, por uma dedu\u00e7\u00e3o l\u00f3gica, sem falar das observa\u00e7\u00f5es diretas que o Espiritismo permite fazer.<\/p>\n<p>\tO homem \u00e9 formado por corpo e Esp\u00edrito.<br \/> O Esp\u00edrito \u00e9 o ser principal, da raz\u00e3o e da intelig\u00eancia.<br \/> O corpo \u00e9 o inv\u00f3lucro material, que reveste temporariamente o Esp\u00edrito, para que ele complete sua miss\u00e3o na Terra e execute seu trabalho, necess\u00e1rio ao progresso.<br \/> O corpo, deteriorado, se destr\u00f3i e o Esp\u00edrito sobrevive a essa destrui\u00e7\u00e3o.<br \/> Sem o Esp\u00edrito, o corpo \u00e9 apenas uma mat\u00e9ria inerte, como um instru-mento, privado do bra\u00e7o que o faz funcionar.<br \/> Sem o corpo, o Esp\u00edrito<\/p>\n<p>\ttudo: a vida e a intelig\u00eancia.<br \/> Deixando o corpo, volta para o mundo espiritual, de onde saiu para encarnar.<\/p>\n<p>H\u00e1, portanto, o mundo corporal, composto dos Esp\u00edritos encarnados, e o mundo espiritual, formado pelos Esp\u00edritos desencarnados.<br \/> Os seres do mundo corporal, pela pr\u00f3pria caracter\u00edstica de seu inv\u00f3lucro mate-rial, s\u00e3o presos \u00e0 Terra ou a um globo qualquer.<br \/> O mundo espiritual est\u00e1 em toda a parte, em torno de n\u00f3s e no espa\u00e7o, sem qualquer limite.<br \/> Por terem natureza flu\u00eddica, os seres que comp\u00f5em o mundo espiritual, em vez de se arrastar penosamente sobre o solo, transp\u00f5em grandes dist\u00e2n-cias, com a rapidez do pensamento.<br \/> A morte do corpo \u00e9 o rompimento dos la\u00e7os que os mant\u00eam cativos.<\/p>\n<p> Os Esp\u00edritos s\u00e3o criados simples e ignorantes, mas com aptid\u00e3o para tudo adquirir e para progredir, de acordo com seu livre-arb\u00edtrio.<br \/> Para seu progresso, adquirem novos conhecimentos, novos dons e novas percep\u00e7\u00f5es e, depois, novos prazeres, que os Esp\u00edritos inferiores n\u00e3o conhecem.<br \/> Eles enxergam, escutam, sentem e compreendem coisas que os Esp\u00edritos atrasados n\u00e3o podem enxergar, escutar, sentir ou compreender.<br \/> A felicidade existe, na medida do progresso alcan\u00e7ado, de modo que entre dois Esp\u00edritos que estejam em um mesmo lugar, um pode n\u00e3o estar t\u00e3o feliz como o outro, unicamente porque ele n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o adiantado intelectual e moralmente.<br \/> Embora estando lado a lado, um deles pode estar nas trevas, enquanto o outro, resplandecente, como um cego e um vidente, que se d\u00e3o as m\u00e3os.<br \/> Um percebe a luz que seu vizinho n\u00e3o v\u00ea.<br \/> Como a felicidade dos Esp\u00edritos \u00e9 inerente \u00e0s qualidades que possuem, eles a t\u00eam, onde quer que estejam: na Terra, entre os encarnados ou no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Uma compara\u00e7\u00e3o comum pode ajudar a compreender melhor esta situa\u00e7\u00e3o: dois homens em um concerto.<br \/> Um deles \u00e9 um bom m\u00fasico, tem ouvido apurado.<br \/> O outro n\u00e3o tem conhecimento musical e um ouvido pouco delicado para a m\u00fasica.<br \/> Durante o concerto, o primeiro ter\u00e1 uma sensa\u00e7\u00e3o de felicidade, enquanto o segundo ficar\u00e1 insens\u00edvel, porque o primeiro compreende e percebe algo que n\u00e3o causa a menor impress\u00e3o ao outro.<br \/> A mesma coisa se d\u00e1 com todos os prazeres dos Esp\u00edritos porque eles se fazem sentir na propor\u00e7\u00e3o da aptid\u00e3o de experi-ment\u00e1-los.<\/p>\n<p>O mundo espiritual tem esplendores, harmonias e sensa\u00e7\u00f5es, em toda parte, que s\u00f3 os Esp\u00edritos mais depurados podem captar e que os Esp\u00edritos inferiores, ainda presos \u00e0 influ\u00eancia da mat\u00e9ria, n\u00e3o alcan\u00e7am.<\/p>\n<p>\tO progresso entre os Esp\u00edritos \u00e9 fruto de seu pr\u00f3prio trabalho.<br \/> Como s\u00e3o livres, de acordo com a pr\u00f3pria vontade, trabalham mais ou menos, em prol de seu desenvolvimento.<br \/> Assim, apressam ou retardam seu progresso e, por consequ\u00eancia, sua felicidade.<\/p>\n<p>Enquanto uns avan\u00e7am rapidamente, outros ficam estagnados, por longos s\u00e9culos, em condi\u00e7\u00f5es inferiores.<br \/> Eles s\u00e3o, dessa forma, os pr\u00f3prios artes\u00e3os de sua situa\u00e7\u00e3o, feliz ou infeliz, conforme a palavra do Cristo: \u201cA cada um, segundo suas obras\u201d.<\/p>\n<p>Todo Esp\u00edrito que permanece atrasado est\u00e1 preso a ele mesmo, da mesma forma que aquele que avan\u00e7a o faz por seu pr\u00f3prio m\u00e9rito: a felicidade que ele conquista \u00e9 apenas um pr\u00eamio.<\/p>\n<p>A felicidade suprema \u00e9 apenas partilhada por Esp\u00edritos perfeitos, ou Esp\u00edritos puros, um estado atingido pelo progresso da intelig\u00eancia e da moralidade.<\/p>\n<p>O progresso intelectual e o progresso moral nem sempre caminham juntos, mas o Esp\u00edrito pode consegui-los em tempos diferentes, de modo que os dois acabem por atingir o mesmo n\u00edvel.<br \/> \u00c9 por essa raz\u00e3o que, frequentemente, se encontram homens inteligentes e instru\u00eddos muito pouco evolu\u00eddos moralmente e vice-versa.<\/p>\n<p> A encarna\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para o duplo progresso \u2013 intelectual e moral \u2013 do Esp\u00edrito.<br \/> O progresso intelectual, pela atividade que ele \u00e9 obrigado a desenvolver no trabalho; e o progresso moral, pela necessi-dade rec\u00edproca que uns t\u00eam dos outros.<br \/> A vida social \u00e9 a pedra de toque das boas e das m\u00e1s qualidades.<\/p>\n<p>A bondade, a maldade, a do\u00e7ura, a viol\u00eancia, a benevol\u00eancia, a cari-dade, o ego\u00edsmo, a avareza, o orgulho, a humildade, a franqueza, a leal-dade, a m\u00e1-f\u00e9, a hipocrisia, enfim, tudo o que constitui um homem de bem ou um homem perverso \u00e9 movido e estimulado pelas rela\u00e7\u00f5es com seus semelhantes.<\/p>\n<p>Para um homem que vivesse s\u00f3, n\u00e3o haveria v\u00edcio nem virtude.<br \/> Se pelo isolamento ele se preserva do mal, tamb\u00e9m anula o bem.<\/p>\n<p> Uma \u00fanica exist\u00eancia corporal \u00e9 certamente insuficiente para que ele possa adquirir tudo o que lhe falta de bom e se desfazer de tudo o que tem de mau.<\/p>\n<p>Um selvagem, por exemplo, poderia em uma \u00fanica encarna\u00e7\u00e3o atingir o n\u00edvel moral e intelectual de um europeu mais avan\u00e7ado? \u00c9 materialmente imposs\u00edvel.<br \/> Por essa raz\u00e3o, ele deveria permanecer eter-namente na ignor\u00e2ncia e na barb\u00e1rie, privado da satisfa\u00e7\u00e3o que s\u00f3 poderia encontrar pelo desenvolvimento?<\/p>\n<p>O simples bom senso recusa tal suposi\u00e7\u00e3o, que seria a nega\u00e7\u00e3o da Justi\u00e7a e da Bondade de Deus e da lei progressiva da Natureza.<br \/> Deus, soberana-mente justo e bom, concede ao Esp\u00edrito tantas exist\u00eancias quantas forem necess\u00e1rias, para que ele atinja seu objetivo, que \u00e9 a perfei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em cada nova exist\u00eancia, o Esp\u00edrito traz consigo o que ele adquiriu nas anteriores, em aptid\u00e3o, conhecimentos intuitivos, intelig\u00eancia e moralidade.<br \/> Cada exist\u00eancia \u00e9, assim, um passo adiante no caminho do progresso3.<\/p>\n<p>A encarna\u00e7\u00e3o \u00e9 inerente \u00e0 inferioridade dos Esp\u00edritos e n\u00e3o \u00e9 mais necess\u00e1ria \u00e0queles que superaram o limite desta inferioridade e que progridem para outro estado espiritual ou est\u00e3o em exist\u00eancias corporais de mundos superiores, que n\u00e3o t\u00eam mais nada da materialidade terrestre.<\/p>\n<p>\tVer a nota, cap\u00edtulo I, no 3, nota 2.<\/p>\n<p>Para estes, a encarna\u00e7\u00e3o \u00e9 volunt\u00e1ria, com o objetivo de exercerem uma a\u00e7\u00e3o mais direta e completar a miss\u00e3o com os encarnados que s\u00e3o encar-regados de ajudar.<br \/> Assim, eles aceitam as vicissitudes e os sofrimentos, por um ato de devo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\tNo intervalo entre exist\u00eancias corporais, o Esp\u00edrito volta, por um tempo mais ou menos longo, ao mundo espiritual, onde \u00e9 feliz ou infeliz, dependendo do bem ou do mal que ele praticou.<\/p>\n<p>O estado espiritual \u00e9 normal para o Esp\u00edrito, j\u00e1 que deve ser seu estado definitivo e que o corpo espiritual n\u00e3o morre.<br \/> O estado corporal \u00e9 transit\u00f3rio e passageiro.<br \/> \u00c9 no estado espiritual que se recolhem os frutos do progresso conseguido pelo trabalho, no per\u00edodo de encarna\u00e7\u00e3o.<br \/> \u00c9 tamb\u00e9m nesse estado que ele se prepara para novas lutas e toma resolu-\u00e7\u00f5es que se esfor\u00e7ar\u00e1 para cumprir em seu retorno \u00e0 Humanidade.<\/p>\n<p>O Esp\u00edrito igualmente progride na erraticidade, onde absorve conhe-cimentos especiais que n\u00e3o poderia adquirir na Terra, modificando seus pensamentos.<br \/> O estado corporal e o estado espiritual s\u00e3o para ele uma fonte de dois tipos complementares de progresso e \u00e9 por isto que ele alterna esses dois modos de exist\u00eancia.<\/p>\n<p>\tA reencarna\u00e7\u00e3o pode acontecer na Terra ou em outros mundos.<br \/> H\u00e1 alguns mundos mais adiantados que outros, onde a exist\u00eancia tem condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e morais menos sofr\u00edveis do que na Terra.<br \/> Mas apenas s\u00e3o admitidos aqueles Esp\u00edritos que atingiram um grau de perfei\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com esses mundos.<\/p>\n<p>A vida em mundos superiores j\u00e1 \u00e9 uma recompensa, porque ali o Esp\u00edrito j\u00e1 se libertou de males e vicissitudes.<br \/> Ali, os corpos, menos materiais, quase flu\u00eddicos, n\u00e3o est\u00e3o sujeitos a doen\u00e7as, a enfermidades e nem possuem as mesmas necessidades que os corpos na Terra.<br \/> N\u00e3o existem Esp\u00edritos maus e os homens vivem em paz, se preocupando apenas com seu progresso, pelo trabalho da intelig\u00eancia.<\/p>\n<p>Reina entre eles a verdadeira fraternidade, porque n\u00e3o h\u00e1 ego\u00edsmo; a verdadeira igualdade, porque n\u00e3o h\u00e1 soberba; a verdadeira liberdade, porque n\u00e3o h\u00e1 desordens a serem reprimidas nem ambiciosos que tentem oprimir os fracos.<\/p>\n<p>Comparados \u00e0 Terra, esses mundos s\u00e3o verdadeiros para\u00edsos, etapas de caminho do progresso que leva ao estado definitivo.<br \/> A Terra \u00e9 um mundo inferior, de depura\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos imperfeitos, onde o mal domina, enquanto for a vontade de Deus e at\u00e9 que Ele decida fazer daqui um lugar de perman\u00eancia para Esp\u00edritos mais evolu\u00eddos.<br \/> \u00c9 assim que o Esp\u00edrito, progredindo gradualmente, chega ao auge da felicidade.<br \/> Mas, antes de atingir o ponto mais alto de sua perfei\u00e7\u00e3o, desfruta de uma felicidade proporcional a seu adiantamento, como uma crian\u00e7a que saboreia os prazeres da primeira inf\u00e2ncia, depois os da juventude e, finalmente, os mais s\u00f3lidos, da maturidade.<\/p>\n<p>\tA felicidade dos Esp\u00edritos bem-aventurados n\u00e3o repousa na ociosidade contemplativa, que seria, como j\u00e1 se disse, de uma eterna e cansativa inutilidade.<br \/> Ao contr\u00e1rio, a vida espiritual, em todos os seus graus, \u00e9 uma constante atividade, mas sem cansa\u00e7o.<br \/> A suprema feli-cidade consiste em satisfazer todo o esplendor da Cria\u00e7\u00e3o, coisa que nenhuma linguagem humana poderia contar e que nem a imagina\u00e7\u00e3o mais fecunda poderia conceber.<br \/> Consiste tamb\u00e9m no conhecimento de todas as coisas, sem sofrimento f\u00edsico ou moral, com satisfa\u00e7\u00e3o \u00edntima e uma serenidade inalter\u00e1vel da alma, com um amor puro, que une todos os seres, sem m\u00e1goas e, acima de tudo, diante de Deus e da compreens\u00e3o de Seus mist\u00e9rios, revelados aos mais dignos.<br \/> A felicidade igualmente est\u00e1 nas fun\u00e7\u00f5es que a gente gosta de executar.<br \/> Os puros Esp\u00edritos s\u00e3o os Messias ou mensageiros de Deus, para transmitir e executar Suas vontades.<br \/> Completam as grandes miss\u00f5es, presidem \u00e0 forma\u00e7\u00e3o dos mundos e \u00e0 harmonia geral do Universo, uma carga gloriosa, a que se chega somente pela perfei\u00e7\u00e3o.<br \/> Aqueles da ordem mais elevada s\u00e3o os \u00fanicos que conhecem os segredos de Deus, de quem s\u00e3o representantes diretos e inspirados por Seus pensamentos.<\/p>\n<p>\tAs atribui\u00e7\u00f5es dos Esp\u00edritos s\u00e3o proporcionais a seu adianta-mento, ilumina\u00e7\u00e3o, capacidade, experi\u00eancia e grau de confian\u00e7a que inspiram ao soberano Mestre.<\/p>\n<p>L\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 nenhum privil\u00e9gio, nenhum favor que n\u00e3o seja recom-pensa por m\u00e9rito: tudo \u00e9 medido e pesado com estrita justi\u00e7a.<\/p>\n<p>As miss\u00f5es mais importantes s\u00e3o confiadas \u00e0queles que Deus sabe serem capazes de realiz\u00e1-las e incapazes de enfraquecer e de compromet\u00ea-las.<br \/> Enquanto, ao lado de Deus, os mais dignos comp\u00f5em o conselho supremo, aos chefes superiores \u00e9 destinada a dire\u00e7\u00e3o dos redemoinhos planet\u00e1rios, a outros \u00e9 conferida a dos mundos especiais.<br \/> Em seguida, de acordo com o grau de desenvolvimento e subordina\u00e7\u00e3o hier\u00e1rquica, v\u00eam as atribui\u00e7\u00f5es mais restritas, \u00e0queles que s\u00e3o encarre-gados do desenvolvimento dos povos, da prote\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias e dos indiv\u00edduos, de impulsionar cada ramo do progresso, das diversas opera-\u00e7\u00f5es da Natureza at\u00e9 os menores detalhes da Cria\u00e7\u00e3o.<br \/> Neste vasto e harmonioso conjunto, h\u00e1 ocupa\u00e7\u00f5es para todas as capacidades, todas as aptid\u00f5es e boa vontade, que s\u00e3o aceitas com alegria, cuidadas com ardor, por serem um meio de eleva\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>\tAo lado das grandes miss\u00f5es, confiadas aos Esp\u00edritos superiores, h\u00e1 miss\u00f5es de todos os graus de import\u00e2ncia, destinadas a Esp\u00edritos de todas as ordens, da\u00ed poder-se dizer que cada encarnado tem a sua, isto \u00e9, deveres a cumprir para o bem de seus semelhantes, a come\u00e7ar pelo pai de fam\u00edlia, que tem a incumb\u00eancia de fazer progredir suas crian\u00e7as, at\u00e9 o g\u00eanio, que lan\u00e7a \u00e0 sociedade os novos elementos para o progresso.<br \/> Nessas miss\u00f5es secund\u00e1rias se encontram normalmente fraquezas, prevarica\u00e7\u00f5es, ren\u00fancias, que prejudicam apenas a pessoa, mas n\u00e3o a seu semelhante.<\/p>\n<p>\tTodas as intelig\u00eancias, independente do grau em que estejam, concorrem, ent\u00e3o, para a obra geral.<br \/> E cada uma na medida de suas for\u00e7as, em estado de encarna\u00e7\u00e3o ou de Esp\u00edrito.<br \/> Em todas as atividades, desde o mais baixo at\u00e9 o mais alto grau da escala, todos se instruem, se ajudam mutuamente, d\u00e3o e recebem apoio e se estendem as m\u00e3os, para esperar o grau supremo da gl\u00f3ria.<\/p>\n<p>Assim se estabelece a solidariedade entre o mundo espiritual e o mundo corporal, isto \u00e9, entre os homens e os Esp\u00edritos, entre os Esp\u00ed-ritos livres e os cativos.<br \/> Assim se perpetuam e se consolidam, por depu-ra\u00e7\u00e3o e pela continuidade de rela\u00e7\u00f5es, as verdadeiras simpatias e as perfeitas afei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Por toda parte, ent\u00e3o, h\u00e1 vida e movimento.<br \/> N\u00e3o h\u00e1 um \u00fanico canto do infinito que n\u00e3o seja povoado, n\u00e3o h\u00e1 uma regi\u00e3o que n\u00e3o seja constantemente percorrida por incont\u00e1veis legi\u00f5es de seres radiantes, invis\u00edveis para os sentidos grosseiros dos encarnados, mas cuja vista encanta de admira\u00e7\u00e3o e de alegria as almas separadas da mat\u00e9ria.<br \/> Enfim, por toda parte h\u00e1 uma felicidade relativa a todos os progressos, a todos os deveres cumpridos.<\/p>\n<p>Cada um leva em si os elementos de sua felicidade, na propor\u00e7\u00e3o de sua categoria ou de seu grau de desenvolvimento.<\/p>\n<p>A felicidade prende-se \u00e0s qualidades dos indiv\u00edduos e n\u00e3o ao estado material do meio em que se encontram.<br \/> Portanto, ela est\u00e1 onde existam Esp\u00edritos capazes de serem felizes.<br \/> Nenhum lugar no Universo \u00e9 circuns-crito para a felicidade.<br \/> Em qualquer lugar onde se encontrem, os puros Esp\u00edritos podem contemplar a majestade divina, porque Deus est\u00e1 em toda parte.<\/p>\n<p>\tEntretanto, a felicidade n\u00e3o \u00e9 pessoal.<br \/> Se a tiv\u00e9ssemos s\u00f3 para n\u00f3s, sem partilhar com outros, seria triste e ego\u00edsta.<br \/> A felicidade est\u00e1 tamb\u00e9m na comunh\u00e3o de pensamentos que une os seres atra\u00eddos por simpatia.<br \/> Os Esp\u00edritos felizes, atra\u00eddos uns para os outros, pela simila-ridade de ideias, de gestos, de sentimentos, formam vastos grupos ou fam\u00edlias homog\u00eaneas, no seio das quais cada individualidade irradia suas pr\u00f3prias qualidades e funde-se com os efl\u00favios serenos e ben\u00e9ficos que emanam do conjunto.<\/p>\n<p>Os membros desse conjunto ora se dispersam para realizar sua miss\u00e3o, ora se juntam em um ponto qualquer do espa\u00e7o para prestar contas dos resultados de seus trabalhos, ora se re\u00fanem em torno de um Esp\u00edrito de ordem mais elevada para receber instru\u00e7\u00f5es e conselhos.<\/p>\n<p>\tEmbora os Esp\u00edritos estejam em toda parte, os mundos s\u00e3o os espa\u00e7os em que eles se re\u00fanem pela sintonia que possuem com seus habi-tantes.<br \/> Nos mundos mais avan\u00e7ados existem muitos Esp\u00edritos superiores.<br \/> Nos mundos mais atrasados \u2013 como \u00e9 ainda a Terra \u2013 abundam Esp\u00ed-ritos inferiores.<br \/> Cada globo tem, ent\u00e3o, de alguma maneira, sua popu-la\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, de Esp\u00edritos encarnados e desencarnados, que se mant\u00e9m, em geral, pela encarna\u00e7\u00e3o e desencarna\u00e7\u00e3o dos mesmos Esp\u00edritos.<br \/> Esta popula\u00e7\u00e3o \u00e9 mais est\u00e1vel, nos mundos inferiores, em que os Esp\u00edritos s\u00e3o mais presos \u00e0 mat\u00e9ria, e mais flutuante nos mundos superiores.<\/p>\n<p>Mas os Esp\u00edritos saem dos mundos de luz e felicidade, para os mais inferiores, para a\u00ed semearem o progresso, levar consola\u00e7\u00e3o e esperan\u00e7a, e elevar os \u00e2nimos abatidos pelas provas da vida e, \u00e0s vezes, encarnam para completar com mais efici\u00eancia sua miss\u00e3o.<\/p>\n<p>\tNessa imensid\u00e3o sem limites, onde est\u00e1, ent\u00e3o, o C\u00e9u? Est\u00e1 por toda parte.<br \/> Nenhum recanto lhe serve de limite.<br \/> Os mundos felizes s\u00e3o as \u00faltimas esta\u00e7\u00f5es que conduzem ao C\u00e9u: as virtudes abrem-lhe o caminho e os v\u00edcios interditam-lhe o acesso.<br \/> Diante deste quadro gran-dioso, que povoa todo o Universo e d\u00e1 a todos os objetos da Cria\u00e7\u00e3o uma raz\u00e3o de ser, \u00e9 bem pequena e mesquinha uma doutrina que circunscreve a Humanidade a um impercept\u00edvel ponto no Espa\u00e7o, que a mostra como algo que teve um come\u00e7o e que um dia ter\u00e1 um fim, juntamente com o mundo que a acomoda, sem abarcar, enfim, nenhum minuto na Eternidade!<\/p>\n<p>Como \u00e9 fria e triste essa doutrina quando nos mostra o restante do Universo, antes, durante e depois da Humanidade terrestre, sem vida, sem movimento, como um imenso deserto, mergulhado no sil\u00eancio! Como \u00e9 sem esperan\u00e7a, pelo quadro que aponta um pequeno n\u00famero de eleitos, escolhidos para a contempla\u00e7\u00e3o eterna, enquanto a maioria<\/p>\n<p>\tcondenada a sofrimentos sem-fim! Como \u00e9 dolorosa, para os cora\u00e7\u00f5es que amam, pela barreira que p\u00f5e entre mortos e vivos! As almas felizes s\u00f3 pensam em sua felicidade e os que s\u00e3o infelizes, em suas dores.<br \/> \u00c9 surpreendente que o ego\u00edsmo reine sobre a Terra, quando \u00e9 mostrado dentro do C\u00e9u? Como \u00e9 estreita a ideia que nos d\u00e1 da grandeza, do poder e da bondade de Deus!<\/p>\n<p>Oh! qu\u00e3o mesquinha se nos afigura essa ideia da grandeza, do poder e da bondade de Deus! Quanto \u00e9 sublime a ideia que Dele fazemos pelo Espiritismo! Quanto a sua doutrina engrandece as ideias e amplia o pensamento! Mas, quem diz que \u00e9 verdadeira? A Raz\u00e3o, de in\u00edcio; a Reve-la\u00e7\u00e3o, em seguida, e depois sua concord\u00e2ncia com o progresso da Ci\u00eancia.<br \/> Entre duas doutrinas, em que uma diminui e a outra aumenta os atri-butos de Deus, em que uma est\u00e1 em desacordo e outra em harmonia com o progresso, em que uma fica para tr\u00e1s e a outra segue adiante, o bom senso diz de que lado est\u00e1 a verdade.<br \/> Diante de ambas, que cada um, em seu foro \u00edntimo, questione suas aspira\u00e7\u00f5es e uma voz interior lhe respon-der\u00e1.<br \/> As aspira\u00e7\u00f5es s\u00e3o a voz de Deus, que n\u00e3o pode enganar os homens.<\/p>\n<p>\tMas, ent\u00e3o, por que Deus, desde o in\u00edcio, n\u00e3o revelou toda a verdade? Pela mesma raz\u00e3o que n\u00e3o se ensina, na inf\u00e2ncia, o que se ensina na maturidade.<br \/> A revela\u00e7\u00e3o restrita era suficiente, durante um certo per\u00edodo da Humanidade: Deus a revela gradativamente \u00e0s for\u00e7as do Esp\u00edrito.<br \/> Aqueles que recebem hoje uma revela\u00e7\u00e3o mais completa s\u00e3o os mesmos Esp\u00edritos que j\u00e1 receberam uma parcela em outros tempos e desde ent\u00e3o cresceram em intelig\u00eancia.<\/p>\n<p>Antes que a Ci\u00eancia tivesse revelado aos homens as for\u00e7as vivas da Natureza, a constitui\u00e7\u00e3o dos astros, o verdadeiro papel e a forma\u00e7\u00e3o da Terra, teriam eles compreendido a imensid\u00e3o do espa\u00e7o, a pluralidade dos mundos? Antes que a Geologia tivesse provado a forma\u00e7\u00e3o da Terra, conseguiriam desalojar o inferno do interior do planeta e compreender o sentido aleg\u00f3rico dos seis dias da cria\u00e7\u00e3o? Antes que a Astronomia tivesse descoberto as leis que regem o Universo, teriam os homens conseguido entender que n\u00e3o h\u00e1 alto nem baixo no Espa\u00e7o, que o c\u00e9u n\u00e3o est\u00e1 acima das nuvens nem limitado pelas estrelas? Antes dos progressos da ci\u00eancia psicol\u00f3gica, teriam podido se identificar com a vida espiritual e conceber, ap\u00f3s a morte, uma vida feliz ou infeliz, sem uma forma mate-rial, circunscrita a um determinado lugar? N\u00e3o.<br \/> Compreendendo muito mais pelos sentidos do que pelos pensamentos, o Universo era muito grande para seu c\u00e9rebro.<br \/> Era preciso reduzi-lo a dimens\u00f5es menores para apresent\u00e1-lo ao homem e, mais tarde, aumentar suas propor\u00e7\u00f5es.<br \/> Uma parte da revela\u00e7\u00e3o, naquele momento, era \u00fatil e s\u00e1bia, mas hoje \u00e9 insufi-ciente.<br \/> Enganam-se aqueles que, sem levar em considera\u00e7\u00e3o o progresso das ideias, acreditam que podem fazer caminhar os homens amadure-cidos, da mesma forma que o fazem com as crian\u00e7as (ver O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap\u00edtulo III).<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_15253\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"15253\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CAP\u00cdTULO III O C\u00c9U A palavra c\u00e9u designa, em geral, o espa\u00e7o indefinido, em volta da Terra e, em particular, a parte acima do horizonte. Vem do latim coelum, formado do grego co\u00eflos, vazio, c\u00f4ncavo, porque o c\u00e9u parece, \u00e0 primeira vista, uma enorme concavidade. 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