{"id":15333,"date":"2018-09-08T20:12:00","date_gmt":"2018-09-08T20:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15333\/"},"modified":"2018-09-08T20:55:31","modified_gmt":"2018-09-08T23:55:31","slug":"artigo15333","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15333\/","title":{"rendered":"Livro C\u00e9u e o Inferno &#8211;  Primeira Parte &#8211; Cap\u00edtulo VII  As Penas Futuras Segundo o Espiritismo &#8211; All"},"content":{"rendered":"<p>A carne \u00e9 fraca<\/p>\n<p>H\u00e1 tend\u00eancias viciosas que s\u00e3o evidentemente inerentes ao Esp\u00edrito, pois que se ligam mais ao moral do que ao f\u00edsico.<br \/> Outras parecem antes resultar do organismo e por isso acredita-se que acarretam menos responsabilidade: tais s\u00e3o as predisposi\u00e7\u00f5es \u00e0 c\u00f3lera, \u00e0 pregui\u00e7a, \u00e0 sensualidade etc.<\/p>\n<p>Hoje est\u00e1 perfeitamente reconhecido pelos fil\u00f3sofos espiritualistas que os \u00f3rg\u00e3os cerebrais correspondentes \u00e0s diversas aptid\u00f5es devem o seu desenvolvimento \u00e0 atividade do Esp\u00edrito.<br \/> Esse desenvolvimento \u00e9, assim, um efeito e n\u00e3o uma causa.<br \/> Um homem n\u00e3o \u00e9 m\u00fasico porque tenha a bossa da m\u00fasica, mas ele tem essa bossa porque o seu esp\u00edrito \u00e9 m\u00fasico.<\/p>\n<p>Se a a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito influi no c\u00e9rebro, deve igualmente influir sobre outras partes do organismo.<br \/> O Esp\u00edrito \u00e9 assim o art\u00edfice do seu pr\u00f3prio corpo que ele modela, por assim dizer, apropriando-o \u00e0s suas necessidades e \u00e0 manifesta\u00e7\u00e3o das suas tend\u00eancias.<br \/> Assim sendo, a perfei\u00e7\u00e3o corporal das ra\u00e7as adiantadas n\u00e3o seria conseq\u00fc\u00eancia de cria\u00e7\u00f5es distintas, mas o resultado do trabalho do esp\u00edrito que aperfei\u00e7oa o seu instrumento na medida em que as suas faculdades se desenvolvem.<\/p>\n<p>Por uma conseq\u00fc\u00eancia natural desse princ\u00edpio, as disposi\u00e7\u00f5es morais do Esp\u00edrito devem modificar as fun\u00e7\u00f5es sangu\u00edneas, dando-lhes maior ou menor atividade, bem como provocar secre\u00e7\u00f5es mais ou menos abundantes da bilis ou de outros fluidos.<br \/> \u00c9 assim, por exemplo, que o glut\u00e3o sente a boca encher-se de \u00e1gua ao ver comidas apetitosas.<br \/> N\u00e3o \u00e9 a comida em si que pode excitar os org\u00e3os do gosto, desde que n\u00e3o h\u00e1 nenhum contato.<br \/> \u00c9 pois o Esp\u00edrito, cuja sensualidade foi despertada, que age pelo pensamento sobre esses \u00f3rg\u00e3os, enquanto para outra pessoa a vis\u00e3o dessa comida n\u00e3o produz nenhum efeito.<br \/>(25)<\/p>\n<p>\u00c9 ainda por essa mesma raz\u00e3o que uma pessoa sens\u00edvel verte l\u00e1grimas com facilidade.<br \/> N\u00e3o \u00e9 a exist\u00eancia de l\u00e1grimas em abund\u00e2ncia que d\u00e1 sensibilidade ao Esp\u00edrito, mas \u00e9 a sensibilidade do Esp\u00edrito que provoca a secre\u00e7\u00e3o abundante de l\u00e1grimas.<br \/> Sob a influ\u00eancia da sensibilidade espiritual o organismo apropriou-se a essa disposi\u00e7\u00e3o natural do Esp\u00edrito, como o do glut\u00e3o se apropriou \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do seu Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Seguindo esta ordem de id\u00e9ias, compreende-se que um esp\u00edrito irasc\u00edvel deve impulsionar um temperamento bilioso, de maneira que um homem n\u00e3o \u00e9 col\u00e9rico por ser bilioso, mas \u00e9 bilioso porque o seu Esp\u00edrito \u00e9 col\u00e9rico.<br \/> Acontece o mesmo com todas as demais disposi\u00e7\u00f5es instintivas.<br \/> Um Esp\u00edrito fraco e indolente dar\u00e1 ao seu organismo uma condi\u00e7\u00e3o de atonia em rela\u00e7\u00e3o ao seu car\u00e1ter, enquanto um esp\u00edrito ativo e en\u00e9rgico transmitir\u00e1 ao seu sangue e aos seus nervos disposi\u00e7\u00f5es bastante diferentes.<br \/> A a\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito sobre o f\u00edsico \u00e9 de tal maneira evidente, que vemos freq\u00fcentemente graves desordens org\u00e2nicas se produzirem por efeito de violentas como\u00e7\u00f5es morais.<br \/> A express\u00e3o comum: a emo\u00e7\u00e3o p\u00f4s-lhe o sangue a ferver n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o desprovida de senso como se poderia pensar.<br \/> Ora, o que poderia agitar o sangue se n\u00e3o o Esp\u00edrito por suas disposi\u00e7\u00f5es morais?(26)<\/p>\n<p>(25) As famosas experi\u00eancias de Pavlov com a saliva\u00e7\u00e3o dos c\u00e3es demonstraram, no campo da psicologia fisiol\u00f3gica, materialista, a verdade desta afirma\u00e7\u00e3o de Kardec.<br \/> Os reflexos condicionados n\u00e3o devem o seu condicionamento \u00e0 a\u00e7\u00e3o dos alimentos sobre os \u00f3rg\u00e3os gustativos, mas ao conhecimento mental do animal aos sinais da campainha que anunciam o alimento.<br \/> No homem, esse processo \u00e9 mais refinado.<br \/> (N.<br \/> de T.<br \/>)<\/p>\n<p>(26) A Medicina Psicossom\u00e1tica, a Psicoterap\u00eautica em geral, e atualmente a Parapsicologia vieram confirmar cientificamente, em nossos dias, atrav\u00e9s de pesquisas e experi\u00eancias, a verdade desse princ\u00edpio.<br \/> (N.<br \/> do T.<br \/>)<\/p>\n<p>Pode-se admitir que o temperamento \u00e9, pelo menos em parte, determinado pela natureza do Esp\u00edrito, que \u00e9 causa e n\u00e3o efeito.<br \/> Dizemos em parte porque h\u00e1 casos em que o f\u00edsico influi evidentemente sobre o moral.<br \/> \u00c9 quando um estado m\u00f3rbido ou anormal \u00e9 determinado por uma causa externa, acidental, independente do Esp\u00edrito, como a temperatura, o clima, os v\u00edcios heredit\u00e1rios que influem na constitui\u00e7\u00e3o, um mal-estar passageiro, etc.<br \/> O moral do Esp\u00edrito pode ent\u00e3o ser afetado nas suas manifesta\u00e7\u00f5es pelo estado patol\u00f3gico, sem que a sua natureza pr\u00f3pria seja por isso modificada.<\/p>\n<p>Desculpar-se dos seus defeitos com a fraqueza da carne \u00e9, pois, lan\u00e7ar m\u00e3o de um sofisma para escapar \u00e0 responsabilidade.<br \/> A carne s\u00f3 \u00e9 fraca quando o Esp\u00edrito \u00e9 fraco, o que inverte a quest\u00e3o e deixa ao Esp\u00edrito a responsabilidade de todos os seus atos.<br \/> A carne, que n\u00e3o tem pensamento nem vontade, jamais prevalece sobre o Esp\u00edrito, que \u00e9 o ser pensante e dotado de vontade.<br \/> \u00c9 o Esp\u00edrito que d\u00e1 \u00e0 carne as qualidades correspondentes aos seus instintos, como um artista imprime na sua obra material o selo do seu g\u00eanio.<br \/> O Esp\u00edrito liberto dos instintos da animalidade modela um corpo que n\u00e3o \u00e9 mais um tirano das suas aspira\u00e7\u00f5es de espiritualiza\u00e7\u00e3o.<br \/> \u00c9 ent\u00e3o que o homem come para viver, porque viver \u00e9 uma necessidade, mas n\u00e3o vive para comer.<\/p>\n<p>A responsabilidade moral dos nossos atos na vida permanece, portanto, inteiramente nossa.<br \/> Mas a raz\u00e3o nos diz que as conseq\u00fc\u00eancias dessa responsabilidade devem estar em rela\u00e7\u00e3o com o desenvolvimento intelectual do Esp\u00edrito.<br \/> Quanto mais ele for esclarecido, menos desculp\u00e1vel ser\u00e1, porque com a intelig\u00eancia e o senso moral nascem as no\u00e7\u00f5es do bem e do mal, do justo e do injusto.<br \/>(27)<\/p>\n<p>Esta lei explica os insucessos da Medicina em certos casos.<br \/> Desde que o temperamento \u00e9 um efeito e n\u00e3o causa, os esfor\u00e7os feitos para modific\u00e1-lo s\u00e3o necessariamente embara\u00e7ados pelas disposi\u00e7\u00f5es morais do Esp\u00edrito, que op\u00f5e uma resist\u00eancia inconsciente e neutraliza a a\u00e7\u00e3o terap\u00eautica.<br \/> \u00c9 pois sobre a causa primeira que se deve agir.<br \/> Dai, se poss\u00edvel, coragem ao poltr\u00e3o e vereis cessarem os efeitos fisiol\u00f3gicos do medo.<br \/>(28)<\/p>\n<p>Isto prova mais uma vez a necessidade, para a arte de curar, de levar em conta a a\u00e7\u00e3o do elemento espiritual sobre o organismo.<br \/> (Ver Revista Esp\u00edrita de Mar\u00e7o de 1869).<\/p>\n<p>(27) Kardec deixa de lado, nesse texto, o problema das influencia\u00e7\u00f5es esp\u00edritas na conduta humana, para acentuar a responsabilidade individual e intransfer\u00edvel de cada um na pr\u00e1tica dos seus atos.<br \/> Mesmo porque as influ\u00eancias esp\u00edritas dependem das condi\u00e7\u00f5es morais do homem.<br \/> Assim como n\u00e3o podemos atribuir \u00e0 carne as nossas imperfei\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m n\u00e3o podemos atribu\u00ed-Ias aos nossos inimigos ou perseguidores invis\u00edveis.<br \/> Pois eles s\u00f3 conseguem agir sobre n\u00f3s na medida em que correspondemos aos seus est\u00edmulos.<br \/> Sem a nossa aceita\u00e7\u00e3o, as suas sugest\u00f5es e at\u00e9 mesmo os seus impulsos n\u00e3o produzem efeito.<br \/> (N.<br \/> do T.<br \/>)<\/p>\n<p>(28) Esta posi\u00e7\u00e3o esp\u00edrita coincide hoje plenamente com a posi\u00e7\u00e3o das Ci\u00eancias no campo da Medicina.<br \/> Bastaria o desenvolvimento da Medicina Psicossom\u00e1tica para demonstr\u00e1-lo.<br \/> Mas o avan\u00e7o da Parapsicologia vai mais longe, abrindo caminho para a compreens\u00e3o do problema da influencia\u00e7\u00e3o espiritual e das conseq\u00fc\u00eancias da reencarna\u00e7\u00e3o na vida presente.<br \/> Leia-se a respeito o livro La Guerison par Ia pens\u00e9e, de Robert Tocquet, Paris, 1970, e o livro 20 Casos Sugestivos de Reencarna\u00e7\u00e3o, de lan Stevenson, tradu\u00e7\u00e3o da Editora Edicel, Bras\u00edlia (DF), 1970.<br \/> (N.<br \/> do T.<br \/>)<\/p>\n<p>C\u00f3digo Penal da Vida Futura<\/p>\n<p>O Espiritismo n\u00e3o se apoia, pois, numa autoridade de natureza particular para formular um c\u00f3digo fantasioso.<br \/> Suas leis, no que toca ao futuro da alma s\u00e3o deduzidas de observa\u00e7\u00f5es positivas sobre os fatos e podem ser resumidas da maneira seguinte:<\/p>\n<p>1\u00ba) A alma ou Esp\u00edrito sofre na vida espiritual as conseq\u00fc\u00eancias de todas as imperfei\u00e7\u00f5es de que n\u00e3o se libertou durante a vida corp\u00f3rea.<br \/> Seu estado feliz ou infeliz \u00e9 inerente ao grau de sua depura\u00e7\u00e3o ou das suas imperfei\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>2\u00ba) A felicidade perfeita \u00e9 inerente \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o, quer dizer \u00e0 purifica\u00e7\u00e3o completa do Esp\u00edrito.<br \/> Toda imperfei\u00e7\u00e3o \u00e9 ao mesmo tempo uma causa de sofrimento e de priva\u00e7\u00e3o de ventura, da mesma maneira que toda qualidade adquirida \u00e9 uma causa de ventura e de atenua\u00e7\u00e3o dos sofrimentos.<\/p>\n<p>3\u00ba) N\u00e3o h\u00e1 uma s\u00f3 imperfei\u00e7\u00e3o da alma que n\u00e3o acarrete conseq\u00fc\u00eancias desagrad\u00e1veis, inevit\u00e1veis, e n\u00e3o h\u00e1 uma s\u00f3 qualidade boa que n\u00e3o seja fonte de ventura.<br \/> A soma das penas \u00e9 assim proporcional \u00e0 soma das imperfei\u00e7\u00f5es, como a dos gozos \u00e9 proporcionada \u00e0 soma das boas qualidades.<\/p>\n<p>A alma que tiver, por exemplo, dez imperfei\u00e7\u00f5es, sofrer\u00e1 mais do que aquela que tiver apenas tr\u00eas ou quatro.<br \/> Quando dessas dez imperfei\u00e7\u00f5es s\u00f3 lhe restarem um quarto ou a metade, ela sofrer\u00e1 menos, e quando nada mais restar, ela nada sofrer\u00e1, sendo perfeitamente feliz.<br \/> \u00c9 como acontece na Terra: aquele que sofre de muitas doen\u00e7as padece mais do que o que sofre apenas de uma ou n\u00e3o tem nenhuma.<br \/> Pela mesma raz\u00e3o, a alma que possui dez qualidades boas goza de mais felicidade que a outra que possui menos.<\/p>\n<p>4\u00ba) Em virtude da lei do progresso, tendo cada alma a possibilidade de conquistar o bem que lhe falta e libertar-se do que possui de mal, segundo os seus esfor\u00e7os e a sua vontade, resulta que o futuro est\u00e1 aberto para qualquer criatura.<br \/> Deus n\u00e3o repudia nenhum de seus filhos.<br \/> EIe os recebe em seu seio \u00e0 medida que eles atingem a perfei\u00e7\u00e3o, ficando assim a cada um o m\u00e9rito das suas obras.<\/p>\n<p>5\u00ba) O sofrimento sendo inerente \u00e0 imperfei\u00e7\u00e3o, como a felicidade \u00e9 inerente \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o, a alma leva em si mesma o seu pr\u00f3prio castigo onde quer que se encontre.<br \/> N\u00e3o h\u00e1 pois necessidade de um lugar circunscrito para ela.<br \/> O inferno est\u00e1 assim por toda a parte, onde quer que existam almas sofredoras, como o c\u00e9u est\u00e1 por toda a parte, onde quer que as almas sejam felizes.<\/p>\n<p>6\u00ba) O bem e o mal que praticamos s\u00e3o resultados das boas e das m\u00e1s qualidades que possu\u00edmos.<br \/> N\u00e3o fazer o bem que se pode fazer \u00e9 uma prova de imperfei\u00e7\u00e3o.<br \/> Se toda a imperfei\u00e7\u00e3o \u00e9 fonte de sofrimento, o Esp\u00edrito deve sofrer n\u00e3o s\u00f3 por todo o mal que tenha feito, mas tamb\u00e9m por todo o bem que podia fazer e que n\u00e3o fez durante a sua vida terrena.<\/p>\n<p>7\u00ba) O Esp\u00edrito sofre segundo o que fez sofrer, de maneira que sua aten\u00e7\u00e3o estando incessantemente voltada para as conseq\u00fc\u00eancias desse mal, ele compreende melhor os inconvenientes do seu procedimento e \u00e9 levado a se corrigir.<\/p>\n<p>8\u00ba) A justi\u00e7a de Deus sendo infinita, todo o mal e todo o bem s\u00e3o rigorosamente Ievados em conta.<br \/> Se n\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica a\u00e7\u00e3o m\u00e1, um s\u00f3 mau pensamento que n\u00e3o tenha conseq\u00fc\u00eancias fatais, tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica a\u00e7\u00e3o boa, um s\u00f3 bom movimento da alma, numa palavra, o mais ligeiro m\u00e9rito que fique perdido.<br \/> E isso, mesmo entre os mais perversos, porque representam um come\u00e7o de progresso.<\/p>\n<p>9\u00ba) Toda falta que se comete, todo mal praticado \u00e9 uma d\u00edvida contra\u00edda e que tem que ser paga.<br \/> Se n\u00e3o for nesta exist\u00eancia, ser\u00e1 na pr\u00f3xima ou nas seguintes, porque todas as exist\u00eancias s\u00e3o solid\u00e1rias entre si.<br \/> Aquilo que se paga na exist\u00eancia presente n\u00e3o ser\u00e1 cobrado na seguinte.<\/p>\n<p>10\u00ba) O Esp\u00edrito sofre de acordo com as suas imperfei\u00e7\u00f5es, seja no mundo espiritual, seja no corporal.<br \/> Todas as mis\u00e9rias, todas as dificuldades que ele enfrenta na vida corp\u00f3rea s\u00e3o as conseq\u00fc\u00eancias de suas pr\u00f3prias imperfei\u00e7\u00f5es, as expia\u00e7\u00f5es de faltas cometidas nesta mesma exist\u00eancia ou nas exist\u00eancias anteriores.<\/p>\n<p>Pela natureza dos sofrimentos e das dificuldades que ele enfrenta na vida corp\u00f3rea, podemos julgar a natureza das faltas cometidas numa exist\u00eancia anterior e quais as imperfei\u00e7\u00f5es que as causaram.<\/p>\n<p>11\u00ba) A expia\u00e7\u00e3o varia segundo a natureza e a gravidade da falta.<br \/> A mesma falta pode assim provocar expia\u00e7\u00f5es diferentes, segundo as circunst\u00e2ncias atenuantes ou agravantes nas quais ela foi cometida.<\/p>\n<p>12\u00ba) N\u00e3o h\u00e1, no tocante \u00e0 natureza e a dura\u00e7\u00e3o do castigo, nenhuma regra absoluta e uniforme.<br \/> A \u00fanica lei geral \u00e9 a de que toda falta recebe uma puni\u00e7\u00e3o e toda boa a\u00e7\u00e3o tem a sua recompensa segundo o seu valor.<\/p>\n<p>13\u00ba) A dura\u00e7\u00e3o do castigo est\u00e1 subordinada ao melhoramento do Esp\u00edrito culpado.<br \/> Nenhuma condena\u00e7\u00e3o \u00e9 pronunciada contra ele por tempo determinado.<br \/> O que Deus exige para termo dos sofrimentos \u00e9 uma melhora verdadeira, efetiva, com um retorno sincero ao bem.<\/p>\n<p>O Esp\u00edrito \u00e9 assim e sempre o \u00e1rbitro do seu pr\u00f3prio destino.<br \/> Pode prolongar os seus sofrimentos pelo seu endurecimento no mal e abrand\u00e1-los e at\u00e9 mesmo abrevi\u00e1-los pelos seus esfor\u00e7os em praticar o bem.<\/p>\n<p>Uma condena\u00e7\u00e3o por tempo determinado, qualquer que fosse esse tempo, teria o duplo inconveniente de fazer o Esp\u00edrito sofrer inutilmente depois de melhorado, ou de cessar antes que ele se libertasse do mal.<br \/> Deus, que \u00e9 justo, pune o mal enquanto ele existe, e deixa de punir quando o mal deixou de existir.<br \/> Ou, se quisermos, sendo o mal moral a pr\u00f3pria causa do sofrimento, este dura somente enquanto aquele subsiste e a sua intensidade diminui \u00e0 medida que o mal vai desaparecendo.<\/p>\n<p>14\u00ba) A dura\u00e7\u00e3o do castigo estando subordinada ao melhoramento do Esp\u00edrito, disso resulta que o culpado que n\u00e3o se melhorasse continuaria sofrendo sempre, e que para ele a pena seria eterna.<\/p>\n<p>15\u00ba) Uma condi\u00e7\u00e3o que \u00e9 inerente \u00e0 inferioridade dos Esp\u00edritos \u00e9 a de n\u00e3o ver o termo de sua situa\u00e7\u00e3o e acreditar que sofrem para sempre.<br \/> Isso faz que para eles o castigo pare\u00e7a eterno.<br \/>(29)<\/p>\n<p>16\u00ba) O arrependimento \u00e9 o primeiro passo para o melhoramento.<br \/> Mas ele apenas n\u00e3o basta, sendo necess\u00e1rias ainda a expia\u00e7\u00e3o e a repara\u00e7\u00e3o.<br \/> Arrependimento, expia\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o s\u00e3o as tr\u00eas condi\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para apagar os tra\u00e7os de uma falta e as suas conseq\u00fc\u00eancias.<\/p>\n<p>O arrependimento suavisa as dores da expia\u00e7\u00e3o, porque desperta esperan\u00e7a e prepara a reabilita\u00e7\u00e3o, mas somente a repara\u00e7\u00e3o pode anular o efeito ao destruir a causa.<br \/> O perd\u00e3o seria uma gra\u00e7a e n\u00e3o uma anula\u00e7\u00e3o da falta.<\/p>\n<p>17\u00ba) O arrependimento pode ocorrer em qualquer lugar e tempo.<br \/> Se ele for tardio, o culpado sofre por mais tempo.<\/p>\n<p>A expia\u00e7\u00e3o consiste nos sofrimentos f\u00edsicos e morais que s\u00e3o a conseq\u00fc\u00eancia da falta cometida, seja desde a vida presente ou seja ap\u00f3s a morte, na vida espiritual, ou ainda numa nova exist\u00eancia corp\u00f3rea, at\u00e9 que os tra\u00e7os da falta tenham desaparecido.<\/p>\n<p>A repara\u00e7\u00e3o consiste em praticar o bem para aquele mesmo, a quem se fez o mal.<br \/> Aquele que n\u00e3o repara os seus erros nesta vida, por fraqueza ou m\u00e1 vontade, tornar\u00e1 a encontrar-se, numa outra exist\u00eancia, com as mesmas pessoas que ofendeu, e em condi\u00e7\u00f5es escolhidas por ele mesmo para poder provar-lhes o seu devotamento, fazendo-lhes tanto bem quanto o mal que havia feito.<\/p>\n<p>(29) Perp\u00e9tuo \u00e9 sin\u00f4nimo de eterno.<br \/> Dizemos: as neves perp\u00e9tuas, os gelos eternos dos polos, e tamb\u00e9m se diz: o secret\u00e1rio perp\u00e9tuo da Academia, o que n\u00e3o quer dizer que se trate de eternidade, mas somente de um tempo indeterminado.<br \/> Eterno e perp\u00e9tuo se empregam, pois, tamb\u00e9m no sentido de indetermina\u00e7\u00e3o.<br \/> Nessa acep\u00e7\u00e3o se pode dizer que as penas s\u00e3o eternas quando entendemos que n\u00e3o t\u00eam dura\u00e7\u00e3o limitada: s\u00e3o eternas para o Esp\u00edrito, que n\u00e3o v\u00ea o seu fim.<br \/> (N.<br \/> de Kardec)<\/p>\n<p>C\u00f3digo Penal da Vida Futura (continua\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>Nem todas as faltas acarretam um preju\u00edzo direto e efetivo.<br \/> Nesses casos, a repara\u00e7\u00e3o se realiza fazendo-se o que se deixou de fazer, cumprindo-se os deveres que foram negligenciados ou desprezados, as miss\u00f5es em que se tenha falido, praticando-se o bem reparador do mal que se fez.<br \/> Isso quer dizer, sendo humilde quando se foi orgulhoso, bondoso quando se foi duro, caridoso quando se foi ego\u00edsta, benevolente quando se foi maldoso, trabalhador quando se foi pregui\u00e7oso, \u00fatil quando se foi in\u00fatil, temperante quando se foi dissoluto, bom exemplo quando se foi mau e assim por diante.<br \/> \u00c9 dessa maneira que o Esp\u00edrito progride, tornando proveitoso o seu passado.<br \/>(30)<\/p>\n<p>18\u00ba) Os Esp\u00edritos imperfeitos s\u00e3o afastados dos mundos felizes porque perturbariam a sua harmonia.<br \/> Permanecem nos mundos inferiores onde expiam as suas faltas pelas tribula\u00e7\u00f5es da vida e se libertam das suas imperfei\u00e7\u00f5es, at\u00e9 merecerem encarnar-se em mundos moral e fisicamente mais adiantados.<\/p>\n<p>Se podemos conceber um lugar de castigo determinado \u00e9 precisamente nos mundos de expia\u00e7\u00e3o, pois \u00e9 ao redor desses mundos que pululam os Esp\u00edritos imperfeitos desencarnados, esperando uma nova exist\u00eancia que, permitindo-lhes a repara\u00e7\u00e3o do mal que fizeram, os ajudar\u00e1 a progredir.<\/p>\n<p>19\u00ba) Como o Esp\u00edrito conserva sempre o seu livre-arb\u00edtrio, melhora \u00e0s vezes de maneira lenta e sua obstina\u00e7\u00e3o no mal \u00e9 bastante tenaz.<br \/> Pode persistir nessa situa\u00e7\u00e3o durante anos e s\u00e9culos, mas chega sempre o momento em que a sua teimosia em desafiar a justi\u00e7a de Deus se abate diante do sofrimento, e ent\u00e3o, malgrado a sua fanfarronice, ele reconhece o poder superior que o domina.<br \/> Desde o momento em que manifesta as primeiras luzes do arrependimento, Deus o faz entrever a esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Nenhum Esp\u00edrito est\u00e1 na condi\u00e7\u00e3o de nunca se melhorar.<br \/> Se assim fosse ele estaria fatalmente destinado a uma eterna situa\u00e7\u00e3o de inferioridade e escaparia \u00e0 lei da evolu\u00e7\u00e3o que rege providencialmente todas as criaturas.<\/p>\n<p>20\u00ba) Sejam quais forem a inferioridade e a perversidade dos Esp\u00edritos, Deus jamais os abandona.<br \/> Todos t\u00eam o seu anjo da guarda que vela por eles, vigia as expans\u00f5es da sua alma e se esfor\u00e7a para despertar-lhes bons pensamentos, desejos de progredir e de reparar numa nova exist\u00eancia o mal que tenham feito.<br \/> N\u00e3o obstante, o guia ou protetor age na maioria das vezes de maneira oculta, sem exercer nenhuma press\u00e3o.<br \/> O Esp\u00edrito deve melhorar-se pela for\u00e7a de sua pr\u00f3pria vontade e n\u00e3o por for\u00e7a de qualquer constrangimento.<br \/> Deve agir bem ou mal em virtude de seu livre-arb\u00edtrio, sem ser fatalmente empurrado num sentido ou noutro.<br \/> Se fizer o mal, sofrer\u00e1 as suas conseq\u00fc\u00eancias enquanto permanecer no mau caminho.<br \/> Desde que d\u00ea um passo em dire\u00e7\u00e3o ao bem sentir\u00e1 imediatamente os seus resultados.<\/p>\n<p>Observa\u00e7\u00e3o: Seria err\u00f4neo acreditar que, em virtude da lei do progresso, a certeza de chegar cedo ou tarde \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o e \u00e0 felicidade pode ser um encorajamento a permanecer no mal, esperando arrepender-se mais tarde.<br \/> Primeiro, o Esp\u00edrito inferior n\u00e3o v\u00ea a possibilidade de um fim para a sua situa\u00e7\u00e3o; segundo, sendo ele o art\u00edfice da sua pr\u00f3pria desgra\u00e7a, acaba por compreender que dele depende faz\u00ea-la cessar e que quanto mais persistir no mal mais longa ser\u00e1 a sua infelicidade, pois o seu sofrimento durar\u00e1 sempre se ele pr\u00f3prio n\u00e3o lhe puser um termo.<br \/> Esse seria, de sua parte, um c\u00e1lculo errado, com o qual se enganaria a si mesmo.<br \/> Se, pelo contr\u00e1rio, segundo o dogma das penas irremiss\u00edveis, toda esperan\u00e7a lhe fosse negada, ele n\u00e3o teria nenhum interesse em retornar ao bem, pois isso n\u00e3o lhe daria nenhum proveito.<\/p>\n<p>Perante esta lei cai igualmente a obje\u00e7\u00e3o referente \u00e0 presci\u00eancia.<br \/> Deus, ao criar uma alma sabe realmente se em virtude do seu livre-arb\u00edtrio ela tomar\u00e1 o bom ou o mau caminho; sabe que ela ser\u00e1 punida se praticar o mal; mas sabe tamb\u00e9m que esse castigo tempor\u00e1rio \u00e9 um meio de a levar a compreender o seu erro e de a fazer entrar no bom caminho, ao qual cedo ou tarde chegar\u00e1.<br \/> Segundo a doutrina das penas eternas, Deus sabe que a alma falir\u00e1, e assim ela j\u00e1 est\u00e1 previamente condenada \u00e0s torturas sem fim.<\/p>\n<p>21\u00ba) Cada um s\u00f3 \u00e9 respons\u00e1vel pelas suas pr\u00f3prias faltas.<br \/> Ningu\u00e9m sofre penalidades pelas faltas alheias, a menos que para isso tenha dado algum motivo, seja provocando-as pelo seu exemplo, seja deixando de impedi-Ias quando podia faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>\u00c9 assim, por exemplo, que o suicida \u00e9 sempre punido, mas aquele que, por sua dureza de cora\u00e7\u00e3o, leva um indiv\u00edduo ao desespero e da\u00ed ao suic\u00eddio, sofre uma pena ainda maior.<\/p>\n<p>22\u00ba) Embora a diversidade de puni\u00e7\u00f5es seja infinita, existem as que s\u00e3o inerentes \u00e0 inferioridade dos Esp\u00edritos e cujas conseq\u00fc\u00eancias, salvo algumas nuan\u00e7as, s\u00e3o mais ou menos id\u00eanticas.<\/p>\n<p>A puni\u00e7\u00e3o mais comum, entre os que s\u00e3o sobretudo apegados \u00e0 vida material e negligenciam o progresso espiritual, consiste na lentid\u00e3o com que se processa a separa\u00e7\u00e3o da alma e do corpo, e portanto nas ang\u00fastias que acompanham a morte e o despertar na outra vida, na dura\u00e7\u00e3o das perturba\u00e7\u00f5es que podem ent\u00e3o durar desde meses at\u00e9 anos.<br \/> Entre os que, pelo contr\u00e1rio, tendo uma consci\u00eancia pura, identificam-se durante a vida corp\u00f3rea com a vida espiritual e libertam-se das coisas materiais, a separa\u00e7\u00e3o \u00e9 r\u00e1pida, sem dificuldades, e o despertar apraz\u00edvel, sendo a perturba\u00e7\u00e3o quase inexistente.<\/p>\n<p>23\u00ba) Um fen\u00f4meno muito freq\u00fcente entre os Esp\u00edritos de um certo grau de inferioridade moral consiste em se acreditarem ainda vivos ap\u00f3s a morte, e essa ilus\u00e3o pode se prolongar durante anos, atrav\u00e9s dos quais eles experimentam todas as necessidades, todos os tormentos e todas as perplexidades da vida.<br \/>(31)<\/p>\n<p>(30) A necessidade da repara\u00e7\u00e3o \u00e9 um princ\u00edpio de rigorosa justi\u00e7a que se pode considerar como a verdadeira lei de reabilita\u00e7\u00e3o moral dos Esp\u00edritos.<br \/> \u00c9 esta uma doutrina que nenhuma religi\u00e3o proclamou ainda.<br \/> Entretanto algumas pessoas a repelem, por acharem que seria mais comodo poder apagar as suas faltas simplesmente pelo arrependimento, que s\u00f3 depende de algumas palavras, com a ajuda de certas f\u00f3rmulas.<br \/> Convictas de que assim estar\u00e3o livres, ver\u00e3o mais tarde que isso n\u00e3o foi suficiente.<br \/> Poder\u00edamos perguntar-lhes se esse princ\u00edpio n\u00e3o est\u00e1 consagrado na lei humana e se a justi\u00e7a de Deus pode ser inferior \u00e0 dos homens.<br \/> Se elas ficariam satisfeitas quando um indiv\u00edduo que as tivesse arruinado por abuso de confian\u00e7a, se Iimitasse a dizer-lhes que se lamentariam disso infinitamente.<br \/> Por que, pois, querem elas recuar ante uma obriga\u00e7\u00e3o que toda criatura honesta deveria cumprir na medida de suas for\u00e7as? Quando essa perspectiva da repara\u00e7\u00e3o for introduzida na cren\u00e7a popular se transformar\u00e1 num freio bem mais poderoso que o do inferno e das penas eternas pois ela se refere \u00e0 vida atual e faz compreender a raz\u00e3o das penas por que o homem est\u00e1 passando.<br \/> (N.<br \/> de Kardec)24\u00ba) Para o criminoso, a vis\u00e3o incessante de suas v\u00edtimas e das circunst\u00e2ncias do crime \u00e9 um supl\u00edcio cruel.<\/p>\n<p>25\u00ba) Alguns Esp\u00edritos s\u00e3o mergulhados em trevas espessas.<br \/> Outros s\u00e3o postos num isolamento absoluto, no espa\u00e7o, atormentados pelo fato de n\u00e3o saberem qual a sua condi\u00e7\u00e3o e o seu destino.<br \/> Os maiores culpa dos sofrem torturas que s\u00e3o tanto mais pungentes quanto ignoram o seu fim.<br \/> Muitos ficam privados de verem os seus seres queridos.<br \/> Todos, em geral, passam por sofrimentos cuja intensidade \u00e9 relativa aos males que praticaram, \u00e0s dores e necessidades que fizeram os outros sofrer, at\u00e9 que o arrependimento e o desejo de repara\u00e7\u00e3o, venham trazer-lhes um abrandamento ao faz\u00ea-los entrever a possibilidade de dar, por si mesmos, um fim a essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>26\u00ba) \u00c9 um supl\u00edcio para o orgulhoso ver acima dele, gloriosos e radiantes de alegria, os que ele havia desprezado na Terra, ao mesmo tempo que ele \u00e9 relegado aos \u00faltimos lugares.<br \/> Para o hip\u00f3crita, ver-se trespassado pela luz que revela os seus mais secretos pensamentos, que todos podem ler, n\u00e3o havendo para ele nenhum meio de se esconder ou se disfar\u00e7ar.<br \/> Para o sensual \u00e9 um supl\u00edcio passar por todas as tenta\u00e7\u00f5es, todos os desejos, sem poder satisfaz\u00ea-los.<br \/> Para o avarento, ver o seu ouro desperdi\u00e7ado e n\u00e3o poder ret\u00ea-lo.<br \/> Para o ego\u00edsta, ser abandonado por todos e sofrer tudo aquilo que os outros sofreram dele: ter\u00e1 sede e ningu\u00e9m lhe dar\u00e1 de beber; ter\u00e1 fome e ningu\u00e9m lhe dar\u00e1 de comer; nem uma s\u00f3 m\u00e3o amiga vir\u00e1 apertar a sua, nenhuma voz compassiva vir\u00e1 consol\u00e1-lo, pois ele s\u00f3 pensou em si durante a vida e ningu\u00e9m agora pensa nele nem o lamenta ap\u00f3s a sua morte.<\/p>\n<p>27\u00ba) O meio de evitar ou atenuar as conseq\u00fc\u00eancias de suas faltas na vida futura \u00e9 desfazer-se o mais poss\u00edvel dos seus defeitos na vida presente, reparar aqui mesmo o mal para n\u00e3o ter de repar\u00e1-lo mais tarde e de maneira mais terr\u00edvel.<br \/> Quanto mais demorarmos a deixar os nossos defeitos, mais as suas conseq\u00fc\u00eancias se tornar\u00e3o penosas e mais rigorosas ser\u00e1 a repara\u00e7\u00e3o que tivermos de fazer.<\/p>\n<p>28\u00ba) A situa\u00e7\u00e3o do Esp\u00edrito, desde a sua entrada na vida espiritual, \u00e9 aquela que ele mesmo se preparou durante a sua vida corporal.<br \/> Mais tarde, outra encarna\u00e7\u00e3o lhe \u00e9 concedida para expiar e reparar a anterior, passando por novas provas.<br \/> Mas ele a aproveitar\u00e1 em maior ou menor grau, segundo o seu livre-arb\u00edtrio.<br \/> Se n\u00e3o a aproveitar, ter\u00e1 um trabalho a recome\u00e7ar, e cada vez em condi\u00e7\u00f5es mais penosas.<br \/> Dessa maneira, aquele que muito sofre na Terra pode dizer que tem muito a expiar.<br \/> Os que gozam de uma felicidade aparente, malgrado os seus v\u00edcios e sua inutilidade, pagar\u00e3o caro numa exist\u00eancia posterior.<br \/> Foi nesse sentido que Jesus disse: Bem aventurados os aflitos porque ser\u00e3o consolados.<br \/> (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap.<br \/> V.<br \/>)<\/p>\n<p>29\u00ba) A miseric\u00f3rdia de Deus \u00e9 sem d\u00favida infinita, mas n\u00e3o \u00e9 cega.<br \/> O culpado que ela perdoou n\u00e3o est\u00e1 dispensado de satisfazer a justi\u00e7a, passando pelas conseq\u00fc\u00eancias de suas faltas.<br \/> Por miseric\u00f3rdia infinita \u00e9 necess\u00e1rio entender que Deus n\u00e3o \u00e9 inexor\u00e1vel, deixando sempre aberta ao culpado a porta de retorno ao bem.<\/p>\n<p>30\u00ba) As penas sendo tempor\u00e1rias e subordinadas ao arrependimento e \u00e0 repara\u00e7\u00e3o, que dependem da livre vontade do homem, acontece o mesmo com os castigos e os rem\u00e9dios que devem ajudar a curar as feridas do mal.<br \/> Os Esp\u00edritos em puni\u00e7\u00e3o n\u00e3o se encontram na situa\u00e7\u00e3o dos antigos condenados \u00e0s galeras, mas como os doentes no hospital.<br \/> Sofrem a doen\u00e7a que freq\u00fcentemente decorre de suas pr\u00f3prias faltas e passam por meios dolorosos de cura de que necessitam, mas t\u00eam a esperan\u00e7a de ser curados e se curam tanto mais rapidamente, quanto observarem com exatid\u00e3o as prescri\u00e7\u00f5es do m\u00e9dico que solicitamente vela por eles.<br \/> Se eles prolongam os sofrimentos por sua pr\u00f3pria culpa, o m\u00e9dico nada tem com isso.<\/p>\n<p>31\u00ba) As penas que o Esp\u00edrito sofre na vida espiritual juntam-se \u00e0s da vida corporal, que s\u00e3o a conseq\u00fc\u00eancia das imperfei\u00e7\u00f5es do homem, de suas paix\u00f5es, do mau emprego de suas faculdades, e a expia\u00e7\u00e3o de suas faltas presentes e passadas.<br \/> \u00c9 na vida corporal que o Esp\u00edrito repara o mal de suas exist\u00eancias anteriores, que p\u00f5e em pr\u00e1tica as resolu\u00e7\u00f5es tomadas na vida espiritual.<br \/> \u00c9 assim que se explicam as mis\u00e9rias e as dificuldades que, \u00e0 primeira vista, parecem n\u00e3o ter raz\u00e3o de ser, mas na verdade s\u00e3o justas desde que foram determinadas no passado e servem para o nosso adiantamento.<br \/>(32)<\/p>\n<p>32\u00ba) Deus, pergunta-se, n\u00e3o demonstraria maior amor por suas criaturas se as criasse infal\u00edveis e portanto isentas das vicissitudes decorrentes da imperfei\u00e7\u00e3o? Seria necess\u00e1rio, para isso, que ele criasse seres perfeitos, nada tendo a conquistar, nem em conhecimentos e nem em moralidade.<br \/> N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que o podia fazer, mas se n\u00e3o o fez \u00e9 porque, na sua sabedoria quiz que o progresso fosse uma lei geral.<br \/> Os homens s\u00e3o imperfeitos e, como tal, sujeitos \u00e0s vicissitudes mais ou menos penosas.<br \/> Esse \u00e9 um fato que temos de aceitar, desde que existe.<br \/> Mas inferir disso que Deus n\u00e3o \u00e9 bom nem justo seria uma rebeldia.<\/p>\n<p>Haveria injusti\u00e7a se ele tivesse criado seres privilegiados, mais favorecidos que os outros, gozando sem esfor\u00e7o da felicidade que os outros s\u00f3 atingem penosamente ou jamais poderiam atingir.<br \/> A justi\u00e7a de Deus brilha precisamente na igualdade absoluta que rege a cria\u00e7\u00e3o de todos os Esp\u00edritos.<br \/> Todos t\u00eam o mesmo ponto de partida; n\u00e3o h\u00e1 nenhum que seja, na sua forma\u00e7\u00e3o, mais bem dotado que os outros; nenhum cuja marcha ascensional seja facilitada por exce\u00e7\u00e3o; os que chegam ao alvo passaram, como os outros, pela fieira das provas e da inferioridade.<\/p>\n<p>Admitindo-se isso, o que haveria de mais justo do que essa liberdade de a\u00e7\u00e3o dada a cada um? A via da felicidade est\u00e1 aberta a todos, o objetivo de todos \u00e9 o mesmo, as condi\u00e7\u00f5es para atingi-lo s\u00e3o as mesmas para todos e a lei gravada em todas as consci\u00eancias foi ensinada a todos.<br \/> Deus fez da felicidade o pr\u00eamio do trabalho e n\u00e3o do favoritismo para que cada um tenha o seu m\u00e9rito.<br \/> Todos s\u00e3o livres de trabalhar ou de nada fazer para o seu adiantamento.<br \/> Aquele que trabalha bastante e com rapidez \u00e9 recompensado mais cedo, mas aquele que se desvia do caminho ou perde o seu tempo, retarda a sua chegada e s\u00f3 pode lamentar de si mesmo.<br \/> O bem e o mal s\u00e3o facultativos e dependem da vontade de cada um.<br \/> O homem, por ser livre, n\u00e3o \u00e9 fatalmente levado, nem para um, nem para o outro.<\/p>\n<p>33\u00ba) Apesar da diversidade de g\u00eaneros e graus de sofrimento dos Esp\u00edritos imperfeitos, o c\u00f3digo penal da vida futura pode se resumir nestes tr\u00eas princ\u00edpios:<\/p>\n<p>1\u00ba) O sofrimento \u00e9 inerente \u00e0 imperfei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>2\u00ba) Toda imperfei\u00e7\u00e3o, e toda a falta que dela decorre, trazem o seu pr\u00f3prio castigo nas suas conseq\u00fc\u00eancias naturais e inevit\u00e1veis, como a doen\u00e7a decorre dos excessos, o t\u00e9dio da ociosidade, sem que haja necessidade de uma condena\u00e7\u00e3o especial para cada falta e cada indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>3\u00ba) Todo homem podendo corrigir as suas imperfei\u00e7\u00f5es pela sua pr\u00f3pria vontade, pode poupar-se os males que delas decorrem e assegurar a sua felicidade futura.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 a lei da justi\u00e7a divina: a cada um segundo as suas obras, tanto no c\u00e9u como na Terra.<br \/>(33)<\/p>\n<p>(31) As necessidades, os tormentos e as perplexidades da vida experimentados nas condi\u00e7\u00f5es de uma exist\u00eancia fict\u00edcia, em que o perisp\u00edrito falsamente repre-senta o corpo material, constituem uma situa\u00e7\u00e3o bastante dolorosa para o Esp\u00edrito.<br \/> Foi dela que certamente se originou o dogma do Inferno material, com o corpo material mas invulner\u00e1vel, a sofrer sem se destruir.<br \/> (N.<br \/> do T.<br \/>)<\/p>\n<p>(32) Ver o cap\u00edtulo VI, Purgat\u00f3rio, n\u00fameros 3 e seguintes.<br \/> Ver tamb\u00e9m o cap\u00edtulo XX, Exemplos de expia\u00e7\u00f5es terrenas.<br \/> \u2014 No O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap\u00edtulo V, Bem-aventurados os aflitos.<br \/> (N.<br \/> de Kardec).<\/p>\n<p>(33) Algumas pessoas argumentam que as imperfei\u00e7\u00f5es v\u00eam de Deus, que nos criou imperfeitos.<br \/> O princ\u00edpio da evolu\u00e7\u00e3o nos mostra que h\u00e1 v\u00e1rios graus de perfei\u00e7\u00e3o.<br \/> Deus nos criou em pot\u00eancia, como sementes que t\u00eam em si mesmas todas as potencialidades futuras.<br \/> Assim, criou-nos perfeitos.<br \/> Cabe-nos, por\u00e9m, atualizar, ou seja, desenvolver as nossas potencialidades a fim de atingirmos a perfei\u00e7\u00e3o em ato, como seres espirituais.<br \/> Esse desenvolvimento depende de n\u00f3s, do nosso livre-arb\u00edtrio, sem o qual n\u00e3o ter\u00edamos responsabilidade.<br \/> E sem responsabilidade n\u00e3o ser\u00edamos perfeitos como seres espirituais.<br \/> Veja-se o s\u00edmbolo b\u00edblico: Ad\u00e3o e Eva eram perfeitos na sua ingenuidade, mas ao desenvolver a raz\u00e3o passaram a agir por si mesmos e erraram.<br \/> Os erros, por\u00e9m, ser\u00e3o corrigidos na busca da perfei\u00e7\u00e3o.<br \/> (N.<br \/> do T.<br \/>)<\/p>\n<p><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_15333\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"15333\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A carne \u00e9 fraca H\u00e1 tend\u00eancias viciosas que s\u00e3o evidentemente inerentes ao Esp\u00edrito, pois que se ligam mais ao moral do que ao f\u00edsico. Outras parecem antes resultar do organismo e por isso acredita-se que acarretam menos responsabilidade: tais s\u00e3o as predisposi\u00e7\u00f5es \u00e0 c\u00f3lera, \u00e0 pregui\u00e7a, \u00e0 sensualidade etc. Hoje est\u00e1 perfeitamente reconhecido pelos fil\u00f3sofos&hellip; <br \/> <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15333\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_15333\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"15333\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-15333","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mensagens-diversas"],"a3_pvc":{"activated":true,"total_views":3631,"today_views":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15333","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15333"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15333\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15333"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15333"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15333"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}