{"id":15352,"date":"2018-09-16T08:12:00","date_gmt":"2018-09-16T08:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15352\/"},"modified":"2018-09-16T09:08:17","modified_gmt":"2018-09-16T12:08:17","slug":"artigo15352","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15352\/","title":{"rendered":"Livro O que \u00e9 o Espiritismo &#8211; Cap\u00edtulo I &#8211;  OPOSI\u00c7\u00c3O DA CI\u00caNCIA &#8211; Allan Kardec"},"content":{"rendered":"<p>OPOSI\u00c7\u00c3O DA CI\u00caNCIA<\/p>\n<p>V.<br \/> \u2014 Conforme disse, o senhor ap\u00f3ia-se nos fatos.<br \/> A opini\u00e3o dos s\u00e1bios, por\u00e9m, que os negam ou que os explicam de maneira diversa, op\u00f5e-se \u00e0 sua opini\u00e3o.<\/p>\n<p>Por que motivo n\u00e3o se dedicaram eles \u00e0 observa\u00e7\u00e3o do fen\u00f3meno das mesas girat\u00f3rias?<\/p>\n<p>Se nesse fen\u00f3meno tivessem entrevisto alguma coisa de s\u00e9rio, certamente n\u00e3o se teriam descuidado da observa\u00e7\u00e3o de fatos que de tal maneira fogem aos limites do natural; n\u00e3o estariam t\u00e3o desdenhosamente contestando-os.<br \/> Na verdade, senhor, todos se lhes manifestam contr\u00e1rios.<\/p>\n<p>E os s\u00e1bios s\u00e3o, afinal de contas, o farol das na\u00e7\u00f5es.<br \/> N\u00e3o \u00e9 o seu dever a difus\u00e3o das luzes?<\/p>\n<p>Como pretenderia o senhor que fugissem \u00e0s suas fun\u00e7\u00f5es, quando se lhes apresentava t\u00e3o azada ocasi\u00e3o de apresentar ao mundo um novo poder?<\/p>\n<p>A.<br \/>K.<br \/> \u2014 O senhor acaba de tra\u00e7ar o dever dos s\u00e1bios, de maneira brilhante.<br \/> \u00c9 mesmo de lastimar que, por mais de uma ocasi\u00e3o, tenham esquecido esse dever.<\/p>\n<p>Como eu j\u00e1 disse antes, o Espiritismo faz seus pros\u00e9litos precisamente na classe ilustrada e isso em todos os pa\u00edses do mundo: conta um grande n\u00famero deles entre os m\u00e9dicos de todas as na\u00e7\u00f5es, e os m\u00e9dicos s\u00e3o homens de ci\u00eancia.<br \/> Os magistrados, professores, artistas, literatos, militares, altos funcion\u00e1rios, eclesi\u00e1sticos etc.<br \/>, que se acolhem \u00e0 sua bandeira, s\u00e3o pessoas \u00e0s quais n\u00e3o se pode negar uma certa soma de cultura.<br \/> \u00c9 preciso deixar bem claro que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 na ci\u00eancia oficializada e nas institui\u00e7\u00f5es constitu\u00eddas que existem s\u00e1bios.<\/p>\n<p>O fato do Espiritismo n\u00e3o ter foros de cidade, na ci\u00eancia oficial, n\u00e3o \u00e9 motivo para que se o condene.<\/p>\n<p>Se a ci\u00eancia jamais se houvesse enganado, sua opini\u00e3o poderia pesar na balan\u00e7a.<br \/> Desgra\u00e7adamente, por\u00e9m, a experi\u00eancia prova o contr\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ela repeliu como quimeras um sem n\u00famero de descobertas que, mais tarde, tornaram ilustre a mem\u00f3ria de seus autores.<\/p>\n<p>O fato de a Fran\u00e7a estar privada dos direitos de pioneira da propuls\u00e3o a vapor deve-se a um relat\u00f3rio da nossa primeira corpora\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Quando Fulton veio ao campo de Bolonha, para apresentar o plano a Napole\u00e3o l, este confiou seu exame imediato ao Instituto de Fran\u00e7a.<br \/> E o pronunciamento da institui\u00e7\u00e3o foi este: tratava-se de um sonho impratic\u00e1vel \u2014 ocupar-se com ele era perder tempo.<\/p>\n<p>Deste fato deve-se concluir que os membros do Instituto sejam uns ignorantes? Justifica os ep\u00edtetos triviais que certas pessoas se comprazem em lhes prodigalizar? Certo que n\u00e3o! E nenhuma pessoa sensata pode deixar de lhes reconhecer o grande saber, reconhecendo, entretanto, isto sim, que n\u00e3o s\u00e3o infal\u00edveis e que suas opini\u00f5es n\u00e3o podem ser pronunciamentos decisivos, principalmente no que diz respeito a ideias novas.<\/p>\n<p>V.<br \/> \u2014 Eu mesmo admito que n\u00e3o sejam infal\u00edveis.<br \/> N\u00e3o \u00e9 menos certo, por\u00e9m, que, em virtude da pr\u00f3pria erudi\u00e7\u00e3o, seu parecer vale alguma coisa e se o senhor os tivesse do seu lado o prest\u00edgio do seu sistema ganharia cem por cento.<\/p>\n<p>A.<br \/>K.<br \/> \u2014 Mas o senhor, decerto, tamb\u00e9m concorda que ningu\u00e9m \u00e9 bom juiz em assuntos que escapam \u00e0 sua compet\u00eancia.<br \/> Se desejar construir uma casa, dirigir-se-\u00e1 a um m\u00e9dico? Se se sentir doente, recorrer\u00e1 aos servi\u00e7os de um arquiteto?<\/p>\n<p>E se tivesse um processo, consultaria um dan\u00e7arino?<\/p>\n<p>Finalmente, se tivesse uma quest\u00e3o de teologia pediria uma solu\u00e7\u00e3o a um qu\u00edmico, ou um astr\u00f3nomo?<\/p>\n<p>N\u00e3o! Cada um tem sua especialidade.<\/p>\n<p>As ci\u00eancias comuns baseiam-se nas propriedades da mat\u00e9ria, que cada um manipula ao seu bel-prazer.<br \/> Os fen\u00f3menos por ela produzidos t\u00eam por agentes for\u00e7as materiais.<br \/> Os fen\u00f3menos esp\u00edritas t\u00eam por agentes intelig\u00eancias independentes, dotadas de livre-arb\u00edtrio e que n\u00e3o se submetem ao nosso capricho.<\/p>\n<p>Por esse motivo subtraem-se aos nossos processos de laborat\u00f3rio e \u00e0s nossas delibera\u00e7\u00f5es.<br \/> N\u00e3o est\u00e3o, conseguintemente, no dom\u00ednio da ci\u00eancia propriamente dita.<\/p>\n<p>A ci\u00eancia, pois, enganou-se, quando quis experimentar os Esp\u00edritos como a uma pilha de Volta.<br \/> Operava obedecendo a uma analogia n\u00e3o existente e tinha logicamente que fracassar.<br \/> Depois disso, sem dar-se a maiores trabalhos, pronunciou-se negativa: ju\u00edzo temer\u00e1rio que o tempo se encarregar\u00e1 de reformar um dia, como reformou tantos outros.<br \/> Ent\u00e3o, os que os proferiram passar\u00e3o pela humilha\u00e7\u00e3o de ver contestados os seus erros.<br \/> Esse ser\u00e1 o castigo de se terem rebelado levianamente contra o poder infinito do Criador.<\/p>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas n\u00e3o t\u00eam, e n\u00e3o ter\u00e3o nunca o que dizer nesta quest\u00e3o.<br \/> Isto n\u00e3o lhes compete, como n\u00e3o lhes compete decidir se Deus existe ou n\u00e3o; por conseguinte, \u00e9 erro querer toma-las como juizes.<\/p>\n<p>O Espiritismo \u00e9 uma quest\u00e3o de cren\u00e7a pessoal que n\u00e3o pode depender do voto de uma assembleia porque;, mesmo que o voto lhe fosse favor\u00e1vel, n\u00e3o poderia impor-se \u00e0s consci\u00eancias.<\/p>\n<p>Quando a opini\u00e3o p\u00fablica estiver formada neste particular, os s\u00e1bios, como indiv\u00edduos, e obedecendo \u00e0 for\u00e7a mesmo das coisas, aceit\u00e1-la-\u00e3o.<\/p>\n<p>Deixemos passar esta gera\u00e7\u00e3o e com ela as preocupa\u00e7\u00f5es do amor-pr\u00f3prio que se revolta, e o senhor ver\u00e1 suceder com o<br \/>\n<br \/>Espiritismo o que sucedeu com outras tantas verdades que foram combatidas e das quais seria rid\u00edculo hoje duvidar.<br \/> Hoje chamam de loucos aos que cr\u00eaem; amanh\u00e3 loucos ser\u00e3o os incr\u00e9dulos, exatamente como nos tempos antigos, quando ningu\u00e9m punha em d\u00favida o desequil\u00edbrio dos que acreditavam no movimento da Terra.<\/p>\n<p>Nem todos os s\u00e1bios, por\u00e9m emitiram o mesmo ju\u00edzo, e eu entendo por s\u00e1bios os homens de estudos e de ci\u00eancias, com ou sem t\u00edtulo oficial.<\/p>\n<p>Muitos fizeram o seguinte racioc\u00ednio:<\/p>\n<p> N\u00e3o h\u00e1 efeito sem causa e os mais simples efeitos podem nos conduzir aos mais s\u00e9rios problemas.<br \/> Se Newton n\u00e3o tivesse dado a devida aten\u00e7\u00e3o \u00e0 queda da ma\u00e7\u00e3, se Galvani houvesse desprezado sua criada, chamando-a louca e delirante, quando lhe falou das r\u00e3s que dan\u00e7avam no prato, possivelmente, ainda hoje, estar\u00edamos sem conhecer a admir\u00e1vel lei da gravidade universal, e as m\u00faltiplas propriedades da pilha.<\/p>\n<p>O fen\u00f3meno que se conhece pelo nome burlesco de dan\u00e7a das mesas n\u00e3o \u00e9 mais rid\u00edculo que a dan\u00e7a das r\u00e3s, e talvez encerre tamb\u00e9m alguns desses segredos da natureza, que revolucionar\u00e3o a humanidade, quando lhes obtivermos a chave .<\/p>\n<p>E ainda disseram:<\/p>\n<p> Se tanta gente se ocupa com eles, se homens respeit\u00e1veis v\u00eam estudando esses fen\u00f3menos, \u00e9 porque naturalmente, cont\u00eam algo de ver\u00eddico.<br \/> Uma ilus\u00e3o, uma moda, como querem, n\u00e3o pode ter esse car\u00e1ter de generalidade: seduziria um c\u00edrculo, uma sociedade, mas n\u00e3o tomaria o mundo de assalto.<\/p>\n<p>Abstenhamo-nos, pois, de negar a possibilidade do que n\u00e3o compreendemos, se n\u00e3o quisermos que mais cedo ou mais tarde venham a fazer uma ideia pouco favor\u00e1vel da nossa intelig\u00eancia .<\/p>\n<p>V.<br \/> \u2014 Perfeitamente.<br \/> Eis algu\u00e9m que raciocina com sabedoria e prud\u00eancia.<br \/> Sem ser s\u00e1bio, penso do mesmo modo.<br \/> Observe, por\u00e9m, que tamb\u00e9m aqui n\u00e3o encontramos uma afirmativa; s\u00f3 d\u00favidas, apenas d\u00favidas.<br \/> E.<br \/>.<br \/>.<br \/> sobre qu\u00ea basear-se a cren\u00e7a na exist\u00eancia dos Esp\u00edritos e, sobretudo, a possibilidade de nos comunicarmos com eles?<\/p>\n<p>A.<br \/>K.<br \/> \u2014 Essa cren\u00e7a ap\u00f3ia-se em racioc\u00ednios e em fatos.<br \/> Eu pr\u00f3prio n\u00e3o a adotei antes de t\u00ea-la examinado demoradamente.<br \/> Tendo adquirido, no estudo das ci\u00eancias exatas, h\u00e1bitos positivistas, sondei, esquadrinhei essa nova ci\u00eancia em seus mais \u00edntimos refolhos; quis dar-me conta de tudo, porque nunca aceito uma ideia sem conhecer o porqu\u00ea e o como.<br \/> Eis o racioc\u00ednio que a mim expunha ilustre m\u00e9dico, outrora incr\u00e9dulo e hoje adepto fervoroso:<\/p>\n<p> Afirmam que os seres invis\u00edveis, se comunicam.<br \/> E por que n\u00e3o? Antes da inven\u00e7\u00e3o do microsc\u00f3pio, suspeit\u00e1vamos da exist\u00eancia desses milhares de seres infinitesimais, que tantos transtornos causam \u00e0 economia? Onde a impossibilidade material de que haja no espa\u00e7o seres impercept\u00edveis aos nossos sentidos? Certamente n\u00e3o teremos a rid\u00edcula pretens\u00e3o de tudo saber e dizer ao Criador que j\u00e1 nada mais tem a nos ensinar.<br \/> Se esses seres invis\u00edveis que nos rodeiam s\u00e3o inteligentes, porque n\u00e3o haveriam de se comunicar conosco? Se est\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o com os homens, devem desempenhar um papei nos acontecimentos e nos destinos humanos.<br \/> Sim; por que n\u00e3o? Talvez constituam uma das for\u00e7as da natureza, uma dessas pot\u00eancias ocultas, de cuja exist\u00eancia n\u00e3o suspeitamos.<\/p>\n<p>E que horizontes novos oferece tudo isso ao pensamento! Que vasto campo para observa\u00e7\u00f5es!<\/p>\n<p>A descoberta do mundo dos invis\u00edveis ser\u00e1 muito diferente da descoberta do mundo dos infinitesimais; mais que uma descoberta, ser\u00e1 uma revolu\u00e7\u00e3o nas ideias.<\/p>\n<p>Quanta luz n\u00e3o pode brotar disto! Quanta coisa envolta no mist\u00e9rio ser\u00e1 elucidada!<\/p>\n<p>Se os adeptos s\u00e3o postos em rid\u00edculo, o que prova isso? N\u00e3o sucedeu o mesmo com todas as descobertas?<\/p>\n<p>N\u00e3o se desprezou Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, sobrecarregando-o de desgostos, chamando-o de insensato?<\/p>\n<p>Semelhantes ideias, dizem, s\u00e3o t\u00e3o exorbitantes que n\u00e3o se pode admiti-las.<\/p>\n<p>Quem, h\u00e1 meio s\u00e9culo, hovesse afirmado que em poucos minutos poder-se-ia estabelecer comunica\u00e7\u00e3o entre um e outro extremo da Terra; que em poucas horas seria poss\u00edvel atravessar a Fran\u00e7a; que com o vapor de uma pequena quantidade de \u00e1gua em ebuli\u00e7\u00e3o far-se-ia navegar um barco, mesmo com vento contr\u00e1rio; que da \u00e1gua tirar-se-ia o meio de nos iluminarmos e nos aquecermos; que se poderia iluminar Paris num instante, usando apenas um recept\u00e1culo de uma for\u00e7a invis\u00edvel; quem houvesse dito todas essas coisas, ou apenas uma delas, repito, no m\u00ednimo teria sido vaiado.<\/p>\n<p>Ser\u00e1, por ventura, mais prodigioso o fato de o espa\u00e7o estar habitado por seres inteligentes que, depois de haverem vivido na Terra, aqui deixaram seus envolt\u00f3rios materiais?<\/p>\n<p>Todos sabem que neste fato est\u00e1 a explica\u00e7\u00e3o de uma infinidade de cren\u00e7as que remontam \u00e0 mais alta antiguidade.<\/p>\n<p>Semelhantes coisas valem, pois, o trabalho de as aprofundarmos .<\/p>\n<p>Eis as reflex\u00f5es de um s\u00e1bio, mas de um s\u00e1bio despretensioso.<\/p>\n<p>S\u00e3o tamb\u00e9m as palavras de um sem n\u00famero de homens ilustres.<br \/> Estes viram, n\u00e3o superficialmente; viram sem preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Fizeram estudos aprofundados e, sem ideias preconcebidas, tiveram a mod\u00e9stia de n\u00e3o dizer: \u2014  N\u00e3o compreendo; logo, n\u00e3o est\u00e1 certo .<br \/> Formaram suas convic\u00e7\u00f5es por meio da observa\u00e7\u00e3o e do racioc\u00ednio.<\/p>\n<p>Se tais ideias fossem quim\u00e9ricas, acredita que esses homens as tivessem adotado? Que por tanto tempo tivessem sido v\u00edtimas de uma ilus\u00e3o?<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1, pois, impossibilidade material de existirem seres, invis\u00edveis para n\u00f3s, povoando o espa\u00e7o; esta considera\u00e7\u00e3o, por si s\u00f3, deveria induzir a maior circunspec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quem, noutros tempos, teria imaginado que uma gota de \u00e1gua cristalina encerra milhares de seres cujo min\u00fasculo tamanho chega a confundir nossa imagina\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Pois eu digo que mais dif\u00edcil era \u00e0 raz\u00e3o conhecer seres providos de t\u00e3o diminutos \u00f3rg\u00e3os, que funcionam exatamente como os nossos, que admitir o que denominamos: Esp\u00edritos.<\/p>\n<p>V.<br \/> \u2014 Indubitavelmente.<br \/> Mas da possibilidade de exist\u00eancia de uma certa coisa, n\u00e3o se pode deduzir que ela exista realmente.<\/p>\n<p>A.<br \/>K.<br \/> \u2014 Conforme.<br \/> Entretanto, o senhor convir\u00e1 que, desde que n\u00e3o \u00e9 imposs\u00edvel, j\u00e1 se deu um grande passo, pois que j\u00e1 n\u00e3o a repele a raz\u00e3o.<\/p>\n<p>Resta, pois, evidenci\u00e1-la pela observa\u00e7\u00e3o dos fatos, observa\u00e7\u00e3o essa que nada tem de in\u00e9dito.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria, tanto a sagrada quanto a profana, prova a antiguidade e a universalidade desta cren\u00e7a, que se perpetuou atrav\u00e9s de todas as vicissitudes por que tem passado o mundo e que, no estado de ideias inatas e intuitivas, gravada no pensamento dos povos mais atrasados, assim como a do ser supremo e a da vida futura.<\/p>\n<p>O Espiritismo n\u00e3o \u00e9, pois, uma cria\u00e7\u00e3o moderna.<\/p>\n<p>Tudo leva a crer que os povos antigos o conheciam, t\u00e3o bem ou qui\u00e7\u00e1 melhor do que n\u00f3s, com a \u00fanica diferen\u00e7a que o ensinavam com certas precau\u00e7\u00f5es misteriosas que o tornavam inacess\u00edvel ao vulgo, abandonado intencionalmente no loda\u00e7al da supersti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No que diz respeito aos fatos, s\u00e3o de duas naturezas: uns  espont\u00e2neos, outros provocados.<\/p>\n<p>Entre os primeiros \u00e9 mister colocar as vis\u00f5es e apari\u00e7\u00f5es pouco frequentes, os ru\u00eddos, alvoro\u00e7os, movimenta\u00e7\u00e3o de objetos sem causa material aparente, toda essa infinidade de efeitos ins\u00f3litos que se olhavam como sobrenaturais e que hoje nos parecem natural\u00edssimos, pois que n\u00e3o cremos no sobrenatural, j\u00e1 que tudo entra nas leis imut\u00e1veis da natureza.<\/p>\n<p>Os fatos provocados s\u00e3o os obtidos com o aux\u00edlio de m\u00e9diuns.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_15352\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"15352\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>OPOSI\u00c7\u00c3O DA CI\u00caNCIA V. \u2014 Conforme disse, o senhor ap\u00f3ia-se nos fatos. A opini\u00e3o dos s\u00e1bios, por\u00e9m, que os negam ou que os explicam de maneira diversa, op\u00f5e-se \u00e0 sua opini\u00e3o. Por que motivo n\u00e3o se dedicaram eles \u00e0 observa\u00e7\u00e3o do fen\u00f3meno das mesas girat\u00f3rias? 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