{"id":15385,"date":"2018-09-30T07:12:00","date_gmt":"2018-09-30T07:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15385\/"},"modified":"2018-09-30T07:38:11","modified_gmt":"2018-09-30T10:38:11","slug":"artigo15385","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15385\/","title":{"rendered":"Livro C\u00e9u e o Inferno &#8211;  Primeira Parte &#8211; Cap\u00edtulo X  Interven\u00e7\u00e3o dos Dem\u00f4nios nas Manif. Modernas &#8211;"},"content":{"rendered":"<p>1 \u2014 Os fen\u00f4menos esp\u00edritas modernos chamaram a aten\u00e7\u00e3o sobre fatos semelhantes que se deram em todas as \u00e9pocas, e nunca a Hist\u00f3ria foi mais consultada a esse respeito do que nos \u00faltimos tempos.<br \/> Das semelhan\u00e7as dos efeitos conclui-se pela identidade da causa.<br \/> Como para todos os fatos extraordin\u00e1rios cuja raz\u00e3o era desconhecida, a ignor\u00e2ncia viu sempre uma causa sobrenatural e a supersti\u00e7\u00e3o os ampliou, acrescentando-lhes crendices absurdas; disso resultou uma infinidade de lendas que, na sua maioria, representam uma mistura de um pouco de verdade com muita falsidade.<\/p>\n<p>2 \u2014 As doutrinas sobre os dem\u00f4nios, que prevaleceram por muito tempo, haviam de tal maneira exagerado o poder desses seres, que eles, por assim dizer, haviam posto Deus no esquecimento.<br \/> Foi por isso que lhes atribu\u00edram tudo que parecia sobrepassar o poder humano.<br \/> Por toda parte aparecia a m\u00e3o de Sat\u00e3.<br \/> As melhores coisas, as mais \u00fateis descobertas, sobretudo as que pudessem arrancar o homem da ignor\u00e2ncia e ampliar as suas id\u00e9ias, foram muitas vezes consideradas como diab\u00f3licas.<br \/> Os fen\u00f4menos esp\u00edritas, multiplicando-se nos nossos dias, e sobretudo melhor observados com a ajuda das luzes da raz\u00e3o e dos dados da Ci\u00eancia confirmaram, \u00e9 verdade, a interven\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancias ocultas, mas agindo sempre nos limites das leis naturais e revelando, na sua a\u00e7\u00e3o, uma nova for\u00e7a e leis at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas.<br \/> A quest\u00e3o se reduz, pois, a saber de que ordem s\u00e3o essas intelig\u00eancias.<\/p>\n<p>Enquanto s\u00f3 havia sobre o mundo espiritual no\u00e7\u00f5es imprecisas ou sistem\u00e1ticas, era poss\u00edvel o engano.<br \/> Mas hoje que as observa\u00e7\u00f5es rigorosas e os estudos experimentais lan\u00e7aram luz sobre a natureza dos Esp\u00edritos, sua origem e seu destino, seu papel no Universo e seu modo de a\u00e7\u00e3o, a quest\u00e3o foi resolvida pelos fatos.<br \/> Sabe-se hoje que s\u00e3o as almas dos que viveram na Terra.<br \/> Sabe-se tamb\u00e9m que as diversas categorias de Esp\u00edritos bons e maus n\u00e3o representam seres de diferentes esp\u00e9cies, assinalando apenas os seus diversos graus de evolu\u00e7\u00e3o.<br \/> Segundo o lugar que ocupam, na raz\u00e3o do seu desenvolvimento intelectual e moral, os que se manifestam o fazem sob os aspectos mais contradit\u00f3rios, o que n\u00e3o os impede de pertencerem \u00e0 grande fam\u00edlia humana, tanto como o selvagem, o b\u00e1rbaro e o homem civilizado.<\/p>\n<p>3 \u2014 Sobre esse ponto, como sobre muitos outros, a Igreja mant\u00e9m suas velhas cren\u00e7as no tocante aos dem\u00f4nios.<br \/> Diz ela:<\/p>\n<p> Possu\u00edmos princ\u00edpios que n\u00e3o se modificaram h\u00e1 dezoito s\u00e9culos e s\u00e3o imut\u00e1veis.<br \/>  Seu erro est\u00e1 precisamente em n\u00e3o levar em conta o desenvolvimento das id\u00e9ias, considerando Deus t\u00e3o pouco s\u00e1bio para n\u00e3o proporcionar a revela\u00e7\u00e3o aos homens de acordo com o desenvolvimento da sua intelig\u00eancia, usando para os homens primitivos a mesma linguagem que usa com os homens civilizados.<br \/> Se, enquanto a Humanidade avan\u00e7a, a religi\u00e3o se entrincheira nos seus velhos erros, tanto no tocante \u00e0s coisas espirituais quanto \u00e0s cient\u00edficas, chega o momento em que ela \u00e9 ultrapassada pela incredulidade.<\/p>\n<p>4 \u2014 Eis como a Igreja explica a interven\u00e7\u00e3o exclusiva dos dem\u00f4nios nas manifesta\u00e7\u00f5es modernas.<br \/>(41)<\/p>\n<p>Intervindo nas coisas exteriores, os dem\u00f4nios n\u00e3o descuidam em disfar\u00e7ar a sua presen\u00e7a, para afastar suspeitas.<br \/> Sempre astutos e p\u00e9rfidos, atraem os homens para as suas ciladas antes de lhes impor as cadeias da opress\u00e3o e da escravid\u00e3o.<br \/> Aqui, despertam a curiosidade por meio de fen\u00f4menos e brincadeiras pueris; ali, produzem coisas espantosas e subjugam pela atra\u00e7\u00e3o do maravilhoso.<br \/> Se o sobrenatural aparece, se o seu poder os desmascara, eles se acalmam e afastam as apreens\u00f5es, pedem confian\u00e7a e provocam a familiaridade.<br \/> Ora se fazem passar por divindades e bons g\u00eanios, ora tomam os nomes e mesmo os tra\u00e7os dos mortos que deixaram sua lembran\u00e7a entre os vivos.<br \/> Gra\u00e7as a essas fraudes dignas da antiga serpente, falam e s\u00e3o escutados, dogmatizam e s\u00e3o acreditados, misturam algumas verdades \u00e0s suas mentiras e fazem que o erro seja aceito sob todas as formas.<br \/> \u00c9 ent\u00e3o que se completam as pretensas revela\u00e7\u00f5es do al\u00e9m-t\u00famulo.<br \/> \u00c9 para chegar a esse resultado que a madeira, a pedra, as florestas e as fontes, o santu\u00e1rio dos \u00eddolos, os p\u00e9s das mesas e as m\u00e3os das crian\u00e7as se tornam or\u00e1culos.<br \/> \u00c9 para isso que a pitonisa profetiza no seu del\u00edrio e que o ignorante, num sono misterioso torna-se de repente um doutor da ci\u00eancia.<br \/> Enganar e perverter, tal \u00e9 por toda parte e em todos os tempos o objetivo final dessas estranhas manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os resultados surpreendentes dessas pr\u00e1ticas ou desses atos, na maioria bizarros e rid\u00edculos, n\u00e3o podendo proceder de sua pr\u00f3pria virtude, nem da ordem estabelecida por Deus, s\u00f3 se pode esperar que venham do concurso de poderes ocultos.<br \/> Tais s\u00e3o, notadamente, os fen\u00f4menos extraordin\u00e1rios obtidos em nossos dias pelos processos aparentemente inofensivos do magnetismo e pelo \u00f3rg\u00e3o inteligente das mesas falantes.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s das pr\u00e1ticas da magia moderna vemos hoje reproduzirem-se entre n\u00f3s as evoca\u00e7\u00f5es e os or\u00e1culos, as consultas, as curas e os sortil\u00e9gios que celebrizaram os templos id\u00f3latras e as grutas das sibilas.<br \/> Como outrora, d\u00e3o-se ordens \u00e0 madeira e a madeira obedece, fazem-lhe perguntas e ela responde em todas as l\u00ednguas e sobre todos os assuntos.<br \/> Estamos em presen\u00e7a de seres invis\u00edveis que usurpam os nomes dos mortos, com o que as pretensas revela\u00e7\u00f5es s\u00e3o marcadas com o cunho da contradi\u00e7\u00e3o e da mentira.<br \/> Formas leves e sem consist\u00eancia aparecem rapidamente e se evolam dotadas de uma for\u00e7a sobre-humana.<\/p>\n<p>Quais s\u00e3o os agentes secretos desses fen\u00f4menos e os verdadeiros atores dessas cenas inexplic\u00e1veis? Os anjos n\u00e3o aceitariam o desempenho desses pap\u00e9is indignos e nem se prestariam a todos os caprichos de uma curiosidade v\u00e3.<br \/> As almas dos mortos, que Deus nos pro\u00edbe de consultar, permanecem na morada que a sua justi\u00e7a lhes assinalou e n\u00e3o podem, sem a sua permiss\u00e3o, p\u00f4r-se \u00e0s ordens dos vivos.<br \/> Os seres misteriosos que atendem assim ao primeiro chamado do herege e do \u00edmpio, bem como do fiel, ou seja, tanto do crime como da inoc\u00eancia, n\u00e3o s\u00e3o os enviados de Deus, nem os ap\u00f3stolos da verdade e da salva\u00e7\u00e3o, mas os agentes do erro e do inferno.<\/p>\n<p>(41) As cita\u00e7\u00f5es acima foram extra\u00eddas da mesma pastoral citada no cap\u00edtulo precedente, sendo a sua seq\u00fc\u00eancia e pertencendo \u00e0 mesma autoridade (N.<br \/> de Kardec.<br \/>)<\/p>\n<p>Malgrado o cuidado que tomam de se esconderem sob os nomes mais venerados, eles se traem pelo vazio das suas doutrinas, e n\u00e3o menos pela baixeza de seus atos e a incoer\u00eancia das suas palavras.<br \/> Esfor\u00e7am-se para fazer desaparecerem os s\u00edmbolos religiosos, os dogmas do pecado original, da ressurrei\u00e7\u00e3o dos corpos, da eternidade das penas e toda a revela\u00e7\u00e3o divina, a fim de tirarem \u00e0s leis a sua verdadeira san\u00e7\u00e3o e romper todas as barreiras aos v\u00edcios.<br \/> Se as suas sugest\u00f5es pudessem prevalecer, eles formariam uma religi\u00e3o c\u00f4moda para o uso do socialismo e de todos aqueles para quem a no\u00e7\u00e3o do dever e da consci\u00eancia \u00e9 importuna.<br \/> A incredulidade do nosso s\u00e9culo lhes preparou o caminho.<br \/> Possam as sociedades Crist\u00e3s, por um retorno sincero \u00e0 f\u00e9 Cat\u00f3lica, escapar ao perigo dessa nova e tem\u00edvel invas\u00e3o!<\/p>\n<p>5 \u2014 Toda essa teoria repousa no princ\u00edpio de que os anjos e os dem\u00f4nios s\u00e3o seres diferentes das almas humanas e que estas constituem uma cria\u00e7\u00e3o especial, inferior mesmo aos dem\u00f4nios em intelig\u00eancia, em conhecimentos e em todas as esp\u00e9cies de faculdades.<br \/> Ela conclui pela interven\u00e7\u00e3o exclusiva dos anjos maus nas manifesta\u00e7\u00f5es antigas e modernas, atribu\u00eddas aos Esp\u00edritos dos mortos.<\/p>\n<p>A possibilidade das almas se comunicarem com os vivos \u00e9 uma quest\u00e3o de fato, que resulta da experi\u00eancia e da observa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o a discutiremos aqui.<br \/> Mas admitamos, por hip\u00f3tese, a doutrina acima e vejamos se ela n\u00e3o se destr\u00f3i a si mesma por seus pr\u00f3prios argumentos.<\/p>\n<p>6 \u2014 Das tr\u00eas categorias de anjos, segundo a Igreja, uma se ocupa exclusivamente do C\u00e9u; outra, do governo do Universo; e a terceira \u00e9 encarregada da Terra, encontrando-se nela os anjos guardi\u00e3es incumbidos da prote\u00e7\u00e3o de cada indiv\u00edduo.<br \/> Somente uma parte dos anjos dessa categoria envolveu-se na revolta, sendo eles transformados em dem\u00f4nios.<br \/> Se Deus permitiu a estes \u00faltimos levarem os homens \u00e0 perdi\u00e7\u00e3o pelas sugest\u00f5es de toda esp\u00e9cie e pelas manifesta\u00e7\u00f5es ostensivas, porque, se Ele \u00e9 soberanamente justo e bom, lhes teria dado o imenso poder de que desfrutam, uma liberdade de que fazem uso t\u00e3o pernicioso, sem permitir aos anjos bons contrabalan\u00e7arem isso com manifesta\u00e7\u00f5es semelhantes mas orientadas para o bem?<\/p>\n<p>Admitamos que Deus tenha dado igual poder aos bons e aos maus, o que j\u00e1 seria um favor exorbitante para estes \u00faltimos.<br \/> O homem, pelo menos, devia ser livre para escolher.<br \/> Mas dar-lhes o monop\u00f3lio da tenta\u00e7\u00e3o, com a faculdade de simular o bem para enganar, para seduzir com mais seguran\u00e7a, isto seria uma verdadeira armadilha colocada ante a fraqueza humana, a inexperi\u00eancia e a boa f\u00e9.<br \/> Dizemos mais: isso seria abusar da confian\u00e7a do homem em Deus.<br \/> A raz\u00e3o se recusa a admitir semelhante parcialidade em proveito do mal.<\/p>\n<p>Vejamos os fatos.<\/p>\n<p>7 \u2014 Concedem-se aos dem\u00f4nios as faculdades transcendentes, eles nada perderam de sua natureza ang\u00e9lica.<br \/> Possuem o saber, a perspic\u00e1cia, a provid\u00eancia, a clarivid\u00eancia dos anjos, e al\u00e9m disso a ast\u00facia, a sagacidade e manha no mais alto grau.<br \/> Seu objetivo \u00e9 desviar os homens do bem e sobretudo afast\u00e1-los de Deus para lev\u00e1-los ao inferno, do qual s\u00e3o os provedores e os recrutadores.<\/p>\n<p>Compreende-se que eles se dirijam aos que est\u00e3o no bom caminho e que se deixam perder por eles diante da sua insist\u00eancia.<br \/> Compreende-se a sedu\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da simula\u00e7\u00e3o do bem para os atrair \u00e0s suas fileiras.<br \/> Mas o incompreens\u00edvel \u00e9 que eles se dirijam aos que j\u00e1 lhes pertencem de corpo e de alma para os encaminhar a Deus e ao bem.<br \/> Ora, quem poderia estar mais nas suas garras do que aquele que renega a Deus e blasfema contra ele, mergulhando-se no v\u00edcio e nas paix\u00f5es desordenadas? Esse n\u00e3o est\u00e1 j\u00e1 no caminho do inferno?<\/p>\n<p>Pode-se compreender que, estando seguro de sua presa, o dem\u00f4nio a leva a adorar a Deus, a convida a submeter-se \u00e0 sua divina vontade e a renunciar ao mal? Que exalte aos seus olhos a ventura da vida dos Esp\u00edritos bons, pintando com horror a posi\u00e7\u00e3o dos maus? J\u00e1 se viu um comerciante elogiar para os seus clientes as mercadorias do seu vizinho, em preju\u00edzo das suas, mandando-os comprar do outro? Viu-se um recrutador depreciar a vida militar e louvar o descanso da vida dom\u00e9stica? Dizer aos conscritos que eles ter\u00e3o vida de fadigas e de priva\u00e7\u00f5es, que eles t\u00eam dez possibilidades contra uma de serem mortos ou pelo menos de terem os bra\u00e7os e as pernas arrancados?<\/p>\n<p>N\u00e3o obstante, \u00e9 esse o papel est\u00fapido que atribuem ao dem\u00f4nio, pois \u00e9 fato not\u00f3rio que em conseq\u00fc\u00eancia das instru\u00e7\u00f5es provenientes do mundo invis\u00edvel, diariamente se v\u00eaem os incr\u00e9dulos e os ateus retornando a Deus e orando com fervor, o que h\u00e1 muito n\u00e3o faziam, ao mesmo tempo que pessoas viciosas lutam com ardor para se melhorarem.<br \/> Pretender que seja essa uma obra das artimanhas do dem\u00f4nio, seria transform\u00e1-lo num verdadeiro pobre diabo.<br \/> Como isso n\u00e3o \u00e9 uma suposi\u00e7\u00e3o, mas um resultado da experi\u00eancia, e como contra fatos n\u00e3o h\u00e1 argumentos, temos de concluir que o dem\u00f4nio \u00e9 um desastrado de primeira, n\u00e3o sendo t\u00e3o esperto nem t\u00e3o mau como se pretende, e portanto que n\u00e3o \u00e9 justo tem\u00ea-lo, desde que ele trabalha contra os seus pr\u00f3prios interesses, ou ent\u00e3o que nem todas as manifesta\u00e7\u00f5es s\u00e3o produzidas por ele.<\/p>\n<p>8 \u2014 Eles propagam o erro de todas as formas, e \u00e9 para obter esse resultado que a madeira, a pedra, as florestas, as pontes, o santu\u00e1rio dos \u00eddolos, os p\u00e9s das mesas, as m\u00e3os das crian\u00e7as se tornam or\u00e1culos.<\/p>\n<p>Qual \u00e9 ent\u00e3o, diante disso, o valor destas palavras do Evangelho:  Eu derramarei do meu Esp\u00edrito sobre toda a carne; vossos filhos e filhas profetizar\u00e3o; vossos jovens ter\u00e3o vis\u00f5es e vossos velhos ter\u00e3o sonhos.<br \/> Nesse dia eu derramarei do meu Esp\u00edrito sobre os meus servos e servas, e eles profetizar\u00e3o.<br \/>  (Atos dos Ap\u00f3stolos, cap.<br \/> II, v.<br \/> 17, 18.<br \/>) N\u00e3o \u00e9 essa a predi\u00e7\u00e3o da mediunidade concedida a todos, mesmo \u00e0s crian\u00e7as, e que se cumpre nos nossos dias?<\/p>\n<p>Os ap\u00f3stolos lan\u00e7aram o an\u00e1tema sobre esta faculdade? N\u00e3o.<br \/> Eles a anunciaram como uma gra\u00e7a de Deus e n\u00e3o como obra do dem\u00f4nio.<br \/> Os te\u00f3logos de hoje saberiam mais sobre essa quest\u00e3o que os ap\u00f3stolos? N\u00e3o deveriam ver o dedo de Deus no cumprimento dessas palavras?<\/p>\n<p>9)  Atrav\u00e9s dessas pr\u00e1ticas da magia moderna vemos se reproduzirem entre n\u00f3s as evoca\u00e7\u00f5es e os or\u00e1culos, as consultas, as curas e os sortil\u00e9gios que celebrizaram os templos id\u00f3latras e as grutas das sibilas.<\/p>\n<p>Quem viu pr\u00e1ticas de magia nas evoca\u00e7\u00f5es esp\u00edritas? Houve um tempo em que se podia crer na sua efic\u00e1cia, mas hoje elas se tornaram rid\u00edculas.<br \/> Ningu\u00e9m mais cr\u00ea nessas coisas e o Espiritismo as condena.<br \/> Na \u00e9poca em que a magia florescia tinha-se apenas uma id\u00e9ia muito imperfeita sobre a natureza dos Esp\u00edritos, que se consideravam como seres dotados de poder sobre-humano.<br \/> Eram evocados para obter-se, mesmo que ao pre\u00e7o da pr\u00f3pria alma, os favores da sorte e da fortuna, a descoberta de tesouros, a revela\u00e7\u00e3o do futuro ou os filtros.<br \/> A magia, com a ajuda de seus s\u00edmbolos, f\u00f3rmulas e pr\u00e1ticas cabal\u00edsticas, era considerada capaz de revelar pretensos segredos para realizar prod\u00edgios, constranger os Esp\u00edritos a se submeterem \u00e0s ordens dos homens e satisfazerem os seus desejos.<\/p>\n<p>Eis o que diz o Espiritismo a esse respeito:<\/p>\n<p>10 \u2014N\u00e3o h\u00e1 nenhum meio de se constranger um Esp\u00edrito a nos atender contra a sua vontade.<br \/> Se ele vos iguala ou vos \u00e9 superior em moralidade, n\u00e3o tendes nenhuma autoridade sobre ele.<br \/> Se vos \u00e9 inferior s\u00f3 podeis agir sobre ele se for para o seu bem, porque nesse caso outros Esp\u00edritos vos ajudam.<br \/> (O Livro dos M\u00e9diuns, cap.<br \/> XXV.<br \/>)<\/p>\n<p>\u2014 A principal disposi\u00e7\u00e3o para as evoca\u00e7\u00f5es \u00e9 o recolhimento, quando se pretende estabelecer rela\u00e7\u00f5es com os Esp\u00edritos s\u00e9rios.<br \/> Tendo-se f\u00e9 e o desejo de fazer o bem, obt\u00e9m-se mais for\u00e7a para evocar os Esp\u00edritos superiores.<br \/> Elevando-se a alma, em alguns instantes de recolhimento no momento da evoca\u00e7\u00e3o, consegue-se identificar com os Esp\u00edritos bons e disp\u00f4-los a se manifestarem.<br \/> (O Livro dos M\u00e9diuns, cap.<br \/> XXV.<br \/>)<\/p>\n<p>\u2014 Nenhum objeto, medalha ou talism\u00e3 tem a propriedade de atrair ou de repelir os Esp\u00edritos.<br \/> As coisas materiais n\u00e3o tem nenhum poder sobre eles.<br \/> Jamais um Esp\u00edrito aconselha essas pr\u00e1ticas absurdas.<br \/> A virtude dos talism\u00e3s nunca existiu, a n\u00e3o ser na imagina\u00e7\u00e3o das pessoas cr\u00e9dulas.<br \/> (O Livro dos M\u00e9diuns, cap.<br \/> XXV.<br \/>)<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o h\u00e1 nenhuma f\u00f3rmula sacramental para a evoca\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos.<br \/> Quem pretendesse oferecer uma poderia ser justamente chamado de charlat\u00e3o, porque para os Esp\u00edritos a forma nada \u00e9.<br \/> Entretanto, a evoca\u00e7\u00e3o deve ser feita sempre em nome de Deus.<br \/> (O Livro dos M\u00e9diuns, cap.<br \/> XVII.<br \/>)<\/p>\n<p>\u2014 Os Esp\u00edritos que marcam encontros em lugares l\u00fagubres e a altas horas querem divertir-se \u00e0 custa dos que lhes d\u00e3o ouvido.<br \/> \u00c9 sempre in\u00fatil e freq\u00fcentemente perigoso atender a essas sugest\u00f5es.<br \/> In\u00fatil porque nada se ganha em ser mistificado, e perigoso, n\u00e3o pelo mal que os Esp\u00edritos possam fazer, mas pela influ\u00eancia que isso pode ter sobre as pessoas de c\u00e9rebro fraco (O Livro dos M\u00e9diuns, cap.<br \/> XXV.<br \/>)<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o h\u00e1 dias nem horas que sejam mais prop\u00edcios \u00e0s evoca\u00e7\u00f5es.<br \/> Isso \u00e9 completamente indiferente para os Esp\u00edritos, como tudo o que \u00e9 material, e crer nessa influ\u00eancia seria simples surpersti\u00e7\u00e3o.<br \/> Os momentos mais favor\u00e1veis s\u00e3o aqueles em que o evocador pode estar menos preocupado com as suas ocupa\u00e7\u00f5es habituais, ou em que o seu corpo e o seu Esp\u00edrito se acham mais tranquilos.<br \/> (O Livro dos M\u00e9diuns, cap.<br \/> XXV.<br \/>)<\/p>\n<p>\u2014 A cr\u00edtica mal\u00e9vola representa as comunica\u00e7\u00f5es esp\u00edritas cercadas de pr\u00e1ticas rid\u00edculas e supersticiosas da magia e a necromancia.<br \/> Se os que falam do Espiritismo sem o conhecer se dessem ao trabalho de o estudar, poupariam muito gasto de imagina\u00e7\u00e3o e evitariam alega\u00e7\u00f5es que s\u00f3 servem para demonstrar a sua ignor\u00e2ncia ou a sua m\u00e1 f\u00e9.<br \/> Para esclarecimento das pessoas estranhas a esta ci\u00eancia diremos que, para se comunicar com os Esp\u00edritos, n\u00e3o h\u00e1 dias nem horas, nem lugares mais prop\u00edcios do que outros, para evoc\u00e1-los n\u00e3o h\u00e1 necessidade de f\u00f3rmulas nem de palavras sacramentais ou cabal\u00edsticas.<br \/> Nenhuma prepara\u00e7\u00e3o e nenhuma inicia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m s\u00e3o necess\u00e1rias.<br \/> O emprego de qualquer s\u00edmbolo ou objeto material, seja para os atrair, seja para os repelir, n\u00e3o tem nenhum efeito, bastando para isto o pensamento.<br \/> Enfim, os m\u00e9diuns recebem as suas comunica\u00e7\u00f5es sem sairem do estado normal, t\u00e3o simples e naturalmente como se elas fossem ditadas por uma pessoa viva.<br \/> S\u00f3 o charlatanismo poderia afetar maneiras exc\u00eantricas e acrescentar acess\u00f3rios rid\u00edculos a esses momentos.<br \/> (O que \u00e9 o Espiritismo, cap.<br \/> II, n\u00ba 49).<\/p>\n<p>\u2014 Em princ\u00edpio, o futuro deve estar oculto ao homem.<br \/> Somente em casos raros e excepcionais Deus permite a sua revela\u00e7\u00e3o.<br \/> Se o homem conhecesse o futuro descuidaria do presente e n\u00e3o teria a mesma liberdade de a\u00e7\u00e3o, pois seria dominado pelo pensamento de que se uma coisa deve acontecer n\u00e3o adianta preocupar-se com ela, ou procuraria alguma maneira de impedi-la.<br \/> Deus n\u00e3o quiz que assim fosse, para que cada um concorra na realiza\u00e7\u00e3o dos seus des\u00edgnios, mesmo dos que se pretendesse afastar.<br \/> Deus permite a revela\u00e7\u00e3o do futuro quando esse conhecimento antecipado pode facilitar a ocorr\u00eancia, ao inv\u00e9s de a impedir, levando o homem a agir de maneira favor\u00e1vel e n\u00e3o contr\u00e1ria.<br \/> (O Livro dos Esp\u00edritos, livro II, cap.<br \/> X, n\u00bas 868 a 871.<br \/>)<\/p>\n<p>\u2014 Os Esp\u00edritos n\u00e3o podem orientar pesquisas cient\u00edficas nem fazer descobertas.<br \/> A ci\u00eancia \u00e9 trabalho do homem e s\u00f3 pode ser adquirida atrav\u00e9s do trabalho, pois somente por este o homem consegue progredir.<br \/> Que m\u00e9rito lhe caberia se lhe bastasse interrogar os Esp\u00edritos para tudo saber? Qualquer imbecil poderia tornar-se s\u00e1bio dessa maneira.<br \/> O mesmo acontece no tocante \u00e0s inven\u00e7\u00f5es e \u00e0s descobertas no campo da t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Quando chega o tempo de uma descoberta, os Esp\u00edritos encarregados de produzirem o seu aparecimento procuram o homem capaz de a realizar, inspirando-Ihe as id\u00e9ias necess\u00e1rias, mas deixando-lhe todo o m\u00e9rito da sua efetiva\u00e7\u00e3o.<br \/> Essas id\u00e9ias, ele as t\u00eam de elaborar para p\u00f4-las em pr\u00e1tica.<br \/> Assim acontece com todas as grandes realiza\u00e7\u00f5es da intelig\u00eancia humana.<\/p>\n<p>Os Esp\u00edritos respeitam a situa\u00e7\u00e3o natural de cada homem.<br \/> Daquele que cuida de lavrar a terra eles n\u00e3o far\u00e3o deposit\u00e1rio dos segredos de Deus, mas saber\u00e3o tirar da obscuridade o homem capaz de auxili\u00e1-los na consecu\u00e7\u00e3o dos seus des\u00edgnios.<br \/> N\u00e3o vos deixeis pois levar, pela curiosidade ou pela ambi\u00e7\u00e3o, por um caminho que n\u00e3o corresponde ao objetivo do Espiritismo.<br \/> Isso vos sujeitaria \u00e0s mais rid\u00edculas mistifica\u00e7\u00f5es.<br \/> (O Livro dos M\u00e9diuns, cap.<br \/> XXVI.<br \/> )<\/p>\n<p>\u2014 Os Esp\u00edritos n\u00e3o podem levar ningu\u00e9m \u00e0 descoberta de tesouros.<br \/> Os Esp\u00edritos superiores n\u00e3o se preocupam com essas coisas, mas os Esp\u00edritos brincalh\u00f5es freq\u00fcentemente indicam tesouros inexistentes ou podem mostr\u00e1-los numa dire\u00e7\u00e3o, quando se encontram na dire\u00e7\u00e3o oposta.<br \/> Isso, por sinal, tem a sua utilidade para mostrar que a verdadeira fortuna est\u00e1 no trabalho.<br \/> Se a provid\u00eancia destina riquezas ocultas a algu\u00e9m, este a encontrar\u00e1 naturalmente e n\u00e3o por meio dos Esp\u00edritos.<br \/> (O Livro dos M\u00e9diuns, cap.<br \/> XXVI.<br \/>)<\/p>\n<p>\u2014 Esclarecendo-nos a respeito das propriedades dos fluidos, que s\u00e3o os agentes e os meios de a\u00e7\u00e3o do mundo invis\u00edvel, constituindo uma das for\u00e7as da Natureza, o Espiritismo nos d\u00e1 a chave de uma infinidade de coisas inexplicadas e inexplic\u00e1veis por qualquer outro meio, e que passaram nos tempos antigos por milagres ou prod\u00edgios.<br \/> \u00c0 maneira do magnetismo, ele nos revela uma lei desconhecida ou pelo menos mal compreendida, ou melhor, da qual conhec\u00edamos os efeitos porque foram produzidos em todos os tempos, mas n\u00e3o conhec\u00edamos a lei que os produz.<br \/> A ignor\u00e2ncia dessa lei deu origem \u00e0s supersti\u00e7\u00f5es.<br \/> Conhecida essa lei o maravilhoso desaparece e os fen\u00f4menos entram na ordem das coisas naturais.<\/p>\n<p>Eis porque os Esp\u00edritos n\u00e3o realizam nenhum milagre ao movimentarem uma mesa ou nos transmitirem a escrita dos mortos, da mesma maneira que o m\u00e9dico ao devolver um agonizante \u00e0 vida ou um f\u00edsico ao provocar um raio.<br \/> Aquele que pretendesse, com a ajuda da Ci\u00eancia Esp\u00edrita, produzir milagres seria um ignorante desta Ci\u00eancia ou um charlat\u00e3o interessado em enganar os outros.<br \/> (O Livro dos M\u00e9diuns, cap.<br \/> II.<br \/>)<\/p>\n<p>Algumas pessoas fazem id\u00e9ia muito falsa das evoca\u00e7\u00f5es.<br \/> H\u00e1 as que pensam que elas consistem em fazer os mortos voltarem do t\u00famulo com suas vestes f\u00fanebres.<br \/> Somente nos romances, nos contos fant\u00e1sticos de fantasmas e no teatro \u00e9 que se v\u00eaem os mortos sa\u00edrem descarnados da sepultura, envoltos em seus len\u00e7ois e chocalhando os ossos.<br \/> O Espiritismo, que jamais produziu milagres, n\u00e3o produz essas fantasias nem outras.<br \/> Jamais ele fez reviver um morto no seu corpo.<br \/> Quando o corpo foi enterrado ali fica em definitivo, mas o ser espiritual, flu\u00eddico e inteligente, n\u00e3o permanece enterrado com o seu envolt\u00f3rio grosseiro.<br \/> Separa-se dele no momento da morte e desde a separa\u00e7\u00e3o nada mais h\u00e1 de comum entre eles.<br \/> (O que \u00e9 o Espiritismo, cap.<br \/> II, n\u00ba 48.<br \/>)<\/p>\n<p>11 \u2014 Estendemo-nos nestas cita\u00e7\u00f5es para mostrar que os princ\u00edpios do Espiritismo n\u00e3o t\u00eam nenhuma rela\u00e7\u00e3o com a magia.<br \/> Assim, nada de Esp\u00edritos \u00e0s ordens dos homens, nada de meios para constrang\u00ea-los, nada de signos ou f\u00f3rmulas cabal\u00edsticas, nada de descobertas de tesouros ou de processos para enriquecimento, nada de milagres ou prod\u00edgios, de adivinha\u00e7\u00f5es ou de apari\u00e7\u00f5es fant\u00e1sticas.<br \/> Enfim, nada do que constitui o fim e os elementos essenciais da magia.<br \/> O Espiritismo n\u00e3o somente desaprova todas essas coisas, como demonstra o absurdo da sua pr\u00e1tica e a sua inefic\u00e1cia.<br \/> N\u00e3o h\u00e1, pois, nenhuma analogia entre o fim e os meios da magia e os do Espiritismo.<br \/> Querer assimil\u00e1-los s\u00f3 pode ser obra de ignor\u00e2ncia ou de m\u00e1-f\u00e9.<br \/> E como os princ\u00edpios do Espiritismo nada t\u00eam de secreto, estando formulados em termos claros e sem possibilidades de equ\u00edvocos, nenhum engano a respeito poderia prevalecer.<\/p>\n<p>Quanto aos casos de curas, reconhecidos como reais pela pastoral que citamos, o exemplo foi mal escolhido para afastar as pessoas das rela\u00e7\u00f5es com os Esp\u00edritos.<br \/> Constituem esses casos um dos benef\u00edcios que tocam de perto \u00e0s pessoas e que todas podem apreciar.<br \/> Ser\u00e3o poucas as que se dispor\u00e3o a renunciar a essas possibilidades, sobretudo depois de haverem recorrido \u00e0 todos os outros meios, simplesmente pelo temor de serem curadas pelo diabo.<br \/> Pelo contr\u00e1rio, existem mesmo as que dir\u00e3o que se o diabo as curar praticar\u00e1 uma boa a\u00e7\u00e3o.<br \/>(42)<\/p>\n<p>12 \u2014  Quais s\u00e3o os agentes secretos desses fen\u00f4menos e os verdadeiros atores dessa cenas inexplic\u00e1veis? Os anjos n\u00e3o aceitariam desempenhar esses pap\u00e9is indignos e n\u00e3o se prestariam a todos os caprichos de uma v\u00e3 curiosidade.<\/p>\n<p>O autor se refere \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas dos Esp\u00edritos.<br \/> Entre elas h\u00e1 evidentemente as que n\u00e3o seriam dignas de Esp\u00edritos superiores.<br \/> Se, pela palavra anjos, entendermos Esp\u00edritos puros ou Esp\u00edritos superiores teremos exatamente o que diz o Espiritismo.<br \/> Mas n\u00e3o se poderia considerar no mesmo plano as comunica\u00e7\u00f5es inteligentes dadas pela escrita, pela palavra, pela audi\u00e7\u00e3o ou por qualquer outro meio, que n\u00e3o s\u00e3o menos dignas dos Esp\u00edritos bons do que dos homens mais eminentes da Terra, nem as apari\u00e7\u00f5es, as curas e uma infinidade de outras que os livros sagrados citam em profus\u00e3o como sendo produzidas pelos anjos ou pelos santos.<br \/> Se, pois, os anjos e os santos puderam produzir no passado semelhantes fen\u00f4menos, porque n\u00e3o os produziriam hoje? Por que os mesmos seriam hoje produzidos pelo dem\u00f4nio, atrav\u00e9s das m\u00e3os de certas pessoas, enquanto s\u00e3o considerados milagres sagrados atrav\u00e9s de outras pessoas? Sustentar semelhante tese \u00e9 abdicar inteiramente da l\u00f3gica.<\/p>\n<p>(42) Ao quererem persuadir as pessoas curadas pelos Esp\u00edritos de que o foram pelo diabo os que isso tentaram s\u00f3 conseguiram afastar radicalmente da Igreja grande n\u00famero de criaturas que jamais haviam sequer pensado em deix\u00e1-la.<br \/> (N.<br \/> de Kardec).<\/p>\n<p>O autor da pastoral errou ao dizer que esses fen\u00f4menos s\u00e3o inexplic\u00e1veis.<br \/> Hoje eles s\u00e3o, pelo contr\u00e1rio, perfeitamente explic\u00e1veis e \u00e9 por isso que n\u00e3o mais s\u00e3o encarados como maravilhosos ou sobrenaturais.<br \/> E mesmo que ainda permanecessem inexplicados, n\u00e3o seria mais l\u00f3gico atribu\u00ed-los ao diabo, do que n\u00e3o foi, no passado, atribuir ao diabo todos os fen\u00f4menos naturais que n\u00e3o se podiam compreender.<\/p>\n<p>Pela express\u00e3o pap\u00e9is indignos devemos entender os pap\u00e9is rid\u00edculos e os atos malignos.<br \/> Mas n\u00e3o se podem qualificar assim os atos dos Esp\u00edritos que praticam o bem e conduzem os homens a Deus e \u00e0s virtudes.<br \/> Ora, o Espiritismo diz expressamente que os pap\u00e9is indignos n\u00e3o figuram nas atribui\u00e7\u00f5es dos Esp\u00edritos superiores, como o provam os preceitos seguintes:<\/p>\n<p>13 \u2014 Reconhece-se a categoria dos Esp\u00edritos pela sua linguagem.<br \/> A dos Esp\u00edritos verdadeiramente bons e superiores \u00e9 sempre digna, nobre, l\u00f3gica, livre de contradi\u00e7\u00f5es.<br \/> \u00c9 uma linguagem que revela sabedoria, benevol\u00eancia, mod\u00e9stia e a mais pura moral, sendo concisa e sem palavr\u00f3rios in\u00fateis.<br \/> Quanto aos Esp\u00edritos inferiores, ignorantes ou orgulhosos, a falta de id\u00e9ias \u00e9 quase sempre suprida pela abund\u00e2ncia de palavras.<br \/> Todo pensamento evidentemente falso, toda m\u00e1xima contr\u00e1ria \u00e0 verdadeira moral, todo conselho rid\u00edculo, toda express\u00e3o grosseira, trivial ou simplesmente fr\u00edvola, enfim, todo o sinal de malevol\u00eancia, de presun\u00e7\u00e3o ou de arrog\u00e2ncia s\u00e3o provas incontest\u00e1veis da inferioridade do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>\u2014 Os Esp\u00edritos superiores s\u00f3 se ocupam das comunica\u00e7\u00f5es inteligentes destinadas \u00e0 nossa instru\u00e7\u00e3o.<br \/> As manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas ou puramente materiais pertencem mais especialmente \u00e0s atribui\u00e7\u00f5es dos Esp\u00edritos inferiores, vulgarmente designados por Esp\u00edritos batedores.<br \/> Como entre n\u00f3s, os trabalhos pesados cabem aos carregadores e n\u00e3o aos s\u00e1bios.<br \/> Seria absurdo que os Esp\u00edritos, mesmos os que ainda s\u00e3o pouco elevados, gostassem de fazer demonstra\u00e7\u00f5es.<br \/> (O que \u00e9 o Espiritismo, cap.<br \/> II nos 37 a 40 e 60.<br \/> \u2014 ver tamb\u00e9m: O Livro dos Esp\u00edritos, livro II, cap.<br \/> I, Diferentes Ordens de Esp\u00edritos, Escala Esp\u00edrita; O Livro dos M\u00e9diuns, parte II, cap.<br \/> XXIV, Identidade dos Esp\u00edritos, Distin\u00e7\u00e3o dos bons e dos maus Esp\u00edritos.<br \/>)<\/p>\n<p>Qual o homem de boa f\u00e9 que poderia ver nesses preceitos algum papel indigno atribu\u00eddo aos Esp\u00edritos elevados? O Espiritismo n\u00e3o somente n\u00e3o confunde os Esp\u00edritos, como tamb\u00e9m, ao contr\u00e1rio dos que atribuem aos dem\u00f4nios uma intelig\u00eancia semelhante \u00e0 dos anjos, constata, pela observa\u00e7\u00e3o dos fatos, que os Esp\u00edritos inferiores s\u00e3o tanto mais ignorantes quanto mais limitado \u00e9 o seu horizonte moral e menor a sua perspic\u00e1cia.<br \/> Freq\u00fcentemente eles fazem das coisas uma id\u00e9ia falsa e incompleta, sendo incapazes de resolver certas quest\u00f5es, o que os coloca na impossibilidade de fazerem tudo o que se atribui aos dem\u00f4nios.<\/p>\n<p>14 \u2014  As almas dos mortos, que Deus proibe de serem consultadas, permanecem no lugar que a sua justi\u00e7a lhes determinou e n\u00e3o podem, sem a sua permiss\u00e3o, p\u00f4r-se \u00e0s ordens dos vivos.<\/p>\n<p>O Espiritismo diz tamb\u00e9m que elas n\u00e3o podem manifestar-se sem a permiss\u00e3o de Deus.<br \/> Mas ele \u00e9 bem mais rigoroso, porque diz que nenhum esp\u00edrito bom ou mau pode comunicar-se sem essa permiss\u00e3o, enquanto a Igreja atribui aos dem\u00f4nios o poder de dispens\u00e1-la.<br \/> Vai ainda mais longe o Espiritismo, pois afirma mesmo que apesar desta permiss\u00e3o quando eles atendem ao chamado dos vivos n\u00e3o \u00e9 para se colocarem \u00e0s suas ordens.<\/p>\n<p>O Esp\u00edrito evocado atende espontaneamente ou \u00e9 constrangido a faz\u00ea-Io? \u2014 Ele obedece \u00e0 vontade de Deus, quer dizer \u00e0 lei geral que rege o Universo.<br \/> Julga se \u00e9 \u00fatil atender, e nisso est\u00e1 tamb\u00e9m o seu livre-arb\u00edtrio.<br \/> O Esp\u00edrito superior sempre atende quando \u00e9 chamado por um motivo \u00fatil, e s\u00f3 se recusa a responder quando interpelado por pessoas pouco s\u00e9rias que levam a reuni\u00e3o em brincadeira.<br \/> (O Livro dos M\u00e9diuns, cap.<br \/> XXV.<br \/>)<\/p>\n<p>\u2014 O Esp\u00edrito evocado pode se recusar a atender? \u2014 Perfeitamente.<br \/> Sem isso, onde estaria o seu livre-arb\u00edtrio? Pensais que todos os seres do Universo est\u00e3o \u00e0s vossas ordens? E v\u00f3s mesmos vos julgais obrigados a responder a todos os que vos chamam pelo nome? Quando digo que ele pode se recusar, entendo sob a ordem do evocador, porque um Esp\u00edrito inferior pode ser obrigado a manifestar-se por um Esp\u00edrito superior.<br \/> (O Livro dos M\u00e9diuns, cap.<br \/> XXV.<br \/>)<\/p>\n<p>Os esp\u00edritas est\u00e3o de tal maneira convencidos de n\u00e3o terem nenhum poder direto sobre os Esp\u00edritos, e de nada poderem obter sem a permiss\u00e3o de Deus, que, quando chamam algum Esp\u00edrito, dizem:  Pe\u00e7o a Deus todo-poderoso permitir a um bom Esp\u00edrito que se comunique comigo; pe\u00e7o tamb\u00e9m a meu anjo da guarda que me assista e afaste de mim os maus Esp\u00edritos.<br \/>  E quando se trata de chamar um Esp\u00edrito determinado, dizem:  Pe\u00e7o a Deus todo-poderoso permitir ao Esp\u00edrito de fulano que se comunique comigo.<br \/>  (O Livro dos M\u00e9diuns, cap.<br \/> XVII, n\u00ba 203)<\/p>\n<p>15 \u2014 As acusa\u00e7\u00f5es da Igreja contra a pr\u00e1tica das evoca\u00e7\u00f5es n\u00e3o se aplicam ao Espiritismo, pois se referem principalmente \u00e0s pr\u00e1ticas da magia com as quais o Espiritismo nada tem de comum.<br \/> O Espiritismo condena essas pr\u00e1ticas da mesma forma que a Igreja, n\u00e3o atribui nenhum papel indigno aos Esp\u00edritos bons e declara, por fim, nada pedir nem obter sem a permiss\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p>Pode haver sem d\u00favida pessoas que abusam das evoca\u00e7\u00f5es, que brincam com elas, que as desviam do seu fim providencial para as submeter aos seus interesses pessoais, que, por ignor\u00e2ncia, leviandade, orgulho ou cupidez se afastam dos verdadeiros princ\u00edpios da doutrina.<br \/> Mas o Espiritismo as desaprova, como a verdadeira religi\u00e3o desaprova os falsos devotos e os excessos do fanatismo.<br \/> N\u00e3o \u00e9, pois, nem l\u00f3gico nem justo imputar ao Espiritismo os abusos que ele condena ou as faltas daqueles que n\u00e3o o compreendem.<br \/> Antes de formular uma acusa\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio verificar se ela \u00e9 justa.<\/p>\n<p>Diremos, pois: a censura da Igreja cai sobre os charlat\u00e3es, os exploradores, as pr\u00e1ticas da magia e da feiti\u00e7aria.<br \/> Nesse sentido, ela tem raz\u00e3o.<br \/> Quando a cr\u00edtica religiosa castiga os abusos e estigmatiza o charlatanismo, na verdade faz melhor ressaltar a pureza da verdadeira doutrina que, assim ajuda a se desembara\u00e7ar das esc\u00f3rias prejudiciais.<br \/> Com isso, ela facilita a nossa tarefa.<br \/> Seu erro est\u00e1 em confundir o bem e o mal, na maioria das vezes por ignor\u00e2ncia, e em algumas por m\u00e1 f\u00e9.<br \/> Mas a distin\u00e7\u00e3o que nesses casos ela deixa de fazer, outros a fazem.<br \/> De qualquer maneira, essa censura, \u00e0 qual todo esp\u00edrita sincero se associa, desde que aplicada ao mal, n\u00e3o pode atingir a doutrina.<\/p>\n<p>16 \u2014 Os seres misteriosos que atendem assim ao primeiro apelo do her\u00e9tico e do \u00edmpio como do fiel, do crime como da inoc\u00eancia, n\u00e3o s\u00e3o os enviados de Deus nem os ap\u00f3stolos da verdade, mas os agentes do erro e do inferno.<\/p>\n<p>Assim, ao her\u00e9tico, ao \u00edmpio, ao criminoso Deus n\u00e3o permite que os Esp\u00edritos bons venham desvi\u00e1-los do erro para salv\u00e1-los da perdi\u00e7\u00e3o eterna! Envia-lhes apenas os agentes do inferno para mais os afundar na lama! Ao mesmo tempo, s\u00f3 envia \u00e0 inoc\u00eancia seres perversos para a perverter! N\u00e3o se encontra ent\u00e3o entre os anjos, essas criaturas privilegiadas de Deus, nenhum ser bastante compassivo para vir em socorro das almas perdidas? A que t\u00edtulo lhes foram dadas as brilhantes qualidades que possuem, se elas servem apenas para o seu gozo pessoal? S\u00e3o realmente bons esses anjos que, mergulhados nas del\u00edcias da contempla\u00e7\u00e3o, vendo essas almas no caminho do inferno, n\u00e3o querem deixar a sua situa\u00e7\u00e3o para ir socorr\u00ea-las? N\u00e3o \u00e9 essa a imagem do rico ego\u00edsta que tudo possuindo deixa sem piedade que o pobre morra de fome \u00e0 sua porta? N\u00e3o \u00e9 isso o ego\u00edsmo erigido em virtude e colocado aos pr\u00f3prios p\u00e9s do Eterno?<\/p>\n<p>Admirai-vos de que os Esp\u00edritos bons socorram o her\u00e9tico e o \u00edmpio.<br \/> Esquecei-vos ent\u00e3o destas palavras do Cristo:  N\u00e3o \u00e9 o que est\u00e1 cheio de sa\u00fade que necessita de m\u00e9dico!  N\u00e3o tendes ent\u00e3o uma vis\u00e3o mais elevada que a dos fariseus do tempo de Jesus? E v\u00f3s mesmos, se fosseis chamados por um descrente, recusar\u00edeis socorr\u00ea-lo e coloc\u00e1-lo no bom caminho? Os Esp\u00edritos bons fazem, pois, o que far\u00edeis tamb\u00e9m.<br \/> Procuram o \u00edmpio levando-lhe palavras amigas.<br \/> Ao inv\u00e9s de anatematizar as comunica\u00e7\u00f5es de al\u00e9m-t\u00famulo, bendizei os des\u00edgnios do Senhor, admirando a sua onipot\u00eancia e a sua infinita bondade.<\/p>\n<p>17 \u2014 Dir\u00e3o que h\u00e1 anjos guardi\u00e3es.<br \/> Mas quando esses anjos guardi\u00e3es n\u00e3o podem se fazer ouvir atrav\u00e9s da voz misteriosa da consci\u00eancia ou por meio da inspira\u00e7\u00e3o, porque n\u00e3o empregariam outros meios mais diretos e materiais, capazes de ferir os sentidos, se esses meios existem? Deus p\u00f5e esses meios, que pertencem \u00e0 sua pr\u00f3pria obra, desde que tudo prov\u00e9m dele e nada acontece sem a sua permiss\u00e3o, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o exclusiva dos Esp\u00edritos maus, recusando aos bons o direito de us\u00e1-los? Ter\u00edamos ent\u00e3o de concluir que Deus concede aos dem\u00f4nios mais recursos para perder os homens, do que os d\u00e1 aos anjos guardi\u00e3es para os salvar.<\/p>\n<p>Pois bem, o que os anjos guardi\u00e3es n\u00e3o podem fazer, segundo a Igreja, os dem\u00f4nios fazem por eles.<br \/> Por meio dessas mesmas comunica\u00e7\u00f5es consideradas infernais, eles conduzem a Deus os que o haviam renegado, e ao bem os que estavam mergulhados no mal; d\u00e3o-nos o estranho espet\u00e1culo de milh\u00f5es de homens que cr\u00eaem em Deus pelo poder do diabo, em virtude de ter a Igreja se mostrado impotente para os converter.<\/p>\n<p>Quantos homens que jamais oraram e que hoje oram com fervor gra\u00e7as \u00e0s instru\u00e7\u00f5es desses mesmos dem\u00f4nios! Quantos n\u00e3o vemos que de orgulhosos, ego\u00edstas e devassos se tornaram humildes, caridosos e comedidos! E dizem que isso \u00e9 obra dos dem\u00f4nios! Se assim \u00e9, temos de convir que o dem\u00f4nio lhes prestou um grande servi\u00e7o e que os assistiu melhor do que os anjos.<br \/> \u00c9 necess\u00e1rio considerar bem desprovidos de ju\u00edzo os homens deste s\u00e9culo para acreditar que possam aceitar cegamente essas id\u00e9ias.<\/p>\n<p>Uma religi\u00e3o que faz de semelhante doutrina a sua pedra angular, que se declara abalada em sua base se lhe tirarmos os dem\u00f4nios, o inferno, as penas eternas e o seu Deus impiedoso, \u00e9 uma religi\u00e3o que se suicida.<\/p>\n<p>18 \u2014 Dizem que Deus enviou o Cristo para salvar os homens, provando assim o seu amor pelas suas criaturas.<br \/> Como, ent\u00e3o, as teria deixado sem prote\u00e7\u00e3o? N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que o Cristo \u00e9 o divino Messias, enviado para ensinar aos homens a verdade e lhes mostrar o bom caminho.<br \/> Mas contai, somente depois da sua vinda, quantos homens n\u00e3o puderam ouvir a sua palavra, quantos morreram e quantos morrem ainda hoje sem a conhecer, e entre mesmo os que a conhecem, quantos s\u00e3o os que a p\u00f5em em pr\u00e1tica! Por que Deus, na sua solicitude pela salva\u00e7\u00e3o dos filhos, n\u00e3o lhes enviaria outros mensageiros, abrangendo toda a Terra, penetrando nos mais humildes lugares, entre grandes e pequenos, entre s\u00e1bios e ignorantes, entre incr\u00e9dulos e crentes para ensinar a verdade aos que n\u00e3o a conhecem, para torn\u00e1-la compreens\u00edvel aos que n\u00e3o a podem compreender, suprindo pelo seu ensino direto e m\u00faltiplo a insufici\u00eancia da propaga\u00e7\u00e3o do Evangelho, abreviando assim o advento do Reino de Deus?<\/p>\n<p>E quando esses mensageiros chegam em falanges inumer\u00e1veis, abrindo os olhos aos cegos, convertendo os \u00edmpios, curando os doentes, consolando os aflitos como fazia Jesus, v\u00f3s os repelis, repudiais o bem que eles fazem chamando-os de dem\u00f4nios! Essa era tamb\u00e9m a linguagem dos fariseus a respeito de Jesus, porque eles tamb\u00e9m diziam que Jesus fazia o bem pelo poder do diabo.<br \/> E o que lhes respondeu Jesus? \u2014 Reconhecei a \u00e1rvore pelos frutos; uma \u00e1rvore m\u00e1 n\u00e3o pode dar bons frutos.<\/p>\n<p>Para eles, os frutos produzidos por Jesus eram maus porque vinham destruir os seus abusos e proclamar a liberdade que devia arruinar a sua autoridade.<br \/> Se ele tivesse vindo para lisongear o seu orgulho, aprovar as suas prevarica\u00e7\u00f5es e sustentar o seu poder, ent\u00e3o sim, seria aos seus olhos o Messias t\u00e3o esperado pelos judeus.<br \/> Ele estava s\u00f3, era pobre e fraco, e eles o fizeram perecer acreditando que matavam tamb\u00e9m as suas palavras.<br \/> Mas as suas palavras eram divinas e sobreviveram a ele.<br \/> N\u00e3o obstante propagou-se de maneira lenta e ap\u00f3s dezoito s\u00e9culos \u00e9 conhecida apenas por uma d\u00e9cima parte do g\u00eanero humano.<br \/> Numerosos cismas eclodiram entre os seus pr\u00f3prios disc\u00edpulos.<br \/> Foi ent\u00e3o que Deus, na sua miseric\u00f3rdia, enviou os Esp\u00edritos para confirmarem, completarem e colocarem ao alcance de todos as suas palavras, expandindo-as por sobre toda a Terra.<\/p>\n<p>Mas os Esp\u00edritos n\u00e3o se encarnaram num \u00fanico homem, cuja voz seria de alcance limitado.<br \/> Eles s\u00e3o inumer\u00e1veis, v\u00e3o por toda parte e ningu\u00e9m os pode deter.<br \/> Eis porque o seu ensino se expande com a rapidez do raio.<br \/> Eles falam ao cora\u00e7\u00e3o e \u00e0 raz\u00e3o e por isso s\u00e3o compreendidos pelos mais humildes.<\/p>\n<p>19 \u2014 N\u00e3o \u00e9 indigno de mensageiro celeste, dizei, transmitir as suas instru\u00e7\u00f5es por um meio t\u00e3o vulgar como os das mesas falantes? N\u00e3o \u00e9 um ultraje supor que eles se divirtam com trivialidades, deixando a sua morada de luz para se porem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do primeiro interessado? <\/p>\n<p>Jesus n\u00e3o deixou a morada do Pai para nascer num est\u00e1bulo? Mas onde ouvistes que o Espiritismo atribua pr\u00e1ticas triviais a esp\u00edritos superiores? Pelo contr\u00e1rio, ele ensina que as pr\u00e1ticas vulgares s\u00e3o produzidas por esp\u00edritos vulgares.<br \/> Mas, pela sua pr\u00f3pria vulgaridade, elas excitam as imagina\u00e7\u00f5es, servem para provar a exist\u00eancia do mundo espiritual e mostrar que esse mundo \u00e9 muito diferente da pintura que dele haviam feito.<br \/> Era apenas o princ\u00edpio, e esse princ\u00edpio era t\u00e3o simples como todos os demais.<br \/> Mas a \u00e1rvore que surge de uma pequena semente estende mais tarde os seus ramos a grande dist\u00e2ncia.<br \/> Quem poderia crer que da miser\u00e1vel manjedoura de Bel\u00e9m sairia um dia a palavra que devia transformar o mundo?<\/p>\n<p>Sim, o Cristo \u00e9 o Messias divino e a sua palavra \u00e9 a da verdade.<br \/> Sim, a religi\u00e3o fundada sobre a sua palavra ser\u00e1 inabal\u00e1vel, mas com a condi\u00e7\u00e3o de se seguir e praticar os seus sublimes ensinamentos e de n\u00e3o fazer do Deus justo e bom que ele nos deu a conhecer um Deus parcial, vingativo e impiedoso.<br \/>(43)<\/p>\n<p>O Catecismo Holand\u00eas toca no problema de maneira evasiva, enumerando alguns fen\u00f4menos e acentuando:  Tal enumera\u00e7\u00e3o \u00e9 s\u00f3 pequena sele\u00e7\u00e3o de in\u00fameros fen\u00f4menos existentes, extremamente divergentes, que ainda n\u00e3o puderam ser suficientemente analisados e reconhecidos pela Ci\u00eancia atual.<br \/> A\u00ed est\u00e1 diante de n\u00f3s, vasto campo de experi\u00eancia pr\u00e9cient\u00edfica, a evocar, no homem, a id\u00e9ia de que a Cria\u00e7\u00e3o, bem como a observa\u00e7\u00e3o da mesma, \u00e9 muito mais rica do que podemos controlar.<br \/> Podem, entrementes, essas coisas dar a impress\u00e3o de realidades particularmente misteriosas, como se o v\u00e9u que cobre o mist\u00e9rio da vida fosse afastado por momentos.<\/p>\n<p>V\u00e1rias sociedades parapsicol\u00f3gicas foram criadas por cat\u00f3licos e protestantes em todo o mundo, com a finalidade de investigar os fen\u00f4menos parapsicol\u00f3gicos, e v\u00e1rios sacerdotes sa\u00edram a campo para ensinar ao povo que esses fen\u00f4menos, que s\u00e3o naturais e n\u00e3o sobrenaturais, constituem precisamente o campo enganoso das chamadas manifesta\u00e7\u00f5es esp\u00edritas.<br \/> A Imago Mundi, por exemplo, institui\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica internacional, tem promovido pesquisas e congressos na Europa e sua posi\u00e7\u00e3o \u00e9 contr\u00e1ria \u00e0 explica\u00e7\u00e3o esp\u00edrita.<br \/> Todos esses fen\u00f4menos, segundo elas devem ser explicados como provenientes de causas materiais.<br \/> \u00c9 exatamente a posi\u00e7\u00e3o assumida pelos parapsicol\u00f3gos materialistas e pela escola sovi\u00e9tica.<\/p>\n<p>Na Fran\u00e7a destaca-se o trabalho de Robert Amadeu, que em seu livro Os Grandes M\u00e9diuns procura reduzir a fenomenologia esp\u00edrita a uma quest\u00e3o de fraudes e escamotea\u00e7\u00f5es, enquanto no livro Parapsicologia nega qualquer rela\u00e7\u00e3o dos fen\u00f4menos parapsicol\u00f3gicos com o esp\u00edrito humano, afirmando que eles decorrem apenas do psiquismo inferior e animal do homem.<br \/> Certos sacerdotes chegam a substituir a interven\u00e7\u00e3o dos dem\u00f4nios pela manifesta\u00e7\u00e3o do inconsciente, ao qual atribuem toda a esperteza, intelig\u00eancia e mal\u00edcia atribu\u00edda at\u00e9 agora \u00e0quelas entidades mal\u00e9ficas.<br \/> Acusam o Espiritismo de desconhecer os problemas do inconsciente, como se a quest\u00e3o do animismo e das manifesta\u00e7\u00f5es an\u00edmicas j\u00e1 n\u00e3o figurasse no O Livro dos Esp\u00edritos desde 1857, quando Sigmund Freud contava apenas um ano de exist\u00eancia.<\/p>\n<p>Apesar disso, a maioria do clero continua a considerar as manifesta\u00e7\u00f5es esp\u00edritas como demon\u00edacas.<br \/> Dessa maneira, a cr\u00edtica de Kardec no cap\u00edtulo acima continua v\u00e1lida em dois sentidos: 1\u00ba) correspondendo a uma realidade religiosa que ainda se sustenta em grandes \u00e1reas do Catolicismo, do Protestantismo e de numerosas seitas evang\u00e9licas mais recentes; 2\u00ba) correspondendo \u00e0s evidentes manobras pseudo-cient\u00edficas que hoje se realizam para negar a verdadeira natureza das manifesta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Conv\u00e9m assinalar que as pesquisas parapsicol\u00f3gicas atuais n\u00e3o s\u00e3o, de maneira alguma, um simples campo de experi\u00eancia pr\u00e9cient\u00edfica e j\u00e1 demonstraram, de maneira positiva, a realidade dos fen\u00f4menos esp\u00edritas numa vasta escala, que vai desde a telepatia e da clarivid\u00eancia at\u00e9 \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o de esp\u00edritos (fen\u00f4menos t\u00e9ta) e por fim \u00e0 pr\u00f3pria reencarna\u00e7\u00e3o (mem\u00f3ria extracerebral).<br \/> Nenhuma das comprova\u00e7\u00f5es cient\u00edficas da Parapsicologia negou at\u00e9 agora um s\u00f3 dos princ\u00edpios esp\u00edritas.<br \/> Pelo contr\u00e1rio, essa Ci\u00eancia referendou at\u00e9 o momento todas as provas da sobreviv\u00eancia dadas pelo Espiritismo, desde os trabalhos de Kardec no s\u00e9culo passado.<br \/> (N.<br \/> do T.<br \/>)<\/p>\n<p>(43) As s\u00e9rias conquistas da Metaps\u00edquica, as investiga\u00e7\u00f5es dos cientistas ingleses e alem\u00e3es, ultimamente o desenvolvimento da Parapsicologia, for\u00e7aram a Igreja, nos meados do s\u00e9culo, a mudar sua posi\u00e7\u00e3o no tocante aos fen\u00f4menos esp\u00edritas.<br \/> A interven\u00e7\u00e3o dos dem\u00f4nios nas manifesta\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, por outro lado, perdeu prest\u00edgio perante o povo, diante da realidade ineg\u00e1vel dos benef\u00edcios da pr\u00e1tica esp\u00edrita.<br \/> Ao mesmo tempo a figura de Satan\u00e1s esfumou-se na mente popular, diante da expans\u00e3o da cultura cient\u00edfica e filos\u00f3fica.<br \/> A Igreja apelou ent\u00e3o para a explica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica dos fen\u00f4menos, negando-lhes a condi\u00e7\u00e3o de manifesta\u00e7\u00e3o espiritual.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_15385\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"15385\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; 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Das semelhan\u00e7as dos efeitos conclui-se pela identidade da causa. Como para todos os fatos extraordin\u00e1rios cuja raz\u00e3o era desconhecida, a ignor\u00e2ncia&hellip; <br \/> <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15385\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_15385\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"15385\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-15385","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mensagens-diversas"],"a3_pvc":{"activated":true,"total_views":3151,"today_views":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15385","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15385"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15385\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15385"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15385"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15385"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}