{"id":15418,"date":"2018-10-13T15:12:00","date_gmt":"2018-10-13T15:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15418\/"},"modified":"2018-10-13T15:29:51","modified_gmt":"2018-10-13T18:29:51","slug":"artigo15418","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15418\/","title":{"rendered":"Livro O que \u00e9 o Espiritismo &#8211; Cap\u00edtulo I &#8211;  ORIGEM DAS IDEIAS ESP\u00cdRITAS MODERNAS &#8211; Allan Kardec"},"content":{"rendered":"<p>ORIGEM DAS IDEIAS ESP\u00cdRITAS MODERNAS<\/p>\n<p>V.<br \/> \u2014 Desejaria saber qual o ponto de partida das ideias esp\u00edritas modernas.<br \/> Resultam de uma revela\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea dos Esp\u00edritos ou de uma cren\u00e7a anterior na sua exist\u00eancia?<\/p>\n<p>O senhor compreende minha pergunta, pois neste \u00faltimo caso podemos ser levados a crer que a imagina\u00e7\u00e3o tenha desempenhado um importante papel.<\/p>\n<p>A.<br \/>K.<br \/> \u2014 Essa pergunta, como o senhor mesmo disse, \u00e9 importante sob este \u00faltimo ponto de vista, posto que seja muito dif\u00edcil admitir \u2014 supondo que essas ideias tenham nascido de uma cren\u00e7a anterior \u2014 que a imagina\u00e7\u00e3o tenha produzido todos os resultados materiais observados.<\/p>\n<p>Efetivamente, se o Espiritismo se tivesse baseado na ideia preconcebida da exist\u00eancia dos Esp\u00edritos, poder-se-ia, com aparente raz\u00e3o, duvidar de sua realidade.<br \/> Sendo a causa uma quimera, quim\u00e9ricas ser\u00e3o, for\u00e7osamente, as consequ\u00eancias.<\/p>\n<p>As coisas, por\u00e9m, n\u00e3o se passaram assim.<\/p>\n<p>Observe, antes de tudo, que esse racioc\u00ednio \u00e9 il\u00f3gico.<br \/> Os Esp\u00edritos s\u00e3o causa e n\u00e3o efeito.<br \/> Quando se tem um efeito, pode-se inquirir sua causa; mas n\u00e3o \u00e9 natural imaginar uma causa antes de se lhe terem visto os efeitos.<\/p>\n<p>N\u00e3o se podia, pois, conceber a ideia dos Esp\u00edritos, se n\u00e3o tivessem ocorrido certos fen\u00f3menos que encontravam prov\u00e1vel explica\u00e7\u00e3o na exist\u00eancia dos seres invis\u00edveis.<\/p>\n<p>Pois bem; assim tamb\u00e9m nasceu tal pensamento.<br \/> Quero dizer, que n\u00e3o se imaginou uma hip\u00f3tese para explicar os fen\u00f3menos.<\/p>\n<p>A primeira suposi\u00e7\u00e3o feita foi que a causa era material.<\/p>\n<p>Assim, longe de ter sido preconcebida, a ideia da exist\u00eancia dos Esp\u00edritos partiu de um ponto de vista materialista.<br \/> Isto, por\u00e9m, n\u00e3o bastou para explicar tudo.<br \/> A observa\u00e7\u00e3o, e s\u00f3 observa\u00e7\u00e3o, conduziu \u00e0 causa espiritualista.<\/p>\n<p>Falo das ideias esp\u00edritas modernas, pois j\u00e1 sabemos que esta cren\u00e7a \u00e9 t\u00e3o antiga quanto o mundo.<\/p>\n<p>Eis a marcha dos acontecimentos:<\/p>\n<p>Sem causa extensiva conhecida, produziram-se certos fen\u00f3menos espont\u00e2neos, como: ru\u00eddos ins\u00f3litos, pancadas, movimentos de objetos, etc.<br \/>Esses fen\u00f3menos foram reproduzidos sob a influ\u00eancia de determinadas pessoas.<br \/> At\u00e9 aqui, nada autorizava que se lhes buscasse a causa fora da a\u00e7\u00e3o de um fluido magn\u00e9tico ou de um outro fluido qualquer, cuja natureza ainda era desconhecida.<br \/> N\u00e3o se tardou, por\u00e9m, a reconhecer nos ru\u00eddos e nos movimentos um car\u00e1ter intencional e inteligente; de onde se deduziu, conforme disse, se todo efeito tem uma causa, todo efeito inteligente tem uma causa inteligente.<br \/> Essa intelig\u00eancia n\u00e3o podia residir no pr\u00f3prio objeto: \u2014 a mat\u00e9ria n\u00e3o \u00e9 inteligente.<\/p>\n<p>Seria o reflexo mental de pessoa ou pessoas presentes?<\/p>\n<p>O pronunciamento tinha de partir da experi\u00eancia e esta demonstrou, com provas irrecus\u00e1veis, em centenas de ocasi\u00f5es, a absoluta independ\u00eancia da intelig\u00eancia que agia.<\/p>\n<p>Esta nem pertencia ao objeto nem \u00e0 pessoa.<\/p>\n<p>Quem era?<\/p>\n<p>Ela pr\u00f3pria respondeu.<br \/> Declarou pertencer \u00e0 classe dos seres incorp\u00f3reos designados pelo nome de Esp\u00edritos.<br \/> A ideia dos Esp\u00edritos n\u00e3o preexistia, pois, nem pode ser considerada consequ\u00eancia do fato.<br \/> Numa palavra, n\u00e3o saiu do c\u00e9rebro: foi dada p\u00ealos pr\u00f3prios Esp\u00edritos.<br \/> E foram eles que nos ensinaram tudo o que, depois, sobre eles viemos a saber.<\/p>\n<p>Revelada a exist\u00eancia dos Esp\u00edritos e estabelecidos os meios de comunica\u00e7\u00e3o, tornou-se poss\u00edvel manter com eles cont\u00ednuas palavras e resenhas sobre a natureza que lhes \u00e9 pr\u00f3pria, as condi\u00e7\u00f5es de sua exist\u00eancia e sua miss\u00e3o no mundo invis\u00edvel.<\/p>\n<p>Se, igualmente, pudessem ser interrogados os seres do mundo dos infinitamente pequenos, que n\u00f3s vemos pelas lentes dos microsc\u00f3pios, quanta coisa curiosa ficar\u00edamos sabendo acerca deles!<\/p>\n<p>Supondo-se que, antes do descobrimento da Am\u00e9rica, existisse um fio el\u00e9trico atrav\u00e9s do Atl\u00e2ntico e que na extremidade correspondente \u00e0 Europa se notassem sinais inteligentes, n\u00e3o se poderia deduzir que na outra extremidade existiam seres inteligentes tentando estabelecer comunica\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Propor-se-lhes-ia, ent\u00e3o, uma s\u00e9rie de quest\u00f5es, \u00e0s quais responderiam, e assim estaria adquirida a certeza da sua exist\u00eancia, o conhecimento de seus costumes, h\u00e1bitos e maneiras de ser, e isto apesar de n\u00e3o os conhecermos.<\/p>\n<p>O mesmo se deu no tocante \u00e0s rela\u00e7\u00f5es com o mundo invis\u00edvel: as manifesta\u00e7\u00f5es materiais foram como sinais, como advert\u00eancias que preludiaram comunica\u00e7\u00f5es mais regulares e constantes.<br \/> E, coisa not\u00e1vel! \u00c0 medida que \u00edamos tendo ao nosso alcance meios mais f\u00e1ceis de comunica\u00e7\u00e3o, os <\/p>\n<p>Esp\u00edritos foram abandonando os processos primitivos insuficientes e inc\u00f3modos, como um mudo que recobrasse o dom da palavra e renunciasse \u00e0 linguagem dos sinais.<\/p>\n<p>Quem eram os habitantes do mundo desconhecido?<\/p>\n<p>Seres excepcionais, fora dos limites humanos?<\/p>\n<p>Ben\u00e9volos ou mal\u00e9volos?<\/p>\n<p>Foi outra vez a experi\u00eancia que se encarregou de responder \u00e0s novas quest\u00f5es.<br \/> Mas, at\u00e9 que numerosas observa\u00e7\u00f5es fizessem luz sobre o assunto, esteve aberto o campo das conjeturas e dos sistemas, \u2014 e Deus sabe que n\u00e3o foram poucos os que surgiram! Uns viram esp\u00edritos superiores em todos, outros apenas dem\u00f3nios.<\/p>\n<p>Suponhamos que dos habitantes transatl\u00e2nticos desconhecidos, de que falamos, uns tivessem dito nobres palavras, ao passo que outros se tivessem feito not\u00e1veis pelo cinismo da linguagem.<br \/> Sem d\u00favida concluir-se-ia pela exist\u00eancia de bons e maus em seu meio.<\/p>\n<p>Foi o que sucedeu com os Esp\u00edritos: Reconheceram-se neles todas as grada\u00e7\u00f5es de bondade e de maldade, de ignor\u00e2ncia e de cultura.<br \/> Uma vez instru\u00eddos acerca dos seus defeitos e boas qualidades, competia-nos separar o joio do trigo, o verdadeiro do falso, nas rela\u00e7\u00f5es que com eles mantiv\u00e9ssemos, exatamente como fazemos em rela\u00e7\u00e3o aos homens.<\/p>\n<p>A observa\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos esclareceu apenas quanto \u00e0s qualidades dos Esp\u00edritos, mas tamb\u00e9m quanto \u00e0 sua natureza e sobre o que nos permitimos chamar \u2014 o seu estado fisiol\u00f3gico.<br \/> Ficou-se sabendo, por informa\u00e7\u00e3o deles mesmos, que uns eram muito felizes, outros extremamente desgra\u00e7ados; que n\u00e3o s\u00e3o criaturas excepcionais, nem de natureza distinta da humana, mas sim as pr\u00f3prias almas de pessoas que viveram na Terra e que aqui deixaram seu envolt\u00f3rio corporal, que povoam os espa\u00e7os, rodeiam-nos e constantemente se imiscuem entre n\u00f3s, e que no seu meio poderemos reconhecer, por sinais inconfund\u00edveis, nossos parentes, amigos e conhecidos da Terra.<\/p>\n<p>Foi poss\u00edvel segui-los em todas as fases da exist\u00eancia de al\u00e9m-t\u00famulo, a partir do instante em que abandonaram o corpo, e anotar observa\u00e7\u00f5es quanto \u00e0 situa\u00e7\u00e3o em que se acham, conforme o g\u00e9nero de morte que tiveram e a conduta de vida que se impuseram na Terra.<\/p>\n<p>Soube-se, finalmente, que n\u00e3o eram seres abstratos, imateriais no sentido absoluto da palavra: t\u00eam um envolt\u00f3rio ao qual denominamos perisp\u00edrito, esp\u00e9cie de corpo flu\u00eddico vaporoso, di\u00e1fano, normalmente invis\u00edvel, mas que, em determinadas circunst\u00e2ncias e por um processo semelhante ao da condensa\u00e7\u00e3o ou por sua disposi\u00e7\u00e3o molecular, pode tornar-se vis\u00edvel e at\u00e9 momentaneamente tang\u00edvel.<br \/> Assim ficou explicado o fen\u00f3meno das apari\u00e7\u00f5es e dos contatos.<\/p>\n<p>Esse envolt\u00f3rio existe durante a vida do corpo: \u00e9 o la\u00e7o entre o esp\u00edrito e a mat\u00e9ria.<br \/> Morto o corpo, a alma ou esp\u00edrito, que s\u00e3o a mesma coisa, despoja-se apenas do envolt\u00f3rio grosseiro, conservando o outro, assim como n\u00f3s fazemos quando despimos uma veste sobreposta e conservamos a interior, e como o germe do fruto se despoja da envoltura cortical, conservando, unicamente, o perisperma.<\/p>\n<p>Esse envolt\u00f3rio semi-material do Esp\u00edrito \u00e9 o agente dos diferentes fen\u00f3menos de que se servem para nos manifestarem sua presen\u00e7a.<\/p>\n<p>Em r\u00e1pidos tra\u00e7os tem o senhor a hist\u00f3ria do Espiritismo.<\/p>\n<p>J\u00e1 v\u00ea, e isso reconhecer\u00e1 melhor quando estudar a quest\u00e3o a fundo, que tudo no Espiritismo resultou de observa\u00e7\u00e3o e n\u00e3o de um sistema preconcebido.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_15418\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"15418\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; 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