{"id":15517,"date":"2018-11-24T11:12:00","date_gmt":"2018-11-24T11:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15517\/"},"modified":"2018-11-24T11:26:13","modified_gmt":"2018-11-24T13:26:13","slug":"artigo15517","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15517\/","title":{"rendered":"Livro C\u00e9u e o Inferno &#8211;  Segunda Parte &#8211; Cap\u00edtulo VII  Esp\u00edritos Endurecidos &#8211; Allan Kardec"},"content":{"rendered":"<p>Lapommeray<\/p>\n<p>(Castigo pela luz)<\/p>\n<p>Em uma das sess\u00f5es da Sociedade de Paris, durante a qual se discutira a perturba\u00e7\u00e3o que geralmente acompanha a morte, um Esp\u00edrito, a quem ningu\u00e9m fizera alus\u00e3o e muito menos se pretendera evocar, manifestou-se espontaneamente pela seguinte comunica\u00e7\u00e3o que, conquanto n\u00e3o assinada, se reconheceu como sendo de um grande criminoso recentemente atingido pela justi\u00e7a humana.<\/p>\n<p> Que dizeis da perturba\u00e7\u00e3o? Para que essas palavras ocas? Sois sonhadores e utopistas.<br \/> Ignorais redondamente o assunto de que vos ocupais.<br \/> N\u00e3o, senhores, a perturba\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe, a n\u00e3o ser nos vossos c\u00e9rebros.<br \/> Estou bem morto, t\u00e3o morto quanto poss\u00edvel e vejo claro ao derredor de mim, por toda parte!.<br \/>.<br \/>.<br \/> A vida \u00e9 uma com\u00e9dia l\u00fagubre! Insensatos aqueles que se retiram da cena antes que o pano caia.<br \/> A morte \u00e9 terror, aspira\u00e7\u00e3o ou castigo, conforme a fraqueza ou a for\u00e7a daqueles que a temem, afrontam ou imploram.<br \/> Mas \u00e9 tamb\u00e9m para todos amarga irris\u00e3o.<\/p>\n<p>A luz ofusca-me e penetra, qual flecha aguda, a sutileza do meu ser.<br \/> Castigaram-me com as trevas do c\u00e1rcere e acreditavam castigar-me ainda com as trevas do t\u00famulo, sen\u00e3o com as sonhadas pelas supersti\u00e7\u00f5es cat\u00f3licas.<\/p>\n<p>Pois bem, sois v\u00f3s que padeceis da obscuridade, enquanto eu, degredado social, me coloco em plano superior.<br \/> Eu quero ser o que sou! .<br \/>.<br \/>.<br \/> Forte pelo pensamento, desdenhando os conselhos que zumbem aos meus ouvidos.<br \/>.<br \/>.<br \/> Vejo claro.<br \/>.<br \/>.<br \/> Um crime! \u00c9 uma palavra! O crime existe em toda parte.<br \/> Quando executado pelas massas, glorificam-no e, individualizado, consideram-no inf\u00e2mia.<br \/> Absurdo!<\/p>\n<p>N\u00e3o quero que me deplorem.<br \/>.<br \/>.<br \/> nada pe\u00e7o.<br \/>.<br \/>.<br \/> lutarei por mim mesmo, s\u00f3, contra esta luz odiosa.<\/p>\n<p>Aquele que ontem era um homem.<\/p>\n<p>Analisada a comunica\u00e7\u00e3o na assembl\u00e9ia posterior, reconheceu-se no pr\u00f3prio cinismo da sua linguagem um profundo ensinamento, mostrando na situa\u00e7\u00e3o desse infeliz uma nova fase do castigo que espera o culpado.<br \/> Efetivamente enquanto alguns s\u00e3o imersos em trevas ou num absoluto insulamento, outros sofrem por longos anos as ang\u00fastias da extrema hora, ou se cr\u00eaem ainda encarnados.<\/p>\n<p>Para estes, a luz brilha, gozando o Esp\u00edrito, e plenamente, das suas faculdades, sabendo-se morto e n\u00e3o se lastimando, antes repelindo qualquer assist\u00eancia e afrontando ainda as leis divinas e humanas.<br \/> Querer\u00e1 isto dizer que escapassem \u00e0 puni\u00e7\u00e3o? De maneira nenhuma, \u00e9 porque a justi\u00e7a de Deus se faz sob todas as formas, e o que a uns causam alegria \u00e9 para outros um tormento.<br \/> A luz provoca o supl\u00edcio desse Esp\u00edrito e \u00e9 ele pr\u00f3prio que o confessa, em que pese ao seu orgulho, quando diz que lutar\u00e1 por si mesmo, s\u00f3, contra essa luz odiosa.<br \/> E ainda nesta frase  a luz ofusca-me e penetra, qual flecha aguda, a sutileza do meu ser .<\/p>\n<p>Estas palavras:  sutileza de meu ser  s\u00e3o caracter\u00edsticas e d\u00e3o a entender que conhece a fluidez do seu corpo penetr\u00e1vel \u00e0 luz sem que lhe possa escapar, e luz que o penetra como aguda flecha.<br \/> Esse Esp\u00edrito aqui est\u00e1 colocado entre os endurecidos, em raz\u00e3o do muito tempo que levou, antes que manifestasse arrependimento \u2014 o que \u00e9 tamb\u00e9m um exemplo a mais para provar que o progresso moral nem sempre acompanha o progresso intelectual.<br \/> Entretanto, a pouco e pouco se foi corrigindo, e deu mais tarde ditados instrutivos e sensatos.<br \/> Hoje ele poder\u00e1 ser colocado entre os Esp\u00edritos arrependidos.<br \/> Convidados a fazer a sua aprecia\u00e7\u00e3o a prop\u00f3sito do assunto os nossos guias espirituais ditaram as tr\u00eas seguintes comunica\u00e7\u00f5es, ali\u00e1s dignas da mais s\u00e9ria aten\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>I<\/p>\n<p>No ponto de vista das exist\u00eancias, os Esp\u00edritos na erraticidade podem considerar-se inativos e na expectativa; mas, ainda assim, podem expiar, uma vez que o orgulho e a tenacidade formid\u00e1vel dos seus erros n\u00e3o os perturbe no momento da progressiva ascens\u00e3o.<br \/> Tivestes disso um exemplo terr\u00edvel, na comunica\u00e7\u00e3o desse criminoso impenitente, que se debate com a justi\u00e7a divina depois de t\u00ea-lo feito com a dos homens.<\/p>\n<p>Neste caso a expia\u00e7\u00e3o ou, antes, o sofrimento fatal que os oprime, em vez de lhes ser \u00fatil, inculcando-lhes a profunda significa\u00e7\u00e3o de suas penas, os exacerba na rebeldia, e d\u00e1 azo \u00e0s murmura\u00e7\u00f5es que a Escritura em sua po\u00e9tica eloq\u00fc\u00eancia, denomina ranger de dentes.<\/p>\n<p>Esta frase, simb\u00f3lica por excel\u00eancia, \u00e9 o sinal do sofredor abatido, por\u00e9m insubmisso, insulado na pr\u00f3pria dor, mas bastante forte ainda para recusar a verdade do castigo e da recompensa! Os grandes erros perduram no mundo espiritual quase sempre, assim como as consci\u00eancias grandemente criminosas.<br \/> Lutar, apesar de tudo, e desafiar o infinito, pode comparar-se \u00e0 cegueira do homem que, contemplando as estrelas, as tivesse por arabescos de um teto, tal como acreditavam os gauleses do tempo de Alexandre.<\/p>\n<p>O infinito moral existe! Miser\u00e1vel e mesquinho \u00e9 quem, a pretexto de continuar as lutas e imposturas abjetas da Terra, n\u00e3o v\u00ea mais longe no outro mundo do que neste.<\/p>\n<p>Para esse a cegueira, o desprezo alheio, o ego\u00edstico sentimento da personalidade, s\u00e3o empecilhos ao seu progresso.<br \/> Homem! \u00c9 bem verdade que existe um acordo secreto entre a imortalidade de um nome puro, ligado \u00e0 Terra, e a imortalidade realmente conservada pelos Esp\u00edritos nas suas sucessivas prova\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Lamennais.<\/p>\n<p>II<\/p>\n<p>Precipitar um homem nas trevas ou em ondas de luz n\u00e3o dar\u00e1 o mesmo resultado? Num como noutro caso, esse homem nada v\u00ea daquilo que o cerca e se habituar\u00e1 mesmo mais facilmente \u00e0 sombra do que \u00e0 mon\u00f3tona claridade el\u00e9trica, na qual pode estar submerso.<br \/> O Esp\u00edrito manifestado na \u00faltima sess\u00e3o exprime bem a verdade quando diz:  Oh! Eu saberei libertar-me dessa odiosa luz .<br \/> Realmente essa luz \u00e9 tanto mais terr\u00edvel, horrorosa, quanto ela o penetra completamente e lhe devassa os pensamentos mais rec\u00f4nditos.<\/p>\n<p>A\u00ed est\u00e1 uma das circunst\u00e2ncias mais rudes desse castigo espiritual.<br \/> O Esp\u00edrito encontra-se, por assim dizer, na casa de vidro pedida por S\u00f3crates.<br \/> Disso decorre ainda um ensinamento, uma vez que s\u00e9ria alegria e consolo para o s\u00e1bio se transforma em puni\u00e7\u00e3o infamante e cont\u00ednua para o perverso, para o criminoso, para o parricida, sobressaltado na pr\u00f3pria personalidade.<\/p>\n<p>Meus filhos, calculai o sofrimento, o terror dos hip\u00f3critas que se compraziam em toda uma exist\u00eancia sinistra a planejar, a combinar os mais hediondos crimes no seu foro \u00edntimo, quais feras refugiadas no seu antro, e que hoje, expulsas desse covil \u00edntimo, n\u00e3o se podem furtar \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o dos seus pares.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>Arrancada que lhe seja a m\u00e1scara da impassibilidade, todos os pensamentos se lhe estampam na fronte! Sim e al\u00e9m de tudo nenhum repouso, nada de asilo para esse grande criminoso.<br \/> Todo pensamento mau \u2014 e Deus sabe se a sua alma o exprime \u2014 se lhe trai por fora e por dentro, como impelido por choque el\u00e9trico irresist\u00edvel.<br \/> Procura esquivar-se \u00e0 multid\u00e3o e a luz odiosa o devassa continuamente; quer fugir e desanda numa carreira desenfreada, desesperada, atrav\u00e9s dos espa\u00e7os incomensur\u00e1veis, e por toda a parte h\u00e1 luz, olhares que o observam.<br \/> Corre, voa novamente em busca da sombra, em busca da noite; sombra e noite n\u00e3o mais existem para ele! Chama pela morte.<br \/>.<br \/>.<br \/> Mas a morte n\u00e3o \u00e9 mais que palavra sem sentido.<br \/> E o infeliz a fugir sempre, a caminho da loucura espiritual.<br \/> Castigo tremendo, dor horr\u00edvel, a debater-se consigo para se desvencilhar de si mesmo, porque essa \u00e9 a lei suprema para al\u00e9m da Terra, isto \u00e9: o culpado busca por si mesmo o seu mais inexor\u00e1vel castigo.<\/p>\n<p>Quando tempo durar\u00e1 esse estado? At\u00e9 o momento em que a vontade, por fim vencida, se curve constrangida pelo remorso, humilhada a fronte altiva ante os Esp\u00edritos da justi\u00e7a e ante as suas v\u00edtimas apaziguadas.<\/p>\n<p>Observai a l\u00f3gica profunda das leis imut\u00e1veis; com isso, o Esp\u00edrito realizar\u00e1 o que escrevia naquela importante comunica\u00e7\u00e3o t\u00e3o clara, t\u00e3o l\u00facida, t\u00e3o desconsoladoramente ego\u00edstica, comunica\u00e7\u00e3o que vos deu na sexta-feira passada por um ato da pr\u00f3pria vontade.<\/p>\n<p>Erasto.<\/p>\n<p>III<\/p>\n<p>A justi\u00e7a humana, quando castiga, n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o de individualidades; medindo o crime pelo pr\u00f3prio crime, fere indistintamente os infratores e a mesma pena atinge o paciente sem distin\u00e7\u00e3o de sexo, qualquer que seja a sua educa\u00e7\u00e3o.<br \/> De maneira diversa procede a justi\u00e7a divina, cujas puni\u00e7\u00f5es correspondem ao progresso dos seres aos quais elas s\u00e3o infligidas.<br \/> Igualdade de crimes n\u00e3o quer dizer, de fato, igualdade individual, uma vez que dois homens culpados, sob o mesmo ponto de vista, podem separar-se pela dessemelhan\u00e7a de prova\u00e7\u00f5es, imergindo um deles na opacidade intelectiva dos primeiros c\u00edrculos iniciadores, enquanto o outro disp\u00f5e, por haver ultrapassado esses c\u00edrculos, da lucidez que isenta o Esp\u00edrito da perturba\u00e7\u00e3o.<br \/> Nesse caso n\u00e3o s\u00e3o mais as trevas a puni-lo, mas a agudeza da luz espiritual que penetra a intelig\u00eancia terrena e lhe faz sentir as dores de uma chaga viva.<\/p>\n<p>Os seres desencarnados que presenciam a representa\u00e7\u00e3o material dos seus crimes, sofrem o choque da eletricidade f\u00edsica e padecem pelos sentidos.<br \/> Aqueles que pelo esp\u00edrito estejam desmaterializados sofrem uma dor muito superior que lhes aniquila, por assim dizer, nas suas agruras a lembran\u00e7a dos fatos, deixando subsistir a no\u00e7\u00e3o das suas respectivas causas.<\/p>\n<p>Assim pode o homem possuir um progresso interior a despeito da sua criminalidade e elevar-se acima da espessa atmosfera das camadas inferiores, isto atrav\u00e9s das faculdades intelectuais despertadas, embora tivesse, sob o jugo das paix\u00f5es, procedido como um bruto.<br \/> A aus\u00eancia de pondera\u00e7\u00e3o, o desequil\u00edbrio entre o progresso moral e o intelectual, produzem essas t\u00e3o freq\u00fcente anomalias nas \u00e9pocas de materialismo e transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A luz que tortura o Esp\u00edrito \u00e9, portanto e precisamente, o raio espiritual que inunda de claridade os secretos recessos do seu orgulho e lhe descobre a inanidade do seu fragment\u00e1rio ser.<br \/> A\u00ed est\u00e3o os primeiros sintomas, as primeiras ang\u00fastias da agonia espiritual, os quais, prenunciando a separa\u00e7\u00e3o ou a dissolu\u00e7\u00e3o dos elementos intelectuais e materiais da primitiva dualidade humana, devem desaparecer na grandiosa unidade do ser realizado.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Reynaud.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de se completarem mutuamente, estas tr\u00eas comunica\u00e7\u00f5es, obtidas a um s\u00f3 tempo, apresentam o castigo debaixo de um novo prisma, ali\u00e1s eminentemente filos\u00f3fico e racional.<br \/> \u00c9 prov\u00e1vel que os Esp\u00edritos, querendo tratar do assunto de acordo com um rito, querendo tratar do assunto de acordo com um exemplo, tivessem provocado a manifesta\u00e7\u00e3o do culpado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desse quadro, baseado no fato, conv\u00e9m reproduzir, para um paralelo, este outro apresentado por um empregador de Montreuil sur-Mer, em 1864, por ocasi\u00e3o da quaresma:<\/p>\n<p> O fogo do inferno \u00e9 milh\u00f5es de vezes mais intenso que o da Terra, e se acaso um dos corpos que l\u00e1 se queimam, sem se consumirem, fosse lan\u00e7ado ao planeta, o empest\u00e1-lo-ia de um a outro extremo! O inferno \u00e9 vasta e sombria caverna, eri\u00e7ada de agudas pontas de l\u00e2minas de espadas aceradas, de l\u00e2minas de navalhas afiad\u00edssimas, nas quais s\u00e3o precipitadas as almas dos condenados.<\/p>\n<p>\u00c2ngela (nulidade na Terra)<\/p>\n<p>(Bord\u00e9us, 1862)<\/p>\n<p>Com o nome de \u00c2ngela, um Esp\u00edrito se apresentou espont\u00e2neamente ao m\u00e9dium.<\/p>\n<p>1.<br \/> Arrependei-vos das vossas faltas?<\/p>\n<p>R.<br \/> N\u00e3o.<\/p>\n<p>P.<br \/> Ent\u00e3o por que me procurais?<\/p>\n<p>R.<br \/> Para experimentar.<\/p>\n<p>P.<br \/> Acaso n\u00e3o sois feliz?<\/p>\n<p>R.<br \/> N\u00e3o.<\/p>\n<p>P.<br \/> Sofreis?<\/p>\n<p>R.<br \/> N\u00e3o.<\/p>\n<p>P.<br \/> Que vos falta ent\u00e3o?<\/p>\n<p>R.<br \/> A paz.<\/p>\n<p>Alguns Esp\u00edritos s\u00f3 consideram sofrimento aquilo que lhes lembram as suas dores f\u00edsicas, convindo, n\u00e3o obstante, ser intoler\u00e1vel o seu estado moral.<\/p>\n<p>2.<br \/> Como pode faltar-vos a paz na vida espiritual?<\/p>\n<p>R.<br \/> Uma m\u00e1goa do passado.<\/p>\n<p>P.<br \/> A m\u00e1goa do passado \u00e9 remorso; estareis pois arrependida?<\/p>\n<p>R.<br \/> N\u00e3o; temor do futuro \u00e9 o que experimento.<\/p>\n<p>P.<br \/> Que temeis?<\/p>\n<p>R.<br \/> O desconhecido.<\/p>\n<p>3.<br \/> Estais disposta a dizer-me o que fizestes na \u00faltima encarna\u00e7\u00e3o? Isso talvez me possa ajudar a orientar-vos.<\/p>\n<p>R.<br \/> Nada.<\/p>\n<p>4.<br \/> Qual a vossa posi\u00e7\u00e3o social?<\/p>\n<p>R.<br \/> Mediana.<\/p>\n<p>P.<br \/> Fostes casada?<\/p>\n<p>R.<br \/> Sim; esposa e m\u00e3e.<\/p>\n<p>P.<br \/> E cumpristes zelosa os deveres decorrentes desse duplo encargo?<\/p>\n<p>R.<br \/> N\u00e3o; meu marido entediava-me, bem como meus filhos.<\/p>\n<p>5.<br \/> Como ent\u00e3o preenchestes a exist\u00eancia?<\/p>\n<p>R.<br \/> Divertindo-me em solteira e enfadando-me como mulher.<\/p>\n<p>P.<br \/> Quais eram as vossas ocupa\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>R.<br \/> Nenhuma.<\/p>\n<p>P.<br \/> Quem cuidava da vossa casa?<\/p>\n<p>R.<br \/> A criada.<\/p>\n<p>6.<br \/> N\u00e3o ser\u00e1 cab\u00edvel atribuir a essa in\u00e9rcia a causa dos vossos pesares e temores?<\/p>\n<p>R.<br \/> Talvez tenhais raz\u00e3o.<br \/> Mas n\u00e3o basta concordar.<\/p>\n<p>P.<br \/> Quereis reparar a inutilidade dessa exist\u00eancia e auxiliar os Esp\u00edritos sofredores que nos cercam?<\/p>\n<p>R.<br \/> Como?<\/p>\n<p>P.<br \/> Ajudando-os a aperfei\u00e7oarem-se pelos vossos conselhos e pelas vossas preces.<\/p>\n<p>R.<br \/> Eu n\u00e3o sei orar.<\/p>\n<p>P.<br \/> Fa-lo-emos juntos e aprendereis.<br \/> Sim?<\/p>\n<p>R.<br \/> N\u00e3o.<\/p>\n<p>P.<br \/> Mas por que?<\/p>\n<p>R.<br \/> Cansa.<\/p>\n<p>Instru\u00e7\u00f5es do Guia do M\u00e9dium<\/p>\n<p>Damos-te instru\u00e7\u00e3o, facultando-te o conhecimento pr\u00e1tico dos diversos estados de sofrimento, bem como da situa\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos condenados \u00e0 expia\u00e7\u00e3o das pr\u00f3prias falhas.<\/p>\n<p>\u00c2ngela era uma dessas criaturas sem iniciativa, e cuja exist\u00eancia \u00e9 t\u00e3o in\u00fatil a si como ao pr\u00f3ximo.<br \/> Amando apenas o prazer, incapaz de procurar no estudo, no cumprimento dos deveres dom\u00e9sticos e sociais as \u00fanicas satisfa\u00e7\u00f5es do cora\u00e7\u00e3o, que fazem o encanto da vida, porque s\u00e3o de todas as \u00e9pocas, ela n\u00e3o pode empregar a juventude sen\u00e3o em distra\u00e7\u00f5es fr\u00edvolas; e quando deveres mais s\u00e9rios se lhe impuseram, j\u00e1 o mundo se lhe havia feito um v\u00e1cuo, porque vazio tamb\u00e9m estava o seu cora\u00e7\u00e3o.<br \/> Sem faltas graves, mas tamb\u00e9m sem m\u00e9ritos, ela fez a infelicidade do marido, comprometendo pela sua inc\u00faria e desleixo o futuro dos pr\u00f3prios filhos.<\/p>\n<p>Deturpou-lhes o cora\u00e7\u00e3o e sentimentos, j\u00e1 por seu exemplo, j\u00e1 pelo abandono em que os deixou, entregues a f\u00e2mulos, que ela nem sequer se dava ao trabalho de escolher.<br \/> A sua exist\u00eancia foi improf\u00edcua e, por isso mesmo, culposa, visto que o mal \u00e9 oriundo da neglig\u00eancia do bem.<br \/> Ficai bem certos de que n\u00e3o basta abster-vos de faltas: \u00e9 preciso praticar as virtudes que lhes s\u00e3o opostas.<\/p>\n<p>Estudai os ensinamentos do Senhor: meditai sobre eles e compenetrai-vos de que eles vos fazem estacar na senda do mal, tamb\u00e9m vos imp\u00f5e voltar atr\u00e1s a fim de retomar novo caminho, que vos conduza ao bem.<br \/> O mal \u00e9 a ant\u00edtese do bem; logo, quem quiser evitar o primeiro deve seguir o segundo, sem o qual a vida se torna nula, mortas as suas obras, al\u00e9m de que o Deus nosso pai, n\u00e3o \u00e9 o Deus das nulidades, dos mortos, mas dos trabalhadores diligentes, dos vivos.<\/p>\n<p>P.<br \/> Ser-me-\u00e1 permitido saber qual teria sido a pen\u00faltima exist\u00eancia de \u00c2ngela? A \u00faltima deveria ter sido conseq\u00fc\u00eancia dela, isto \u00e9, da pen\u00faltima?<\/p>\n<p>R.<br \/> Ela viveu na indol\u00eancia beat\u00edfica, na inutilidade da vida mon\u00e1stica.<br \/> Pregui\u00e7osa, seu Esp\u00edrito pouco progrediu.<\/p>\n<p>Sempre repeliu a voz \u00edntima que lhe apontava o perigo, e como a propens\u00e3o era suave, preferiu abandon\u00e1-la, a fazer um esfor\u00e7o para sust\u00e1-la em come\u00e7o.<br \/> Hoje ainda compreende o perigo dessa neutralidade, mas n\u00e3o se sente com for\u00e7as para tentar o m\u00ednimo esfor\u00e7o.<br \/> Orai por ela, procurai despert\u00e1-la e fazer que seus olhos se abram \u00e0 luz.<br \/> \u00c9 um dever, e dever algum se despreza.<\/p>\n<p>O homem foi criado para a atividade; a atividade do Esp\u00edrito \u00e9 da sua pr\u00f3pria ess\u00eancia; e a do corpo uma necessidade.<\/p>\n<p>Cumpri, portanto, as prescri\u00e7\u00f5es da exist\u00eancia, como Esp\u00edrito votado \u00e0 paz eterna.<br \/> \u00c0 servi\u00e7o do Esp\u00edrito, o corpo mais n\u00e3o \u00e9 que m\u00e1quina submetida \u00e0 intelig\u00eancia: trabalhai, cultivai, portanto, a intelig\u00eancia, para que d\u00ea salutar impulso ao instrumento que deve auxili\u00e1-la no cumprimento de sua miss\u00e3o.<br \/> N\u00e3o lhe concedais tr\u00e9guas nem repouso, tendo em mente que essa paz a que aspirais n\u00e3o vos ser\u00e1 concedida sen\u00e3o pelo trabalho.<br \/> Assim, quanto mais protelardes este, tanto mais durar\u00e1 para v\u00f3s a ansiedade espectante.<\/p>\n<p>Trabalhai, trabalhai incessantemente; cumpri todos os deveres sem exce\u00e7\u00e3o, isto com zelo, com coragem, com perseveran\u00e7a.<\/p>\n<p>A f\u00e9 vos alentar\u00e1.<br \/> Todo aquele que desempenha conscientemente o papel mais ingrato e vil da vossa sociedade, \u00e9 cem vezes mais elevado aos olhos do Onipotente do que aquele que, impondo esse papel aos outros, despreza o seu.<\/p>\n<p>Tudo \u00e9 degrau que d\u00e1 acesso ao c\u00e9u; n\u00e3o quebreis a l\u00e1pide debaixo dos p\u00e9s e contai com o concurso de amigos que vos estendem a m\u00e3o, sustent\u00e1culos que s\u00e3o daqueles que v\u00e3o haurir suas for\u00e7as na cren\u00e7a do Senhor.<\/p>\n<p>Monod.<\/p>\n<p>Um Esp\u00edrito Aborrecido<\/p>\n<p>(Bord\u00e9us, 1862)<\/p>\n<p>Este Esp\u00edrito apresenta-se espontaneamente ao m\u00e9dium, reclamando preces.<\/p>\n<p>1 .<br \/> Que vos leva a pedir preces?<\/p>\n<p>R.<br \/> Estou farto de vagar sem fim.<\/p>\n<p>P.<br \/> Estais h\u00e1 muito nessa situa\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>R.<br \/> Faz cento e oitenta anos mais ou menos.<\/p>\n<p>P.<br \/> Que fizestes na Terra?<\/p>\n<p>R.<br \/> Nada de bom.<\/p>\n<p>2.<br \/> Qual a vossa posi\u00e7\u00e3o entre os Esp\u00edritos?<\/p>\n<p>R.<br \/> Estou entre os entediados.<\/p>\n<p>P.<br \/> Mas isso n\u00e3o forma categoria.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>R.<br \/> Entre n\u00f3s, tudo forma categoria.<\/p>\n<p>Cada sensa\u00e7\u00e3o encontra suas semelhantes, ou suas simpatias que se re\u00fanem.<\/p>\n<p>3.<br \/> Por que permaneceste tanto tempo estacion\u00e1rio, sem que f\u00f4sseis condenado a sofrer?<\/p>\n<p>R.<br \/> \u00c9 que eu estava votado ao t\u00e9dio, que entre n\u00f3s \u00e9 um sofrimento.<br \/> Tudo o que n\u00e3o \u00e9 alegria, \u00e9 dor.<\/p>\n<p>P.<br \/> Fostes pois for\u00e7ado \u00e0 erraticidade contra a vontade?<\/p>\n<p>R.<br \/> S\u00e3o coisas sutil\u00edssimas para vossa intelig\u00eancia material.<\/p>\n<p>P.<br \/> Procurando explicar-me essas coisas, talvez comeceis a beneficiar-vos a v\u00f3s mesmos.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>R.<br \/> Faltando-me termos de compara\u00e7\u00e3o, n\u00e3o poderei faz\u00ea-lo.<br \/> Uma vida sem proveito, exting\u00fcindo-se, lega ao Esp\u00edrito, que a encarnou, o mesmo que ao papel pode legar o fogo quando o consome \u2014 fagulhas, que lembram \u00e0s cinzas ainda compactas a sua proveni\u00eancia, a causa do seu nascimento, ou, se o quiseres, da destrui\u00e7\u00e3o do papel.<br \/> Essas fagulhas s\u00e3o a lembran\u00e7a dos la\u00e7os terrestres que vinculam o Esp\u00edrito, at\u00e9 que este disperse as cinzas do seu corpo.<br \/> Ent\u00e3o, e s\u00f3 ent\u00e3o, tem ele, ess\u00eancia et\u00e9rea, o conhecimento de si pr\u00f3prio e deseja o progresso.<\/p>\n<p>4.<br \/> Qual poderia ter sido a causa desse aborrecimento de que vos acusais?<\/p>\n<p>R.<br \/> Conseq\u00fc\u00eancias da exist\u00eancia.<br \/> O t\u00e9dio \u00e9 filho da ina\u00e7\u00e3o; por n\u00e3o ter eu sabido utilizar o longo tempo de encarna\u00e7\u00e3o, as conseq\u00fc\u00eancias vieram refletir-se neste mundo.<\/p>\n<p>5.<br \/> Os Esp\u00edritos que, como v\u00f3s, foram tomados de t\u00e9dio, n\u00e3o podem libertar-se dessa conting\u00eancia desde que o desejem?<\/p>\n<p>R.<br \/> N\u00e3o, nem sempre, porque o t\u00e9dio lhes paralisa a vontade.<br \/> Sofrem as conseq\u00fc\u00eancias da vida que levaram e, como foram in\u00fateis, desprovidos de iniciativa, assim tamb\u00e9m n\u00e3o encontram entre si concurso algum.<br \/> Entregues a si mesmos nesse estado permanecem, at\u00e9 que o cansa\u00e7o, decorrente de tal neutralidade, os agite em sentido contr\u00e1rio, momento no qual a sua menor vontade vai encontrar apoio e bons conselhos e secundar-lhes o esfor\u00e7o e a perseveran\u00e7a.<\/p>\n<p>6.<br \/> Podeis dizer-me algo da vossa exist\u00eancia terrena?<\/p>\n<p>R.<br \/> Oh! Deveis compreender que pouco me \u00e9 dado dizer, visto como o t\u00e9dio, a nulidade e a ina\u00e7\u00e3o prov\u00eam da pregui\u00e7a que, por sua vez, \u00e9 m\u00e3e da ignor\u00e2ncia.<\/p>\n<p>7.<br \/> N\u00e3o vos aproveitaram as exist\u00eancias anteriores?<\/p>\n<p>R.<br \/> Sim, todas, por\u00e9m, parcamente, uma vez que eram reflexos umas das outras.<br \/> O progresso existe sempre, por\u00e9m t\u00e3o insens\u00edvel que nos foge \u00e0 aprecia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>8.<br \/> Enquanto esperais uma nova encarna\u00e7\u00e3o, apraz-vos repetir as vossas comunica\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>R.<br \/> Evocai-me para me obrigardes a vir, pois com isso me prestareis um benef\u00edcio.<\/p>\n<p>P.<br \/> Podeis dizer-nos por que t\u00e3o freq\u00fcentemente varia a vossa caligrafia?<\/p>\n<p>R.<br \/> Porque interrogais muito, o que ali\u00e1s me cansa, quando tenho necessidade de aux\u00edlio.<\/p>\n<p>O Guia do m\u00e9dium \u2014 O trabalho intelectual \u00e9 que cansa e nos obriga a prestar-lhe o nosso concurso para que possa dar resposta \u00e0s tuas perguntas.<br \/> Ele \u00e9 um ocioso no mundo espiritual, assim como o foi no planeta.<br \/> Trouxemo-lo at\u00e9 ti para que tentasses arranc\u00e1-lo dessa apatia, desse t\u00e9dio que constitui verdadeiro sofrimento, \u00e0s vezes mais doloroso que os sofrimentos agudos, por se poder prolongar indefinidamente.<\/p>\n<p>Imagina a perspectiva de um t\u00e9dio intermin\u00e1vel.<br \/> A maior parte das vezes s\u00e3o os Esp\u00edritos dessa categoria que buscam as vidas terrestres apenas como passatempo e para interromper a monotonia da vida espiritual.<br \/> Assim acontece chegando freq\u00fcentemente sem resolu\u00e7\u00f5es definidas para o bem, obrigados a recome\u00e7ar sucessivamente, at\u00e9 atingirem a compreens\u00e3o do verdadeiro progresso.<\/p>\n<p>A Rainha de Ude (62)<\/p>\n<p>(Falecida em Fran\u00e7a, em 1858)<\/p>\n<p>1.<br \/> Quais as vossas sensa\u00e7\u00f5es ao deixardes o mundo terrestre?<\/p>\n<p>R.<br \/> Ainda perturbada, torna-se-me imposs\u00edvel explic\u00e1-las.<\/p>\n<p>P.<br \/> Sois feliz?<\/p>\n<p>R.<br \/> Tenho saudades da vida.<br \/>.<br \/>.<br \/> n\u00e3o sei.<br \/>.<br \/>.<br \/> experimento acerba dor da qual a vida me libertaria.<br \/>.<br \/>.<br \/> quisera que o corpo se levantasse do t\u00famulo.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>(62) Ude foi um reino na \u00cdndia, situado entre o rio Ganges e o Himalaia.<br \/> (N.<br \/> da E.<br \/>)<\/p>\n<p>2.<br \/> Lamentais o ter sido sepultada entre crist\u00e3os e n\u00e3o no vosso pa\u00eds?<\/p>\n<p>R.<br \/> Sim, a terra indiana me pesaria menos no corpo.<\/p>\n<p>P.<br \/> Que pensais das honras f\u00fanebres prestadas aos vossos despojos?<\/p>\n<p>R.<br \/> N\u00e3o foram grande coisa, pois eu era rainha e nem todos se curvaram ante mim.<br \/>.<br \/>.<br \/> Deixai-me.<br \/>.<br \/>.<br \/> for\u00e7am-me a falar, quando n\u00e3o quero que saibais o que ora sou.<br \/>.<br \/>.<br \/> Asseguro-vos, eu era rainha.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>3.<br \/> Respeitamos a vossa hierarquia e s\u00f3 insistimos para que nos respondais no prop\u00f3sito de nos instruirmos.<br \/> Acreditais que vosso filho recupere de futuro os Estados do seu genitor?<\/p>\n<p>R.<br \/> Meu sangue reinar\u00e1, por certo, visto como \u00e9 digno disso.<\/p>\n<p>P.<br \/> Ligais a essa reintegra\u00e7\u00e3o de vosso filho a mesma import\u00e2ncia que lhe d\u00e1veis quando encarnada?<\/p>\n<p>R.<br \/> Meu sangue n\u00e3o pode misturar-se com o do povo.<\/p>\n<p>4.<br \/> N\u00e3o se pode fazer constar na respectiva certid\u00e3o de \u00f3bito o lugar do vosso nascimento; podereis diz\u00ea-lo agora a n\u00f3s?<\/p>\n<p>R.<br \/> Sou oriunda do mais nobre dos sangues da \u00cdndia.<br \/> Penso que nasci em D\u00e9lhi.<\/p>\n<p>5.<br \/> V\u00f3s, que vivestes nos esplendores do luxo, cercada de honras, que pensais hoje de tudo isso?<\/p>\n<p>R.<br \/> Que tenho direito.<\/p>\n<p>P.<br \/> A vossa hierarquia terrestre concorreu para que tiv\u00e9sseis outra mais elevada nesse mundo em que ora estais?<\/p>\n<p>R.<br \/> Continuo a ser rainha.<br \/>.<br \/>.<br \/> que se enviem escravas para me servirem!.<br \/>.<br \/>.<br \/> Mas.<br \/>.<br \/>.<br \/> n\u00e3o sei.<br \/>.<br \/>.<br \/> parece-me que pouco se preocupam com a minha pessoa aqui.<br \/>.<br \/>.<br \/> e contudo eu.<br \/>.<br \/>.<br \/> sou sempre a mesma.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>6.<br \/> Profess\u00e1veis a religi\u00e3o mu\u00e7ulmana ou a hindu?<\/p>\n<p>R.<br \/> Mu\u00e7ulmana; eu, por\u00e9m, era bastante poderosa para que me ocupasse de Deus.<\/p>\n<p>P.<br \/> No ponto de vista da felicidade humana, quais as diferen\u00e7as que assinalais entre a vossa religi\u00e3o e o Cristianismo?<\/p>\n<p>R.<br \/> A religi\u00e3o crist\u00e3 \u00e9 absurda; diz que todos s\u00e3o irm\u00e3os.<\/p>\n<p>P.<br \/> Qual a vossa opini\u00e3o a respeito de Maom\u00e9?<\/p>\n<p>R.<br \/> N\u00e3o era filho de rei.<\/p>\n<p>P.<br \/> Acreditais que ele houvesse tido uma miss\u00e3o divina?<\/p>\n<p>R.<br \/> Isso que me importa?<\/p>\n<p>P.<br \/> Qual a vossa opini\u00e3o quanto a Cristo?<\/p>\n<p>R.<br \/> O filho do carpinteiro n\u00e3o \u00e9 digno de preocupar meus pensamentos.<\/p>\n<p>7.<br \/> Que pensais desse uso pelo qual as mulheres mu\u00e7ulmanas se furtam aos olhos masculinos?<\/p>\n<p>R.<br \/> Penso que as mulheres nasceram para dominar: eu era mulher.<\/p>\n<p>P.<br \/> Tendes inveja da liberdade de que gozam as europ\u00e9ias?<\/p>\n<p>R.<br \/> Que poderia importar-me essa liberdade? Servem-nas acaso, ajoelhados?<\/p>\n<p>8.<br \/> Tendes reminisc\u00eancias de encarna\u00e7\u00f5es anteriores a esta que vindes de deixar?<\/p>\n<p>R.<br \/> Deveria ter sido sempre rainha.<\/p>\n<p>9.<br \/> Por que acudistes t\u00e3o prontamente ao nosso apelo?<\/p>\n<p>R.<br \/> N\u00e3o queria faz\u00ea-lo, mas for\u00e7aram-me.<br \/> Acaso julgar\u00e1s que eu me dignaria responder-te? Que \u00e9s tu a meu lado?<\/p>\n<p>P.<br \/> E quem vos for\u00e7ou a vir?<\/p>\n<p>R.<br \/> Eu mesma n\u00e3o sei.<br \/>.<br \/>.<br \/> posto que n\u00e3o devesse existir ningu\u00e9m mais poderoso do que eu.<\/p>\n<p>10.<br \/> Sob que forma vos apresentais aqui?<\/p>\n<p>R.<br \/> Sempre rainha.<br \/>.<br \/>.<br \/> e pensais que eu tenha deixado de o ser? \u00c9s pouco respeitoso.<br \/>.<br \/>.<br \/> fica sabendo que n\u00e3o \u00e9 desse modo que se fala a rainhas.<\/p>\n<p>11.<br \/> Se nos fosse dado enxergar-vos, ver-vos-\u00edamos com os vossos ornamentos e pedrarias?<\/p>\n<p>R.<br \/> Certamente.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>P.<br \/> E como se explica o fato de, despojado de tudo isso, conservar o vosso Esp\u00edrito tais aparatos, sobretudo os ornamentos?<\/p>\n<p>R.<br \/> \u00c9 que eles n\u00e3o me deixaram.<br \/> Sou t\u00e3o bela quanto era e n\u00e3o compreendo o ju\u00edzo que de mim fazeis! \u00c9 verdade que nunca me vistes.<\/p>\n<p>12.<br \/> Qual a impress\u00e3o que vos causa em vos achardes entre n\u00f3s?<\/p>\n<p>R.<br \/> Se eu pudesse evit\u00e1-lo.<br \/>.<br \/>.<br \/> Tratam-me com t\u00e3o pouca cortesia.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>S.<br \/>Lu\u00eds \u2014 Deixai-a, a pobre perturbada.<br \/> Tende compaix\u00e3o da sua cegueira e oxal\u00e1 vos sirva ela de exemplo.<br \/> N\u00e3o sabeis quanto padece o seu orgulho.<\/p>\n<p>Evocando esta grandeza deca\u00edda ao t\u00famulo, n\u00e3o esper\u00e1vamos respostas de grande alcance; dado o g\u00eanero da educa\u00e7\u00e3o feminina no seu pa\u00eds, julg\u00e1vamos, por\u00e9m, encontrar nesse Esp\u00edrito, n\u00e3o diremos filosofia, mas pelo menos uma no\u00e7\u00e3o mais aproximada da realidade e id\u00e9ias mais sensatas relativas a vaidades e grandezas terr\u00e1queas.<br \/> Longe disso, vimos que o Esp\u00edrito conservava todos os preconceitos terrestres na plenitude da sua for\u00e7a; que o orgulho nada perdeu das suas ilus\u00f5es; que lutava contra a pr\u00f3pria fraqueza e, finalmente, que muito devia sofrer pela sua impot\u00eancia.<\/p>\n<p>Xumene<\/p>\n<p>(Bord\u00e9us, 1862)<\/p>\n<p>Com esse nome apresenta-se um Esp\u00edrito ao m\u00e9dium, habituado a este g\u00eanero de manifesta\u00e7\u00f5es, parecendo que a sua miss\u00e3o se constitui em assistir os Esp\u00edritos atrasados conduzidos por seu Guia espiritual com o duplo objetivo de adiantar a um e instruir a outro.<\/p>\n<p>P.<br \/> Quem sois? Este nome \u00e9 de homem ou de mulher?<\/p>\n<p>R.<br \/> De homem e t\u00e3o infeliz quanto poss\u00edvel.<br \/> Sofro todos os tormentos do inferno.<\/p>\n<p>P.<br \/> Mas se o inferno n\u00e3o existe, como podeis sofrer-lhe as torturas?<\/p>\n<p>R.<br \/> Pergunta in\u00fatil.<\/p>\n<p>P.<br \/> Compreendo, mas outros precisam de explica\u00e7\u00f5es.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>R.<br \/> Isso pouco me incomoda.<\/p>\n<p>P.<br \/> O ego\u00edsmo n\u00e3o ser\u00e1 uma das causas do vosso sofrimento?<\/p>\n<p>R.<br \/> Pode ser.<\/p>\n<p>P.<br \/> Se quiserdes ser aliviado, come\u00e7ai repudiando as m\u00e1s tend\u00eancias.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>R.<br \/> N\u00e3o te incomodes com o que n\u00e3o \u00e9 da tua conta; principia orando por mim, como o fazes com os outros, e depois veremos.<\/p>\n<p>P.<br \/> A n\u00e3o me auxiliardes com o vosso arrependimento, a prece pouco valor poder\u00e1 ter.<\/p>\n<p>R.<br \/> Mas falando, em vez de orares, menos ainda me adiantar\u00e1s.<\/p>\n<p>P.<br \/> Ent\u00e3o desejais adiantar-vos?<\/p>\n<p>R.<br \/> Talvez.<br \/>.<br \/>.<br \/> n\u00e3o sei.<br \/> Vejamos o essencial, isto \u00e9, se a prece alivia os sofrimentos.<\/p>\n<p>P.<br \/> Unamos ent\u00e3o os nossos pensamentos com a firme vontade de obter o vosso al\u00edvio.<\/p>\n<p>R.<br \/> V\u00e1 l\u00e1.<\/p>\n<p>P.<br \/> (Depois da prece).<br \/> Estais satisfeito?<\/p>\n<p>R.<br \/> N\u00e3o como fora para desejar.<\/p>\n<p>P.<br \/> Mas o rem\u00e9dio, aplicado pela primeira vez, n\u00e3o pode curar imediatamente um mal antigo.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>R.<br \/> \u00c9 poss\u00edvel.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>P.<br \/> Quereis voltar?<\/p>\n<p>R.<br \/> Se me chamares.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>O Guia do m\u00e9dium.<br \/> \u2014 Filha, ter\u00e1s muito trabalho com este Esp\u00edrito endurecido, mas o maior m\u00e9rito n\u00e3o adv\u00e9m de salvar os n\u00e3o perdidos.<br \/> Coragem, perseveran\u00e7a, e triunfar\u00e1s afinal.<br \/> N\u00e3o h\u00e1 culpados que se n\u00e3o possam regenerar por meio da persuas\u00e3o e do exemplo, visto como os Esp\u00edritos, por mais perversos, acabam por corrigir-se com o tempo.<br \/> O fato de muitas vezes ser imposs\u00edvel regener\u00e1-los prontamente, n\u00e3o importa a inutilidade desses esfor\u00e7os.<br \/> Mesmo a contragosto, as id\u00e9ias sugeridas a esses Esp\u00edritos fazem-nos refletir.<br \/> S\u00e3o como sementes que, cedo ou tarde, tivessem de frutificar.<br \/> N\u00e3o se arrebenta a pedra com a primeira marretada.<\/p>\n<p>Isto que te digo pode aplicar-se tamb\u00e9m aos encarnados e tu deves compreender a raz\u00e3o porque o Espiritismo n\u00e3o torna imediatamente perfeitos nem mesmo os mais crentes adeptos.<\/p>\n<p>A cren\u00e7a \u00e9 o primeiro passo; vem em seguida a f\u00e9 e a transforma\u00e7\u00e3o por sua vez, mas al\u00e9m disso, for\u00e7a \u00e9 que muitos venham revigorar-se no mundo espiritual.<\/p>\n<p>Entre os Esp\u00edritos endurecidos, n\u00e3o h\u00e1 perversos e maus.<br \/> Grande \u00e9 o n\u00famero daqueles que, sem fazer o mal, estacionam por orgulho, indiferen\u00e7a ou apatia.<br \/> Estes, nem por isso, s\u00e3o menos infelizes, pois quanto mais os aflige a in\u00e9rcia tanto mais se v\u00eaem privados das mundanas compensa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Intoler\u00e1vel, certamente, se lhes torna a perspectiva do infinito, por\u00e9m eles n\u00e3o t\u00eam a for\u00e7a nem a vontade para romper com essa situa\u00e7\u00e3o.<br \/> Queremos referir-nos a esses indiv\u00edduos que levam uma exist\u00eancia ociosa, in\u00fatil a si como ao pr\u00f3ximo, acabando muitas vezes no suic\u00eddio, sem motivos s\u00e9rios, por enfado da vida.<\/p>\n<p>Em regra, esses Esp\u00edritos s\u00e3o menos pass\u00edveis de imediata regenera\u00e7\u00e3o do que aqueles que s\u00e3o positivamente maus, visto como estes ao menos disp\u00f5em de energia e, uma vez doutrinados, votam-se ao bem com o mesmo ardor com que se votavam ao mal.<\/p>\n<p>Aos outros, muitas encarna\u00e7\u00f5es se fazem necess\u00e1rias para que progridam, e isto pouco a pouco, domados pelo t\u00e9dio, procurando para se distra\u00edrem qualquer ocupa\u00e7\u00e3o que mais tarde venha a transformar-se em necessidade.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_15517\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"15517\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; 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