{"id":15642,"date":"2019-01-20T12:12:00","date_gmt":"2019-01-20T12:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15642\/"},"modified":"2019-01-20T12:16:38","modified_gmt":"2019-01-20T14:16:38","slug":"artigo15642","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15642\/","title":{"rendered":"Livro O que \u00e9 o Espiritismo &#8211; Cap\u00edtulo II &#8211; COMUNICA\u00c7\u00d5ES COM o MUNDO INVIS\u00cdVEL &#8211; Allan Kardec"},"content":{"rendered":"<p>COMUNICA\u00c7\u00d5ES COM o MUNDO INVIS\u00cdVEL<\/p>\n<p>22.<br \/>Admitidas a exist\u00eancia, a sobreviv\u00eancia e a individualidade da alma, o Espiritismo reduz-se a esta quest\u00e3o principal: S\u00e3o poss\u00edveis as comunica\u00e7\u00f5es entre as almas e os vivos?<\/p>\n<p>A experi\u00eancia provou essa possibilidade.<br \/> Estabelecidas como fatos as rela\u00e7\u00f5es entre o mundo vis\u00edvel e o invis\u00edvel, conhecidas a natureza, a causa e a maneira porque se d\u00e3o essas rela\u00e7\u00f5es, temos um novo campo aberto \u00e0 observa\u00e7\u00e3o e a chave de grande n\u00famero de problemas, ao mesmo tempo que um poderoso elemento moralizador, resultante da elimina\u00e7\u00e3o da d\u00favida relativa ao futuro.<\/p>\n<p>23.<br \/>0 que gera a d\u00favida na mente de muitas pessoas, quanto a possibilidade das comunica\u00e7\u00f5es de al\u00e9m-t\u00famulo, \u00e9 a falsa id\u00e9ia sobre o estado da alma depois da morte.<\/p>\n<p>Em geral a imaginam como um sopro ou uma fuma\u00e7a, como algo de vago, apenas conceb\u00edvel pelo pensamento, que evapora e vai para n\u00e3o se sabe onde, mas t\u00e3o distante, que muito custa admitir que possa retornar \u00e0 Terra.<br \/> Se, pelo contr\u00e1rio, a considerarem como um corpo flu\u00eddico, semi-material, elementos estes suficientes \u00e0 concep\u00e7\u00e3o de um ser concreto, individual, as suas rela\u00e7\u00f5es com os vivos j\u00e1 nada t\u00eam de incompat\u00edveis com a raz\u00e3o.<\/p>\n<p>24.<br \/>Vivendo o mundo vis\u00edvel em meio ao invis\u00edvel, com o qual .<br \/> est\u00e1 em perp\u00e9tuo contato, o resultado \u00e9 que um reage incessantemente sobre o outro, e desde que h\u00e1 homens, h\u00e1 Esp\u00edritos.<br \/> Estes t\u00eam o poder de manifestarem-se e o fizeram em todas as \u00e9pocas e entre todos os povos.<\/p>\n<p>Nestes \u00faltimos tempos, entretanto, as manifesta\u00e7\u00f5es dos Esp\u00edritos adquiriram um surpreendente desenvolvimento, bem como um car\u00e1ter de evidente autenticidade, talvez porque estivesse nos des\u00edgnios da provid\u00eancia exterminar a praga da incredulidade e do materialismo, merc\u00ea de provas evidentes, permitindo aos que deixaram a Terra que viessem dar testemunho de sua exist\u00eancia e revelar a situa\u00e7\u00e3o feliz ou infeliz em que se encontram.<\/p>\n<p>25.<br \/>As rela\u00e7\u00f5es entre o mundo vis\u00edvel e o invis\u00edvel podem ser ocultas ou manifestas, espont\u00e2neas ou provocadas.<\/p>\n<p>Os Esp\u00edritos atuam sobre os homens: \u00e0s ocultas, p\u00ealos pensamentos que lhes sugerem e por determinadas influ\u00eancias ; de modo manifesto, por meio de fen\u00f4menos apreci\u00e1veis p\u00ealos sentidos.<\/p>\n<p>As manifesta\u00e7\u00f5es espont\u00e2neas t\u00eam lugar inesperadamente e de impreviso.<br \/> Produzem-se, freq\u00fcentemente entre as pessoas que menos cogitam de id\u00e9ias esp\u00edritas e que, por isso s\u00e3o incapazes de as explicar, terminando por atribui-las \u00e0 causas sobrenaturais.<\/p>\n<p>As provocadas efetuam-se por meio de certas pessoas dotadas de faculdades especiais e que s\u00e3o denominadas m\u00e9diuns.<\/p>\n<p>26.<br \/>Os esp\u00edritos podem manifestar-se das mais diversas maneiras: pela vista, pela audi\u00e7\u00e3o, pelo tato, p\u00ealos ru\u00eddos, pelo movimento dos corpos, pelo desenho, pela m\u00fasica, etc.<\/p>\n<p>27.<br \/>\u00c0s vezes os Esp\u00edritos manifestam-se espontaneamente, vibrando golpes ou fazendo ru\u00eddos.<br \/> Para eles esses sons ami\u00fade constituem um meio de atestar sua presen\u00e7a e chamar aten\u00e7\u00e3o, exata-mente como uma pessoa faz ru\u00eddo para nos avisar de que chegou.<br \/> Esp\u00edritos h\u00e1 que n\u00e3o se limitam a ru\u00eddos moderados: chegam a produzir um estr\u00e9pito semelhante ao de um vaso que se despeda\u00e7a, de portas que batem, de m\u00f3veis que v\u00eam abaixo.<br \/> Muitos chegam a causar verdadeira perturba\u00e7\u00e3o e grandes estragos.<br \/> (Revue Spirite, 1858.<br \/> LEsprit frappeur de Bergzabern, p\u00e1g.<br \/> 125, 153, 154 &#8211; Idem, L Esprit frappeur de Dibbelsdorf, p\u00e1g.<br \/> 219 &#8211; Idem 1860.<br \/> L\u00ea boulanger de Dieppe, p\u00e1g.<br \/> 76 &#8211; Idem, L\u00ea fabricant de Saint Petersburg, p\u00e1g.<br \/> 115 &#8211; Idem, L\u00ea chiffonier de Ia rue d\u00eas Noyers, p\u00e1g.<br \/> 236).<\/p>\n<p>28.<br \/> Posto que invis\u00edvel para n\u00f3s em estado normal, o perisp\u00edrito \u00e9 mat\u00e9ria et\u00e9rea.<br \/> O Esp\u00edrito pode, em certos casos, faz\u00ea-lo experimentar uma esp\u00e9cie de modifica\u00e7\u00e3o molecular que o torna vis\u00edvel e at\u00e9 tang\u00edvel.<br \/> Assim \u00e9 que se produzem as apari\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Este fen\u00f4meno n\u00e3o \u00e9 mais extraordin\u00e1rio do que o do vapor, invis\u00edvel quanto mais rarefeito, e que se torna vis\u00edvel quando condensado.<\/p>\n<p>Os Esp\u00edritos que se fazem vis\u00edveis apresentam-se sempre sob a apar\u00eancia que tinham quando vivos.<br \/> Assim podem ser reconhecidos.<\/p>\n<p>29.<br \/>A materializa\u00e7\u00e3o permanente e total dos Esp\u00edritos \u00e9 muito rara.<br \/> As apari\u00e7\u00f5es isoladas, entretanto, s\u00e3o muito freq\u00fcentes, sobretudo no momento da morte.<br \/> O Esp\u00edrito liberto parece ter pressa em rever pa.<br \/> rentes e amigos, como que para os advertir de que acaba de deixar a Terra e lhes afirmar sua imortalidade.<br \/> Busque cada um as suas recorda\u00e7\u00f5es e ver\u00e1 quantos fatos aut\u00eanticos deste g\u00eanero e cuja explica\u00e7\u00e3o n\u00e3o se podia encontrar, tiveram lugar \u00e0 noite, durante o sono e tamb\u00e9m a luz do dia, em estado de vig\u00edlia.<br \/> Esses fatos eram outrora olhados como sobrenaturais e maravilhosos e atribu\u00eddos \u00e0 magia, \u00e0 bruxaria Hoje os incr\u00e9dulos os atribuem \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o.<br \/> Entretanto, desde que a ci\u00eancia esp\u00edrita forneceu a sua chave, sabemos como se produzem e que na realidade n\u00e3o fogem \u00e0 ordem dos fen\u00f4menos naturais.<\/p>\n<p>30.<br \/>Por meio do perisp\u00edrito o Esp\u00edrito atua sobre seu corpo vivo.<br \/> Manifesta-se, igualmente, com o aux\u00edlio do mesmo flu\u00eddo, atuando sobre a mat\u00e9ria inerte e produzindo os ru\u00eddos, os movimentos d mesas e outros objetos que levanta, derruba ou transporta.<br \/> Nada tem esse fen\u00f4meno de surpreendente, se se considerar que entre n\u00f3s for\u00e7as motoras mais poderosas se encontram nos fluidos mais feitos e at\u00e9 mesmo imponder\u00e1veis, como o ar, o vapor e a eletricidade.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m com a ajuda do perisp\u00edrito que o Esp\u00edrito leva m\u00e9dium a escrever, falar ou desenhar.<br \/> Sem possuir um corpo tang\u00edvel para agir ostensivamente, quando deseja manifestar-se, serve-se corpo do m\u00e9dium, apoderando-se de seus \u00f3rg\u00e3os, que p\u00f5e em atividade como se fora os de seu corpo, por meio dos efl\u00favios que si eles derrama.<\/p>\n<p>31.<br \/>Pelo mesmo processo atua o Esp\u00edrito sobre a mesa, no fen\u00f4meno conhecido pelo nome de mesas girantes ou mesas falantes para as mover sem significa\u00e7\u00e3o determinada, j\u00e1 para as fazer vibrar golpes inteligentes, que indicam as letras do alfabeto e formam palavras e frases.<br \/> O fen\u00f4meno \u00e9 designado pelo nome de tiptologia.<\/p>\n<p>Neste caso a mesa n\u00e3o \u00e9 mais que um instrumento de que serve, como se serve do l\u00e1pis para escrever.<br \/> D\u00e1-lhe uma vitalidade moment\u00e2nea pelo fluido que a penetra, mas n\u00e3o se identifica com As pessoas que se comovem assistindo a mesa, caem no rid\u00edculo pois que \u00e9 absolutamente a mesma coisa que abra\u00e7ar uma bengala de que se serve um amigo para desferir golpes.<\/p>\n<p>O mesmo dizemos aos que dirigem a palavra \u00e0 mesa, como se o Esp\u00edrito estivesse encerrado na madeira ou como se esta s transformado em Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Quando as comunica\u00e7\u00f5es t\u00eam lugar por este meio, e imaginar o Esp\u00edrito n\u00e3o dentro da mesa, mas ao lado, tal c quando vivo, e como seria visto se naquele momento pudesse vis\u00edvel tornar-se vis\u00edvel.<\/p>\n<p>A mesma coisa sucede nas comunica\u00e7\u00f5es psicografadas.<br \/> Ver-se-ia o Esp\u00edrito ao lado do m\u00e9dium, dirigindo-lhe a m\u00e3o ou transmitindo-lhe o pensamento por meio de uma corrente flu\u00eddica.<\/p>\n<p>Quando a mesa se ergue do solo e rodopia no espa\u00e7o, sem ponto de apoio, n\u00e3o a levanta o Esp\u00edrito, merc\u00ea da for\u00e7a bra\u00e7al, e sim de uma esp\u00e9cie de atmosfera flu\u00eddica com que a envolve, neutralizando o efeito da gravidade, como faz o ar com os bal\u00f5es e papagaios de papel.<br \/> O flu\u00eddo de que se acha impregnada d\u00e1-lhe momentaneamente, um menor peso espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Quando permanece apoiada no assoalho, encontra-se no caso de uma camp\u00e2nula pneum\u00e1tica depois de produzido o v\u00e1cuo.<br \/> Estas s\u00e3o<br \/>\n<br \/>meras compara\u00e7\u00f5es, destinadas a demonstrar os fen\u00f4menos pela analogia.<\/p>\n<p>N\u00e3o querem dizer, entretanto, que haja absoluta semelhan\u00e7a das causas.<\/p>\n<p>Quando a mesa persegue uma pessoa, n\u00e3o \u00e9 o Esp\u00edrito que corre, pois lhe \u00e9 dado permanecer no mesmo lugar, impulsionando-a<br \/>\n<br \/>mediante uma corrente flu\u00eddica, com o aux\u00edlio da qual consegue produzir todos os movimentos desejados.<\/p>\n<p>Quando se fazem ouvir golpes na mesa ou em outra parte, n\u00e3o \u00e9 que o Esp\u00edrito os esteja vibrando com a m\u00e3o ou com um objeto qualquer.<br \/> Ele dirige, at\u00e9 o ponto de onde parte o ru\u00eddo, um jato de fluido, que produz o efeito de um choque el\u00e9trico.<br \/> O Esp\u00edrito modifica o ru\u00eddo como n\u00f3s podemos modificar os sons produzidos pelo ar.<\/p>\n<p>Comprende-se, por isso, que ao Esp\u00edrito n\u00e3o \u00e9 mais dif\u00edcil erguer uma pessoa do que uma mesa, transportar um objeto de um<br \/>\n<br \/>lado para o outro que atir\u00e1-lo em qualquer parte.<br \/> Esses fen\u00f4menos subordinam-se a uma mesma lei.<\/p>\n<p>32.<br \/> Pode-se ver, pelas poucas palavras precedentes, que as manifesta\u00e7\u00f5es esp\u00edritas, qualquer que seja a sua natureza, nada<br \/>\n<br \/>t\u00eam de sobrenatural ou de maravilhoso.<br \/> S\u00e3o fen\u00f4menos que se produzem em virtude da lei que rege as rela\u00e7\u00f5es do mundo vis\u00edvel<br \/>\n<br \/>e do invis\u00edvel, lei t\u00e3o natural quanto a da eletricidade, da gravita\u00e7\u00e3o, etc.<br \/> O Espiritismo \u00e9 a ci\u00eancia que nos d\u00e1 a conhecer<br \/>\n<br \/>esta lei, como a mec\u00e2nica, as leis do movimento e a \u00f3tica as da luz.<\/p>\n<p>Estando na ordem natural das coisas, as manifesta\u00e7\u00f5es esp\u00edritas se deram em todos os tempos.<br \/> Conhecidas as leis que as regem, uma infinidade de problemas, considerados insol\u00faveis, ficar\u00e3o explicados.<br \/> S\u00e3o tamb\u00e9m a chave de n\u00e3o menor n\u00famero de fen\u00f4menos explorados e ampliados pela supersti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>33.<br \/>Expurgados do maravilhoso, esses fen\u00f4menos nada mais apresentam que repugne \u00e0 raz\u00e3o, de vez que se colocam entre os fen\u00f4menos naturais.<br \/> Quando a mentalidade geral ainda estava envolta nos v\u00e9us da ignor\u00e2ncia, todos os fen\u00f4menos de causas desconhecidas eram considerados sobrenaturais.<br \/> As descobertas cient\u00edficas, entretanto, reduziram continuamente o c\u00edrculo do maravilhoso, que o descobrimento da nova lei veio aniquilar.<\/p>\n<p>Aqueles, pois, que acusam o Espiritismo de ressuscitar o maravilhoso, provam, que falam daquilo que desconhecem.<\/p>\n<p>34.<br \/>As manifesta\u00e7\u00f5es dos Esp\u00edritos s\u00e3o de duas ordens: efeitos f\u00edsicos e comunica\u00e7\u00f5es inteligentes.<br \/> As primeiras s\u00e3o fen\u00f4menos materiais e ostensivos, tais como movimentos, ru\u00eddos, transportes de objetos, etc.<br \/> As outras consistem na troca regular de pensamentos por meio de sinais, da palavra e principalmente pela escrita.<\/p>\n<p>35.<br \/>As comunica\u00e7\u00f5es que se recebem dos Esp\u00edritos podem ser boas ou m\u00e1s, exatas ou falsas, profundas ou fr\u00edvolas, conforme a natureza dos Esp\u00edritos que se manifestam.<\/p>\n<p>Os que demonstram circunspec\u00e7\u00e3o e cultura s\u00e3o Esp\u00edritos adiantados que j\u00e1 realizaram progressos.<br \/> Os que demonstram ignor\u00e2ncia e m\u00e1s qualidades s\u00e3o Esp\u00edritos ainda atrasados, mas que evoluir\u00e3o com o tempo.<\/p>\n<p>Os Esp\u00edritos n\u00e3o podem dar resposta a quest\u00f5es que est\u00e3o al\u00e9m de seus conhecimentos, mas de conformidade com o adiantamento que t\u00eam e, principalmente, com as coisas que t\u00eam permiss\u00e3o de revelar, pois aos homens nem tudo ainda \u00e9 dado conhecer.<\/p>\n<p>36.<br \/> Da diversidade de qualidades e aptid\u00f5es dos Esp\u00edritos, resulta que n\u00e3o basta nos dirigirmos a qualquer deles para obtermos a exata resposta a uma pergunta, pois sobre muitas coisas s\u00f3 lhes \u00e9 permitido dar opini\u00e3o pessoal, que pode ser ou n\u00e3o ser verdadeira.<br \/> Se ele for prudente, confessar\u00e1 sua ignor\u00e2ncia no assunto; se leviano ou mentiroso, responder\u00e1 a tudo, pouco cuidando da verdade; e se for orgulhoso, apresentar\u00e1 seu ponto de vista como verdade inconteste.<\/p>\n<p>Por isso, disse Jo\u00e3o Evangelista: N\u00e3o creiais em todo Esp\u00edrito; mas provai se os Esp\u00edritos s\u00e3o de Deus.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia prova a sabedoria desse conselho.<br \/> Seria pois, imprud\u00eancia e leviandade aceitar sem provas tudo o que vem dos Esp\u00edritos.<br \/> Por isso, \u00e9 essencial estarmos instru\u00eddos sobre a natureza daqueles com quem nos comunicamos.<br \/> (O Livro dos M\u00e9diuns, num.<br \/> 267).<\/p>\n<p>37.<br \/>Conhece-se a qualidade dos Esp\u00edritos pelo que dizem.<br \/> As palavras dos verdadeiramente bons e superiores s\u00e3o sempre dignas, nobres, l\u00f3gicas e isentas de contradi\u00e7\u00e3o.<br \/> Respiram sabedoria, benevol\u00eancia, mod\u00e9stia e a moral mais pura; s\u00e3o concisas e n\u00e3o cont\u00eam redund\u00e2ncias.<br \/> Nos Esp\u00edritos inferiores, ignorantes e orgulhosos, o vazio das id\u00e9ias \u00e9 quase sempre compensado pela abund\u00e2ncia de palavra.<br \/> Todo pensamento evidentemente falso, toda m\u00e1xima contr\u00e1ria \u00e0 s\u00e3 moral, todo conselho rid\u00edculo, toda express\u00e3o grosseira, trivial ou simplesmente fr\u00edvola, todo sinal, de malevol\u00eancia, de presun\u00e7\u00e3o ou de arrog\u00e2ncia, s\u00e3o incontest\u00e1veis \u00edndices da inferioridade do Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>38.<br \/>Os Esp\u00edritos inferiores s\u00e3o mais ou menos ignorantes.<br \/> Seu horizonte \u00e9 limitado, sua perspic\u00e1cia restrita.<br \/> Geralmente t\u00eam apenas id\u00e9ias falsas e incompletas das coisas.<br \/> Por outro lado, acham-se ainda sob o imp\u00e9rio das preocupa\u00e7\u00f5es terrenas que, vez por outra, tomam como verdades absolutas.<br \/> Da\u00ed serem incapazes de solucionar determinadas quest\u00f5es.<br \/> Podem induzir-nos em erro, volunt\u00e1ria ou involuntariamente, quanto a quest\u00f5es que eles pr\u00f3prios n\u00e3o compreendem.<\/p>\n<p>39.<br \/>Isto n\u00e3o quer dizer que todos os Esp\u00edritos inferiores sejam essencialmente maus.<br \/> Existem os que s\u00e3o apenas ignorantes e levianos.<br \/> Outros s\u00e3o chistosos, divertidos, imaginosos, capazes de empregar a s\u00e1tira com finura e mordacidade.<br \/> Ao lado destes encontram-se, no mundo dos Esp\u00edritos como na Terra, todas as modalidades de pervers\u00e3o e todos os graus de superioridade intelectual e moral.<\/p>\n<p>40.<br \/>Os Esp\u00edritos superiores d\u00e3o comunica\u00e7\u00f5es inteligentes, cuja finalidade evidente \u00e9 nos instruir.<br \/> As manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, puramente materiais, s\u00e3o em geral atribui\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos inferiores, vulgarmente designados pelo nome de Esp\u00edritos batedores, exatamente como, aqui no nosso meio, os exerc\u00edcios de for\u00e7a s\u00e3o praticados p\u00ealos saltimbancos, n\u00e3o p\u00ealos homens cultos.<\/p>\n<p>41 .<br \/>As comunica\u00e7\u00f5es com os Esp\u00edritos devem ser realizadas sempre com paz e recolhimento.<br \/> Nunca se deve perder de vista que os Esp\u00edritos s\u00e3o as almas dos homens, e que \u00e9 inconveniente transform\u00e1-las em joguete e objeto de passatempo.<\/p>\n<p>Se se respeitam os restos mortais, mais dignos de respeito \u00e9 o Esp\u00edrito.<br \/> As reuni\u00f5es fr\u00edvolas e levianas faltam, pois, a um dever, e aqueles que nelas tomam parte deveriam pensar que de um momento para outro podem tamb\u00e9m ingressar no mundo dos Esp\u00edritos e n\u00e3o lhes seria agrad\u00e1vel verem-se tratados com t\u00e3o pouca defer\u00eancia.<\/p>\n<p>42.<br \/>Outra quest\u00e3o essencial a ser considerada \u00e9 esta: os Esp\u00edritos s\u00e3o livres.<br \/> Comunicam-se quando querem, com quem lhes conv\u00e9m e quando podem, pois t\u00eam seus quefazeres; n\u00e3o est\u00e3o \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o e ao capricho de ningu\u00e9m, n\u00e3o sendo dado faz\u00ea-los vir contra sua vontade ou dizer o que preferem silenciar.<br \/> Assim, \u00e9 imposs\u00edvel garantir que um Esp\u00edrito nos atenda em determinado momento e que responda a tal ou qual pergunta.<\/p>\n<p>Afirmar o contr\u00e1rio \u00e9 demonstrar absoluta ignor\u00e2ncia dos princ\u00edpios mais elementares do Espiritismo.<br \/> No cap\u00edtulo das previs\u00f5es infal\u00edveis s\u00f3 ao charlatanismo cabe a prioridade.<\/p>\n<p>43.<br \/>Os Esp\u00edritos s\u00e3o atra\u00eddos pela simpatia, consoante a semelhan\u00e7a de gostos, caracteres e a inten\u00e7\u00e3o dos que desejam sua presen\u00e7a.<br \/> Assim como um s\u00e1bio da Terra n\u00e3o concorreria a uma reuni\u00e3o de jovens libertinos, os Esp\u00edritos superiores tamb\u00e9m n\u00e3o comparecem \u00e0s reuni\u00f5es f\u00fateis.<\/p>\n<p>O simples bom senso diz que n\u00e3o pode ser de outro modo.<br \/> Mas, se uma ou outra vez se apresentam, \u00e9 sempre para dar um bom conselho, combater os v\u00edcios ou atrair as pessoas levianas ao bom caminho.<br \/> Se n\u00e3o s\u00e3o ouvidos, afastam-se.<br \/> S\u00f3 um racioc\u00ednio tacanho concluiria que Esp\u00edritos respeit\u00e1veis pudessem comprazer-se em responder a futilidades ou perguntas ociosas, que n\u00e3o demonstram simpatia ou respeito para com eles, num desejo de aprender; ou, mais ainda, que possam vir a tomar parte em exibi\u00e7\u00f5es destinadas a divertir os curiosos.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o o fariam durante a vida, tampouco o far\u00e3o depois da morte.<\/p>\n<p>44.<br \/>A frivolidade das reuni\u00f5es tem como resultado atrair Esp\u00edritos levianos que outra coisa n\u00e3o buscam sen\u00e3o as ocasi\u00f5es prop\u00edcias aos enganos e \u00e0s mistifica\u00e7\u00f5es.<br \/> Pela mesma raz\u00e3o por que homens s\u00e9rios e respeit\u00e1veis n\u00e3o comparecem \u00e0s assembl\u00e9ias levianas, os Esp\u00edritos s\u00e9rios s\u00f3 comparecem \u00e0s reuni\u00f5es s\u00e9rias, cuja finalidade seja a instru\u00e7\u00e3o, e nunca a curiosidade.<br \/> Nestas \u00e9 que se comprazem os Esp\u00edritos superiores em oferecer<br \/>\n<br \/>ensinamentos.<\/p>\n<p>45.<br \/> Do que precede resulta que toda reuni\u00e3o esp\u00edrita, para ser proveitosa, deve como condi\u00e7\u00e3o primeira, ser s\u00e9ria e homog\u00eanea.<br \/> Tudo nela deve revestir-se de respeito, religiosidade e dignidade, se se deseja obter o concurso constante dos bons Esp\u00edritos.<\/p>\n<p>N\u00e3o nos esque\u00e7amos de que, se esses mesmos Esp\u00edritos ali se tivessem apresentado em vida, seriam objeto de uma considera\u00e7\u00e3o a que, em maior grau, t\u00eam direito depois da morte.<\/p>\n<p>46.<br \/>Em v\u00e3o aiega-se a utilidade de certas experi\u00eancias curiosas, fr\u00edvolas e recreativas, para gerar convic\u00e7\u00e3o nos incr\u00e9dulos.<br \/> Por esse meio chega-se a resultado oposto.<\/p>\n<p>O incr\u00e9dulo, dado por natureza a zombar das cren\u00e7as mais sagradas, n\u00e3o pode considerar digna de aten\u00e7\u00e3o uma coisa que transformam em divertimento; n\u00e3o pode inclinar-se a respeitar o que n\u00e3o lhe apresentam de maneira respeitosa; assim, est\u00e1 sempre recebendo m\u00e1 impress\u00e3o nas reuni\u00f5es f\u00fateis e levianas, onde nunca h\u00e1 ordem, gravidade e recolhimento.<\/p>\n<p>O que em essencial pode convenc\u00ea-lo \u00e9 a prova da presen\u00e7a de seres cuja mem\u00f3ria lhe seja querida.<br \/> Ao ouvir-lhes as palavras s\u00e9rias e solenes, suas \u00edntimas revela\u00e7\u00f5es, \u00e9 que se nota a palidez, a emo\u00e7\u00e3o que o embarga.<br \/> Pelo mesmo fato, por\u00e9m, de ter respeito, venera\u00e7\u00e3o e simpatia por uma pessoa cuja alma se lhe apresenta, \u00e9 que se sente chocado, que se escandaliza, vendo-a concorrer a uma reuni\u00e3o irreverente, entre mesas que dan\u00e7am e palha\u00e7adas de Esp\u00edritos levianos.<br \/> Incr\u00e9dulo que \u00e9, sua consci\u00eancia menospreza essa alian\u00e7a do s\u00e9rio e do fr\u00edvolo, do religioso e do profano.<br \/> Da\u00ed a qualificar tudo de embuste, \u00e9 um passo; e ami\u00fade sai menos convencido do que havia entrado.<\/p>\n<p>As reuni\u00f5es dessa classe sempre fazem mais mal do que bem, pois que afastam da doutrina um maior n\u00famero de pessoas do que atraem.<br \/> E, afora isso, oferecem campo \u00e0 cr\u00edtica dos detratores, que nelas encontram fundados motivos para zombarias.<\/p>\n<p>47.<br \/>Sem raz\u00e3o, as manifesta\u00e7\u00f5es f\u00edsicas s\u00e3o consideradas um brinquedo.<br \/> Se s\u00e3o despidas da import\u00e2ncia filos\u00f3fica, t\u00eam sua utilidade do ponto de vista dos fen\u00f4menos, pois que s\u00e3o o abe da ci\u00eancia, cuja chave forneceram.<br \/> Ainda que menos necess\u00e1rias na atualidade, favorecem ainda a convic\u00e7\u00e3o de determinadas pessoas.<br \/> A ordem e a compostura, por\u00e9m, n\u00e3o devem ser exclu\u00eddas nas reuni\u00f5es que ob-jetivam estud\u00e1-las.<br \/> Se fossem sempre praticadas de maneira conveniente, convenceriam mais facilmente e produziriam, sob todos os aspectos, resultados muito superiores.<\/p>\n<p>48.<br \/>Certas pessoas formam, intimamente, uma id\u00e9ia falsa das evoca\u00e7\u00f5es.<br \/> Existem as que julgam que elas consistem em provocar a vinda dos mortos, com todo o l\u00fagubre aparato do t\u00famulo.<\/p>\n<p>O pouco que dissemos sobre este particular, deve dissipar semelhante erro.<br \/> S\u00f3 nas novelas, nos contos fant\u00e1sticos de almas de outro mundo, e no teatro, v\u00eaem-se os mortos desencarnados, saindo dos sepulcros, envoltos em sud\u00e1rios e chocalhando os ossos.<br \/> O Espiritismo, que nunca obrou milagres, tamb\u00e9m este n\u00e3o realizou, e nunca pretendeu que um corpo morto pudesse reviver.<br \/> Quando este j\u00e1 repousa na tumba, a\u00ed est\u00e1 em definitivo.<\/p>\n<p>Mas o ser espiritual, flu\u00eddico, inteligente, n\u00e3o foi sepultado com seu grosseiro envolt\u00f3rio.<br \/> Separou-se dele no momento da morte e, realizada a separa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 nada mais tem em comum.<\/p>\n<p>49.<br \/>A cr\u00edtica mal\u00e9vola compraz-se em apresentar as comunica\u00e7\u00f5es esp\u00edritas revestidas de pr\u00e1ticas rid\u00edculas e supersticiosas, de magia e necromancia.<br \/> Se os que falam do Espiritismo sem o conhecer tivessem se dado ao trabalho de estudar a quest\u00e3o que desejam comentar, teriam poupado a imagina\u00e7\u00e3o, e os argumentos que apenas servem para lhes provar a ignor\u00e2ncia e a m\u00e1 vontade.<br \/> Como explica\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas estranhas \u00e0 ci\u00eancia, diremos que, para nos comunicarmos com os Esp\u00edritos, n\u00e3o h\u00e1 dias, horas, nem lugares mais prop\u00edcios que outros; que para os evocar n\u00e3o s\u00e3o necess\u00e1rias f\u00f3rmulas sacramentais ou cabal\u00edsticas, n\u00e3o \u00e9 preciso prepara\u00e7\u00e3o ou inicia\u00e7\u00e3o alguma; que o emprego dos objetos materiais, para os atrair ou para os afastar, n\u00e3o produz resultados; que para isso basta o pensamento e, enfim, que os m\u00e9diuns recebem suas comunica\u00e7\u00f5es t\u00e3o simples e naturalmente como se fossem ditadas por uma pessoa viva, e sem sair do estado normal.<br \/> S\u00f3 o charlatanismo pode inventar pr\u00e1ticas exc\u00eantricas e o emprego de objetos rid\u00edculos.<\/p>\n<p>A evoca\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos faz-se em nome de Deus, com respeito e recolhimento.<br \/> Apenas isto \u00e9 recomendado \u00e0s pessoas s\u00e9rias, que desejam estabelecer rela\u00e7\u00f5es com Esp\u00edritos s\u00e9rios.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_15642\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"15642\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" 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