{"id":15671,"date":"2019-02-03T08:12:00","date_gmt":"2019-02-03T08:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15671\/"},"modified":"2019-02-03T08:28:05","modified_gmt":"2019-02-03T10:28:05","slug":"artigo15671","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15671\/","title":{"rendered":"Apresentando S\u00e3o Camilo de L\u00e9llis aos esp\u00edritas"},"content":{"rendered":"<p>Contribui\u00e7\u00e3o de Orleide Felix de Matos<\/p>\n<p>APRESENTANDO S\u00c3O CAMILO DE L\u00c9LLIS AOS ESP\u00cdRITAS<br \/>\n<br \/>Camilo nasceu em 25 de maio de 1550, em Bucchianico, na It\u00e1lia, quando sua m\u00e3e, chamada Camila, estava com quase 60 anos de idade. Nasceu num est\u00e1bulo, como era de costume na \u00e9poca, para pedir com mais for\u00e7a a ajuda dos c\u00e9us no momento do parto e esperava-se para ela maior ajuda dada a sua idade. E Camilo nasceu imitando Jesus e Francisco de Assis, de quem sua m\u00e3e era devota.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o de Lellis, pai de Camilo, era militar e nobre deca\u00eddo. Homem de f\u00e9 sincera, mas aventureiro e jogador inveterado. Jo\u00e3o e Camila casaram-se em 1526.Ele com 25 anos e ela com 30 anos.<\/p>\n<p>Durante a gravidez, Camila havia tido um sonho inquietante. Via no sonho um grupo de crian\u00e7as e na frente delas uma pessoa mais alta e todos tinham uma cruz no peito. Os tempos eram agitados e ela interpretou o sonho como um mau press\u00e1gio, vendo nas crian\u00e7as um bando de malfeitores o qual seu filho nascituro chefiava, destinado talvez ao crime e \u00e0 forca.<\/p>\n<p>Camilo era robusto e sua altura chegava a mais de 2 metros. Um dia o chamariam de \u201cgrande gigante da caridade,\u201d n\u00e3o somente por sua solidariedade, mas tamb\u00e9m em rela\u00e7\u00e3o a sua superioridade f\u00edsica.<\/p>\n<p>Jo\u00e3o de Lellis, constantemente, fora de casa, muitas vezes muito distante, n\u00e3o estava presente para ajudar na educa\u00e7\u00e3o de Camilo e o rapaz aproveitava decad\u00eancia f\u00edsica da m\u00e3e e sua indulg\u00eancia e meiguice para passar o dia nos campos e pra\u00e7as, cultivando a pregui\u00e7a.<\/p>\n<p>Seguindo o mau exemplo do pai, tornou-se jogador inveterado e entre dados e cartas perdia todo o dinheiro que seu pai lhe dava.<\/p>\n<p>Ingressou na vida militar como seu pai, alistando-se no ex\u00e9rcito de Veneza. Diversas vezes alistou-se no ex\u00e9rcito, mas sempre voltava \u00e0 vida habitual de festas, mulheres e jogatinas. Seu dinheiro come\u00e7ou a escassear, mas a vontade de procurar trabalho tamb\u00e9m era escassa e com isso ficou reduzido \u00e0 mis\u00e9ria. Chegou a pedir esmolas na porta da igreja de S\u00e3o Domingos.<\/p>\n<p>Camilo tinha uma ferida nos p\u00e9s e tornozelo e come\u00e7ou a se espalhar por toda a perna e esta ferida o acompanhou por toda a vida. Achava-se que era de origem ven\u00e9rea e o aconselharam a ir tratar-se no hospital de S\u00e3o Tiago, renomado pelo tratamento da s\u00edfilis e Camilo submeteu-se \u00e0 terapia do guaco que era tida como milagrosa.<\/p>\n<p>Diversas vezes prometeu ao Senhor fazer-se frade franciscano, mas passado o problema que o afligia, as promessas eram, facilmente, esquecidas. Depois de muito sofrimento encontrou seu caminho de Damasco.<\/p>\n<p>No hospital de S\u00e3o Tiago dedicou-se aos doentes, foi agente sanit\u00e1rio renovando as formas de tratar os pacientes. Acolhia-os, assistia-os, fazia todo o servi\u00e7o de enfermagem, ajudava-os a comer quando necess\u00e1rio, atendia-os a qualquer hora do dia ou da noite e preparava-os para a desencarna\u00e7\u00e3o, caso n\u00e3o houvesse um sacerdote presente. Era preciso tratar os enfermos com todo amor como se estivesse tratando o pr\u00f3prio Jesus: esse era o seu lema.<\/p>\n<p>Encontrou cinco homens piedosos e com eles come\u00e7ou a formar um grupo que, mais tarde, chamaria Ministros dos Enfermos, hoje Ordem Camiliana. Seu grupo se dedicaria ao hospital \u201cservindo Jesus sofredor nos doentes, com desinteresse e abnega\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A comunidade o elegeu como superior e uma de suas decis\u00f5es foi que os Ministros dos Enfermos deveriam trazer a cruz vermelha no peito sobre o h\u00e1bito, confirmando assim o sonho de sua m\u00e3e Camila. Sua comunidade era chamada a atender os servi\u00e7os mais \u00e1rduos, como recolher cad\u00e1veres e encaminh\u00e1-los para o sepultamento quando epidemias dizimavam a popula\u00e7\u00e3o. \u00c0s vezes, encontravam rec\u00e9m-nascidos mamando no peito de suas m\u00e3es j\u00e1 mortas e os alimentava com leite de cabra. Em toda epidemia ou seca estava presente com seus companheiros sempre vendo nos doentes a figura de Jesus, tratando-os e assistindo-os como se fosse o pr\u00f3prio Jesus a necessitar dos cuidados. Dizem que, muitas vezes, os doentes cuspiam em seu rosto e o mandavam embora, ao som de palavr\u00f5es que ele respondia:<\/p>\n<p>\u2013 Meu irm\u00e3o, eu n\u00e3o vou embora enquanto n\u00e3o te ver bem e feliz. O que mais posso fazer para agrad\u00e1-lo?<\/p>\n<p>\u201cMas, sobretudo, amava os doentes, via neles Cristo, concretamente, sofredor e crucificado; por isso, tinha com eles o relacionamento que um crist\u00e3o fervoroso, um santo, tem com Jesus no Gets\u00eamani ou no Calv\u00e1rio: olhava para eles com o mesmo arrebatamento, o mesmo cora\u00e7\u00e3o. Tratava-os com afeto, ternura, solicitude, delicadeza, da admiss\u00e3o no hospital (ou da sua chegada na casa do enfermo) at\u00e9 a alta, ou o falecimento. Camilo vivia para os doentes, pensava sempre neles, em que fazer, como prover para que estivessem melhor, trata-los com mais dignidade, confort\u00e1-los, tranquiliza-los cur\u00e1-los no corpo e na alma, torn\u00e1-los novamente produtivos ou, ent\u00e3o, ajuda-los com a palavra, a gra\u00e7a, os sacramentos a ir para o c\u00e9u\u201d. (1)<\/p>\n<p>Camilo dizia que era necess\u00e1rio colocar mais cora\u00e7\u00e3o nas m\u00e3os ao tratar dos doentes.<\/p>\n<p>Camilo desencarnou no dia 14 de julho de 1614, dia de S\u00e3o Boaventura, como havia previsto. Diz-se que na hora de sua morte, seu rosto transfigurou-se e iluminou-se. A Igreja Cat\u00f3lica o proclamou santo em 29 de junho de 1746, patrono dos hospitais, dos cardiopatas e dos portadores de estimuladores card\u00edacos dentre outros.<\/p>\n<p>Orleide Felix de Matos<\/p>\n<p>Refer\u00eancias Bibliogr\u00e1ficas<br \/>\n<br \/>(1) SPINELLI, MARIO. Camilo de Lellis:\u2019 Mais cora\u00e7\u00e3o nas m\u00e3os\u201d. Tradu\u00e7\u00e3o de Antonio Efro Feltrin, S\u00e3o Paulo, Edi\u00e7\u00f5es Paulinas, 2010 (Cole\u00e7\u00e3o Luz do Mundo)<\/p>\n<p>Nota do Autor:<br \/>\n<br \/>Por que S\u00e3o Camilo?<br \/>\n<br \/>Nosso amor e respeito por Camilo de Lellis come\u00e7ou com um presente. Curs\u00e1vamos Nutri\u00e7\u00e3o, no Centro Universit\u00e1rio S\u00e3o Camilo, na \u00e9poca ainda Faculdade de Ci\u00eancias da Sa\u00fade S\u00e3o Camilo, e um dia, o padre Augusto Mezzomo, diretor da faculdade, nos deu de presente um livro que era um resumo de outro livro sobre a vida de S\u00e3o Camilo. E nada acontece por acaso, porque eu nunca havia dito a ele que era esp\u00edrita e n\u00e3o tinha contato com ele. Era o ano de 1978 ou 79. Lemos o livro por volta de 1990 somente e nos apaixonamos pela vida e exemplos de Camilo.<br \/>\n<br \/>Fomos morar em Uberaba e trabalhamos no Sanat\u00f3rio Esp\u00edrita como nutricionista entre 1992 e 1995 e particip\u00e1vamos como colunista do jornal do Sanat\u00f3rio.<br \/>\n<br \/>Um dia, falamos ao saudoso Dr. Elias Barbosa sobre o livro e ele nos pediu emprestado e tamb\u00e9m enamorou-se, nos pedindo que fizesse um resumo e f\u00f4ssemos publicando no jornal do sanat\u00f3rio em cap\u00edtulos. E assim fizemos.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_15671\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"15671\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Contribui\u00e7\u00e3o de Orleide Felix de Matos APRESENTANDO S\u00c3O CAMILO DE L\u00c9LLIS AOS ESP\u00cdRITAS Camilo nasceu em 25 de maio de 1550, em Bucchianico, na It\u00e1lia, quando sua m\u00e3e, chamada Camila, estava com quase 60 anos de idade. 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