{"id":15686,"date":"2019-02-09T11:12:00","date_gmt":"2019-02-09T11:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15686\/"},"modified":"2019-02-09T11:17:19","modified_gmt":"2019-02-09T13:17:19","slug":"artigo15686","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15686\/","title":{"rendered":"Livro O que \u00e9 o Espiritismo &#8211; Cap\u00edtulo II &#8211;  ESCOLHOS DA MEDIUN\u00cdDADE &#8211; Allan Kardec"},"content":{"rendered":"<p>ESCOLHOS DA MEDIUN\u00cdDADE<\/p>\n<p>70.<br \/>Um dos maiores escolhos da mediunidade \u00e9 a obsess\u00e3o, isto \u00e9, o dom\u00ednio que certos Esp\u00edritos podem exercer sobre os m\u00e9diuns, impondo-se-lhes sob nomes ap\u00f3crifos e impedindo-os de se comunicarem com outros Esp\u00edritos.<br \/> \u00c9 ao mesmo tempo, uma dificuldade para o observador novi\u00e7o e inexperiente que, desconhecendo as caracter\u00edsticas de que se reveste o fen\u00f4meno, pode ser enganado pelas apar\u00eancias, como uma pessoa que, n\u00e3o conhecendo a medicina, ilude-se quanto \u00e0 causa e a natureza de uma mol\u00e9stia.<br \/> Se, neste caso, o estudo antecipado \u00e9 in\u00fatil ao observador, \u00e9 indispens\u00e1vel ao m\u00e9dium, pois que lhe proporciona os meios de prevenir um inconveniente para que ele poderia ter conseq\u00fc\u00eancias desagradabil\u00edssimas.<br \/> Por esta raz\u00e3o nunca ser\u00e1 bastante recomendada a necessidade do estudo, antes de entrar na pr\u00e1tica.<br \/> (O Livro dos M\u00e9diuns, cap.<br \/> XXIII).<\/p>\n<p>71.<br \/> A obsess\u00e3o apresenta tr\u00eas graus bem caracterizados: a obsess\u00e3o simples, a fascina\u00e7\u00e3o e a subjuga\u00e7\u00e3o.<br \/> No primeiro, o m\u00e9dium tem consci\u00eancia perfeita de que n\u00e3o obt\u00e9m nada de bom.<br \/> N\u00e3o h\u00e1 ilus\u00f5es quanto \u00e0 natureza do Esp\u00edrito que se obstina em manifestar-se.<br \/> Este caso n\u00e3o oferece nenhuma gravidade: \u00e9 simples contratempo, e o m\u00e9dium encontra-se livre depois de ter parado de escrever por algum tempo.<br \/> Cansado de se ver desatendido o Esp\u00edrito acaba por se retirar.<\/p>\n<p>A fascina\u00e7\u00e3o obsessional \u00e9 muito mais grave.<br \/> O m\u00e9dium encontra-se completamente fascinado.<br \/> O Esp\u00edrito que o domina apodera-se de sua confian\u00e7a a ponto de o impedir de julgar as pr\u00f3prias comunica\u00e7\u00f5es; leva-o a julgar sublimes as coisas mais absurdas.<\/p>\n<p>O car\u00e1ter distintivo deste g\u00eanero de obsess\u00e3o \u00e9 o de provocar no m\u00e9dium uma excessiva susceptibilidade, fazendo com que s\u00f3 julgue bom, justo e verdadeiro aquilo que escreve, levando-o a desprezar e mesmo considerar errado todo conselho ou observa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica.<br \/> Tamb\u00e9m o induz \u00e0s rixas com os amigos; e em vez de convir que est\u00e1 sendo enganado, tem ci\u00fames dos outros m\u00e9diuns, cujas comunica\u00e7\u00f5es s\u00e3o consideradas melhores que as suas, e quer impor-se nas reuni\u00f5es esp\u00edritas, das quais se afasta quando n\u00e3o pode dominar.<br \/> Chega, enfim, a sofrer uma tal domina\u00e7\u00e3o, que o<br \/>\n<br \/>Esp\u00edrito pode arrast\u00e1-lo \u00e0s mais rid\u00edculas e comprometedoras atitudes.<\/p>\n<p>72.<br \/>Um dos caracter\u00edsticos dos maus Esp\u00edritos \u00e9 a imposi\u00e7\u00e3o.<br \/> D\u00e3o ordens e desejam ser obedecidos.<br \/> Os bons nunca se imp\u00f5em.<br \/> Aconselham, e, quando n\u00e3o s\u00e3o ouvidos, retiram-se.<br \/> Disto resulta que a sensa\u00e7\u00e3o produzida p\u00ealos maus Esp\u00edritos \u00e9 sempre penosa e fatigante, originando uma esp\u00e9cie de mal-estar.<br \/> Ami\u00fade provocam  uma agita\u00e7\u00e3o febril, movimentos bruscos e desenfreados.<br \/> Ao influxo dos bons Esp\u00edritos, pelo contr\u00e1rio, as sensa\u00e7\u00f5es s\u00e3o mansas e suaves e produzem um admir\u00e1vel bem-estar.<\/p>\n<p>73.<br \/>A subjuga\u00e7\u00e3o obsessional, designada nos tempos antigos pelo nome de possess\u00e3o, \u00e9 uma coa\u00e7\u00e3o f\u00edsica, produzida sempre por Esp\u00edritos da pior esp\u00e9cie, capazes mesmo de neutralizar o livre-arb\u00edtrio.<br \/> Limita-se, ami\u00fade, a simples impress\u00f5es desagrad\u00e1veis, mas \u00e0s vezes provoca movimentos desordenados, atos de insensatez, gritos e palavras incoerentes ou injuriosas, cujo rid\u00edculo reconhece, de quando em vez, ainda que sem o poder evitar, aquele que \u00e9 v\u00edtima de semelhante situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Este estado difere essencialmente da loucura patol\u00f3gica com a qual erradamente \u00e9 confundido, pois n\u00e3o apresenta les\u00f5es org\u00e2nicas.<br \/> E sendo diferente a causa, outros devem ser tamb\u00e9m os meios de a curar.<br \/> Aplicando-se os processos ordin\u00e1rios de duchas e tratamentos corporais, logra-se, muito comumente, transformar em verdadeira loucura aquilo que era apenas uma causa moral.<\/p>\n<p>74.<br \/>Na loucura, propriamente dita, a causa do mal \u00e9 interna; \u00e9 preciso, pois, procurar restituir o organismo ao seu estado normal.<br \/> Na subjuga\u00e7\u00e3o a causa do mal \u00e9 exterior e \u00e9 preciso livrar o enfermo de um inimigo invis\u00edvel, opondo-se-lhe, n\u00e3o rem\u00e9dios, mas uma for\u00e7a moral superior \u00e0 sua.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia prova que, em semelhantes casos, os exorcismos nunca produziram resultados satisfat\u00f3rios e que, em vez de melhorar, agravam a situa\u00e7\u00e3o.<br \/> Indicando as verdadeiras causas do mal, s\u00f3 o Espiritismo pode fornecer rem\u00e9dio para o combater.<br \/> \u00c9 preciso, de certo modo, educar moralmente o Esp\u00edrito obsessor; e com os conselhos sabiamente dirigidos logra-se torn\u00e1-lo melhor, e consegue-se lev\u00e1-lo a renunciar \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o do enfermo.<br \/> Ent\u00e3o fica livre o paciente.<br \/> (O Livro dos M\u00e9diuns, n\u00ba 279).<\/p>\n<p>75.<br \/>Ordinariamente a subjuga\u00e7\u00e3o obsessional \u00e9 individual.<br \/> Quando, por\u00e9m, um enxame de maus Esp\u00edritos se lan\u00e7a sobre uma cidade, pode apresentar um car\u00e1ter epid\u00eamico.<\/p>\n<p>Um fen\u00f4meno dessa ordem ocorreu ao tempo de Cristo.<br \/> S\u00f3 uma poderosa superioridade moral podia vencer aqueles seres malfazejos, designados ent\u00e3o pelo nome de dem\u00f4nios, devolvendo a tranq\u00fcilidade \u00e0s suas v\u00edtimas(Uma epidemia semelhante manifestou-se, durante muitos anos, numa pequena cidade da Alta Sab\u00f3ia.<br \/> (Ver a  Revue Spirite , janeiro, fevereiro, abril e maio de 1863:  L\u00eas poss\u00e9d\u00e9s de Morzines ).<\/p>\n<p>76.<br \/>Um fato importante a ser considerado \u00e9 que a obsess\u00e3o independe da mediunidade e \u00e9 encontrada em todos os seus graus, e no \u00faltimo, principalmente, num sem n\u00famero de pessoas que jamais ouviram falar de Espiritismo.<\/p>\n<p>Com efeito, existindo desde todos os tempos, sempre os Esp\u00edritos exerceram sua influ\u00eancia.<br \/> A mediunidade n\u00e3o \u00e9 uma causa, mas uma maneira de se manifestar aquela influ\u00eancia.<br \/> Por isso pode dizer-se, com seguran\u00e7a, que todo m\u00e9dium obsidiado sofre, de algum modo ami\u00fade, nos atos mais vulgares da vida, os resultados dessa influ\u00eancia, e que se n\u00e3o fora a mediunidade, traduzir-se-ia por outros efeitos atribu\u00eddos, quase sempre, a essas enfermidades misteriosas que resistem a todas as investiga\u00e7\u00f5es da medicina.<\/p>\n<p>Pela mediunidade o Esp\u00edrito mal\u00e9fico manifesta a sua presen\u00e7a.<br \/> Sem a mediunidade \u00e9 um inimigo oculto, do qual n\u00e3o se suspeita.<\/p>\n<p>77.<br \/>Os que nada admitem fora da mat\u00e9ria n\u00e3o podem admitir causas ocultas.<br \/> Quando, por\u00e9m, a ci\u00eancia tiver sa\u00eddo dos caminhos materialistas, reconhecer\u00e1 na a\u00e7\u00e3o do mundo invis\u00edvel, que nos rodeia e em cujo meio vivemos, uma for\u00e7a que reage tanto sobre as coisas f\u00edsicas quanto sobre as morais.<\/p>\n<p>Este ser\u00e1 um novo caminho aberto ao progresso e a chave de uma multid\u00e3o de fen\u00f4menos mal compreendidos.<\/p>\n<p>78.<br \/>Como a obsess\u00e3o n\u00e3o pode jamais ser produto de um bom Esp\u00edrito, \u00e9 essencial saber conhecer a natureza dos que se apresentam.<br \/> O m\u00e9dium n\u00e3o instru\u00eddo pode ser enganado pelas apar\u00eancias.<br \/> O que est\u00e1 prevenido apercebe-se dos menores sinais suspeitos, e o Esp\u00edrito termina por afastar-se, constatando que nada consegue.<\/p>\n<p>\u00c9, pois, indispens\u00e1vel ao m\u00e9dium que n\u00e3o deseja expor-se a cair no la\u00e7o, o conhecimento antecipado dos meios de distinguir os bons dos maus Esp\u00edritos.<br \/> N\u00e3o o \u00e9 menos para o simples observador que pode, por este meio, apreciar o justo valor do que v\u00ea e ouve.<br \/> (O Livro dos M\u00e9diuns, cap.<br \/> XXIV).<\/p>\n<p>79.<br \/>A faculdade medi\u00fanica \u00e9 inerente ao organismo.<br \/> \u00c9 independente das qualidades morais do m\u00e9dium e tanto se encontra desenvolvida nos mais indignos quanto nos mais dignos.<br \/> O mesmo n\u00e3o acontece quanto \u00e0 prefer\u00eancia que os bons Esp\u00edritos d\u00e3o aos m\u00e9diuns.<\/p>\n<p>80.<br \/>Os bons Esp\u00edritos comunicam-se mais ou menos voluntariamente, por tal ou qual m\u00e9dium, conforme a simpatia que sintam por ele.<br \/> O que constitui a qualidade do m\u00e9dium n\u00e3o \u00e9 a facilidade em obter comunica\u00e7\u00f5es, e sim a aptid\u00e3o para receber apenas as boas, e de n\u00e3o se tornar joguete de Esp\u00edritos levianos e mentirosos.<\/p>\n<p>81.<br \/>Os m\u00e9diuns que deixam a desejar sob o ponto de vista moral, recebem por vezes espl\u00eandidas comunica\u00e7\u00f5es, que n\u00e3o podem vir sen\u00e3o de Esp\u00edritos bons.<br \/> Muitos maravilham-se com isto, mas sem raz\u00e3o, pois essas comunica\u00e7\u00f5es ami\u00fade v\u00eam no interesse do m\u00e9dium e d\u00e3o-lhe s\u00e1bias advert\u00eancias.<\/p>\n<p>Se delas n\u00e3o tira proveito, sua culpa ser\u00e1 aumentada: \u00e9 ele pr\u00f3prio que escreve a sua condena\u00e7\u00e3o.<br \/> Deus, cuja bondade \u00e9 infinita, jamais nega assist\u00eancia aos que mais a necessitam.<br \/> O virtuoso mission\u00e1rio que sai a moralizar os criminosos, n\u00e3o faz sen\u00e3o o que fazem os bons Esp\u00edritos para com os m\u00e9diuns moralmente imperfeitos.<br \/> Por outro lado, objetivando dar uma li\u00e7\u00e3o \u00fatil a todos, servem-se os bons Esp\u00edritos do instrumento que lhes vem \u00e0s m\u00e3os.<br \/> Abandonam-no, por\u00e9m, quando encontram outro mais simp\u00e1tico e que tira proveito dos seus ensinamentos.<br \/> Ao se retirarem os bons Esp\u00edritos, os inferiores, que pouco prezam as qualidades morais &#8211; pois estas lhes s\u00e3o mesmo aborrecidas &#8211; t\u00eam ent\u00e3o o campo livre.<\/p>\n<p>Disso resulta que os m\u00e9diuns moralmente imperfeitos, e que n\u00e3o se emendam, tornam-se mais hoje mais amanh\u00e3, presa dos maus Esp\u00edritos, que habitualmente os conduzem \u00e0 ru\u00edna e \u00e0s maiores desgra\u00e7as, ainda neste mundo.<br \/> Enquanto isso sua faculdade, de bela que era, e que poderia continuar o sendo, perverte-se, devido ao abandono dos bons Esp\u00edritos, terminando por extinguir-se.<\/p>\n<p>82.<br \/>Os m\u00e9diuns de maiores m\u00e9ritos n\u00e3o est\u00e3o ao abrigo das mistifica\u00e7\u00f5es dos Esp\u00edritos mentirosos, primeiro, porque nenhum \u00e9 bastante perfeito para n\u00e3o ter um ponto vulner\u00e1vel e capaz de dar acesso aos maus Esp\u00edritos; em segundo lugar, porque os bons Esp\u00edritos o permitem, \u00e0s vezes, para lhes exercitar o racioc\u00ednio e ensinar-lhes a discernir entre o certo e o errado, alimentando a desconfian\u00e7a, a fim de que nada aceitem \u00e0s cegas e sem comprova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Entretanto, a mentira nunca procede de um bom Esp\u00edrito; e todo nome respeit\u00e1vel, subscrevendo um erro, \u00e9 necessariamente ap\u00f3crifo.<\/p>\n<p>Esses incidentes tamb\u00e9m podem ser uma prova de paci\u00eancia e perseveran\u00e7a para o esp\u00edrita, m\u00e9dium ou n\u00e3o.<br \/> Quem desanima com algumas decep\u00e7\u00f5es prova aos bons Esp\u00edritos que n\u00e3o podem contar com suas for\u00e7as.<\/p>\n<p>83.<br \/>N\u00e3o \u00e9 para surpreender que os maus Esp\u00edritos obsidiem pessoas honestas, assim como n\u00e3o o \u00e9 ver pessoas mal\u00e9volas perseguirem os homens de bem.<\/p>\n<p>\u00c9 digno de nota que, desde a publica\u00e7\u00e3o do Livro dos M\u00e9diuns, os obsediados tornaram-se muito menos numerosos.<br \/> \u00c9 que, estando prevenidas, as pessoas mant\u00e9m-se em guarda e se apercebem dos mais insignificantes sinais que possam revelar a presen\u00e7a de um Esp\u00edrito mentiroso.<\/p>\n<p>E a maior parte das que ainda est\u00e3o nesse estado, ou n\u00e3o estudaram antes, ou n\u00e3o tiraram proveito dos conselhos recebidos.<\/p>\n<p>84.<br \/>0 que constitui um m\u00e9dium, propriamente dito, \u00e9 a faculdade, e sob este aspecto \u00e9 que pode estar mais ou menos formado, mais ou menos desenvolvido.<\/p>\n<p>O que constitui o m\u00e9dium seguro, para que verdadeiramente se possa qualificar como bom m\u00e9dium, \u00e9 a boa aplica\u00e7\u00e3o da faculdade, a aptid\u00e3o para servir de int\u00e9rprete aos bons Esp\u00edritos.<br \/> Fazendo-se abstra\u00e7\u00e3o da faculdade, a for\u00e7a dos m\u00e9diuns, para atrair os bons Esp\u00edritos e afastar os maus, est\u00e1 na raz\u00e3o de sua superioridade moral.<br \/> Esta faculdade \u00e9 proporcional \u00e0 soma de qualidades que constituem o homem de bem.<\/p>\n<p>Deste modo atrai a simpatia dos bons e exerce ascend\u00eancia sobre os maus.<\/p>\n<p>85.<br \/>Pela mesma raz\u00e3o, as imperfei\u00e7\u00f5es morais do m\u00e9dium o aproximam da natureza dos maus Esp\u00edritos e roubam-lhe a influ\u00eancia necess\u00e1ria para os afastar.<br \/> Em vez de impor-se, sofre a sua imposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Isto n\u00e3o se aplica apenas aos m\u00e9diuns, mas a qualquer pessoa, pois n\u00e3o podemos fugir \u00e0s influ\u00eancias que partem dos Esp\u00edritos.<br \/> (Vejam-se os n\u00fameros 74 e 75).<\/p>\n<p>86.<br \/>Para se imporem aos m\u00e9diuns, os maus Esp\u00edritos sabem explorar habilmente todas as suas imperfei\u00e7\u00f5es morais; e a que lhes \u00e9 mais prop\u00edcia \u00e9 o orgulho.<br \/> Por isto, \u00e9 o orgulho o sentimento dominante na maioria dos m\u00e9diuns obsidiados e principalmente nos que se encontram fascinados.<\/p>\n<p>O orgulho leva-os a crer na sua infalibilidade e a desprezar as advert\u00eancias.<br \/> Infelizmente, este sentimento \u00e9 excitado p\u00ealos elogios feitos aos m\u00e9diuns.<br \/> Quando possuem uma faculdade algo not\u00e1vel s\u00e3o procurados, adulados e terminam por acreditar na sua import\u00e2ncia; julgam-se indispens\u00e1veis e \u00e9 isto o que os perde.<\/p>\n<p>87.<br \/>Enquanto o m\u00e9dium imperfeito orgulha-se dos nomes ilustres, e o mais das vezes ap\u00f3crifos, que figuram nas comunica\u00e7\u00f5es que recebe e imagina-se int\u00e9rprete privilegiado dos poderes celestes, o bom m\u00e9dium n\u00e3o se julga digno de semelhante favor; alimenta sempre salutar desconfian\u00e7a do que obt\u00e9m e jamais confia em sua pr\u00f3pria opini\u00e3o.<br \/> Como \u00e9 simples instrumento passivo, compreende que n\u00e3o tem merecimento pessoal pelo bom resultado, assim como n\u00e3o pode ser respons\u00e1vel pelo que recebe de mau, e que seria rid\u00edculo tomar o efeito pela causa e confiar na identidade absoluta dos Esp\u00edritos que se lhe manifestam.<br \/> Deixa que terceiras pessoas desinteressadas julguem a quest\u00e3o, sem que seu amor pr\u00f3prio se ressinta por um conceito desfavor\u00e1vel, como um ator para com a cr\u00edtica dirigida \u00e0 pe\u00e7a de que \u00e9 int\u00e9rprete.<\/p>\n<p>Seu car\u00e1ter distintivo \u00e9 a simplicidade e a moralidade.<br \/> Considera uma felicidade a faculdade que possui, n\u00e3o para se vangloriar, mas porque lhe oferece meios de ser \u00fatil, o que faz voluntariamente, quando se lhe apresentam as ocasi\u00f5es, sem se aborrecer caso n\u00e3o lhe seja dado lugar de destaque.<\/p>\n<p>Os m\u00e9diuns s\u00e3o os intermedi\u00e1rios e int\u00e9rpretes dos Esp\u00edritos.<br \/> Importa pois ao evocador, e at\u00e9 ao simples observador, apreciar o valor do instrumento.<\/p>\n<p>88.<br \/>A faculdade medi\u00fanica \u00e9 um dom de Deus, como todas as outras faculdades que podem ser empregadas no bem e no mal, e das quais \u00e9 poss\u00edvel abusar.<\/p>\n<p>Tem por finalidade p\u00f4r-nos em comunica\u00e7\u00e3o direta com as almas dos que viveram, para recebermos seus ensinamentos e nos iniciarmos na vida futura.<br \/> Assim como a vida nos p\u00f5e em comunica\u00e7\u00e3o com o mundo vis\u00edvel, a mediunidade nos p\u00f5e em contato com o invis\u00edvel.<br \/> Aquele que dela se serve de maneira \u00fatil, para o seu adiantamento e o de seus semelhantes, cumpre uma verdadeira miss\u00e3o e por isso receber\u00e1 a recompensa.<br \/> Aquele que dela abusa, empregando-a em coisas f\u00fateis ou no seu interesse material, afasta-a de seu fim providencial e, cedo ou tarde, sofrer\u00e1 o castigo, como aquele que mal emprega toda e qualquer outra faculdade.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_15686\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"15686\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" 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