{"id":15764,"date":"2019-03-16T18:12:00","date_gmt":"2019-03-16T18:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15764\/"},"modified":"2019-03-16T19:13:52","modified_gmt":"2019-03-16T22:13:52","slug":"artigo15764","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo15764\/","title":{"rendered":"A feliz aposentadoria &#8211; Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita"},"content":{"rendered":"<p>A feliz aposentadoria<\/p>\n<p>Nos primeiros anos do S\u00e9culo XX, era comum verdureiros percorrerem as ruas das cidades ofertando os seus produtos, diariamente.<\/p>\n<p>Na cidade de Mat\u00e3o, no interior do Estado de S\u00e3o Paulo, havia um desses que, todas as manh\u00e3s, transitava com sua carro\u00e7a cheia de legumes, verduras e frutas.<\/p>\n<p>Certo dia, ele parou em frente \u00e0 uma farm\u00e1cia.<br \/> Estacionou sua carro\u00e7a e entrou para comprar um medicamento.<\/p>\n<p>Enquanto era atendido, o dono da farm\u00e1cia, homem bom, foi at\u00e9 a porta e ficou olhando para o animal atrelado \u00e0 carro\u00e7a.<\/p>\n<p>Era um burro velho, maltratado, magro que, muito ofegante, suportava parado o peso enorme do ve\u00edculo de madeira e das mercadorias.<br \/> Tinha um aspecto feio.<\/p>\n<p>Notava-se, de longe, que tudo aquilo era demais para ele.<br \/> N\u00e3o tinha mais condi\u00e7\u00f5es de continuar naquele trabalho.<\/p>\n<p>Quando o verdureiro saiu da farm\u00e1cia, viu o propriet\u00e1rio parado \u00e0 porta e o cumprimentou:<br \/>\n<br \/>Ol\u00e1, senhor Cairbar, tudo bem?<br \/>\n<br \/>E recebeu, de retorno, uma proposta: O senhor quer me vender o seu burro?<br \/>\n<br \/>Claro que n\u00e3o, foi a resposta pronta.<br \/> Preciso dele para me levar, com toda a mercadoria, de um lado a outro da cidade.<\/p>\n<p>Cairbar voltou a insistir: Diga o pre\u00e7o.<br \/> Quem sabe, faremos um bom neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>O verdureiro continuou argumentando que n\u00e3o venderia o animal.<br \/> Mas Cairbar insistiu e insistiu, at\u00e9 que ele resolveu dar um pre\u00e7o: uma quantia muitas vezes acima do valor real.<br \/> Era para n\u00e3o vender.<\/p>\n<p>No entanto, Cairbar olhou para o burro, que continuava ofegante, foi para o interior da farm\u00e1cia, pegou o dinheiro na gaveta e entregou ao dono do animal.<\/p>\n<p>Agora, ele \u00e9 meu, falou.<br \/> Pode levar a carro\u00e7a para casa e depois me traga o burro.<\/p>\n<p>O homem ficou assustado.<br \/> Olhou para a soma que recebera.<br \/> Era o suficiente para comprar cinco animais e melhores do que aquele.<\/p>\n<p>Agradeceu e se foi rapidamente.<br \/> Voltou mais tarde, puxando o burrinho por um peda\u00e7o de corda e o entregou ao novo dono.<\/p>\n<p>Cairbar afagou o animal, levou-o devagar para um pasto pr\u00f3ximo e o soltou.<\/p>\n<p>A not\u00edcia se espalhou pela cidade.<br \/> Quando os amigos souberam, foram perguntar para que ele queria um animal velho, maltratado, quase morrendo.<\/p>\n<p>E ele respondeu, de forma natural:<br \/>\n<br \/>N\u00e3o preciso do animal para nada.<br \/> Est\u00e1 aposentado.<br \/> Vai viver seus \u00faltimos dias usufruindo desse direito.<br \/> Merece porque est\u00e1 velho e j\u00e1 trabalhou muito.<\/p>\n<p>E o velho burro viveu sua aposentadoria no pasto, solto.<br \/> Tudo gra\u00e7as a quem teve olhos de ver e tinha um nobre cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>*   *   *<br \/>\n<br \/>Os animais nos merecem cuidados.<br \/> Eles nos servem de muitas maneiras e \u00e9 nossa responsabilidade atend\u00ea-los em suas necessidades.<\/p>\n<p>Nas suas enfermidades, necess\u00e1rio que lhes providenciemos os cuidados adequados: a medica\u00e7\u00e3o, a cirurgia, os curativos.<\/p>\n<p>E, quando velhos, cansados, aguardam que lhes respeitemos os anos de dedica\u00e7\u00e3o que nos ofereceram, seja como animais de estima\u00e7\u00e3o ou de outra forma.<\/p>\n<p>Pensemos neles como queridos amigos ou velhos servidores e lhes retribuamos o que nos ofertaram por dias, meses ou anos com carinho, aten\u00e7\u00e3o, medica\u00e7\u00e3o, cuidados.<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, a partir do artigo Cairbar Schutel<br \/>\n<br \/>e o burrinho feliz, de S\u00e9rgio Louren\u00e7o, do jornal Correio Fraterno,<br \/>\n<br \/>de novembro\/dezembro\/2018.<\/p>\n<p>Em 5.<br \/>3.<br \/>2019.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_15764\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"15764\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 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