{"id":18730,"date":"2022-03-19T07:12:00","date_gmt":"2022-03-19T07:12:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo18730\/"},"modified":"2022-03-19T07:18:42","modified_gmt":"2022-03-19T10:18:42","slug":"artigo18730","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo18730\/","title":{"rendered":"Um exemplo de Mulher na evolu\u00e7\u00e3o dos tempos &#8211; JOANNA DE \u00c2NGELIS &#8211;  Adilton Pugliese &#8211; Revista Presen"},"content":{"rendered":"<p>\n<br \/>Uma das mulheres vem mantendo, de forma comovedora, sua fidelidade ao Cristo h\u00e1 mais de 2000 anos, desde o in\u00edcio da Era Crist\u00e3, quando ela, na personalidade de Joana, esposa de Cusa, intendente de \u00c2ntipas, acompanhava as prega\u00e7\u00f5es do Mestre \u00e0s margens do lago de Cafarnaum.<br \/> Ela possu\u00eda a verdadeira f\u00e9, mas vivia atormentada com as amarguras dom\u00e9sticas, porque o seu companheiro de lutas n\u00e3o aceitava as claridades do Evangelho, o esposo n\u00e3o tolerava a doutrina do Mestre.<br \/> Atendida fraternalmente por Jesus, \u00e9 aconselhada a  am\u00e1-lo ainda mais , recomendando-lhe permanecer sempre fiel.<br \/> No ano de 68,  quando as persegui\u00e7\u00f5es ao Cristianismo iam intensas , Joana de Cusa \u00e9 submetida ao poste do mart\u00edrio e, quando desafiada pelos verdugos a abjurar a sua f\u00e9, que lhe diziam: &#8211; O teu Cristo soube apenas ensinar-te a morrer? Ela, reunindo todas as suas for\u00e7as, responde:- N\u00e3o apenas a morrer, mas tamb\u00e9m a vos amar!.<br \/>.<br \/>.<br \/> \u00c9 neste momento decisivo que ela escuta a voz carinhosa e inesquec\u00edvel:- Joanna, t\u00eam bom \u00e2nimo!.<br \/>.<br \/>.<br \/> Eu aqui estou.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>Mais de 1500 anos depois vamos encontr\u00e1-la reencarnada no M\u00e9xico, em San Miguel Nepantla.<br \/> Que perfil nos interessa nessa encarna\u00e7\u00e3o dessa fidel\u00edssima servidora do Cristo? Um escritor, poeta e cr\u00edtico mexicano, Octavio Paz, escreveu um livro de 709 p\u00e1ginas para fazer uma esp\u00e9cie de ressurrei\u00e7\u00e3o da vida e do mundo de Juana de Asbaje Y Ram\u00edrez de Santillana, nascida em 12 de novembro de 1651.<br \/> Foi uma mulher inteligente, que desde menina pedia \u00e0 m\u00e3e para vesti-la de homem para ela poder ir a Universidade.<br \/> Era a necessidade do saber, do conhecimento, certamente preparando-se para as tarefas do futuro.<br \/> \u00c9 nesse est\u00e1gio reencarnat\u00f3rio que aprende, sozinha, o idioma portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Aos 16 anos entra para a Ordem das Carmelitas Descal\u00e7as, mas n\u00e3o suporta a vida asc\u00e9tica.<br \/> Aos 18 anos, ent\u00e3o, tomou o v\u00e9u de novi\u00e7a no Convento de S\u00e3o Jer\u00f4nimo, e adota o nome de S\u00f3ror In\u00eas de la Cruz.<br \/> Tinha enorme biblioteca &#8211; era conhecida como a monja da biblioteca.<br \/> Juana nasceu numa \u00e9poca de grande restri\u00e7\u00e3o \u00e0 mulher.<br \/> Teve v\u00e1rios perseguidores, que n\u00e3o aceitavam a sua excepcionalidade: a de seu sexo e de sua superioridade intelectual.<br \/> Um deles foi o Arcebispo da Cidade do M\u00e9xico, Aguiar y Seijas, cuja misoginia o levava a propagar que caso uma mulher entrasse em sua casa, mandaria trocar o piso.<\/p>\n<p>O que marcou a reencarna\u00e7\u00e3o de S\u00f3ror Juana In\u00eas de la Cruz foi sua constante preocupa\u00e7\u00e3o pela situa\u00e7\u00e3o da mulher, especialmente a mexicana, a qual era totalmente marginalizada, levando-a promover um movimento, tornando-se, ent\u00e3o, a primeira feminista das Am\u00e9ricas.<br \/> Foi poeta e musicista.<br \/> Houve um instante de inquieta\u00e7\u00e3o em sua vida, quando interrogou: onde est\u00e1 a felicidade? Orando, e fazendo profunda reflex\u00e3o, lembrou, talvez, que deveria proceder como o mo\u00e7o rico da par\u00e1bola evang\u00e9lica.<br \/> Precisava dar tudo o que tinha e dedicar-se aos pobres, \u00e0 caridade.<br \/> E \u00e9 o que faz a partir da\u00ed.<br \/> Em abril de 1695, grave epidemia varreu o M\u00e9xico, ceifando in\u00fameras vidas, entre elas a de S\u00f3ror Juana In\u00eas de la Cruz, aos 44 anos de idade, em 17-04-1695.<\/p>\n<p>Sessenta e seis anos depois renasceria no Brasil, em 11-12-1761, e seria a personalidade S\u00f3ror Joana Ang\u00e9lica de Jesus.<br \/> Seus registros terrestres n\u00e3o explicam a sua ren\u00fancia ao mundo e a op\u00e7\u00e3o pela clausura de um mosteiro da ordem contemplativa.<br \/> S\u00f3 os registros das vidas passadas, desde 68 d.<br \/>C.<br \/>, COMO Joana de Cusa, passando pela religiosa Juana In\u00e9s de la Cruz, podem explicar essa op\u00e7\u00e3o, pois aos 21 anos ingressou no Convento da Lapa, em Salvador, Bahia, fazendo profiss\u00e3o de irm\u00e3 das religiosas reformadas de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o da Lapa e, por incont\u00e1veis m\u00e9ritos, chegou a Abadessa em 1815.<br \/> Em 20-02-1822 ela desencarna, trespassada por uma baioneta, enfrentando \u00e0s portas do Convento, os soldados do Brigadeiro Madeira, nomeado por Portugal para p\u00f4r fim ao movimento de independ\u00eancia.<br \/> Seria a Hero\u00edna da Independ\u00eancia do Brasil.<\/p>\n<p>No mundo espiritual, 40 anos ap\u00f3s a sua desencarna\u00e7\u00e3o no Brasil, ei-la na Fran\u00e7a, ao lado de Allan Kardec, colaborando com a Codifica\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita.<br \/> Imaginamos o n\u00famero incalcul\u00e1vel de Esp\u00edritos que se ofereceram para colaborar com o advento da Terceira Revela\u00e7\u00e3o! E ela foi um dos escolhidos.<br \/> Em abril de 1864, ao lan\u00e7ar em Paris a terceira obra da Codifica\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec insere duas mensagens desse Esp\u00edrito, que se assina Um Esp\u00edrito Amigo: um texto sobre A Paci\u00eancia , no cap\u00edtulo IX, item 7 e outro cap\u00edtulo XVIII, item 15, Instru\u00e7\u00e3o dos Esp\u00edritos, intitulado Dar-se-a \u00c0quele que Tem, ambos ditados em 1862 nas cidades francesas de Havre e Bord\u00e9us, respectivamente.<\/p>\n<p>Continuando a sua trajet\u00f3ria iluminativa, em 1948 ela revela-se ao m\u00e9dium Divaldo Franco, assinando suas primeiras comunica\u00e7\u00f5es como Um Esp\u00edrito Amigo e, mais tarde, em 1956, solicitada pelo m\u00e9dium a identificar-se, pede que seja chamada de Joanna de \u00c2ngelis, passando a desenvolver a sua grandiosa tarefa, conhecid\u00edssima em todo o Brasil e no Exterior, agora verdadeira Hero\u00edna da Independ\u00eancia do Homem, para liberta-lo do materialismo.<\/p>\n<p>H\u00e1, dentro de suas exist\u00eancias na Terra, um ponto que gostaria de real\u00e7ar.<br \/> Quando em 1970 Divaldo Franco visitou o Monast\u00e9rio de Santa Clara, em Assis, na It\u00e1lia, o Esp\u00edrito Joanna de Angelis, diante do corpo em conserva\u00e7\u00e3o de Clara de Assis, desvela um outro \u00e2ngulo de suas exist\u00eancias.<br \/> Esse momento, em nosso entendimento, revela sua reencarna\u00e7\u00e3o como Clara de Assis, no s\u00e9culo XII, na cidade de Assis, na It\u00e1lia.<br \/> Relatam seus bi\u00f3grafos que durante a gesta\u00e7\u00e3o, sua m\u00e3e tinha medo, era o primeiro filho.<br \/> Um dia correu \u00e0 igreja.<br \/> L\u00e1 ouviu uma voz:  n\u00e3o tenhas medo, com felicidade ser\u00e1s m\u00e3e de uma menina, e esta filha h\u00e1 de aclarar o mundo com o seu esplendor .<br \/> Finalmente, no dia 16-07-1194, o castelo dos Condes de Favarone e Hortolona comemora o grande momento: o nascimento de sua primog\u00eanita.<br \/> A m\u00e3e insistiu em chamar-lhe de Clara, pois em seus ouvidos soava a promessa: ela h\u00e1 de aclarar o mundo inteiro com o seu espelendor.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>No ano de 1211, com 17 anos, ouviu um jovem de 29 anos pregar a Quaresma na Catedral de Assis e ficou arrebatada, n\u00e3o apenas com a eloq\u00fc\u00eancia da palavra, mas com o gesto da vida daquele jovem.<br \/> O jovem era Francisco de Assis (26-09-1182 \/ 04-10-1226), que desde o ano de 1206 havia criado um grande impacto em sua cidade natal.<br \/> Jovem rico, filho do grande comerciante Pedro Bernadone que, de repente, ap\u00f3s retornar da guerra, no sul da It\u00e1lia, passara a pregar o desapego \u00e0s coisas materiais e o amor \u00e0 mais absoluta pobreza.<\/p>\n<p>Em 18-03-1212, Clara toma uma decis\u00e3o: abandonar a fam\u00edlia e seguir Francisco, o que consegue.<br \/> Mais tarde ela se tornaria a primeira mulher franciscana e, com ela, nasceria a Segunda Ordem Franciscana, a das mulheres.<br \/> Em 15-08-1253, ela desencarna aos 59 anos, ap\u00f3s uma vida de prod\u00edgios e dedica\u00e7\u00e3o aos pobres.<\/p>\n<p>Identificamos dias interessantes e significativas conex\u00f5es reencarnat\u00f3rias entre Clara de Assis e Joanna Ang\u00e9lica de Jesus: Em 1241, a It\u00e1lia \u00e9 invadida por Frederico II, com bandos armados \u00e0 busca de riqueza e aventuras e chegaram \u00e0 cidade de Assis.<br \/> Clara enfrenta  a soldadesca com a imagem do Sant\u00edssimo Sacramento na m\u00e3o, na porta do Mosteiro, defendendo as irm\u00e3s de ideal e a cidade; em 20-02-1822 (581 anos depois) ela enfrentaria, \u00e0s portas de outro Mosteiro, o da Lapa, em Salvador, os soldados do brigadeiro Madeira, comandante das tropas portuguesas.<\/p>\n<p>As tradi\u00e7\u00f5es relatam comovedor momento, narrado por Divaldo Franco em suas palestras, envolvendo essas duas elevadas almas, a de Clara e a de Francisco: numa tarde de inverno, ambos voltavam de Espoleto para Assis.<br \/> A neve cobria o caminho, vestia as oliveiras.<br \/>.<br \/>.<br \/> \u00c9 quando Francisco declara: &#8211; Irm\u00e3 devemos nos separar aqui.<br \/> \u2013 E quando tornaremos a nos encontrar, irm\u00e3o? Pergunta Clara.<br \/> \u2013 Quando a primavera chegar com suas flores, responde Francisco.<br \/> E separaram-se.<br \/> Francisco faz um sinal da cruz e desaparece como que dilu\u00eddo na neblina.<br \/> Clara ajoelha-se na brancura do caminho, enquanto, em Assis, os sinos repicavam.<br \/> E de repente.<br \/>.<br \/>.<br \/> Uma car\u00edcia primaveril a envolveu.<br \/> Abriu os olhos.<br \/> A neve sumira.<br \/> Por toda parte rosas.<br \/> Rosas \u00e0 beira dos caminhos.<br \/> Rosas nas oliveiras e ciprestes.<br \/> Rosas na amplid\u00e3o.<br \/> Por toda parte rosas.<br \/> Colheu-as \u00e0s bra\u00e7adas e correu ao encal\u00e7o de Francisco, gritando: &#8211; Irm\u00e3o, irm\u00e3o, a primavera voltou.<br \/> N\u00e3o nos separemos mais.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>A uni\u00e3o entre Joanna de \u00c2ngelis e Jesus; dela com Francisco de Assis e com o m\u00e9dium Divaldo Franco, em s\u00e9culos de v\u00ednculos fraternais e de labor em benef\u00edcio da humanidade, \u00e9 o exemplo m\u00e1ximo, a excel\u00eancia da harmonia \u00edntima, da mensagem da eterna amorosidade.<br \/> Certamente que, para lograrmos esse estado de harmonia que os atingiu, \u00e9 preciso que semeemos rosas sem espinhos \u00e0 beira dos caminhos, dos nossos caminhos redentores e com todos aqueles com quem nos encontrarmos e ent\u00e3o, tamb\u00e9m n\u00f3s, um dia, quando conseguirmos construir a primavera definitiva, na hist\u00f3ria de nossas vidas, nunca mais nos separemos de Deus e de suas Leis.<\/p>\n<p> Adilton Pugliese<\/p>\n<p>(Artigo retirado da Revista Presen\u00e7a Esp\u00edrita)<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_18730\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"18730\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das mulheres vem mantendo, de forma comovedora, sua fidelidade ao Cristo h\u00e1 mais de 2000 anos, desde o in\u00edcio da Era Crist\u00e3, quando ela, na personalidade de Joana, esposa de Cusa, intendente de \u00c2ntipas, acompanhava as prega\u00e7\u00f5es do Mestre \u00e0s margens do lago de Cafarnaum. 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