{"id":18981,"date":"2022-07-15T10:12:00","date_gmt":"2022-07-15T10:12:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2022-07-15T10:12:00","modified_gmt":"2022-07-15T10:12:00","slug":"artigo18981","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo18981\/","title":{"rendered":"INTRODU\u00c7\u00c3O &#8211; DI\u00c1LOGO COM AS SOMBRAS HERM\u00cdNIO C. MIRANDA"},"content":{"rendered":"<p>Creio necess\u00e1rio declarar, no p\u00f3rtico deste livro, que, a meu ver, nenhuma obra acerca dos aspectos experimentais do Espiritismo ter\u00e1 valor por si mesma, Isolada do contexto dos cinco documentos b\u00e1sicos da Doutrina, Isto \u00e9:<br \/>\n<br \/>\t*\tO\tLivro dos Esp\u00edritos;<br \/>\n<br \/>\t*\tO\tLivro dos M\u00e9diuns;<br \/>\n<br \/>\t*\tO\tEvangelho segundo o Espiritismo;<br \/>\n<br \/>\t*\tO\tC\u00e9u e o Inferno; e<br \/>\n<br \/>\t*\tA\tG\u00eanese.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que a lista n\u00e3o termina a\u00ed.<br \/> H\u00e1, na literatura esp\u00edrita, um acervo consider\u00e1vel de livros que constituem leitura obrigat\u00f3ria para todo aquele que se prop\u00f5e a um trabalho s\u00e9rio junto aos companheiros desencarnados, pois n\u00e3o nos devemos esquecer de que o Espiritismo, como doutrina essencialmente evolutiva, n\u00e3o termina com Kardec; come\u00e7a com ele.<\/p>\n<p>O relacionamento com o mundo espiritual se reveste de enganosa simplicidade.<br \/> Realmente, em princ\u00edpio, qualquer pessoa dotada de faculdades medi\u00fanicas, mesmo Incipientes, pode estabelecer contacto com os desencarnados.<br \/> consciente ou inconscientemente, serena ou tumultuadamente.<br \/> Alguns o fazem compulsoriamente ou com relut\u00e2ncia: outros com espontaneidade; uns com respeito e amor, outros com leviandade e indiferen\u00e7a: e muitos sem mesmo perceberem o que se passa e o que deve ser feito para ordenar um fen\u00f4meno que, como tantos outros, \u00e9 natural, nada tendo de m\u00edstico, fant\u00e1stico ou sobrenatural, O importante \u00e9 que, ao Iniciarmos o trato com os Esp\u00edritos desencarnados, volunt\u00e1ria ou involuntariamente, este jamos com um m\u00ednimo de prepara\u00e7\u00e3o, apoiada num m\u00ednimo de informa\u00e7\u00e3o.<br \/> Aquele que se atira \u00e0 fenomenologia medi\u00fanica sem estes petrechos indispens\u00e1veis, ou aquele que \u00e9 arrastado a ela pela mediunidade indisciplinada ou desgovernada, estar\u00e1 se expondo a riscos Imprevis\u00edveis para o seu equil\u00edbrio emocional e org\u00e2nico.<br \/> A pr\u00e1tica medi\u00fanica n\u00e3o deve ser improvisada, pois n\u00e3o perdoa despreparo e ignor\u00e2ncia.<br \/> O mundo espiritual \u00e9 povoado de seres que foram homens e mulheres como n\u00f3s mesmos, encontrando-se em variados est\u00e1gios de desenvolvimento moral.<br \/> Pelo nosso mundo de encarnados podemos inferir o outro, do lado de l\u00e1.<br \/> Ali, como aquI, encontramos esp\u00edritos nobres e dotados de atributos morais avan\u00e7ados, mas, igualmente, a massa imensa daqueles que se acham da m\u00e9dia para baixo, at\u00e9 os extremos mais dolorosos do aviltamento moral, da ignor\u00e2ncia, da revolta, da ang\u00fastia, do rancor, da vingan\u00e7a.<br \/> Como a base do fen\u00f4meno medi\u00fanico \u00e9 a sintonia espiritual, e como ainda nos encontramos todos em est\u00e1gios inferiores da evolu\u00e7\u00e3o, nos afinamos com maior facilidade com aqueles que tamb\u00e9m se acham perturbados por desequil\u00edbrios de maior ou menor gravidade.<\/p>\n<p>Isto n\u00e3o quer dizer, obviamente, que estejamos \u00e0 inteira merc\u00ea dos esp\u00edritos perturbados e perturbadores; velam por n\u00f3s companheiros de elevada categoria, sempre dispostos a nos ajudar, mas n\u00e3o nos podemos esquecer de que eles n\u00e3o podem fazer por n\u00f3s as tarefas de que nos incumbem, nem livrar-nos das nossas prova\u00e7\u00f5es, e muito menos coibir os mecanismos do nosso livre-arb\u00edtrio.<br \/> Podemos, evidentemente, contar com a boa-vontade e a ajuda desses irm\u00e3os maiores, e, por conseguinte, com a sua prote\u00e7\u00e3o carinhosa, n\u00e3o \u00e0 custa de oferendas, de ritos m\u00e1gicos, de simbolos, de \u201ctrabalhos\u201d encomendados, mas sim, com um procedimento reto, no qual procuremos desenvolver em n\u00f3s mesmos o esfor\u00e7o moralizador, o aprendizado constante e a dedica\u00e7\u00e3o desinteressada ao semelhante.<br \/> Nunca somos t\u00e3o pobres de bens materiais e espirituais que n\u00e3o possamos doar alguma coisa ao companheiro necessitado, seja o p\u00e3o ou a palavra de consolo e solidariedade.<br \/> \u00c9 com estas atitudes que nos asseguramos da assist\u00eancia de Irm\u00e3os mais experimentados e evoluidos, n\u00e3o para nos livrar das nossas dores, nem para cumprir mandados nossos ou atender \u00e0s nossas menores exig\u00eancias e s\u00faplicas, mas para nos concederem o privil\u00e9gio da sua presen\u00e7a amiga, da sua inspira\u00e7\u00e3o oportuna, e da sua ajuda desinteressada, naquilo que for realmente proveitoso ao nosso esp\u00edrito, e n\u00e3o naquilo que julgamos o seja.<\/p>\n<p>Nunca \u00e9 demais enfatizar que a organiza\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalho medi\u00fanico come\u00e7a muito antes de dar-se in\u00edcio \u00e0s suas tarefas propriamente ditas, com o estudo sistem\u00e1tico das obras b\u00e1sicas, e das complementares, da Doutrina Esp\u00edrita: as de Allan Kardec, L\u00e9on Denis, Gabriel Delanne, Gustavo Geley, e certos trabalhos de origem medi\u00fanica, como os de Andr\u00e9 Luiz.<br \/> Muita \u00eanfase precisa ser posta no estudo dos escritos que cuidam do complexo problema da mediunidade, suporte indispens\u00e1vel de toda a tarefa programada.<br \/> Assim, \u00e9 preciso insistir: a forma\u00e7\u00e3o ou nascimento de um grupo \u00e9muito importante, e deve ser cercado dos mesmos cuidados que precedem \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e ao nascimento de uma crian\u00e7a: ou seja, a educa\u00e7\u00e3o dos pais.<br \/> Est\u00e3o preparados para a tarefa? Desejam o filho? Disp\u00f5em-se aos sacrif\u00edcios e ren\u00fancias que o trabalho imp\u00f5e? Est\u00e3o conscientes das suas responsabilidades, dos percal\u00e7os e das lutas que os esperam? Para que desejam o filho? Sonham fazer dele um grande homem, no sentido humano, for\u00e7ando-o a uma tarefa acima de suas for\u00e7as, para a qual n\u00e3o esteja preparado, ou se disp\u00f5em a criar condi\u00e7\u00f5es para fazer dele um ser digno, pacificado e amoroso? Est\u00e3o prontos a receber a tarefa com humildade? E, acima de tudo: est\u00e3o prontos e dispostos a se doarem integralmente, sem reservas, ao amor ilimitado, sem condi\u00e7\u00f5es e sem imposi\u00e7\u00f5es? O amor n\u00e3o exige recompensa.<br \/> O amor, dizia Edgar Cayce, n\u00e3o \u00e9 possessivo; o amor \u00e9.<\/p>\n<p>Se estamos com essas disposi\u00e7\u00f5es, podemos come\u00e7ar.<br \/> E come\u00e7ar pelo planejamento, e n\u00e3o pela execu\u00e7\u00e3o atabalhoada e sem preparo.<br \/> Examinaremos o assunto por partes e com as cautelas devidas.<\/p>\n<p>Voltaremos \u00e0s quest\u00f5es que formulamos acima, ao comparar o grupo nascente com um filho.<br \/> Antes, ainda no corpo desta conversa inicial, uma observa\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter pessoal: ao planejar a elabora\u00e7\u00e3o deste livro, julguei necess\u00e1ria uma pequena introdu\u00e7\u00e3o que situasse a obra em seu contexto pr\u00f3prio.<br \/> N\u00e3o foi preciso escrev\u00ea-la, pois j\u00e1 estava pronta.<br \/> \u201cReformador\u201d de fevereiro de 1966 publicou um artigo intitulado \u201cEspiritismo sem sess\u00e3o esp\u00edrita?\u201d, que a seguir transcrevo, por interessar aos objetivos deste livro.<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p>\u201cEncontramos, \u00e0s vezes, confrades que n\u00e3o gostam de freq\u00fcentar sess\u00f5es esp\u00edritas.<br \/> As raz\u00f5es que os levam a essa decis\u00e3o \u2014 creio eu \u2014 s\u00e3o respeit\u00e1veis, pois cada um de n\u00f3s sabe de si e do que, modernamente, se convencionou chamar de suas motiva\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso, entretanto, examinar de perto essa posi\u00e7\u00e3o e ver o que cont\u00e9m ela de leg\u00edtimo, n\u00e3o apenas no interesse da doutrina que todos professamos, mas tamb\u00e9m no interesse de cada um.<\/p>\n<p>De fato, h\u00e1 alguns problemas ligados \u00e0 freq\u00fc\u00eancia de trabalhos medi\u00fanicos.<br \/> O primeiro deles \u2014 e dos mais s\u00e9rios \u2014 \u00e9 o da pr\u00f3pria mediunidade, essa estranha faculdade humana sobre a qual ainda h\u00e1 muito o que estudar.<br \/> Outra dificuldade ponder\u00e1vel \u00e9 a organiza\u00e7\u00e3o de um bom grupo que se incumba, com regularidade e seriedade, das tarefas a que se prop\u00f5e.<\/p>\n<p>H\u00e1 outros problemas e dificuldades de menor import\u00e2ncia, mas creio que basta considerarmos aqui apenas esses dois \u2014 o que n\u00e3o \u00e9 pouco.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise das quest\u00f5es mais complexas quase sempre come\u00e7a pelas defini\u00e7\u00f5es acacianas e de vez em quando \u00e9 bom a gente recorrer a velhos conceitos para iluminar obst\u00e1culos novos.<\/p>\n<p>O Espiritismo doutrin\u00e1rio nasceu das pr\u00e1ticas medi\u00fanicas, delas se nutre e delas depende, em grande parte, o seu desenvolvimento futuro.<br \/> O interc\u00e2mbio, entre o mundo espiritual e este, somente assumiu express\u00e3o e sentido filos\u00f3fico depois que Kardec ordenou e metodizou os conhecimentos adquiridos no contacto com os nossos irm\u00e3os desencarnados.<br \/> Parece claro, tamb\u00e9m, que o eq\u00fcacionamento e a solu\u00e7\u00e3o das grandes inquieta\u00e7\u00f5es humanas v\u00e3o depender, cada vez mais, da exata compreens\u00e3o do mecanismo das rela\u00e7\u00f5es entre esses dois mundos que, no final de contas, n\u00e3o s\u00e3o mais que um \u00fanico, em planos diferentes.<br \/> Logo, a pr\u00e1tica medi\u00fanica \u00e9, n\u00e3o apenas aconselh\u00e1vel, como indispens\u00e1vel ao futuro da Humanidade.<\/p>\n<p>Conv\u00e9m pensar tamb\u00e9m que a pr\u00f3pria din\u00e2mica da Doutrina Esp\u00edrita exige esse interc\u00e2mbio espiritual, em primeiro lugar para que se observe e estude o fen\u00f4meno da mediunidade, suas grandezas, os riscos que oferece, as oportunidades de aprendizado e progresso que cont\u00e9m, n\u00e3o apenas para o m\u00e9dium, mas para aquele que assiste aos trabalhos e deles participa.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que a mediunidade tem um mecanismo muito complexo e at\u00e9 agora poucos foram os cientistas dignos desse nome que se dedicaram, realmente, a fundo e com a mente desarmada de preconceitos, ao estudo dela.<br \/> Mas se n\u00e3o a observarmos em a\u00e7\u00e3o, como poderemos almejar compreend\u00ea-la um dia? S\u00f3 aprendemos a nadar pulando dentro d\u00e1gua sob a orienta\u00e7\u00e3o de quem j\u00e1 tenha, a respeito, no\u00e7\u00f5es satisfat\u00f3rias.<br \/> Se \u00e9 incompleto o conhecimento sem a pr\u00e1tica medi\u00fanica, tamb\u00e9m o \u00e9 o exerc\u00edcio desta sem o estudo daquilo que j\u00e1 se sabe sobre o fen\u00f4meno.<\/p>\n<p>Evidentemente, precisamos estar atentos ao puro mediunismo sem objetivos mais elevados, como tamb\u00e9m ao animismo de certos m\u00e9diuns mais interessados nas suas pr\u00f3prias id\u00e9ias que na transmiss\u00e3o daquilo que recebem dos companheiros desencarnadOS.<\/p>\n<p>H\u00e1 riscos, sim.<br \/> De mistifica\u00e7\u00f5es por parte de pobres irm\u00e3os carecentes de entendimento.<br \/> De aceita\u00e7\u00e3o de inverdades sutilmente apresentadas sob fascinantes roupagens.<br \/> De afli\u00e7\u00f5es \u2014 embora passageiras \u2014 causadas pelo desfile das ang\u00fastias de irm\u00e3os sofredores.<\/p>\n<p>Ser\u00e1, por\u00e9m, que isso constitui motivo para nos privarmos das recompensas do aprendizado, das alegrias que experimentamos ao encaminhar \u00e0s trilhas da paz um Esp\u00edrito em crise?<br \/>\n<br \/>H\u00e1 um universo a explorar.<br \/> H\u00e1 uma Humanidade inteira clamando por ajuda, esclarecimento, compreens\u00e3o e caridade no chamado mundo espiritual.<br \/> Seus dramas e suas ang\u00fastias n\u00e3o s\u00e3o puramente individuais.<br \/> O Esp\u00edrito que erra, invariavelmente prejudica a algu\u00e9m mais.<br \/> Os erros que cometemos, prendem-nos a uma cadeia de fatos e de seres que se estende pelo tempo a fora.<br \/> Nunca o drama de um Esp\u00edrito \u00e9 apenas seu.<br \/> H\u00e1 sempre, nesta vida ou em algumas das anteriores, elos que nos ligam a outros seres e e outras dores.<br \/> Aquele que odeia, muitas vezes j\u00e1 est\u00e1 maduro para o perd\u00e3o \u2014 basta uma palavra serena de esclarecimento, um gesto de tranq\u00fcila compreens\u00e3o para libertar, n\u00e3o apenas o seu esp\u00edrito da tormenta do \u00f3dio, mas tamb\u00e9m o irm\u00e3o que lhe sofre as agressivas vibra\u00e7\u00f5es, provocadas por antigas m\u00e1goas.<br \/> Aos que ainda desejam vingar-se de antiqu\u00edssimas ofensas, mostramos a inutilidade do seu intento e os novos problemas com que vir\u00e3o agravar o seu futuro.<br \/> Ao que ainda se prende a superadas teologias, ajudamos a compreender a nova realidade que tem diante de si.<br \/> A todos os que erraram, consolamos com a nossa pr\u00f3pria imperfei\u00e7\u00e3o e com a certeza da recupera\u00e7\u00e3o.<br \/> Os que j\u00e1 atingiram elevados patamares de conhecimento e amor, ouvimo-los com admira\u00e7\u00e3o e proveito.<br \/> Muitos nos buscam apenas para trazer not\u00edcias das suas pr\u00f3prias conclus\u00f5es, da nova compreens\u00e3o diante desse mist\u00e9rio sempre renovado da vida.<\/p>\n<p>Multid\u00f5es de seres que aqui viveram in\u00fameras vezes, como criaturas encarnadas, l\u00e1 est\u00e3o \u00e0 espera de ajuda e, no entanto, s\u00e3o t\u00e3o poucos os grupos que se disp\u00f5em a esse trabalho que t\u00e3o altos dividendos paga em conhecimento e progresso espiritual.<\/p>\n<p>No exerc\u00edcio constante dessa atividade, vemos, cada vez melhor, a solidez inabal\u00e1vel da doutrina que nos legaram os Esp\u00edritos, atrav\u00e9s da l\u00facida intelig\u00eancia de Karde\u00e7.<br \/> Crentes ou descrentes, cat\u00f3licos ou protestantes, todos nos v\u00eam confirmar as verdades mestras do Espiritismo: as de que o Esp\u00edrito sobrevive \u00e0 morte f\u00edsica, de que reencarna, de que progride e aprende, tanto na carne como no Espa\u00e7o; de que as leis universais s\u00e3o perfeitas, inilud\u00edveis, mas flex\u00edveis, pois exigem repara\u00e7\u00e3o, ao mesmo tempo que fornecem os recursos para o reencontro do Esp\u00edrito com o seu pr\u00f3prio destino.<br \/> Nos dramas a que assistimos nas sess\u00f5es medi\u00fanicas, aprendemos a contemplar a transitoriedade do mal, a amarga decep\u00e7\u00e3o do suicida, a crueza do arrependimento daquele que desperdi\u00e7ou o seu tempo na busca ansiosa das ilus\u00f5es mundanas, a inutilidade das posi\u00e7\u00f5es humanas, o \u00f4nus terr\u00edvel da vaidade, a tensa expectativa de um novo mergulho na carne redentora, na qual o Esp\u00edrito fica, pelo menos, anestesiado nas suas ang\u00fastias.<\/p>\n<p>Li\u00e7\u00f5es terr\u00edveis ministradas com l\u00e1grimas e gritos de desespero por aqueles que assumiram d\u00e9bitos enormes diante da Lei; li\u00e7\u00f5es de doce tranq\u00fcilidade e de serena humildade dos que j\u00e1 superaram as suas fraquezas e v\u00eam, sem ostenta\u00e7\u00e3o, apenas para mostrar como \u00e9 o Esp\u00edrito daquele que j\u00e1 venceu a si mesmo, na milenar batalha contra as suas pr\u00f3prias defici\u00eancias.<br \/> Muitas e variadas li\u00e7\u00f5es, aprendizado extenso e profundo para todos os que desejarem realmente apressar os passos e encurtar a caminhada que leva a Deus.<br \/> Por que, ent\u00e3o, desprezar esse trabalho magn\u00edfico que tanta recompensa nos traz e tamb\u00e9m aos nossos irm\u00e3os do outro lado da vida?<br \/>\n<br \/>Quanto \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o dos grupos, n\u00e3o ser\u00e1 t\u00e3o dif\u00edcil assim.<br \/> H\u00e1 estudos s\u00e9rios e muito seguros de orienta\u00e7\u00e3o doutrin\u00e1ria a respeito.<br \/> \u00c9 bom que o grupo seja pequeno, de prefer\u00eancia familiar, composto de pessoas que se harmonizem perfeitamente e que estejam interessadas num trabalho s\u00e9rio e cont\u00ednuo.<br \/> Que n\u00e3o se deixe desencorajar por dificuldades ou pela aparente insignific\u00e1ncia dos primeiros resultados, nem se deixe fanatizar ou fascinar por pseudoguias.<br \/> Aos poucos, demonstrada a seriedade de prop\u00f3sitos, os trabalhos ir\u00e3o surgindo, sob a orienta\u00e7\u00e3o de Esp\u00edritos esclarecidos.<br \/> A cada bom grupo de seres encarnados dispostos \u00e0 tarefa, corresponder\u00e1 um grupo equivalente de Esp\u00edritos, num interc\u00e2mbio salutar de profundas repercuss\u00f5es, pois Espiritismo \u00e9 doutrina, mas \u00e9 tamb\u00e9m pr\u00e1tica medi\u00fanica, e todos n\u00f3s, ainda que nem sequer suspeitemos disso, temos compromissos a executar, ajustes a realizar com irm\u00e3os que nos aguardam mergulhados em \u00f3dios e incompreens\u00f5es, que se envenenam a si mesmos e a n\u00f3s pr\u00f3prios.<\/p>\n<p>\u201cLamentar a desgra\u00e7a \u2014 dizia Horace Mann \u2014 \u00e9 apenas humano; minor\u00e1-la \u00e9 divino.<br \/>\u201d<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p>E assim, creio que estamos prontos para entrar na mat\u00e9ria propriamente dita.<\/p>\n<p>Rio de Janeiro (RJ), 1976<br \/>\n<br \/>HERM\u00cdNIO C.<br \/> MIRANDA<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_18981\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"18981\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; 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