{"id":19339,"date":"2023-03-17T07:12:00","date_gmt":"2023-03-17T07:12:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-03-17T07:12:00","modified_gmt":"2023-03-17T07:12:00","slug":"artigo19339","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo19339\/","title":{"rendered":"33 O PASSE &#8211; DI\u00c1LOGO COM AS SOMBRAS HERM\u00cdNIO C. MIRANDA"},"content":{"rendered":"<p>A t\u00e9cnica do passe magn\u00e9tico, nas sess\u00f5es de desobsess\u00e3o, merece algumas observa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas.<\/p>\n<p>T\u00e3o difundida est\u00e1 hoje, pelo menos no Brasil, a id\u00e9ia do passe, que at\u00e9 os dicion\u00e1rios comuns cont\u00eam defini\u00e7\u00f5es aceit\u00e1veis dele, como, por exemplo, o de Caldas Aulete e o da Academia Brasileira de Letras, organizado pelo Professor Antenor Nascentes, que dizem basicamente a mesma coisa:<br \/>\n<br \/>\u2014 Passes, pl.<br \/> passagens que se fazem com as m\u00e3os por diante dos olhos de pessoa que se pretende magnetizar, ou sobre a parte doente da pessoa que se pretende curar por for\u00e7a medi\u00fanica.<\/p>\n<p>\u00c9 certo que a defini\u00e7\u00e3o n\u00e3o cobriu todo o campo de a\u00e7\u00e3o do passe, mas, que mais se poderia exigir de um dicion\u00e1rio n\u00e3o especializado em fenomenologia esp\u00edrita?<br \/>\n<br \/>Andr\u00e9 Luiz, informando sobre o passe, do ponto de vista da medicina humana, declara, em \u201cEvolu\u00e7\u00e3o em Dois Mundos\u201d, cap\u00edtulo 15:<br \/>\n<br \/>\u2014 \u201cPelo passe magn\u00e9tico, no entanto, notadamente aquele que se baseia no divino manancial da prece, a vontade fortalecida no bem pode soerguer a vontade enfraquecida de outrem, para que essa vontade, novamente ajustada \u00e0 confian\u00e7a magnetize naturalmente os milh\u00f5es de agentes microsc\u00f3picos a seu servi\u00e7o, a fim de que o Estado Org\u00e2nico, nessa ou naquela conting\u00eancia, se recomponha para o equil\u00edbrio indispens\u00e1vel.<br \/>\u201d<br \/>\n<br \/>Pouco antes, dissera ele que:<br \/>\n<br \/>\u201cToda queda moral, nos seres respons\u00e1veis, opera certa les\u00e3o no hemisf\u00e9rio psicossom\u00e1tico, ou perisp\u00edr\u00edto, a refletir-se em desarmonia no hemisf\u00e9rio som\u00e1tico ou ve\u00edculo carnal, provocando determinada causa de sofrimento.<br \/>\u201d<br \/>\n<br \/>Retomando o tema, em \u201cMecanismos da Mediunidade\u201d, observa ainda, esse mesmo autor espiritual, que o passe \u201c\u00e9 sempre valioso no tratamento devido aos enfermos de toda classe, desde as crian\u00e7as tenras aos pacientes em posi\u00e7\u00e3o provecta na experi\u00eancia f\u00edsica, reconhecendo-se no entanto, ser menos rico de resultados imediatos nos doentes adultos que se mostrem jungidos \u00e0 inconsci\u00eancia tempor\u00e1ria, por desajustes complicados do c\u00e9rebro.<br \/> Esclarecemos, por\u00e9m, que, em toda situa\u00e7\u00e3o e em qualquer tempo, cabe ao m\u00e9dium passista buscar na prece o fio de liga\u00e7\u00e3o com os planos mais elevados da vida, porq\u00fcanto, atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o, contar\u00e1 com a presen\u00e7a sutil dos instrutores que atendem aos misteres da Provid\u00eancia Divina, a lhe utilizarem os recursos para a extens\u00e3o incessante do Eterno Bem\u201d.<\/p>\n<p>Observamos que os textos aqui reproduzidos referem-se especificamente ao passe curador, aplicado em seres encarnados.<br \/> Como sabemos, por\u00e9m, o passe \u00e9 utilizado tamb\u00e9m para magnetizar, provocando, nesse caso, o desdobramento do perisp\u00edrito, e at\u00e9 o acesso \u00e0 mem\u00f3ria integral e conseq\u00fcente conhecimento de vidas anteriores, segundo experi\u00eancias de Albert de Rochas, reiteradas posterior-mente por v\u00e1rios pesquisadores.<\/p>\n<p>A literatura sobre o passe magn\u00e9tico \u00e9 vasta, mesmo fora do \u00e2mbito estritamente doutrin\u00e1rio do Espiritismo, de vez que o magnetismo foi amplamente cultivado na Europa, no s\u00e9culo passado, principalmente na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Poucos estudos existem, ao que sabemos, sobre o passe aplicado aos seres desencarnados, n\u00e3o apenas para fins curativos de disfun\u00e7\u00f5es perispirituais, como para provocar a regress\u00e3o de mem\u00f3ria.<br \/> Parece, no entanto, l\u00f3gico inferir que o mecanismo \u00e9 id\u00eantico ao passe aplicado em seres encarnados.<br \/> Os ensinamentos de Andr\u00e9 Luiz permitem-nos concluir assim, quando informam que o passe magn\u00e9tico, apoiado na prece, constitui poderoso fator de reajustamento para os desencarnados cujos perisp\u00edritos se acham lesados em decorr\u00eancia de quedas morais.<\/p>\n<p>O perisp\u00edrito, como ve\u00edculo da sensibilidade e intermedi\u00e1rio entre o Esp\u00edrito e o ambiente em que vive, est\u00e1 presente, tanto no encarnado como no desencarnado.<br \/> Sua estrutura, embora mais sutil noutro campo vibrat\u00f3rio, \u00e9 similar \u00e0 do corpo f\u00edsico, pois \u00e9 ele o modelador da nossa organiza\u00e7\u00e3o material.<br \/> Dessa forma, o Esp\u00edrito desencarnado, incorporado ao m\u00e9dium, torna-se facilmente acess\u00edvel ao passe magn\u00e9tico e, portanto, aberto aos benef\u00edcios que o passe proporciona.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica da desobsess\u00e3o, tenho tido oportunidade de observar as possibilidades e recursos do passe sobre companheiros desencarnados e creio poder contribuir com algumas observa\u00e7\u00f5es, ainda que preliminares, mas bastante encorajadoras.<\/p>\n<p>Sem d\u00favida alguma, o passe \u00e9 recurso v\u00e1lido nos labores medi\u00fanicos, mas deve ser empregado com certas cautelas e com modera\u00e7\u00e3o.<br \/> Nesse campo, defini\u00e7\u00f5es precisas e definitivas n\u00e3o existem ainda, pelo simples fato de que o ser humano, al\u00e9m de ser uma organiza\u00e7\u00e3o consciente extremamente complexa, \u00e9 imprevis\u00edvel.<br \/> O passe, como todos os demais recursos com que procuramos socorrer os nossos irm\u00e3os desencarnados em crise, precisa ser ministrado no momento certo, com a t\u00e9cnica adequada e na extens\u00e3o necess\u00e1ria.<br \/> Mas, qual o momento, qual a t\u00e9cnica e qual a extens\u00e3o, para cada caso? N\u00e3o podemos ainda \u2014 e creio que n\u00e3o poderemos faz\u00ea-lo t\u00e3o cedo \u2014 escrever normas r\u00edgidas para a tecnologia do passe sobre os desencarnados.<\/p>\n<p>No entanto, os amigos espirituais que t\u00e3o generosamente se colocaram ao nosso lado, para orientar e apoiar o nosso trabalho de doutrina\u00e7\u00e3o, t\u00eam-nos trazido sempre o est\u00edmulo dos seus ensinamentos, e creio que algumas observa\u00e7\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o mais amadurecidas e em condi\u00e7\u00f5es de mais aprofundados estudos e desenvolvimento.<br \/> Nunca \u00e9 demais lembrar que, neste campo de trabalho, o conhecimento real emerge da experimenta\u00e7\u00e3o, de um ou outro engano, de falhas e de \u00eaxitos, mas que, em hip\u00f3tese alguma, deveremos enveredar imprudentemente pelas trilhas da fantasia, desligados dos conceitos fundamentais da Doutrina Esp\u00edrita, tal como codificada por Kardec e suplementada pelos seus continuadores.<br \/> A teoriza\u00e7\u00e3o somente \u00e9 v\u00e1lida quando escorada na experi\u00eancia, mas n\u00e3o devemos esquecer que a rec\u00edproca tamb\u00e9m \u00e9 leg\u00edtima, ou seja, a experimenta\u00e7\u00e3o deve balizar-se dentro daqueles conceitos fundamentais que a Doutrina e a l\u00f3gica j\u00e1 confirmaram.<br \/> N\u00e3o sei se me fa\u00e7o entender.<br \/> Talvez um exemplo ajude a esclarecer o que tenho em mente ao escrever isto.<\/p>\n<p>As faculdades ps\u00edquicas, como sabemos, s\u00e3o, em si mesmas, neutras.<br \/> Tanto podem ser empregadas nas tarefas do bem, como nas outras.<br \/> Podem tamb\u00e9m ser desenvolvidas e treinadas por m\u00e9todos limpos, altamente \u00e9ticos, com seriedade e respeito, ou por meio de processos aviltantes, hediondos e totalmente desprovidos de qualquer compromisso com a moral.<br \/> Os rituais da magia negra tamb\u00e9m revelam e desenvolvem faculdades ps\u00edquicas, mas por processos abjetos que, em virtude de permanecerem em segredo, pouca gente tem no\u00e7\u00e3o do n\u00edvel de degrada\u00e7\u00e3o a que podem levar.<br \/> \u00c9 f\u00e1cil imaginar que tipo de mediunidade e que pactos sinistros emergir\u00e3o desses m\u00e9todos sinistros, e que tenebrosos compromissos acarretar\u00e3o para o Esp\u00edrito.<\/p>\n<p>Em contraposi\u00e7\u00e3o a tais processos, a identifica\u00e7\u00e3o da mediunidade em potencial e o seu desenvolvimento, em termos de Doutrina Esp\u00edrita, devem resultar de cuidadoso planejamento, estudo met\u00f3dico e pr\u00e1tica bem orientada, mesmo porque, qualquer trabalho mal orientado, nesta fase, pode criar v\u00edcios de dif\u00edcil erradica\u00e7\u00e3o posterior.<\/p>\n<p>Creio que princ\u00edpios gerais semelhantes a esses aplicam-se tamb\u00e9m ao estudo do passe, nas sess\u00f5es de desobsess\u00e3o.<br \/> Ele \u00e9 realmente o recurso v\u00e1lido e potente, no trato dos nossos irm\u00e3os desencarnados; sua t\u00e9cnica, n\u00e3o obstante, precisa ser desenvolvida com muita prud\u00eancia e seriedade.<\/p>\n<p>A primeira norma que poder\u00edamos lembrar \u00e9 a de que n\u00e3o deve ser aplicado a qualquer momento, indiscriminadamente, e por qualquer motivo.<br \/> O passe provoca rea\u00e7\u00f5es variadas no ser humano, encarnado ou desencarnado.<br \/> Ele pode serenar ou excitar, condensar ou dispersar flu\u00eddos, causar bem-estar ou inc\u00f4modo, curar ou trazer mais dor, provocar crises ps\u00edquicas e org\u00e2nicas, ou faz\u00ea-las cessar, subjugar ou liberar, transmitir vibra\u00e7\u00f5es de amor ou de \u00f3dio, enfim, construir ou destruir.<\/p>\n<p>Precisamos estar sempre protegidos pela prece e pelas boas inten\u00e7\u00f5es, sempre que nos levantamos para dar passes num irm\u00e3o desencarnado incorporado.<br \/> Mas, para que dar passes?<br \/>\n<br \/>Em v\u00e1rios casos ele pode ser aplicado, mas \u00e9 preciso us\u00e1-lo com modera\u00e7\u00e3o, para que, ao tentarmos acalmar um Esp\u00edrito agitado, n\u00e3o o levemos a um estado de sonol\u00eancia que dificulte a comunica\u00e7\u00e3o com ele, justamente do que mais precisamos.<br \/> Se temos necessidade de dialogar, para ajud\u00e1-lo, como vamos entorpec\u00ea-lo a ponto de lev\u00e1-lo ao sono magn\u00e9tico? \u00c0s vezes, no entanto, isso \u00e9 necess\u00e1rio.<br \/> J\u00e1 debatemos por algum tempo o seu problema; o que, tinha que ser dito, pelo menos por enquanto, foi dito, e ele continua agitado.<br \/> Neste caso, o passe pode ajud\u00e1-lo a serenar-se.<br \/> De outras vezes, \u00e9 necess\u00e1rio mesmo adormec\u00ea-lo, a fim de que, ao ser retirado pelos mentores, seja recolhido a institui\u00e7\u00f5es de repouso, para tratamento mais adequado, ou trazido na sess\u00e3o seguinte, em melhores condi\u00e7\u00f5es de acesso.<\/p>\n<p>O\tpasse ajuda tamb\u00e9m a desintegrar certos apetrechos que costumam trazer, como \u201ccapacetes\u201d, \u201ccoura\u00e7as\u201d, \u201cobjetos\u201d imantados, armas, simbolos, vestimentas especiais.<br \/> Para isto ser\u00e3o passes de dispers\u00e3o.<\/p>\n<p>Com o passe, podemos mais facilmente alcan\u00e7ar-lhes o centro da emo\u00e7\u00e3o, transmitindo-lhes diretamente ao cora\u00e7\u00e3o as vibra\u00e7\u00f5es do nosso afeto, que parecem escorrer como uma descarga el\u00e9trica, ao longo dos bra\u00e7os.<\/p>\n<p>O\tpasse cura dores que julgam totalmente \u201cf\u00edsicas\u201d, pois localizam-se muito realisticamente em pontos espec\u00edficos de seus perisp\u00edritos.<br \/> Com passes \u2014 e neste caso precisamos tamb\u00e9m de um m\u00e9dium que tenha condi\u00e7\u00f5es de exteriorizar ectoplasma \u2014 poderemos reconstituir-lhes les\u00f5es mais s\u00e9rias ou deforma\u00e7\u00f5es perispirituais.<\/p>\n<p>Com o passe os adormecemos, para provocar fen\u00f4menos de regress\u00e3o de mem\u00f3ria ou proje\u00e7\u00f5es mentais, com as quais os mentores do grupo comp\u00f5em os \u201cquadros flu\u00eddicos\u201d, t\u00e3o necess\u00e1rios, \u00e0s vezes, ao despertamento de Esp\u00edrito em estado de aliena\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Com o passe podemos tamb\u00e9m ajud\u00e1-los a livrar-se da indu\u00e7\u00e3o hipn\u00f3tica alheia, ou da pr\u00f3pria, isto \u00e9, da auto-hipnose.<\/p>\n<p>De todos esses aspectos temos tido experi\u00eancias altamente instrutivas e algumas de intensa dramaticidade.<br \/> J\u00e1 relatei algumas ao longo destas p\u00e1ginas.<br \/> Veremos outros exemplos.<\/p>\n<p>S\u00e3o mais freq\u00fcentes as oportunidades em que \u00e9 preciso adormecer o Esp\u00edrito, especialmente ao fim da conversa, de modo a serem conduzidos pelos trabalhadores desencarnados.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m comum o trabalho de \u201cdesfazer\u201d vestimentas especiais, dentro das quais se julgam protegidos de nossos flu\u00eddos.<br \/> Certo Esp\u00edrito, al\u00e9m de capacete e coura\u00e7a, ligava-se por um fio, segundo nos explicou, ao seu grupo.<br \/> Cinq\u00fcenta companheiros seus haviam ficado reunidos, em rigorosa concentra\u00e7\u00e3o, para sustent\u00e1-lo na sua \u201cperigosa\u201d miss\u00e3o junto a n\u00f3s.<br \/> O passe pode \u201cdesfazer\u201d os fios que ligam Esp\u00edritos aos seus redutos.<br \/> Desta vez, por\u00e9m, as liga\u00e7\u00f5es foram mantidas e, no devido tempo, os mentores do grupo utilizaram-se daqueles condutos para levar ao grupo deles uma vigoros\u00edssima carga flu\u00eddica, que os desarvorou completamente.<\/p>\n<p>Numa dessas ocasi\u00f5es, o fio tamb\u00e9m foi preservado, para que, atrav\u00e9s dele, se \u201cretransmitisse\u201d, aos comparsas do Esp\u00edrito manifestado, as palavras que ele ouvia do doutrinador.<\/p>\n<p>Com mais freq\u00fc\u00eancia do que seria de supor-se, somos instru\u00ed-dos a provocar a desintegra\u00e7\u00e3o de objetos e apetrechos, como no caso daquele que nos trouxe, para fins muito bem definidos, um invis\u00edvel prato de sangue, que depositou sobre a mesa.<\/p>\n<p>S\u00e3o tamb\u00e9m constantes os fen\u00f4menos de regress\u00e3o de mem\u00f3ria, quase sempre reportando-se a vidas anteriores, nas quais se escondem n\u00facleos de problemas afetivos, O passe ajuda os Esp\u00edritos, a despeito deles mesmos, nesses mergulhos providenciais no passado, mas nem sempre necessariamente em vidas anteriores.<br \/> Lembro-me, a prop\u00f3sito, de um doloroso e comovente caso.<br \/> O Esp\u00edrito era agressivo, violento e de dific\u00edlima abordagem.<br \/> Seu problema central \u00e9 a m\u00e3e.<br \/> Tem-lhe \u00f3dio mortal.<br \/> Ao que parece, destacou-se na vida, mas nunca p\u00f4de esquecer-se de suas origens e perdoar a progenitora por ter sido uma pobre e infeliz peixeira do cais.<br \/> Quando v\u00ea diante de si o Esp\u00edrito de sua m\u00e3e, de bra\u00e7os estendidos, grita-lhe improp\u00e9rios terriveis, manda-a de volta ao cais, amea\u00e7a bater-lhe e humilha-a de todas as maneiras.<br \/> Creio que ele n\u00e3o conheceu o pai e, segundo diz, sofreu humilha\u00e7\u00f5es na escola, por causa de sua vida miser\u00e1vel, numa \u00e9poca de preconceitos muito severos.<br \/> Ajudados por nossos passes, os amigos espirituais fazem com ele uma regress\u00e3o de mem\u00f3ria, at\u00e9 \u00e0 inf\u00e2ncia, quando, muito pequeno, ainda aceitava a m\u00e3e, porque dependia dela e a consci\u00eancia do seu drama interior estava adormecida.<br \/> Ele se tornou sonolento e, com voz mansa, come\u00e7ou a chamar pela m\u00e3e, at\u00e9 que adormeceu sobre a mesa e foi retirado.<\/p>\n<p>Na semana seguinte, voltou novamente com todo o \u00edmpeto, agora agravado pelos \u201cardis\u201d que utilizamos contra ele, na sess\u00e3o anterior.<br \/> Ainda muito dif\u00edcil, est\u00e1 pelo menos em condi\u00e7\u00f5es de ouvir melhor o que lhe digo.<br \/> Come\u00e7o a pedir-lhe que procure compreender a m\u00e3e.<br \/> Ele sabe que o esp\u00edrito \u00e9 imortal e que vivemos muitas vidas.<br \/> Por que raz\u00e3o teria ele, por exemplo, escolhido aquela m\u00e3e, e n\u00e3o outra? \u00c9 porque j\u00e1 estava ligado a ela anteriormente.<br \/> Ademais, sabia ele das obsess\u00f5es de que ela fora v\u00edtima? Foi isto, precisamente, que rompeu o dique das suas emo\u00e7\u00f5es represadas: ele pr\u00f3prio fora seu obsessor, enquanto ela se encontrava na carne e ele permanecia no mundo espiritual.<br \/> A sua reencarna\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s dela foi um recurso da lei divina do reajuste, necess\u00e1rio a ambos.<br \/> Num \u201cflash\u201d doloroso, ele compreendeu todo o seu drama terr\u00edvel e entrou numa tremenda crise de remorso.<\/p>\n<p>Ao cabo de uma longa conversa \u2014 e agora \u00e9 o momento em que o doutrinador precisa de maior sensibilidade ainda \u2014 ele \u00e9novamente adormecido e levado.<\/p>\n<p>Em suma: o passe tem importante lugar no trabalho medi\u00fanico, mas precisa ser utilizado com prud\u00eancia e sob cuidadosa orienta\u00e7\u00e3o dos trabalhadores desencarnados.<br \/> N\u00e3o deve ser empregado para atordoar o manifestante, exatamente quando precisamos de sua lucidez para argumentar com ele sobre o seu problema; mas, \u00e0s vezes, precisa ser aplicado exatamente para seren\u00e1-lo e prepar\u00e1-lo para outra ocasi\u00e3o, em que se apresentar\u00e1 mais receptivo.<br \/> Tenho perfeita consci\u00eancia das dificuldades que o problema oferece e do embara\u00e7o em que me encontro para ser mais espec\u00edfico na formula\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00f5es concretas e de normas de a\u00e7\u00e3o mais definidas.<br \/> Em assuntos dessa natureza, \u00e9 melhor confessar a escassez de conhecimentos do que arriscar-se a ditar regras que n\u00e3o est\u00e3o nitidamente definidas pela experi\u00eancia.<br \/> Se posso sugerir alguma Coisa, \u00e9 que exercitem com parcim\u00f4nia o recurso do passe em Esp\u00edritos desencarnados e observem atentamente seus efeitos e possibilidades.<br \/> Um dia saberemos mais acerca desse precioso instrumento de trabalho, no campo medi\u00fanico.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_19339\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"19339\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A t\u00e9cnica do passe magn\u00e9tico, nas sess\u00f5es de desobsess\u00e3o, merece algumas observa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas. T\u00e3o difundida est\u00e1 hoje, pelo menos no Brasil, a id\u00e9ia do passe, que at\u00e9 os dicion\u00e1rios comuns cont\u00eam defini\u00e7\u00f5es aceit\u00e1veis dele, como, por exemplo, o de Caldas Aulete e o da Academia Brasileira de Letras, organizado pelo Professor Antenor Nascentes, que dizem&hellip; <br \/> <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo19339\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_19339\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"19339\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"Closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-19339","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mensagens-diversas"],"a3_pvc":{"activated":true,"total_views":433,"today_views":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19339","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19339"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19339\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19339"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19339"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19339"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}