{"id":19755,"date":"2023-12-16T09:12:00","date_gmt":"2023-12-16T09:12:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2023-12-16T09:12:00","modified_gmt":"2023-12-16T09:12:00","slug":"artigo19755","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo19755\/","title":{"rendered":"As duas cidades  &#8211; Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita"},"content":{"rendered":"\n<p>O inspirado pensador Khalil Gibran escreveu bela p\u00e1gina, relatando que, certa vez, a vida o tomou em suas asas e o levou at\u00e9 o topo do monte da juventude.<\/p>\n<p>Apontando para uma encosta, fez com que ele olhasse para tr\u00e1s.<br \/> Viu, ent\u00e3o, uma estranha cidade, da qual se erguia uma fuma\u00e7a escura de muitas tonalidades, movendo-se vagarosamente como fantasmas.<\/p>\n<p>Uma n\u00e9voa fina quase escondia a cidade de seu olhar.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um instante de sil\u00eancio, ele perguntou: \u201cO que \u00e9 isso que eu vejo?\u201d<\/p>\n<p>E a vida respondeu: \u201cEsta \u00e9 a cidade do passado.<br \/> Olhe para ela e pondere\u201d.<\/p>\n<p>Ele olhou a maravilhosa cena e viu muitos objetos e paisagens.<\/p>\n<p>Eram sal\u00f5es constru\u00eddos para a a\u00e7\u00e3o, erguendo-se como gigantes sob as asas do sono; templos de conversa\u00e7\u00e3o ao redor dos quais pairavam esp\u00edritos que, ao mesmo tempo, choravam de desespero e cantavam can\u00e7\u00f5es de esperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m viu igrejas erguidas pela f\u00e9 e destru\u00eddas pela d\u00favida; dep\u00f3sitos de segredos guardados por sentinelas dos disfarces e saqueados por ladr\u00f5es da revela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Viu fortalezas que foram erguidas pela bravura e demolidas pelo medo; santu\u00e1rios adornados pelo sono e destru\u00eddos pela consci\u00eancia; casebres habitados pela fraqueza; mesquitas de solid\u00e3o e abnega\u00e7\u00e3o; institui\u00e7\u00f5es de ensino iluminadas pela intelig\u00eancia e obscurecidas pela ignor\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Viu ainda teatros, em cujos palcos a vida encenava sua pe\u00e7a e a morte encerrava as trag\u00e9dias da vida.<\/p>\n<p>E a vida lhe disse que aquela era a cidade do passado, aparentemente distante, embora estivesse, na realidade, pr\u00f3xima e vis\u00edvel, apesar da dificuldade, atrav\u00e9s das nuvens escuras.<\/p>\n<p>Depois disso, a vida convidou: Demoramos demais aqui.<br \/> Vamos para a cidade do futuro.<\/p>\n<p>Ele se afirmou cansado, com os p\u00e9s machucados e sem for\u00e7as.<\/p>\n<p>Entretanto a vida insistiu: Siga em frente, meu amigo.<br \/> Demorar-se \u00e9 covardia.<br \/> Permanecer para sempre contemplando a cidade do passado \u00e9 loucura.<br \/> A cidade do futuro aguarda.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>*   *   *<\/p>\n<p>A imagem concebida pela genialidade de Gibran, repleta de beleza, nos fala da perman\u00eancia em demasia a contemplar a cidade do passado.<\/p>\n<p>Muitos ainda estamos presos a lembran\u00e7as, a imagens de um tempo que j\u00e1 foi, que dizemos ter sido melhor, que parecia um sonho, numa tentativa de quem sabe, um dia, poder reviv\u00ea-lo.<br \/>.<br \/>.<\/p>\n<p>Eram outros tempos.<br \/>.<br \/>.<br \/> \u00c9ramos outros.<br \/>.<br \/>.<br \/> Nada volta atr\u00e1s e \u00e9 assim que tem que ser.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 problema algum em visitarmos a cidade do passado vez ou outra, pois ela pode nos ensinar muito.<br \/> Por vezes, nos enternecer, nos fazer sorrir, pelas coisas boas que aconteceram por l\u00e1.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 n\u00e3o nos demorarmos, na tentativa de permanecermos tempo demasiado e esquecermos de olhar para a cidade do futuro.<\/p>\n<p>Olhemos para a cidade do passado com respeito e gratid\u00e3o, sempre.<br \/> Ela nos deu moradia, nos abrigou em anos decorridos.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, olhemos para a cidade do futuro com \u00e2nimo e esperan\u00e7a.<br \/> \u00c9 l\u00e1 que iremos viver as pr\u00f3ximas eras.<br \/> \u00c9 l\u00e1 que construiremos as estruturas que ir\u00e3o nos abrigar.<\/p>\n<p>\u00c9 l\u00e1 que iremos continuar a nossa pr\u00f3pria constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dessa forma, n\u00e3o nos detenhamos no ontem.<br \/> Sigamos em frente.<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com base<br \/>\n<br \/> no cap.<br \/> 14, do livro A Voz do Mestre, de<br \/>\n<br \/>Khalil Gibran, ed.<br \/> Ajna.<\/p>\n<p>Em 16.<br \/>12.<br \/>2023.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_19755\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"19755\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; 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Apontando para uma encosta, fez com que ele olhasse para tr\u00e1s. 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