{"id":20188,"date":"2025-03-01T09:12:00","date_gmt":"2025-03-01T09:12:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2025-03-01T09:12:00","modified_gmt":"2025-03-01T09:12:00","slug":"artigo20188","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo20188\/","title":{"rendered":"Onde est\u00e1 o c\u00e9u? &#8211; Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita"},"content":{"rendered":"<p>O pai voltou do funeral.<\/p>\n<p>Por tr\u00e1s da porta, seu filho de sete anos, olhos arregalados, amuleto dourado pendurado no pesco\u00e7o, mergulhado em pensamentos dif\u00edceis demais para sua idade.<\/p>\n<p>O pai pegou-o nos bra\u00e7os e o menino perguntou: \u201cOnde est\u00e1 a mam\u00e3e?\u201d<\/p>\n<p> No c\u00e9u\u201d, respondeu o pai, apontando para o azul imenso.<\/p>\n<p>O menino ergueu os olhos e se quedou a contemplar o c\u00e9u infinito.<br \/> Sua mente confusa lan\u00e7ou um brado na noite: \u201cOnde est\u00e1 o c\u00e9u?\u201d<\/p>\n<p>N\u00e3o ouviu resposta.<br \/> E as estrelas pareciam l\u00e1grimas ardentes daquela escurid\u00e3o taciturna.<\/p>\n<p>*   *   *<\/p>\n<p>O relato sens\u00edvel do Nobel de Literatura de 1913, Rabindranath Tagore, nos convida a importantes reflex\u00f5es.<\/p>\n<p>Ao nos depararmos com o fen\u00f4meno da morte em nosso mundo, inevit\u00e1vel tamb\u00e9m tenhamos que aprender a lidar com a ideia de perda, de falta, de aus\u00eancia.<\/p>\n<p>Como consolar um pequeno que acabou de enfrentar a desencarna\u00e7\u00e3o de um pai, de uma m\u00e3e? Que explica\u00e7\u00f5es s\u00e3o suficientes? O que poderia acalentar t\u00e3o ing\u00eanuo cora\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Curioso \u00e9 que alguns de n\u00f3s, mesmo depois de adultos, sofremos tanto quanto crian\u00e7as, nessas mesmas circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>Dizer adeus para um pai, para uma m\u00e3e, aqueles que foram nossos primeiros la\u00e7os no mundo, parece algo grande demais para lidar.<\/p>\n<p>Se h\u00e1 amor, haver\u00e1 l\u00e1grimas.<\/p>\n<p>N\u00e3o tenhamos receio de sofrer.<br \/> Sofrer nos faz grandes, sofrer faz parte da constru\u00e7\u00e3o do amor maior em n\u00f3s.<\/p>\n<p>N\u00e3o tenhamos vergonha da pr\u00f3pria dor, n\u00e3o guardemos o choro no escondido da alma, pois l\u00e1 ele vira vulc\u00e3o adormecido que uma hora entra em erup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sentimentos bons precisam ser vividos em exuber\u00e2ncia.<br \/> Se a saudade quer chorar, quer se manifestar com lembran\u00e7as felizes, com gratid\u00e3o, deixemos que ela verta abundantemente.<\/p>\n<p>No entanto, fiquemos atentos, pois nossos sentimentos ainda s\u00e3o, por vezes, imaturos, ego\u00edstas e presos a armadilhas perigosas.<\/p>\n<p>Fiquemos atentos ao desespero, quando a dor ultrapassar os limites da saudade e virar desesperan\u00e7a.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o momento de dizermos a n\u00f3s mesmos: j\u00e1 \u00e9 o suficiente.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o momento de pensarmos sobre outro fator que envolve o fen\u00f4meno da morte: ela \u00e9 uma passagem, n\u00e3o um fim.<\/p>\n<p>Nossos amores continuam existindo da mesma forma que existiam antes.<br \/> Ningu\u00e9m se acaba.<\/p>\n<p>A morte \u00e9 o final de uma etapa, quando deixamos aqui a veste corporal, utilizada durante um tempo e retornamos \u00e0 p\u00e1tria universal.<\/p>\n<p>E aqui n\u00e3o se trata de for\u00e7a de express\u00e3o.<br \/> N\u00e3o se trata do c\u00e9u dos antigos, que ningu\u00e9m sabia onde estava.<\/p>\n<p>Aprendemos dos benfeitores espirituais que no instante da morte a alma retorna ao mundo dos Esp\u00edritos de onde havia se afastado momentaneamente.<\/p>\n<p>Pensemos: onde \u00e9 nosso verdadeiro lar, do qual nos afastamos temporariamente e ao qual temos que voltar?<\/p>\n<p>Como isso muda nossa perspectiva sobre as coisas.<\/p>\n<p>Por fim, o mais belo de tudo: se continuamos existindo, se uns retornamos \u00e0 p\u00e1tria espiritual antes do que outros, \u00e9 mais do que natural que tamb\u00e9m venha a ocorrer em seu devido tempo o reencontro.<\/p>\n<p>Se h\u00e1 amor, haver\u00e1 sempre reencontro.<\/p>\n<p> Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com base em trecho da parte 2,<br \/>\n<br \/>cap.<br \/> XXI, do livro O fugitivo, de Rabindranath Tagore, ed.<\/p>\n<p> Macmillan Company e na parte II, cap.<br \/> III, quest\u00e3o 149 de<br \/>\n<br \/> O livro dos Esp\u00edritos, de Allan Kardec, ed.<br \/> FEB.<\/p>\n<p>Em 20.<br \/>2.<br \/>2025<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_20188\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"20188\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pai voltou do funeral. Por tr\u00e1s da porta, seu filho de sete anos, olhos arregalados, amuleto dourado pendurado no pesco\u00e7o, mergulhado em pensamentos dif\u00edceis demais para sua idade. O pai pegou-o nos bra\u00e7os e o menino perguntou: \u201cOnde est\u00e1 a mam\u00e3e?\u201d No c\u00e9u\u201d, respondeu o pai, apontando para o azul imenso. 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