{"id":20246,"date":"2025-04-21T13:12:00","date_gmt":"2025-04-21T13:12:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2025-04-21T13:12:00","modified_gmt":"2025-04-21T13:12:00","slug":"artigo20246","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo20246\/","title":{"rendered":"As dores do viver   &#8211; Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita"},"content":{"rendered":"\n<p>Quem passou pela vida em branca nuvem.<\/p>\n<p>E em pl\u00e1cido repouso adormeceu,<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o sentiu o frio da desgra\u00e7a,<\/p>\n<p>Quem passou pela vida e n\u00e3o sofreu,<\/p>\n<p>Foi espectro de homem, e n\u00e3o homem,<\/p>\n<p>S\u00f3 passou pela vida, n\u00e3o viveu.<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p>O poeta expressou em poucos versos a grande verdade:  a vida n\u00e3o \u00e9 indolor.<\/p>\n<p>Podemos olhar para quem tenha muito dinheiro, fama, sucesso e pensar que tudo lhe sorri.<\/p>\n<p>No entanto, desconhecemos seus problemas \u00edntimos, perdas que tenha sofrido, as lutas para alcan\u00e7ar o patamar em que se encontra e ali se manter.<\/p>\n<p>As horas de ensaio, a supera\u00e7\u00e3o de dores f\u00edsicas ou morais para n\u00e3o cancelar o pr\u00f3ximo show.<\/p>\n<p>Sorrisos no palco, dan\u00e7a, can\u00e7\u00f5es.<br \/> Mas, quando todos se v\u00e3o, quando acaba a apresenta\u00e7\u00e3o, quando cessam os aplausos, o que resta?<\/p>\n<p>Recordamos de um orador que, certa feita, nos disse que depois da ova\u00e7\u00e3o na orat\u00f3ria, dos tantos aut\u00f3grafos nos seus livros, quando ele voltava para sua casa, fechada a porta, estava sozinho.<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o tinha ningu\u00e9m.<br \/> Ningu\u00e9m com quem compartilhar o caf\u00e9, o lanche, as impress\u00f5es de tudo que sentira e vivera naquelas horas.<\/p>\n<p>N\u00e3o tinha quem lhe pudesse preparar um ch\u00e1, p\u00f4r a mesa, dirigir-lhe uma palavra.<\/p>\n<p>Por vezes, n\u00f3s nos dizemos cansados da fam\u00edlia.<br \/> S\u00e3o tantas tarefas, problemas e ru\u00eddos quando desejar\u00edamos ter um pouco de sossego.<\/p>\n<p>Contudo, algu\u00e9m enfrenta a quietude de um apartamento a s\u00f3s.<br \/> Seus amores se foram.<br \/> E somente a sombra do sil\u00eancio lhe recebe os lamentos da alma, e enxerga as l\u00e1grimas que verte.<\/p>\n<p>Viver \u00e9 um desafio constante: lidar com o inesperado desagrad\u00e1vel, o sonho desfeito ou nunca concretizado.<\/p>\n<p>Algumas dores s\u00e3o t\u00e3o profundas que, como disse algu\u00e9m, nem as quatrocentas mil palavras da l\u00edngua portuguesa conseguem expressar.<\/p>\n<p>Mas, afinal, para que serve a dor?<\/p>\n<p>Escreveu um fil\u00f3sofo poeta: para polir a pedra, esculpir o m\u00e1rmore, fundir o vidro, martelar o ferro.<\/p>\n<p>Serve para edificar o templo magn\u00edfico, onde se combinam todas as artes para exprimirem o divino.<\/p>\n<p>A dor \u00e9 um meio de que usa o poder infinito para nos chamar a si e, ao mesmo tempo, tornar-nos mais rapidamente acess\u00edveis \u00e0 felicidade espiritual, \u00fanica duradoura.<\/p>\n<p>\u00c9 o processo pelo qual passa o bloco grosseiro que, para mostrar a perfei\u00e7\u00e3o da est\u00e1tua que oculta em seu interior, sofre os golpes duros do cinzel do escultor ou o vagaroso e persistente trabalho do buril.<\/p>\n<p>Um amigo nos confidenciou que observara que, quando estava passando por s\u00e9rios problemas, sofrendo duras prova\u00e7\u00f5es, produzia textos mais belos e profundos.<\/p>\n<p>O homem precisa do sofrimento como o fruto da vinha precisa do lagar para que se possa extrair o suco precioso.<\/p>\n<p>Para que triunfe o esp\u00edrito, rebentando em sublimidade, para que o poeta ache os acentos imortais, o m\u00fasico os suaves acordes, o cora\u00e7\u00e3o precisa do aguilh\u00e3o do luto e das l\u00e1grimas, da ingratid\u00e3o, das trai\u00e7\u00f5es da amizade, das ang\u00fastias.<\/p>\n<p>A dor \u00e9 uma b\u00ean\u00e7\u00e3o, diz um benfeitor espiritual, que Deus envia aos Seus eleitos.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, n\u00e3o a procuremos, mas, quando ela se apresentar, tiremos dela todo o proveito que pode nos oferecer ao Esp\u00edrito e ao cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com transcri\u00e7\u00e3o dos versos<br \/>\n<br \/>do poema Ilus\u00f5es da vida, de Francisco Otaviano e com<br \/>\n<br \/>base na parte 3, cap.<br \/> XXVI e XXVII do livro O problema do ser,<br \/>\n<br \/>do destino e da dor, de L\u00e9on Denis, ed.<br \/> FEB.<\/p>\n<p>Em 22.<br \/>2.<br \/>2025<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_20246\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"20246\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 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