{"id":20296,"date":"2025-05-30T17:12:00","date_gmt":"2025-05-30T17:12:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2025-05-30T17:12:00","modified_gmt":"2025-05-30T17:12:00","slug":"artigo20296","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo20296\/","title":{"rendered":"Para onde v\u00e3o as estrelas?  &#8211; Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita"},"content":{"rendered":"\n<p>Para onde v\u00e3o as estrelas, durante o dia?<\/p>\n<p>Essa foi a indaga\u00e7\u00e3o que surpreendeu os pais, naquela tarde de primavera, em passeio junto ao riacho, com sua pequena de quatro anos.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as s\u00e3o muito inquisidoras.<br \/> T\u00eam esse esp\u00edrito cient\u00edfico de tudo querer descobrir, sondar, pesquisar.<\/p>\n<p>De um modo geral, suas perguntas ficam sem respostas, porque n\u00e3o nos encontramos preparados para elas.<br \/> Em verdade, desde h\u00e1 muito abandonamos essa crian\u00e7a que vivia em n\u00f3s.<\/p>\n<p>A crian\u00e7a que tudo observava, que parava no caminho para acompanhar, devagarinho, para onde seguiam as formigas com seus fardos \u00e0s costas.<\/p>\n<p>Que jogava uma pequenina pedra no lago e ficava a observar os tantos c\u00edrculos que se formavam, contando-os, um a um, sem pressa.<\/p>\n<p>E repetia o gesto e tornava a contar e contar.<\/p>\n<p>E via que o bot\u00e3o de rosa desabrochara, pela manh\u00e3, no jardim; que olhava as nuvens e descobria suas mil formas, como num desenho animado, andando pelo c\u00e9u, compondo hist\u00f3rias.<\/p>\n<p>\u00c9ramos assim.<br \/> Plenos de olhos de ver e ouvidos de ouvir.<br \/>  De perguntas sem fim: O que os p\u00e1ssaros est\u00e3o dizendo? Est\u00e3o discutindo ou fazendo festa pelo reencontro?<\/p>\n<p>A chuva molha o rio? Quem segura as estrelas no c\u00e9u? Por que elas n\u00e3o caem? Est\u00e3o presas com barbante ou com cola?<\/p>\n<p>Os tantos sil\u00eancios, as tantas respostas mal-humoradas, os tantos pedidos para que fic\u00e1ssemos quietos foram nos desmontando por dentro.<\/p>\n<p>Foram nos calando, foram nos tornando menos inquisidores.<\/p>\n<p>Aqueles de n\u00f3s que n\u00e3o nos deixamos abater e continuamos a fazer perguntas, a buscar respostas em algum lugar, com algu\u00e9m que nos pudesse responder, nos tornamos os homens especiais que vivem hoje no mundo.<\/p>\n<p>S\u00e3o esses que habitam os laborat\u00f3rios de pesquisas, que trabalham na elabora\u00e7\u00e3o das vacinas, na cria\u00e7\u00e3o de medicamentos mais eficientes para debelar enfermidades dolorosas ou diminuir dores.<\/p>\n<p>S\u00e3o esses que comp\u00f5em melodias de superior beleza, vitrais e quadros de expressivas cores, que reformulam leis, que escrevem poemas de excepcional profundidade falando de um gr\u00e3o de areia, de uma brisa leve, da folha que dan\u00e7a na balada do vento.<\/p>\n<p>Cientistas, s\u00e1bios, fil\u00f3sofos, poetas, artistas de toda sorte.<br \/> Permanecem perguntando, indagando e descobrindo os mist\u00e9rios que a alma humana ainda n\u00e3o desvendou.<\/p>\n<p>*   *   *<\/p>\n<p>Para onde v\u00e3o as estrelas, durante o dia?<\/p>\n<p>Aquele pai atencioso levou a menina at\u00e9 a beira do riacho de \u00e1guas cristalinas e lhe mostrou as pequeninas pedras que brilhavam ao fundo, tocadas pelos raios de sol.<\/p>\n<p>Seriam estrelas? \u2013 Foi a vez dele perguntar.<\/p>\n<p>A menina mergulhou a m\u00e3o nas \u00e1guas, tomou de uma delas, segurou-a e gritou, triunfante: Uma estrela!<\/p>\n<p>Durante dias, semanas e meses, ela conservou a estrela junto ao seu cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Levava-a consigo para todos os lugares.<br \/> \u00c0 noite, quando olhava o c\u00e9u estrelado, falava para sua pedrinha: Voc\u00ea n\u00e3o consegue voltar para o c\u00e9u de noite?<\/p>\n<p>Colocava-a no peitoril da janela, dizendo: Se quiser, voc\u00ea pode ir com suas irm\u00e3s.<br \/> Mas volte depois para mim, t\u00e1?<\/p>\n<p>E a estrela nunca quis voltar, porque havia encontrado outro c\u00e9u, no cora\u00e7\u00e3o da menina.<\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita<br \/>\n<br \/>Em 14.<br \/>3.<br \/>2025<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_20296\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"20296\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para onde v\u00e3o as estrelas, durante o dia? Essa foi a indaga\u00e7\u00e3o que surpreendeu os pais, naquela tarde de primavera, em passeio junto ao riacho, com sua pequena de quatro anos. As crian\u00e7as s\u00e3o muito inquisidoras. T\u00eam esse esp\u00edrito cient\u00edfico de tudo querer descobrir, sondar, pesquisar. 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