{"id":300,"date":"2015-06-18T16:01:00","date_gmt":"2015-06-18T16:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/2015\/06\/18\/o-espiculo-da-culpa-joanna-de-angelis\/"},"modified":"2015-06-18T16:01:00","modified_gmt":"2015-06-18T16:01:00","slug":"artigo300","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo300\/","title":{"rendered":"O esp\u00edculo da culpa &#8211; Joanna de \u00c2ngelis"},"content":{"rendered":"<p><a name=more><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=http:\/\/cecal.centronocaminhodaluz.com.br\/bloguer\/pdf.asp?site=cecal&amp; target=_blank><img src=http:\/\/cecal.centronocaminhodaluz.com.br\/bloguer\/pdf_button.png \/><\/a>    <\/p>\n<p>Adormecida no inconsciente profundo do ser humano permanece a culpa, aguardando o momento pr\u00f3prio para assomar e se transformar em conflito devastador.  <br \/>Refugiando-se por muito tempo, recalcada sob a argamassa dos caprichos emocionais, que procuram justificar os atos insanos, esse olvido \u00e9 sempre transit\u00f3rio, porquanto o fato de n\u00e3o estar consciente n\u00e3o significa encontrar-se superada ou dilu\u00edda.  <br \/>Muitas vezes, s\u00e3o compromissos infelizes que defluem da ignor\u00e2ncia da raz\u00e3o, a estabelecer normas de conduta incompat\u00edveis com o \u00e9tico e o correto, sendo, por\u00e9m, equ\u00edvocos de interpreta\u00e7\u00e3o dos direitos do ego, o qual, infelizmente, sempre se atribui m\u00e9ritos que, em realidade,    n\u00e3o possui.  <br \/>Noutras oportunidades, s\u00e3o a\u00e7\u00f5es conscientes que, em momentos de del\u00edrio ou deslumbramento, superam o bom tom, transformam-se em refer\u00eancias sem legitimidade, em comportamentos desleais que se repetem com naturalidade absurda e que, n\u00e3o raro, s\u00e3o efeitos de atitudes mals\u00e3s praticadas conscientemente.  <br \/>O certo \u00e9 que todos os indiv\u00edduos, vez que outra, s\u00e3o v\u00edtimas da sombra e praticam atos lament\u00e1veis, dos quais se arrepender\u00e3o posteriormente, ap\u00f3s ou durante o amadurecimento psicol\u00f3gico, intranquilizando-se pela impossibilidade de retornar \u00e0queles momentos e evit\u00e1-los, por n\u00e3o haver alternativa, exceto a corre\u00e7\u00e3o, mesmo que tardiamente.  <br \/>A culpa \u00e9 um esp\u00edculo vigoroso nas carnes da alma.  <br \/>Todos os indiv\u00edduos sentem-na, em raz\u00e3o do impositivo natural da evolu\u00e7\u00e3o que prop\u00f5e exist\u00eancia correta, mediante pensamentos saud\u00e1veis, comunica\u00e7\u00f5es edificantes, escritas ou verbais, bem como atitudes dignas. Qualquer deslize, passado o tempo pr\u00f3prio, retorna e exi   ge retifica\u00e7\u00e3o, pela press\u00e3o do progresso moral e emocional que se adquire. O que antes pareceria insignificante ou mesmo sem qualquer car\u00e1ter prejudicial no momento produz, por n\u00e3o estar enquadrado nos padr\u00f5es do comportamento digno, o inequ\u00edvoco sentimento de culpa.  <br \/>Embora os conflitos a que d\u00e1 lugar, a avalia\u00e7\u00e3o inconsciente dos comportamentos passados \u00e9 uma conquista do processo evolutivo, gra\u00e7as \u00e0 busca pela autoilumina\u00e7\u00e3o, na qual n\u00e3o existe espa\u00e7o para escamotear a verdade.  <br \/>Pode o homem intentar justificar a a\u00e7\u00e3o incorreta, o que funciona por algum tempo, at\u00e9 o instante por\u00e9m em que desperta para a realidade imortal, na qual se encontra inserido, j\u00e1 ent\u00e3o sem ensejo de ocultar os procedimentos doentios.  <br \/>A mentira, o engodo, a fantasia, a cal\u00fania, a inveja, as informa\u00e7\u00f5es agrad\u00e1veis com objetivos de ludibriar o pr\u00f3ximo ou conquistar benef\u00edcios pessoais, s\u00e3o m\u00e1scaras, de que se utiliza o ego, que funcionam por algum tempo, tendo por\u00e9m dura\u00e7\u00e3o ef\u00eamera, porque    a verdade sobrenada nesse oceano de fic\u00e7\u00f5es doentias, dando surgimento \u00e0 culpa.  <br \/>*  <br \/>O sentimento honesto de culpa gera na criatura o arrependimento da a\u00e7\u00e3o nefanda, mediante reflex\u00f5es, agora saud\u00e1veis sobre o que deveria ter sido feito naquele momento, caso possu\u00edsse maturidade psicol\u00f3gica, legitimidade pessoal.  <br \/>A necessidade egoica de querer aparecer, a compuls\u00e3o obsessiva para tirar vantagens, os h\u00e1bitos arraigados da sombra em luta cont\u00ednua contra o self conduzem o indiv\u00edduo, sem a viv\u00eancia da dignidade, a cometer esses lament\u00e1veis comportamentos agressivos, porque desrespeitam a intimidade do seu pr\u00f3ximo, a confian\u00e7a que lhe foi oferecida, a nobreza com que se permitiu expor e deixou-se tombar nas armadilhas infames que lhes foram feitas por aqueles nos quais confiaram.  <br \/>Os seus danos s\u00e3o imprevis\u00edveis porque podem magoar de tal maneira as suas v\u00edtimas, que as armam de desconfian\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais pessoas, ferreteiam -lhes a sensibilidade, conspurcam-l   hes a pureza e a ingenuidade dos sentimentos&#8230; e se transformam em verdadeira trai\u00e7\u00e3o.  <br \/>Nada mais desconfort\u00e1vel do que dedicar confian\u00e7a a algu\u00e9m e ser miseravelmente enganado, tra\u00eddo nos seus valores afetivos, que se tornam superados pela gan\u00e2ncia, pela forma perversa com que a amizade e a conviv\u00eancia s\u00e3o retribu\u00eddas.  <br \/>Embora a gravidade da culpa, n\u00e3o permita que se te estiole a esperan\u00e7a nem se esfacele o teu lado bom, que agora desperta para a identifica\u00e7\u00e3o da responsabilidade que assumiste.  <br \/>Refaze o caminho, instala na conduta a humildade em rela\u00e7\u00e3o aos teus erros. N\u00e3o ser\u00e1 necess\u00e1rio que reveles \u00e0s tuas v\u00edtimas o que fizeste com elas, porque, cedo ou tarde, elas tomar\u00e3o conhecimento. Recupera-te moralmente, modifica a conduta, sendo fiel e amigo, renuncia aos prop\u00f3sitos extravagantes que te amesquinhavam, sofre o natural efeito dos males que, afinal, a ti pr\u00f3prio causaste.  <br \/>Permanece ao lado daqueles a quem enganaste e corrige lentamente, se poss\u00edvel, as    informa\u00e7\u00f5es equivocadas, e quando n\u00e3o se torne exequ\u00edvel faz\u00ea-lo, age corretamente, envolto pelas vibra\u00e7\u00f5es do afeto sadio, reabilitando-te at\u00e9 o momento em que te sintas tranquilo, desarmado, feliz em sua companhia.  <br \/>O amor verdadeiro produz milagres, nunca o duvides!  <br \/>A arrog\u00e2ncia, filha dileta do ego\u00edsmo, sempre conspira contra o teu prop\u00f3sito de expia\u00e7\u00e3o do mal que fizeste, buscando motivos para que permane\u00e7as na anestesia da responsabilidade.  <br \/>O bem que puderes fazer \u00e0queles que te sofreram a injun\u00e7\u00e3o penosa, oferece-o de cora\u00e7\u00e3o aberto e realmente afetuoso.  <br \/>Com pensamentos, palavras e gestos de bondade feitos de ternura e de arrependimento sincero, diluir\u00e1s a culpa, retirar\u00e1s o esp\u00edculo da consci\u00eancia e avan\u00e7ar\u00e1s realmente feliz no rumo da plenitude.  <br \/>O estado de consci\u00eancia de paz exige que toda culpa seja transformada em a\u00e7\u00e3o dignificante, porque, da mesma maneira como se equivoca, tem a criatura o dever de percorrer caminho id\u00eantico para a correspond   ente reabilita\u00e7\u00e3o.  <br \/>*  <br \/>Tudo quanto esteja escamoteado na Terra, no Mais Al\u00e9m se apresenta desvelado, e a v\u00edtima olhar\u00e1 nos olhos do infrator com amizade e perd\u00e3o, enquanto este, atormentado, tentar\u00e1 fugir da sua presen\u00e7a, carregando o fardo pesado que o esmaga interiormente.  <br \/>No Evangelho de Jesus, recorda o temor de Pedro, que negou o Amigo, mas teve a coragem de devotar-lhe o restante da vida em processo de reabilita\u00e7\u00e3o, o que conseguiu de maneira brilhante, enquanto Judas, cruelmente ferido, atirou-se ao abismo do autoc\u00eddio e foi constrangido a retornar \u00e0 Terra in\u00fameras vezes at\u00e9 culminar no mart\u00edrio a saga infeliz do seu antigo ato ignominioso.  <br \/>Come\u00e7a agora a tua reabilita\u00e7\u00e3o, ora e vincula-te ao Senhor que \u00e9 o caminho para a Verdade, e logo a culpa que conduzes intimamente come\u00e7ar\u00e1 a ser arrancada dos teus nobres sentimentos.  <\/p>\n<p>Joanna de \u00c2ngelis  <br \/>Psicografia do m\u00e9dium Divaldo Pereira Franco,   <br \/>na noite de7 de julho de 2014, em Dubrovnik,  <br \/>Cr   o\u00e1cia.  <br \/>Em 23.3.2015.  <\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_300\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"300\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Adormecida no inconsciente profundo do ser humano permanece a culpa, aguardando o momento pr\u00f3prio para assomar e se transformar em conflito devastador. 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