{"id":329,"date":"2015-05-29T22:51:00","date_gmt":"2015-05-30T01:51:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/2015\/05\/29\/maos-mirradas-amelia-rodrigues\/"},"modified":"2015-12-16T13:33:13","modified_gmt":"2015-12-16T15:33:13","slug":"artigo329","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo329\/","title":{"rendered":"M\u00e3os mirradas* &#8211; Am\u00e9lia Rodrigues"},"content":{"rendered":"<p><a name=more><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=http:\/\/cecal.centronocaminhodaluz.com.br\/bloguer\/pdf.asp?site=cecal&amp; target=_blank><img src=http:\/\/cecal.centronocaminhodaluz.com.br\/bloguer\/pdf_button.png \/><\/a>    <\/p>\n<p>Enquanto a balada do Evangelho derramava alegrias nas mentes ing\u00eanuas e nos cora\u00e7\u00f5es sofridos das massas, as multid\u00f5es se acotovelavam e se empurravam para v\u00ea-lO, toc\u00e1-lO, estarem perto dEle.  <\/p>\n<p>Todos aqueles que tinham dificuldades e problemas viam em Jesus o seu libertador, e nEle depositavam sua confian\u00e7a, sua ansiedade.  <\/p>\n<p>Ele passeava o olhar compassivo, e em todos infundia \u00e2nimo e esperan\u00e7a, confortando-os com ou sem palavras atrav\u00e9s da irradia\u00e7\u00e3o do Seu psiquismo e da Sua ternura incompar\u00e1veis.  <\/p>\n<p>Simultaneamente por\u00e9m, a noite que predominava nos cora\u00e7\u00f5es dos opressores e governantes impiedosos, dos dominadores de um dia, dos religiosos presun\u00e7osos e r   icos de inveja, dos cobi\u00e7osos, de todos aqueles que somente desfrutavam de primazias e honras, temendo perd\u00ea-las, preparava o caldo de cultura do \u00f3dio, para infam\u00e1-lO, para O pegarem em alguma contradi\u00e7\u00e3o, cujas armadilhas estabeleciam com cinismo e sofismas bem urdidos. Mas Jesus os conhecia e se fazia inalcan\u00e7\u00e1vel \u00e0s suas tricas farisaicas hediondas e venais. Aumentava o n\u00famero daqueles que se beneficiavam com o Seu socorro e crescia a onda que se propunha afog\u00e1-lO nas suas \u00e1guas torvas e in\u00edquas.  <\/p>\n<p>*    *   *  <\/p>\n<p>A sinagoga era lugar de ora\u00e7\u00f5es e recitativos da Lei, de un\u00e7\u00e3o, de companheirismo&#8230; mas tamb\u00e9m de encontros para a sordidez e a vingan\u00e7a, para a sedi\u00e7\u00e3o e a perversidade. Ali se refugiavam o orgulho e a presun\u00e7\u00e3o, que a governavam, ditando regras de bom proceder para o povo necessitado.  <br \/>Entre eles, os que se permitiam todos os privil\u00e9gios, tornavam-se conhecidos pelas suas mesquinharias e fraquezas, os seus comportamentos vis e perturbadores, q   ue sabiam disfar\u00e7ar diante daqueles que os ouviam e respeitavam, embora eles n\u00e3o se respeitassem a si mesmos, pois que se isso ocorresse, impor-se-iam outra conduta moral.  <\/p>\n<p>Assim sendo, como sempre que Lhe era poss\u00edvel O fazia, Jesus entrou de novo numa sinagoga. Havia ali um homem que tinha a m\u00e3o paralisada.  <\/p>\n<p>*   *   *  <\/p>\n<p>A multid\u00e3o que ora O seguia j\u00e1 n\u00e3o era somente de galileus e de s\u00edrios, mas tamb\u00e9m de judeus, de Jerusal\u00e9m, de Tiro, de muitas partes, atra\u00edda pelo Seu verbo e pela Sua for\u00e7a de liberta\u00e7\u00e3o. L\u00e1 fora, na paisagem irisada de luz, as an\u00eamonas balou\u00e7avam nas hastes fr\u00e1geis e violetas mi\u00fadas derramavam perfume nos rios do vento que o conduz por toda parte.  <\/p>\n<p>A ast\u00facia dos Seus advers\u00e1rios esperava que Ele se propusesse a curar no s\u00e1bado, a fim de terem motivo para prend\u00ea-lO por desacato \u00e0 Lei que estabelecia o repouso nesse dia. O Mestre conhecia-lhes a intimidade dos sentimentos ultrizes e a vileza moral em que se debatiam. Por    isso mesmo, n\u00e3o os temia, antes compadecia-Se da sua mis\u00e9ria espiritual. Jesus disse ao homem que tinha a m\u00e3o mirrada: &#8211; Levanta-te! Vem para o meio.  <\/p>\n<p>Convidar para o centro \u00e9 dignificar o ser humano, que vive atirado na margem, ignorado, desrespeitado e esquecido. Essa \u00e9 uma forma de restituir a identidade de criatura que merece respeito e carinho. Ante o espanto natural e a possibilidade de Ele ferir os costumes legais, ouviram-nO interrogar:  <\/p>\n<p>&#8211; Que \u00e9 permitido no dia de S\u00e1bado, fazer o bem ou fazer o mal? Salvar um ser vivo ou mat\u00e1-lo?  <\/p>\n<p>Mas eles ficaram calados. A pusilanimidade deles n\u00e3o corria risco de perder-se, tomando uma defini\u00e7\u00e3o. Esses cru\u00e9is perseguidores s\u00e3o de sentimentos elevados mortos, quais son\u00e2mbulos com ideias fixas no \u00f3dio e na inc\u00faria. Ficar calado \u00e9 assentir sem comprometer-se, tendo chance de assumir outra posi\u00e7\u00e3o, aquela que seja mais conveniente. Passando \u00e0 volta de si um olhar de c\u00f3lera sobre eles, entristecido pelo endur   ecimento de seus cora\u00e7\u00f5es, disse ao homem: &#8211; Estende a m\u00e3o. Ele a estendeu e a m\u00e3o ficou curada.  <\/p>\n<p>Nesse epis\u00f3dio a paranormalidade do Mestre \u00e9 novamente evidente. Ele tem o poder de restaurar os tecidos, influenciando o campo modelador da forma f\u00edsica, trabalhando nas c\u00e9lulas com a Sua mente extraordin\u00e1ria. A m\u00e3o mirrada \u00e9 tamb\u00e9m s\u00edmbolo que encontra respaldo nas pessoas que nunca abrem o cora\u00e7\u00e3o para ajudar, dando-lhe movimento de fraternidade. Ela fica mirrada por falta de a\u00e7\u00e3o dignificante e operosa, perdendo a finalidade para a qual foi elaborada pelo Pensamento Divino.  <\/p>\n<p>O encontro real com Jesus permite que retome a sua forma, tornando-se igual \u00e0 outra, \u00e0quela que n\u00e3o foi atingida pela circunst\u00e2ncia punitiva. Depois de se retirarem &#8211; deixando-os boquiabertos e invejosos &#8211; os fariseus deliberaram com os herodianos contra Jesus acerca dos meios de mat\u00e1-lO.  <\/p>\n<p>Os pigmeus morais, impossibilitados de crescer espiritualmente para alcan\u00e7ar os mission\u00e1r   ios do bem e do amor, arquitetam planos para destru\u00ed-los, ignorando que n\u00e3o se destroem valores humanos com artimanhas que jamais alcan\u00e7am a realidade dos seres.  <\/p>\n<p>Esses perseguidores s\u00e3o almas mirradas, sem ideais nem nobreza, perdidos no tempo e que naufragaram no ego\u00edsmo, debatendo-se nas suas malhas, sem conseguir liberta\u00e7\u00e3o. Pertencem a todos os tempos e caminham ao lado dos construtores da dignidade humana, a fim de prov\u00e1-los, de os submeter ao seu cadinho purificador. Transformam-se em testes de resist\u00eancia para os homens e mulheres que anelam pelo mundo melhor e se doam a essa causa.  <\/p>\n<p>S\u00e3o duros de cora\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o se enternece, nem se comove. O \u00f3rg\u00e3o vibra e impulsiona o sangue, mas nada tem a ver com a emotividade, com os sentimentos de beleza e de fraternidade. Terminam por tornar-se carcereiros de si mesmos, enjaulando-se nas celas da indiferen\u00e7a que os entorpece e mata.  <\/p>\n<p>Jesus os defrontar\u00e1 com mais assiduidade, por\u00e9m, sem atribuir-lhes    qualquer significado ou considerar-lhes a distin\u00e7\u00e3o que se permitem, aumentando neles o \u00f3dio e a persegui\u00e7\u00e3o. Eles passam e a vida os esquece, mas n\u00e3o se olvidam de como agiram, de como s\u00e3o e do quanto necessitam para a reedifica\u00e7\u00e3o.  <\/p>\n<p>H\u00e1 muitas m\u00e3os mirradas na sociedade dos dias atuais. Perderam a fun\u00e7\u00e3o superior e estiolaram as fibras que as constituem no jogo apetitoso dos interesses inferiores. Encontram-se no centro dos grupos, experimentam destaque, mas n\u00e3o s\u00e3o atuantes no bem nem na compaix\u00e3o para receber os que eles mesmos expulsaram do seu conv\u00edvio e ficaram na marginalidade.  <\/p>\n<p>Agora constituem o grupo dos antigos fariseus e herodianos, que sempre a usavam para perseguir e matar. Trouxeram-na internamente mirrada, embora o exterior seja normal e atraente. Est\u00e3o imobilizadas no cimento em que se encarceraram, aguardando Jesus, para cham\u00e1-los ao meio e cur\u00e1-los.  <\/p>\n<p>Am\u00e9lia Rodrigues  <br \/>       Psicografia de Divaldo Pereira Franco, no dia 18 de    julho de 2000, em Paramirim, Bahia.  <br \/>Publicada no Jornal Mundo Esp\u00edrita de janeiro de 2001.  <br \/>Em 16.01.2012.  <br \/>(*) Marcos-3:1-6.  <br \/>Nota da Autora espiritual.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_329\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"329\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Enquanto a balada do Evangelho derramava alegrias nas mentes ing\u00eanuas e nos cora\u00e7\u00f5es sofridos das massas, as multid\u00f5es se acotovelavam e se empurravam para v\u00ea-lO, toc\u00e1-lO, estarem perto dEle. 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