{"id":462,"date":"2015-03-06T11:20:00","date_gmt":"2015-03-06T11:20:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/2015\/03\/06\/a-busca-da-iluminacao-interior\/"},"modified":"2015-03-06T11:20:00","modified_gmt":"2015-03-06T11:20:00","slug":"artigo462","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo462\/","title":{"rendered":"A busca da ilumina\u00e7\u00e3o interior"},"content":{"rendered":"<p><a name=more><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=http:\/\/cecal.centronocaminhodaluz.com.br\/bloguer\/pdf.asp?site=cecal&amp; target=_blank><img src=http:\/\/cecal.centronocaminhodaluz.com.br\/bloguer\/pdf_button.png \/><\/a>    <\/p>\n<p>Queridas irm\u00e3s, queridos irm\u00e3os:   <br \/>nossos votos cordiais de muita paz.   <\/p>\n<p>Estive meditando a respeito de um tema para conversarmos no encerramento da pauta deste dia, conforme vimos fazendo nos \u00faltimos anos, e lembrei-me da vida agitada que todos vivenciamos, dos desafios que enfrentamos, da correria contra o rel\u00f3gio, das contrariedades mal absorvidas, das ang\u00fastias n\u00e3o exteriorizadas, e ocorreu-me a id\u00e9ia de reflexionarmos juntos em torno de um assunto de muita import\u00e2ncia, qual seja a ilumina\u00e7\u00e3o interior.  <\/p>\n<p>Normalmente n\u00f3s, os esp\u00edritas, estamos empenhados em levar a mensagem a todos aqueles que se nos acercam, tanto quanto \u00e0queloutros que est\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, que se   riam os gentios, conforme eram designados nos dias de Jesus em Israel.  <\/p>\n<p>As atividades multiplicam-se, os problemas surgem e n\u00e3o nos lembramos de atender \u00e0s necessidades de nossa vida interior. Jamais tivemos na Terra dias de tantas dificuldades emocionais, de tantos tormentos espirituais quanto atualmente, isto porque estamos atravessando a etapa da grande transi\u00e7\u00e3o, que ainda n\u00e3o atingiu o seu cl\u00edmax, mas que nos est\u00e1 levando a situa\u00e7\u00f5es penosas, conflitivas e angustiantes. Necessitamos &#8211; penso &#8211; de fazer uma pausa para reflexionarmos em torno da nossa pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o perante a Consci\u00eancia C\u00f3smica, recordando-nos de uma indaga\u00e7\u00e3o que fez o confessor fr\u00e1ter Leone a S\u00e3o Francisco, quando ele estava capinando o jardim \u00e0 porta do monast\u00e9rio:  <\/p>\n<p>Se voc\u00ea soubesse, meu Pai, que iria morrer hoje, o que faria?  <\/p>\n<p>Ele respondeu, suavemente:  <\/p>\n<p>Continuaria capinando o meu jardim.  <\/p>\n<p>Essa reflex\u00e3o tem me chegado \u00e0 mente todos os dias e, numa autoan\u00e1lise   , procuro observar como estaria, caso a pergunta me houvesse sido feita, se continuaria tranquilamente fazendo aquilo que estava realizando, e surpreendo-me ao constatar quanto ainda necessitaria fazer, a fim de poder viajar em paz.  <\/p>\n<p>Assim pensando, anotei algumas reflex\u00f5es mentais, iniciando-as por uma hist\u00f3ria da autoria de Rabindranath Tagore, o poeta indiano, Pr\u00eamio Nobel de Literatura, que deixou mais de mil poemas, tido pelos que o leem como insuper\u00e1vel em raz\u00e3o da beleza com que vestia as suas mensagens&#8230;  <\/p>\n<p>Narrarei a hist\u00f3ria de Tagore com a minha pr\u00f3pria emo\u00e7\u00e3o, o que n\u00e3o ser\u00e1 certamente uma c\u00f3pia fiel daquilo que escreveu.  <\/p>\n<p>Tratava-se de um m\u00edstico muito famoso no sul da \u00cdndia, de nome Upagupta. Upagupta tornou-se uma verdadeira lenda pelo ser que era e pela mensagem de que se fazia portador. Certo dia, chegando a uma cidade muito populosa, em plena primavera, deteve-se, \u00e0 porta de entrada da muralha que a circundava, para melhor aspirar o p   erfume das flores e, fascinado pela sombra generosa de um velho carvalho, optou por repousar sobre a grama, e adormeceu. Estava, portanto, nesse estado de tranquilidade e inconsci\u00eancia, quando percebeu algo, e abriu os olhos. Teve uma vis\u00e3o quase mir\u00edfica. Ali estava uma jovem de beleza \u00edmpar, que lhe sorria de maneira encantadora. Percebendo-o desperto, ela falou-lhe:  <\/p>\n<p>Desejo convidar-te para que venhas \u00e0 minha casa. Eu sou vendedora de perfumes&#8230; Favore\u00e7o o encanto das ilus\u00f5es aos meus convidados. Resido perto daqui, num quase pal\u00e1cio, onde recebo meus h\u00f3spedes. Hoje \u00e9 o dia em que celebro o meu anivers\u00e1rio, permitindo-me a gentileza de escolher o parceiro para as minhas alegrias. J\u00e1 recusei um sacerdote, um guerreiro, e, no entanto, elejo-te a ti. Tu vir\u00e1s?  <\/p>\n<p>Upagupta olhou-a, deslumbrado, e respondeu-lhe muito suavemente:  <\/p>\n<p>Gostaria tanto de ir!&#8230; mas hoje eu n\u00e3o posso&#8230;  <\/p>\n<p>A jovem, que n\u00e3o estava acostumada a recusas, recuou um pouco, e o    interrogou:  <\/p>\n<p>Por que n\u00e3o? A todos que me buscam as car\u00edcias, eu cobro por alguns momentos de prazer uma verdadeira fortuna, enquanto que a ti n\u00e3o pedirei nada. Existe algo em ti que me fascina! Eu n\u00e3o saberia explicar-te. Por essa raz\u00e3o, volto a inquirir-te: Vir\u00e1s?  <\/p>\n<p>Naquele momento ela se houvera afastado um pouco, e Upagupta sentando-se, olhou-a, fascinado pela sua beleza terrena, respondendo-lhe algo melanc\u00f3lico:  <\/p>\n<p>Infelizmente, hoje, eu n\u00e3o posso. Nada obstante, eu atenderei ao teu convite na primeira oportunidade, quando irei ter contigo.  <\/p>\n<p>Ela sorriu, canhestra, e lhe respondeu:  <\/p>\n<p>Por que hoje n\u00e3o podes? Tu sabes que n\u00f3s, as mulheres que vendemos prazeres, somos como as mariposas, que s\u00e3o devoradas pela chama em torno da qual voluteiam. Eu n\u00e3o tenho amanh\u00e3. Todas as minhas emo\u00e7\u00f5es e expectativas de gozos e alegrias s\u00e3o deste momento. Vem! Deixa-me dizer-te que descubro o fasc\u00ednio que h\u00e1 em ti: s\u00e3o os teus olhos! Eles irradiam suave c   laridade que me envolve, e por isso, digo-te: Eu te amo. Vem, por favor. Nunca disse a homem algum que o amava. A todos eu vendi lasc\u00edvia, mas a ti eu n\u00e3o cobrarei nada, repito, porque te amo!  <\/p>\n<p>Upagupta baixou os olhos negros e, ao abri-los, respondeu-lhe enternecido:  <\/p>\n<p>Mas hoje eu n\u00e3o posso. Um dia, que n\u00e3o est\u00e1 longe, eu atenderei ao teu convite.  <\/p>\n<p>A jovem mulher levantou-se, estremunhada, blasfemando, e desapareceu por detr\u00e1s da porta imensa&#8230;  <\/p>\n<p>Dois anos depois, era outono, quando Upagupta voltou \u00e0quela mesma cidade. N\u00e3o mais havia as flores, nem o carvalho venerando estava belo, mas quase despido. Aquela entrada, onde antes medravam tantas flores mi\u00fadas e perfumadas, agora se transformara em dep\u00f3sito de lixo da cidade&#8230; Animais em decomposi\u00e7\u00e3o, monturo e dejetos, odores p\u00fatridos, significando, talvez, o tamb\u00e9m outono da vida&#8230;  <\/p>\n<p>Ele recordou-se da vendedora de ilus\u00f5es, quando percebeu algo entre as latas de lixo. Atra\u00eddo por movime   ntos estranhos, observou um corpo deformado que se cobria de trapos e, sem delongas, conseguiu alcan\u00e7ar-lhe com as m\u00e3os a cabe\u00e7a que balan\u00e7ava sobre os ombros, exsudando pus. Em contato com os dedos, os cabelos se liberaram. Ele abaixou-se, enquanto tentava erguer o corpo ferido, e falou-lhe em tom coloquial:  <\/p>\n<p>Eis-me aqui! Eu venho agora atender ao teu convite.  <\/p>\n<p>Aquele corpo ferido recuou, tentando fugir, enquanto uma voz atribulada, estrugiu, indagando:  <\/p>\n<p>O que queres de mim? Se vieste comprar perfumes, n\u00e3o os tenho mais para vender e, se vieste por compaix\u00e3o, \u00e9 tarde, foge! Porque se eles, os meus perseguidores, souberem que est\u00e1s comigo, tamb\u00e9m te perseguir\u00e3o de forma inclemente. Deixa-me morrer em paz!  <\/p>\n<p>N\u00e3o posso! &#8211; respondeu o mission\u00e1rio. N\u00e3o h\u00e1 muito, me convidaste para o banquete na tua casa, e eu te disse que iria depois&#8230;Eis-me aqui, pois que cheguei agora.  <\/p>\n<p>O ser infeliz recuou ainda mais, a cabe\u00e7a bamboleava sobre os ombros    magros, que eram chagas vivas, o rosto coberto por lepromas, os olhos como duas crateras transformadas em dep\u00f3sito de pus, e todo o corpo ulcerado, era tudo o que restava da sofrida mulher.  <\/p>\n<p>Ouvindo-o, ela recordou-se e indagou-lhe, atormentada:  <\/p>\n<p>Por que demoraste tanto? Eu te esperei durante esses dois anos que passaram, e tu n\u00e3o vieste! Agora \u00e9 tarde para n\u00f3s dois. V\u00ea-me: estou em decomposi\u00e7\u00e3o embora viva, n\u00e3o sirvo para nada. Foge, eu te pe\u00e7o. Eu te agrade\u00e7o, porque vieste, mas agora foge&#8230;  <\/p>\n<p>Havendo-se reclinado sobre ela, estendeu-lhe os bra\u00e7os fortes e musculosos, ergueu-a at\u00e9 ao t\u00f3rax e estreitou-a num terno abra\u00e7o.  <\/p>\n<p>Ela tremia, febril. Com uma das m\u00e3os, ele limpou-lhe os olhos ulcerados, enquanto a sofredora tentava escond\u00ea-los, e ent\u00e3o retrucou-lhe:  <\/p>\n<p>Eu te houvera prometido que viria depois. E aqui estou.  <\/p>\n<p>Infelizmente, chegaste tarde demais. Desde aquele dia, eu que n\u00e3o tinha alegria de viver e fingia, depois que te    conheci perdi tamb\u00e9m a falsa postura de prazer. Nunca mais fui a mesma. Toda noite eu colocava no peitoril da janela do meu quarto uma l\u00e2mpada acesa para que clareasse o teu caminho na expectativa de que virias, e n\u00e3o chegaste nunca. Agora&#8230;  <\/p>\n<p>Agora &#8211; interrompeu-a, generoso &#8211; aqui estou. Vem comigo, deixa-me levar-te nos meus bra\u00e7os.  <\/p>\n<p>E erguendo-a entre os ventos frios outonais, ele adentrou-se pela porta da cidade. Recordando-se da frase que ela dissera, balbuciou-lhe ao ouvido:  <\/p>\n<p>N\u00e3o estranhes o meu procedimento, mas eu tamb\u00e9m te amo. Agora eu descubro nos teus olhos uma estranha claridade que me induz a amar-te. Se o teu corpo n\u00e3o serve mais para nada, dorme, d\u00e1-me a tua alma, e eu a encaminharei ao Soberano Senhor da Vida.  <\/p>\n<p>A mulher, tremendo e chorando, repousou no ombro de Upagupta, e liberando-se do corpo em decomposi\u00e7\u00e3o iluminou-se.  <\/p>\n<p>A tradi\u00e7\u00e3o a respeito da ilumina\u00e7\u00e3o interior praticamente se inicia com Sidartha Gautama. Depoi   s das longas perip\u00e9cias, quando ele se sentou \u00e0 sombra de uma \u00e1rvore bodhi defronte de um rio e mergulhou no mundo \u00edntimo interior para meditar, iluminou-se. Dias mais tarde, um jovem disc\u00edpulo, vendo-o meditando, comoveu-se e ficou contemplando-o .Quando ele abriu os olhos, o jovem indagou-lhe:  <\/p>\n<p>Mestre, tu \u00e9s Deus?  <\/p>\n<p>N\u00e3o, n\u00e3o sou.  <\/p>\n<p>Ent\u00e3o, tu \u00e9s um anjo?  <\/p>\n<p>N\u00e3o, tamb\u00e9m n\u00e3o sou. Por que me perguntas?  <\/p>\n<p>Porque brilhas, mestre! Por que brilhas?  <\/p>\n<p>Porque estou desperto, consciente da verdade. Todo aquele que encontra a verdade adquire brilho interior.  <\/p>\n<p>A ilumina\u00e7\u00e3o faz parte dos ensinamentos de Jesus, por exemplo, quando Ele prop\u00f5e: Busca primeiro o Reino de Deus e a Sua justi\u00e7a, e tudo o mais te ser\u00e1 acrescentado.  <\/p>\n<p>Buscar primeiro o Reino de Deus e Sua justi\u00e7a \u00e9 o grande desafio que todos devemos enfrentar, qual aconteceu com Paulo, que ap\u00f3s faz\u00ea-lo e consegui-lo, declarou: J\u00e1 n\u00e3o sou eu que vivo, mas o Cristo que vive    em mim.  <\/p>\n<p>A ilumina\u00e7\u00e3o interior recebeu, ao largo da Hist\u00f3ria, in\u00fameras denomina\u00e7\u00f5es como: Messias, Cristo, paz interna, Paz de Deus que est\u00e1 al\u00e9m da compreens\u00e3o, Consci\u00eancia C\u00f3smica, satori, samadhi ou moksha, fana&#8230; Gurdjieff, o grande psic\u00f3logo russo, costumava dizer que era uma autorrealiza\u00e7\u00e3o, a consci\u00eancia objetiva, e Carl Gustav Jung denominou-a como o estado numinoso, quando nos enriquecemos de luz.  <\/p>\n<p>O que \u00e9, por\u00e9m, a ilumina\u00e7\u00e3o interior? N\u00e3o se trata de um estado alterado de consci\u00eancia, de paranormalidade, nem de mediunidade, ou de outra qualquer faculdade intelectiva. Trata-se de uma atividade de autoconscientiza\u00e7\u00e3o, \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o da verdade do Ser (Deus, Ser C\u00f3smico, Ente Supremo), tamb\u00e9m \u00e9 a busca do vir-a-ser&#8230; E, por isso mesmo, est\u00e1 ao alcance de todos os indiv\u00edduos, que n\u00e3o devem postergar a sua conquista.  <\/p>\n<p>Dizia Lao-Ts\u00e9:  <\/p>\n<p>Quem conhece os outros \u00e9 um s\u00e1bio, mas quem conhece a si mesmo \u00e9 um iluminado.  <\/p>\n<p>Porque \u00e9 muito f   \u00e1cil conhecer os outros, mas, para se autoconhecer, \u00e9 indispens\u00e1vel realizar essa ilumina\u00e7\u00e3o, que n\u00e3o passou desapercebida a Allan Kardec, conforme nos recordamos, e que se encontra na quest\u00e3o 919 de O Livro dos Esp\u00edritos, quando ele interrogou aos benfeitores da Humanidade:  <\/p>\n<p>Qual o meio pr\u00e1tico mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir \u00e0 atra\u00e7\u00e3o do mal?  <\/p>\n<p>N\u00e3o se tratava de qualquer meio pr\u00e1tico, mas daquele mais eficaz. Como consequ\u00eancia, a resposta foi incisiva:  <\/p>\n<p>Um s\u00e1bio da antiguidade j\u00e1 vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.  <\/p>\n<p>E Santo Agostinho, que deu a resposta, comentou, numa bela p\u00e1gina de filosofia \u00e9tica, que podemos sintetizar:  <\/p>\n<p>Fazei como eu. Toda vez quando buscava o leito para o repouso, procurava revisar os meus atos daquele dia. Quando me dava conta dos erros, de imediato, no dia seguinte procurava reabilitar-me. E, quando estava certo, procurava seguir adiante&#8230;  <\/p>\n<p>Tratava-se de um exame    de consci\u00eancia. E por que exame de consci\u00eancia? Allan Kardec, igualmente, teve a preocupa\u00e7\u00e3o com essa consci\u00eancia, ao interrogar as mesmas Entidades, conforme a quest\u00e3o 621 da citada obra &#8211; Onde est\u00e1 escrita a lei de Deus? &#8211; E recebeu como resposta: Na consci\u00eancia.  <\/p>\n<p>\u00c9 a segunda resposta mais sint\u00e9tica da filosofia esp\u00edrita. A primeira \u00e9 a resposta \u00e0 quest\u00e3o de n\u00famero 625, quando ele perguntou: Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem para lhe servir de guia e modelo? &#8211; Jesus &#8211; foi a resposta.  <\/p>\n<p>Desse modo, a ilumina\u00e7\u00e3o interior \u00e9 uma conquista que n\u00e3o devemos postergar. Ainda mais, porque os outros veem em n\u00f3s o que n\u00e3o \u00e9 habitual encontrar-se em outras pessoas&#8230;Pelo fato de sermos espiritistas, buscando restaurar o Cristianismo em nossas vidas, apresentamos um comportamento diferenciado daquele que caracteriza o cidad\u00e3o convencional do mundo, porque lutamos para superar as paix\u00f5es ign\u00f3beis, capitaneadas pelo ego\u00edsmo, para a supera\u00e7\u00e3o dos v\u00edc   ios, para a elimina\u00e7\u00e3o da sombra. \u00c9 necess\u00e1rio que enfrentemos a nossa sombra para poder dilui-la, que realizemos esse eixo ego &#8211; self, para lograrmos, ainda, segundo Jung, a individua\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, tornarmo-nos ser integral e n\u00e3o um qualquer, como aqueles que est\u00e3o no mundo semeando os costumes infelizes, as perturba\u00e7\u00f5es&#8230; Havendo encontrado Jesus, j\u00e1 pusemos a m\u00e3o na charrua e n\u00e3o mais olhamos para tr\u00e1s.  <\/p>\n<p>Como ser\u00e1 poss\u00edvel realizar essa ilumina\u00e7\u00e3o interior? Existem v\u00e1rios m\u00e9todos. Ela pode vir suavemente, a pouco e pouco, mediante o trabalho incessante do bem, atrav\u00e9s da ora\u00e7\u00e3o, da medita\u00e7\u00e3o, da reflex\u00e3o profunda, ou atrav\u00e9s de insight. De um momento para outro ela irrompe e domina o nosso \u00edntimo.Eu tenho uma experi\u00eancia muito curiosa e algo rid\u00edcula&#8230; Quando eu era crian\u00e7a, nordestino, e cantava o hino \u00e0 Bandeira Nacional, porque era obrigat\u00f3rio nas escolas fundamentais, no trecho que diz a verdura sem par destas matas, eu muito me comovia. Eu era apaixonado pelo    Brasil por causa da verdura sem par destas matas, porque verdura, no interior do Estado da Bahia, onde eu nasci e vivia, era alface, couve, hortel\u00e3, piment\u00e3o etc. Eu reflexionava: Deus meu, como \u00e9 poss\u00edvel matas de repolho, coentro etc.? Para mim, era demais. Ent\u00e3o cantava com entusiasmo e orgulho, e, nesse momento, o peito parecia estourar, porque eu nascera em um pa\u00eds de tal riqueza. Passaram-se os anos, e mesmo adulto continuei com a falsa interpreta\u00e7\u00e3o. Certo dia, andando, subitamente tive uma ilumina\u00e7\u00e3o: Meu Deus! N\u00e3o \u00e9 verdura, \u00e9 verdura, s\u00e3o as matas verdes&#8230; Ah, que decep\u00e7\u00e3o! A minha ilumina\u00e7\u00e3o foi para baixo. Ent\u00e3o, podemos experienciar muitas vezes a ilumina\u00e7\u00e3o, at\u00e9 mesmo em torno dos nossos equ\u00edvocos.  <\/p>\n<p>Esse insight \u00e9 o despertar da consci\u00eancia, que nos proporciona a percep\u00e7\u00e3o do que somos, mas tamb\u00e9m do que poderemos lograr, deixando um pouco de lado a indument\u00e1ria fantasiosa da humildade que, \u00e0s vezes, n\u00e3o passa de um verniz aparente. Quantos indiv\u00edduos    que se interrogam e concluem: Quem sou eu? Eu n\u00e3o sou nada, eu sou um lixo!  <\/p>\n<p>Esse conceito pessimista e depressivo nada tem a ver com humildade. Recordo-me de Jesus, o ser mais humilde que esteve na Terra, e nunca se considerou lixo.  <\/p>\n<p>Ap\u00f3s tal conclus\u00e3o, descobri-me como filho de Deus. E comecei a me sentir honrado em ser filho de Deus, trabalhando para corresponder \u00e0 g\u00eanese sublime.  <\/p>\n<p>Recentemente li um livro escrito pelo Dr. Dean Hamer, um grande estudioso da gen\u00e9tica do comportamento,. Que se intitula O Gene de Deus.  <\/p>\n<p>Depois da decodifica\u00e7\u00e3o do genoma humano, ele constatou, com a sua equipe de pesquisadores nessa \u00e1rea, que o nosso DNA possui cerca de trinta e cinco mil genes &#8211; quando se pensava que eram cem mil &#8211; e um desses genes, ele definiu como sendo o gene de Deus: o VMAT2. O Dr. Hamer, com a sua equipe, pesquisou mais de dez mil g\u00eameos id\u00eanticos e constatou que g\u00eameos nascidos nas Filipinas &#8211; um sendo mandado para a Austr\u00e1lia, o outro    para a Nova Zel\u00e2ndia, ou outro lugar qualquer &#8211; acreditavam em Deus. As experi\u00eancias foram longas e eles constataram que crer em Deus \u00e9 um fen\u00f4meno gen\u00e9tico. Ter uma religi\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno sociol\u00f3gico. Temos a religi\u00e3o dos nossos pais, da fam\u00edlia, do meio social, da educa\u00e7\u00e3o. Jesus referiu-se a essa quest\u00e3o de forma interrogativa: N\u00e3o est\u00e1 escrito que v\u00f3s sois deuses? Portanto, podeis fazer tudo que eu fa\u00e7o e muito mais, se quiserdes. Ent\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio que desenvolvamos esse Deus interno. Tamb\u00e9m o Dr. Hamer diz que a nossa f\u00e9 \u00e9 natural, \u00e9 espont\u00e2nea, sendo cient\u00edfica, mesmo quando f\u00e9 natural. Ali\u00e1s, Allan Kardec estabeleceu que F\u00e9 inabal\u00e1vel s\u00f3 o \u00e9 a que pode encarar frente e frente a raz\u00e3o, em todas as \u00e9pocas da Humanidade.  <\/p>\n<p>Reflexionemos: estamos neste edif\u00edcio, tranquilos e confiantes. Ningu\u00e9m pediu a planta para ver se ele tinha seguran\u00e7a. Sabemos todos que ele \u00e9 seguro, sim, mas ser\u00e1? Essa \u00e9 a f\u00e9 natural, mas \u00e9 cient\u00edfica, porque, em nosso inconsciente, sabem   os que esta constru\u00e7\u00e3o, quando foi projetada, engenheiros e arquitetos calcularam com cuidado as estruturas, as colunas, os suporte, o teto, e depois mandaram \u00e0 Prefeitura para que o Departamento de Engenharia avaliasse o trabalho e o liberasse, conforme ocorreu, sendo autorizada a sua constru\u00e7\u00e3o, e depois, nova revis\u00e3o foi feita para ser concedido o habite-se. Ent\u00e3o, no inconsciente sabemos desses tr\u00e2mites legais de seguran\u00e7a, dando origem \u00e0 nossa f\u00e9 natural. Quando entramos num avi\u00e3o, n\u00e3o nos ocorre que o piloto esteja num surto depressivo e queira suicidar-se naquele v\u00f4o. Em nosso inconsciente sabemos que os pilotos de aeronaves a cada seis meses s\u00e3o submetidos a um rigoroso check-up, que lhes avalia o estado geral de sa\u00fade. Igualmente sabemos que ele \u00e9 acompanhado por um copiloto e o avi\u00e3o possui um piloto autom\u00e1tico. Mesmo que o comandante esteja em crise, ele n\u00e3o poder\u00e1 destruir o avi\u00e3o, porque o piloto autom\u00e1tico seria travado pelo copiloto que comandaria a aeronave.N   o caso em pauta, a nossa \u00e9 tamb\u00e9m uma f\u00e9 cient\u00edfica. Mas, quando tomamos um t\u00e1xi, principalmente no Rio de Janeiro, em S\u00e3o Paulo, ou Salvador &#8211; ainda respeito Bras\u00edlia, apesar dos seus acidentes &#8211; nunca sabemos o que nos vai acontecer. Eu estava no Rio de Janeiro onde proferi uma confer\u00eancia no s\u00e1bado \u00e0 noite, e, \u00e0s dez horas da manh\u00e3 de domingo, eu deveria proferir outra na Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita do Estado de S\u00e3o Paulo. Fui ao aeroporto Santos Dumont, para alcan\u00e7ar o voo das seis atrav\u00e9s da ponte a\u00e9rea: s\u00e3o quarenta a quarenta e cinco minutos de voo. Quando l\u00e1 cheguei, o irm\u00e3o tempo estava complicado, e o voo atrasou. Consegui viajar somente \u00e0s oito, e quando saltei em S\u00e3o Paulo eram quase nove horas. Corri, alcan\u00e7ando um t\u00e1xi e pedi ao condutor, ap\u00f3s dar-lhe o endere\u00e7o do Hotel em que ficaria:  <\/p>\n<p>Por favor, corra, por\u00e9m, com toda a prud\u00eancia.  <\/p>\n<p>Tratava-se de um nissei que me olhou, e indagou:  <\/p>\n<p>\u00c9 para correr, ou para ir com prud\u00eancia?  <\/p>\n<p>Eu esclareci:    Corra com prud\u00eancia.  <\/p>\n<p>Ele deu uma especial arrancada e me jogou para tr\u00e1s. Sa\u00edmos em alta velocidade. Adiante havia um sem\u00e1foro vermelho: ele o passou. Assustei-me. No segundo vermelho, ele tamb\u00e9m passou. Fiquei mais assustado. No terceiro, um sinal verde, ele parou. Totalmente surpreendido, eu indaguei-lhe:  <\/p>\n<p>Mas, o que \u00e9 isso? Voc\u00ea passou dois sem\u00e1foros vermelhos e no verde voc\u00ea para!  <\/p>\n<p>Ele olhou para tr\u00e1s e respondeu-me com a sua l\u00f3gica:  <\/p>\n<p>Sei l\u00e1, se n\u00e3o vem um outro japon\u00eas louco que nem eu do outro lado!?  <\/p>\n<p>Eu ent\u00e3o saltei, porque a minha f\u00e9 nem era cient\u00edfica nem natural, e tomei outro carro, por garantia.  <\/p>\n<p>A f\u00e9, portanto, \u00e9 esse instrumento que nos vai levar \u00e0 autoilumina\u00e7\u00e3o. Dois grandes especialistas, o Dr. Abraham Maslow &#8211; que criou a Psicologia Humanista &#8211; e o Dr. Robert Cloninger, um dos pais da Ilumina\u00e7\u00e3o interior na atualidade, estabeleceram que podemos consegui-la atrav\u00e9s de tr\u00eas etapas: a primeira etapa, dizem eles   , \u00e9 o autoesquecimento, e contam a hist\u00f3ria sublime de um sacerdote italiano de nome Mateo Ricci que foi pregar na China, nos tempos her\u00f3icos de divulga\u00e7\u00e3o do Cristianismo, e esse homem deixou todas as comodidades da It\u00e1lia, aprendeu os ideogramas &#8211; cinquenta mil &#8211; e adaptou-se de tal forma \u00e0 vida chinesa, que deixou de ser o estrangeiro, para bem divulgar Jesus, logrando o autoabandono para poder servir.  <\/p>\n<p>A segunda etapa \u00e9 a busca do transcendente, a identifica\u00e7\u00e3o transpessoal. N\u00e3o esquecermos nunca de que somos transcendentais. E eles citam Albert Schweitzer, o maior m\u00fasico do s\u00e9culo dezenove e parte do s\u00e9culo vinte, que tamb\u00e9m renunciou a tudo para ir para a \u00c1frica Equatorial Francesa, a fim de ajudar as treze etnias em Lambar\u00e9n\u00e9, explicando que n\u00f3s, da chamada civiliza\u00e7\u00e3o branca, temos uma d\u00edvida para com a \u00c1frica, de quatrocentos anos de servid\u00e3o. N\u00e3o apenas de escravid\u00e3o, mas tamb\u00e9m de s\u00edfilis, de gripe, que s\u00e3o doen\u00e7as que os brancos lhes transmitiram.  <br \/>  <b   r>E por fim, eles prop\u00f5em o misticismo, no sentido profundo da palavra, que \u00e9 a plena integra\u00e7\u00e3o com o esp\u00edrito do Cristo, tentando manter esse esp\u00edrito do Cristo numa const\u00e2ncia cont\u00ednua dentro de n\u00f3s. Ent\u00e3o, ocorre, passo a passo, a nova ilumina\u00e7\u00e3o.  <\/p>\n<p>Narrarei uma experi\u00eancia que tive h\u00e1 tr\u00eas dias em S\u00e3o Paulo. Eu me encontrava em Porto Alegre e coloquei a carteira de identidade num bolso, e passei o casaco para um amigo segurar, esquecendo-me completamente. Quando cheguei ao aeroporto e fui apresentar a documenta\u00e7\u00e3o, lembrei-me de que deixara a carteira no casaco, que agora n\u00e3o estava mais comigo. Raramente saio com a carteira, pois que quase nunca a uso, mas naquele dia, em Porto Alegre, n\u00e3o sei porqu\u00ea, pensei: levarei o documento, para qualquer necessidade, raz\u00e3o porque a pus no bolso do casaco. Quando estava no aeroporto, e dei-me conta, expliquei \u00e0 funcion\u00e1ria que, por sua vez, demonstrou-me a necessidade de um documento com fotografia, de que eu n\u00e3o dispunha n   aquele momento. Felizmente, eu estava com um amigo da Pol\u00edcia Federal do aeroporto, ele assumiu a responsabilidade, e eu viajei. Chegando a S\u00e3o Paulo, fui a Jaboticabal e a Bebedouro proferir palestras em duas institui\u00e7\u00f5es que completavam, respectivamente, cem anos. Sem a documenta\u00e7\u00e3o, fui \u00e0 Delegacia de Pol\u00edcia de Bebedouro, fiz uma notifica\u00e7\u00e3o, o delegado, muito gentil, deu-me um BO (Boletim de Ocorr\u00eancia), que eu n\u00e3o sabia o que era. Todo bonito, selado, eu fiquei tranquilo. Quando cheguei ao aeroporto em S\u00e3o Paulo e fui proceder ao check-in, a funcion\u00e1ria da TAM solicitou-me o documento de identifica\u00e7\u00e3o, e como n\u00e3o o tinha, entreguei-lhe o documento da Pol\u00edcia, que ela informou n\u00e3o servir. A ANAC, segundo ela, n\u00e3o o considerava suficiente. Ela o apresentou ao \u00d3rg\u00e3o, que confirmou a sua n\u00e3o validade. A pessoa da ANAC mandou chamar-me. A funcion\u00e1ria, para variar, estava de muito mau humor. (N\u00e3o sei porque alguns funcion\u00e1rios p\u00fablicos vivem com tanto mau humor. Poderiam lar   gar o emprego e outros de bom humor os substituiriam.) Ela me olhou com tanto mal-estar que eu me senti intrigado. Eu me controlei, e esclareci:  <\/p>\n<p>Eu tenho que viajar. Eu estou com uma pessoa na UTI, em Salvador, morrendo, e vou visit\u00e1-la. Sou card\u00edaco e tenho oitenta e um anos.  <\/p>\n<p>Ela me olhou e, mal-humorada, redarguiu:  <\/p>\n<p>O senhor tem que preencher estes dois formul\u00e1rios. Depois dever\u00e1 ir \u00e0 Delegacia de Pol\u00edcia aqui no aeroporto, apresente-os e, depois de serem assinados, traga-mos de volta.  <\/p>\n<p>Preocupado, informei-a que iria perder o voo. A mo\u00e7a continuou rude e deu-me uma resposta grosseira. Preenchi os documentos e comecei a orar. Entreguei-lhos, ela fez c\u00f3pias e mos entregou, mandando-me autentic\u00e1-los na Delegacia de Pol\u00edcia. Atendi-a, apressado. O delegado assinou-os e informou-me que n\u00e3o eram realmente necess\u00e1rios, porque eu poderia ter assinado qualquer nome e ele n\u00e3o teria como saber da sua legitimidade. Colocou um carimbo e devolveu-mos.    Voltei, e entreguei-os \u00e0 funcion\u00e1ria, que os olhou e me informou:  <\/p>\n<p>Ele esqueceu de assinar um outro.  <\/p>\n<p>Perguntei-lhe:  <\/p>\n<p>E tem mais um? Por que a senhora n\u00e3o mo entregou?  <\/p>\n<p>Toda poderosa, ela concluiu:  <\/p>\n<p>Tem sim, o que eu lhe vou dar agora.  <\/p>\n<p>Ent\u00e3o ela tomou de uma outra p\u00e1gina, mandou-me preencher e que retornasse \u00e0 Delegacia. Eu voltei correndo, agora j\u00e1 sem f\u00f4lego.  <\/p>\n<p>O que foi agora? &#8211; perguntou-me o delegado, ao que respondi:  <\/p>\n<p>Ela mandou o senhor assinar de novo.  <\/p>\n<p>O homem ficou col\u00e9rico. Procurei acalm\u00e1-lo e ele aquiesceu. Quando retornei, e entreguei-lhe, ela pos um carimbo e determinou-me:  <\/p>\n<p>Agora v\u00e1 ao check-in e mostre tudo isso.  <\/p>\n<p>Eu prendi a respira\u00e7\u00e3o, Agradeci-lhe e obtemperei:  <\/p>\n<p>Minha filha, eu podia ser seu av\u00f4, por isso permito-me dar-lhe um conselho: Voc\u00ea ganha para servir &#8211; e senti por ela uma onda de compaix\u00e3o.  <\/p>\n<p>Trate melhor as pessoas. Cada pessoa que sai daqui, c   om esse seu tratamento, sai vibrando contra voc\u00ea. Voc\u00ea deve ser muito infeliz, ter muitos problemas e recebe essas descargas de \u00f3dio sem necessidade. Eu lhe digo isso, porque eu sou acostumado a aconselhar pessoas.  <\/p>\n<p>E voc\u00ea \u00e9 quem? &#8211; interrogou-me, desafiadora.  <\/p>\n<p>Respondi-lhe com bondade &#8211; naquela hora j\u00e1 n\u00e3o me importava perder o voo &#8211; Eu sou esp\u00edrita, sou Divaldo Franco.  <\/p>\n<p>N\u00e3o me diga! &#8211; exclamou. Eu tamb\u00e9m sou esp\u00edrita!  <\/p>\n<p>Conclu\u00ed, dizendo-lhe:  <\/p>\n<p>Notei, sim, que voc\u00ea \u00e9 esp\u00edrita&#8230; (Risos).  <\/p>\n<p>Seu Divaldo &#8211; solicitou-me &#8211; eu posso abra\u00e7\u00e1-lo? O senhor me desculpe, mas eu estou muito contrariada &#8211; e come\u00e7ou a justificar a m\u00e1 vontade e grosseria.  <\/p>\n<p>Ouvi-a, compadecido, e sa\u00ed reflexionando sobre o que seria a Doutrina Esp\u00edrita para ela, al\u00e9m de um r\u00f3tulo, de um adorno. Ela deve ter uma vida muito dif\u00edcil. Deve morar em sub\u00farbio, pegar v\u00e1rias condu\u00e7\u00f5es e vive estressada.  <\/p>\n<p>Em face de acontecimentos dessa natureza, ocorreu-me    a abordagem, mesmo que ligeiramente, sobre a ilumina\u00e7\u00e3o interior, a nossa melhora \u00edntima. N\u00e3o importa que os outros saibam, mas que estejamos serenos, felizes.  <\/p>\n<p>Concluirei, narrando uma hist\u00f3ria que li na Internet e me sensibilizou muito. Tratava-se de um grupo de amigos de uma ind\u00fastria metal\u00fargica (tamb\u00e9m irei contar \u00e0 minha maneira, sem a fidelidade absoluta ao texto). Um deles apresentava-se como sendo um homem austero, introvertido. Parecia encontrar-se sempre de mau humor, embora fosse gentil. Trabalhava ali h\u00e1 cinco anos com os outros diretores e, nesse per\u00edodo, nunca proferira cinquenta palavras&#8230; \u00c0 hora do lanche, quando todos se reuniam, ele se afastava, permanecendo a s\u00f3s. Um deles, Mauro, muito brincalh\u00e3o, zombava do colega provocando humor. Ele se chamava Ernani, e o Mauro fazia-lhe piadas, provocando o riso em todos.  <\/p>\n<p>Mauro era, ali\u00e1s, o palha\u00e7o da corte, no bom sentido. Certo dia, na \u00e9poca da desova dos salm\u00f5es, Mauro anunciou:  <\/p>\n<p>Eu ir   ei pescar neste fim de semana e, se conseguir \u00eaxito, na segunda-feira, trarei boa parte para os amigos. Ao grupo, em particular, esclareceu que iria pregar uma pe\u00e7a no Ernani, colocando para ele as v\u00edsceras, as cabe\u00e7as dos peixes e os rabos para, quando abrisse o embrulho, todos ca\u00edrem na gargalhada. Na segunda-feira, quando retornou ao trabalho, Mauro trouxe oito embrulhos, o de Ernani era um pouco maior. Pediu a todos que fizessem um semic\u00edrculo, convidou Ernani, que veio, assentou-se, e ele foi entregando os presentes, elegendo o maior para aquele amigo. Surpreso, Ernani olhou o volume a manteve-se silencioso. Cada qual foi abrindo o seu pacote e, \u00e0 medida que o fazia, sorria e agradecia. Eram fil\u00e9s de salm\u00e3o. Ernani come\u00e7ou a desatar o seu embrulho e todos notaram que o homem estava emocionado. O pomo de Ad\u00e3o movia-se e os olhos tinham l\u00e1grimas. Ele prendeu a respira\u00e7\u00e3o e esclareceu:  <\/p>\n<p>Eu sei que voc\u00eas me t\u00eam em p\u00e9ssima considera\u00e7\u00e3o. E eu fa\u00e7o jus a isso. Quando,    por exemplo, eu vou lanchar distante de voc\u00eas n\u00e3o \u00e9 pelo motivo que pensam&#8230;Mas&#8230; [ele n\u00e3o conseguia falar o eu queria] o que eu quero dizer, \u00e9 que tenho um grande problema: a minha mulher \u00e9 tetrapl\u00e9gica, temos cinco filhinhos [e come\u00e7ou a chorar]. Tudo quanto eu ganho \u00e9 para atender a minha mulher a quem muito amo. Eu tenho auxiliares vinte e quatro horas por dia para dela cuidar. Quando eu chego, \u00e0 noite, \u00e9 para dar-lhe um pouco de carinho. Tenho que cozinhar para os meus filhos. Deixo-os durante o dia, trancada a porta, e com a alimenta\u00e7\u00e3o &#8211; eles n\u00e3o frequentam a escola porque n\u00e3o posso pagar. \u00c0s vezes, eu me afasto durante o lanche; \u00e9 porque o meu \u00e9 vergonhoso, eu trago os restos dos alimentos de casa e n\u00e3o gostaria que ningu\u00e9m os visse&#8230;  <\/p>\n<p>Os colegas tiveram um impacto. Ele agora foi desatando o volume, e Mauro quis levantar-se para impedi-lo de prosseguir, mas era tarde. O embrulho apresentou o seu conte\u00fado, mas ele n\u00e3o olhou, e concluiu:  <\/p>\n<p>Hoje, por f   im, meus filhos ir\u00e3o comer salm\u00e3o. Faz muitos anos &#8211; cinco anos &#8211; que eles n\u00e3o t\u00eam alimenta\u00e7\u00e3o digna. Mas hoje eles ir\u00e3o comer bem.  <\/p>\n<p>S\u00f3 ent\u00e3o ele olhou o pacote aberto, teve um choque, pegou uma cauda de peixe, ergueu-a no ar, e disse como todos o fizeram:  <\/p>\n<p>Muito obrigado!  <\/p>\n<p>Mauro olhou para os colegas. Aquele homem estava crucificado! Como \u00e9 que eles n\u00e3o viram!? Teve uma ilumina\u00e7\u00e3o. Levantou-se, pegou o pr\u00f3prio pacote e colocou-o no colo dele. Os outros levantaram-se. Cada qual colocou o seu pacote sobre as suas pernas, todos tocaram-lhe no ombro, e disseram-lhe:  <\/p>\n<p>Desculpe-nos!  <\/p>\n<p>Ele n\u00e3o disse nada. Na noite seguinte os sete amigos foram visit\u00e1-lo e ali, diante da esposa com escaras, eles assumiram o compromisso de cuidar da fam\u00edlia. Recomendaram m\u00e9dicos mais eficientes, enfermeiros mais h\u00e1beis, contrataram uma auxiliar de cozinha, uma empregada para cuidar da casa, colocaram as cinco crian\u00e7as na escola, e responsabilizaram-se pelas des   pesas. Um m\u00eas depois a enferma desencarnou sorrindo&#8230;  <\/p>\n<p>J\u00e1 se passaram trinta anos. Ernani Filho, que era o \u00faltimo filho, agora \u00e9 o presidente da empresa. Todos aposentaram-se. E, quando terminaram a educa\u00e7\u00e3o dos filhos do amigo, perguntaram-se: E agora? Fa\u00e7amos uma ONG para atender \u00e0s pessoas tetrapl\u00e9gicas, principalmente os seus filhos, que n\u00e3o t\u00eam a oportunidade de receber uma correta educa\u00e7\u00e3o.  <\/p>\n<p>A ilumina\u00e7\u00e3o interior acontece a qualquer hora, a qualquer instante. O vener\u00e1vel Chico Xavier, o ap\u00f3stolo da mediunidade, dizia:  <\/p>\n<p>Eu n\u00e3o sou nada, eu sou apenas um cisco [por causa do nome Fran&#8230;cisco, tira o Fran, fica cisco]. Mas eu sou o secret\u00e1rio dos Esp\u00edritos que por mim escrevem.  <\/p>\n<p>E autoiluminou-se. Esbofeteado, n\u00e3o reagiu. Perseguido, sorriu com l\u00e1grimas. E quando algu\u00e9m escarrou-lhe na face, depois que lhe lera mensagem de um familiar, o destinat\u00e1rio reagiu, ultrajado, gritando:  <\/p>\n<p>Mentira!  <\/p>\n<p>Rasgou-a, jogou-lhe os peda\u00e7os na    cara e cuspiu-o . Todos ficaram petrificados, enquanto o homem saiu possesso. Chico ficou muito p\u00e1lido, limpou o rosto e tentou continuar sorrindo. No dia seguinte, s\u00e1bado, como eu houvera presenciado a cena, \u00e0 v\u00e9spera, perguntei-lhe:  <\/p>\n<p>E ent\u00e3o Chico, o que aconteceu?  <\/p>\n<p>Calmamente, ele respondeu:  <\/p>\n<p>Ah! Meu filho, quando eu cheguei em casa, \u00e0s duas da madrugada, Emmanuel estava \u00e0 porta e, vendo-me muito triste, perguntou-me o que acontecera. Eu expliquei-lhe, e ele me confortou da seguinte maneira: Quero dizer-te que, da pr\u00f3xima vez que algu\u00e9m cuspir na tua face, olha para cima e dize: eu creio que est\u00e1 chovendo!  <\/p>\n<p>Era, portanto, um iluminado, porque bater na face de algu\u00e9m que n\u00e3o reage, escarnecer de quem n\u00e3o se pode defender, s\u00e3o atos de suprema covardia e que bem poucos suportam, mantendo a coragem de agir mediante o perd\u00e3o e a miseric\u00f3rdia para com o agressor.  <\/p>\n<p>Que n\u00f3s, os esp\u00edritas, possamos adquirir essa luminosidade interior, desc   ulpar sempre, entender, nem digo perdoar, entender o mal e os maus que nos perseguem, a fim de que os outros, quando nos vejam, possam perguntar: Por que voc\u00ea \u00e9 diferente? Por que voc\u00ea est\u00e1 nesse estado luminoso?  <\/p>\n<p>E n\u00f3s, sorrindo, respondamos:  <\/p>\n<p>Porque estamos conscientes da verdade, apenas isto.  <\/p>\n<p>Mensagem de est\u00edmulo espiritual do m\u00e9dium Divaldo Pereira Franco aos membros do Conselho Federativo Nacional, na tarde do dia 8 de novembro de 2008, na Reuni\u00e3o Ordin\u00e1ria realizada na Federa\u00e7\u00e3o Esp\u00edrita Brasileira, em Bras\u00edlia-DF.   <br \/>Em 14.05.2009.<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_462\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"462\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Queridas irm\u00e3s, queridos irm\u00e3os: nossos votos cordiais de muita paz. Estive meditando a respeito de um tema para conversarmos no encerramento da pauta deste dia, conforme vimos fazendo nos \u00faltimos anos, e lembrei-me da vida agitada que todos vivenciamos, dos desafios que enfrentamos, da correria contra o rel\u00f3gio, das contrariedades mal absorvidas, das ang\u00fastias&hellip; <br \/> <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo462\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_462\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"462\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"Closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[16],"tags":[],"class_list":["post-462","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mensagens-diversas"],"a3_pvc":{"activated":true,"total_views":3494,"today_views":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/462","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=462"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/462\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=462"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=462"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=462"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}