{"id":5029,"date":"2008-06-16T00:00:00","date_gmt":"2008-06-16T00:00:00","guid":{"rendered":""},"modified":"2008-06-16T00:00:00","modified_gmt":"2008-06-16T00:00:00","slug":"artigo5029","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo5029\/","title":{"rendered":"Dr. Bezerra de Menezes"},"content":{"rendered":"<table border=0 class=contentpaneopen>\n<tbody>\n<tr>\n<td colspan=2 width=70% align=left valign=top><span class=small><font color=#999999>Escrito por Rog\u00e9rio Magalh\u00e3es <\/font><\/span>   <\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td colspan=2 valign=top>\n<p><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000><\/p>\n<div style=text-align: center><img src=http:\/\/www.rcespiritismo.com.br\/conteudo_site\/imagens\/bezerra.gif border=0 alt=Bezerra de Menezes title=Bezerra de Menezes width=113 height=159 \/><\/div>\n<p><\/font><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Ao abordarmos a quest\u00e3o das curas espirituais, n\u00e3o podemos esquecer de falar mais detalhadamente de uma grande figura, um grande esp\u00edrito que viveu entre n\u00f3s e que hoje atua no plano espiritual para orientar todo um trabalho competente de aux\u00edlio m\u00e9dico. <\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Estamos falando do dr. Bezerra de Menezes, conhecido por muitos como  o m\u00e9dico dos pobres \u009d, um dos nomes mais significativos na hist\u00f3ria do Espiritismo.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Al\u00e9m de grande m\u00e9dico, Bezerra de Menezes sempre foi um homem de reputa\u00e7\u00e3o ilibada, um pol\u00edtico de atitudes dignas e de grande honradez. Mas, fundamentalmente, foi ao abra\u00e7ar os pobres necessitados e dividir com eles sua vida e trabalho que a pureza desse esp\u00edrito de escol aflorou, dando exemplos e mais exemplos de amor e dedica\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti nasceu em uma pequena localidade do interior do Cear\u00e1, Riacho do Sangue (hoje Jaguaretama), em 29 de agosto de 1831. Aos sete anos, ingressou na escola p\u00edblica, levando cerca de 10 meses apenas para ficar bem instru\u00eddo. Aos 11, j\u00e1 cursava humanidades e, aos 13, dava aulas de latim, substituindo a aus\u00eancia do professor. Por quest\u00f5es de ordem pol\u00edtica, sua fam\u00edlia se mudou para o Rio Grande do Norte, de onde s\u00f3 regressou em 1846, passando a morar em Fortaleza.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Bezerra de Menezes era filho de Ant\u00f4nio Bezerra de Menezes, um tenente-coronel da antiga Guarda Nacional que legou ao filho toda a sua carga de car\u00e1ter e honradez. Seu pai tinha um cora\u00e7\u00e3o muito bom, usando sua grande fortuna para ajudar muitas pessoas, mas diante da explora\u00e7\u00e3o de amigos e parentes, o velho coronel viu sua riqueza minguar. Acabou por se tornar um administrador de suas pr\u00f3prias posses, como se fossem apenas  emprestadas \u009d, utilizando o suficiente para manter sua fam\u00edlia dignamente.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Foi assim que o coronel teve uma conversa com Bezerra de Menezes, pois sabia do sonho do filho de se formar em medicina. Disse-lhe que n\u00e3o podia, por dever de consci\u00eancia, usar as posses que tinha para custear sua forma\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que cuidava de seus bens como um verdadeiro empr\u00e9stimo. Foi essa demonstra\u00e7\u00e3o de probidade que deu mais \u00e2nimo para Bezerra de Menezes lutar como nunca para realizar sua vontade e justificar o merecimento de ter um pai com tamanha nobreza de esp\u00edrito. Com uma quantia razo\u00e1vel, partiu em 1851 para o Rio de Janeiro, pronto para estudar e se tornar m\u00e9dico.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Com a coragem e a honradez herdadas do pai, Bezerra de Menezes fez de tudo para custear seus estudos. Dava aulas particulares para sustentar suas despesas com moradia e taxas do curso, at\u00e9 que, em 1856, conseguiu o diploma de m\u00e9dico com as melhores notas da faculdade em todo o per\u00edodo que l\u00e1 passou. Um ano depois, entrou no ex\u00e9rcito gra\u00e7as\u00e0 indica\u00e7\u00e3o de seu professor, o dr. Manuel Feliciano Pereira de Carvalho, sendo nomeado cirurgi\u00e3o-tenente. E, em 1858, casou-se com Maria C\u00e2ndida de Lacerda, com quem teve dois filhos.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Apesar das recomenda\u00e7\u00f5es de seu pai para que n\u00e3o entrasse na pol\u00edtica, al\u00e9m de estar atarefado com seus doentes, Bezerra de Menezes foi procurado para que fizesse parte da lista de candidatos a vereador do Partido Liberal (o mesmo partido ao qual seu pai sempre esteve ligado ideologicamente) nas elei\u00e7\u00f5es de 1860 . Foi eleito, mas teve seu mandato impugnado por ser integrante do ex\u00e9rcito. Entretanto, ele n\u00e3o pensou duas vezes para abandonar o cargo militar e poder, assim, assumir sua vaga na C\u00e2mara.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Como pol\u00edtico, sempre se preocupou em trabalhar para trazer benef\u00edcios ao povo que o elegeu. Sempre bateu de frente com o poder, atitude que lhe trouxe problemas tanto com o governo como com integrantes de seu pr\u00f3prio partido, mais interessados em fazer a\u00e7\u00f5es convenientes politicamente. Em 1867, Bezerra de Menezes foi eleito deputado pelo Rio de Janeiro, quando ent\u00e3o seu nome tomou uma proje\u00e7\u00e3o nacional. Por\u00e9m, com a ascens\u00e3o do Partido Conservador e a dissolu\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados, ele se afastou um pouco da pol\u00edtica, retornando somente em 1876, novamente como vereador.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal>&nbsp;<\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>O encontro com <\/font><\/span><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>o Espiritismo<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>No entanto, o que movia o dr. Bezerra de Menezes era mesmo o trabalho m\u00e9dico, a possibilidade de exercer a caridade e levar a cura para tantos necessitados, sobretudo para aqueles mais pobres e sem condi\u00e7\u00f5es materiais. Tanto que sua pouca fortuna veio de quando foi detentor da Companhia da Estrada de Ferro Maca\u00e9-Campos, o que n\u00e3o durou muito, devido\u00e0s persegui\u00e7\u00f5es governamentais que o levaram a ficar sem recursos financeiros.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Mas Bezerra de Menezes n\u00e3o se preocupava com isso, n\u00e3o era aferrado aos bens materiais. No livro Vida e Obra de Bezerra de Menezes, de Sylvio Brito Soares, temos uma boa id\u00e9ia de sua voca\u00e7\u00e3o para a caridade:  Seu esp\u00edrito, por\u00e9m, pairava sempre acima dos bens ef\u00eameros do mundo e tanto isso \u00e9 verdade que, dispondo de todos os elementos para reconquist\u00e1-los, mostrou em todas as horas sua completa indiferen\u00e7a, para se dedicar \u00ednica e exclusivamente ao exerc\u00edcio de seu sacerd\u00f3cio m\u00e9dico e repartir a caridade por todos os infelizes \u009d.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>O jovem Bezerra de Menezes havia sido criado no seio de uma fam\u00edlia cat\u00f3lica, por\u00e9m, chegando ao Rio de Janeiro, passou a deixar de lado essa cren\u00e7a, pois, segundo ele, n\u00e3o era firmada em uma f\u00e9 raciocinada. S\u00f3 voltou a se interessar mais por quest\u00f5es religiosas quando sua esposa faleceu, em 1863. De um amigo, recebeu um exemplar da B\u00edblia, que passou a ler e ficar interessado, mas depois teve a necessidade de crer em algo firmado na raz\u00e3o.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Era uma \u00e9poca em que o Espiritismo come\u00e7ava a ganhar forma, afinal de contas, a codifica\u00e7\u00e3o da doutrina realizada por Allan Kardec havia acontecido em 1857. Inicialmente, Bezerra de Menezes repudiava as id\u00e9ias esp\u00edritas, por temer que elas desarranjassem os pensamentos que haviam lhe conduzido novamente\u00e0 religi\u00e3o de sua fam\u00edlia. Por\u00e9m, foi um colega de profiss\u00e3o, o dr. Joaquim Carlos Travassos, quem lhe abriu as portas dessa doutrina consoladora e esclarecedora.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Ao ter em m\u00e3os a tradu\u00e7\u00e3o em portugu\u00eas de O Livro dos Esp\u00edritos, o dr. Joaquim presenteou Bezerra de Menezes com a obra, gentilmente aceita por este. Certo dia, ao tomar um bonde, o  m\u00e9dico dos pobres \u009d passou a ler o livro para se distrair durante a viagem. Apesar de repudiar o Espiritismo, considerava que deveria ao menos estud\u00e1-la, como fazia com outras doutrinas. Ficou t\u00e3o absorvido com o conte\u00eddo de O Livro dos Esp\u00edritos (dizia encontrar ali nada que fosse novo para o esp\u00edrito, mas novo para ele) que chegou\u00e0 conclus\u00e3o de que parecia ser  um esp\u00edrita inconsciente ou, como se diz vulgarmente, de nascen\u00e7a \u009d, conforme palavras dele mesmo.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Mas foi ao sofrer de dispepsia que Bezerra de Menezes p\u00f4de come\u00e7ar a comprovar e se encantar com a doutrina esp\u00edrita. Ele n\u00e3o conseguia obter melhoras por meio da medicina oficial e, depois de cinco anos de tratamentos infrut\u00edferos, resolveu procurar um m\u00e9dium de nome Jo\u00e3o Gon\u00e7alves do Nascimento. Bezerra n\u00e3o acreditava muito, achava se tratar apenas de um especulador, mas queria tamb\u00e9m ter uma convic\u00e7\u00e3o mais fundamentada sobre o que acabava de conhecer.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Um m\u00e9dico amigo seu \u00e9 quem foi\u00e0 presen\u00e7a desse m\u00e9dium e depois, ao ler o que este havia escrito, surpreendeu-se com o teor da mensagem, que trazia uma descri\u00e7\u00e3o de quem ele era (apesar de ter se identificado apenas com seu primeiro nome, pouqu\u00edssimo conhecido) e do mal que sofria. Em tr\u00eas meses de tratamento espiritual, Bezerra de Menezes estava completamente curado e pronto para voltar a seus afazeres.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Para impression\u00e1-lo ainda mais, tempos depois, sua segunda esposa tamb\u00e9m ficou seriamente doente, chegaram a conden\u00e1-la como tuberculosa. Recorreu novamente ao m\u00e9dium, que diagnosticou que o problema estava no \u00edtero, o que refletia nos pulm\u00f5es. Tratada espiritualmente, ela ficou curada e n\u00e3o apresentou mais problemas.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Bezerra de Menezes se sentia um novo homem, havia encontrado no Espiritismo o porto seguro onde aportar, algo em que podia crer depois de tanto procurar. Segundo ele,  n\u00e3o encontrava onde assentar minha cren\u00e7a porque o ensino de Jesus me era oferecido sob um aspecto imposs\u00edvel de se acomodar com um sentimento \u00edntimo, instrutivo, exato, que me desse a raz\u00e3o e a consci\u00eancia de ali estar a verdade \u009d.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Em 16 de agosto de 1886, diante de cerca de 2 mil pessoas da alta sociedade reunidas no sal\u00e3o da Guarda Velha, o dr. Adolfo Bezerra de Menezes declarava solenemente e cheio de orgulho que havia aderido ao Espiritismo. A partir de ent\u00e3o, passou a ser um dos maiores divulgadores e defensores da doutrina em nosso pa\u00eds. Trabalhou incansavelmente para levar a palavra dos esp\u00edritos para todos os cantos e todas as pessoas, sobretudo aos enfermos. Lutou contra aqueles que detratavam a doutrina, virando-se contra atos como a condena\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas esp\u00edritas contida no C\u00f3digo Criminal promulgado quando da proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00edblica. Usava p\u00e1ginas de jornais como O Paiz para publicar seus artigos em favor do Espiritismo, gerando grandes e acalorados debates.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Em 11 de abril de 1900, Adolfo Bezerra de Menezes partiu para o mundo espiritual, causando muita como\u00e7\u00e3o em todos os amigos e admiradores. Sua miss\u00e3o terrena chegava ao fim, mas o trabalho no plano superior tinha muito ainda a se realizar. Bezerra de Menezes passaria a inspirar a divulga\u00e7\u00e3o da doutrina e trabalhar para curar espiritualmente muitas almas necessitadas do amor e dedica\u00e7\u00e3o que caracterizavam o  m\u00e9dico dos pobres \u009d.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal>&nbsp;<\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Os trabalhos de cura<\/font><\/span><\/p>\n<p><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Quando encarnado, Bezerra de Menezes disse certa feita:  Um m\u00e9dico n\u00e3o tem o direito de terminar uma refei\u00e7\u00e3o nem de perguntar se \u00e9 longe ou perto quando um aflito qualquer lhe bate\u00e0 porta. O que n\u00e3o acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e se achar fatigado ou por ser alta hora da noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe ou no morro, o que sobretudo pede um carro a quem n\u00e3o tem com que pagar a receita, esse n\u00e3o \u00e9 m\u00e9dico, \u00e9 negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos de formatura \u009d.<\/font><\/span> <\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Sendo assim, nunca teve pudores de cuidar e curar quem quer que fosse, na hora e no lugar que fosse, sempre tendo em mente que  fora da caridade n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o \u009d. Trabalhava de gra\u00e7a, levando sua palavra de conforto, seus recursos de m\u00e9dico e sua bolsa de rem\u00e9dios para minorar o sofrimento das pessoas. Medicamentos, ali\u00e1s, que eram fornecidos gratuitamente na Pharm\u00e1cia Cordeiro, no Rio de Janeiro, onde costumava fazer seus atendimentos.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Mas ao partir para o plano espiritual, Bezerra de Menezes manteve viva a vontade e a disposi\u00e7\u00e3o de trabalhar pela cura dos enfermos. Por meio de cirurgias espirituais, traz conforto e sa\u00edde para aqueles que tanto necessitam. No livro Lindos Casos de Bezerra de Menezes, de Ramiro Gama, podemos encontrar v\u00e1rios relatos sobre casos de cura promovidos pelo  m\u00e9dico dos pobres \u009d, como este que transcrevemos a seguir:<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000> Este caso quem nos contou foi o prezado amigo e irm\u00e3o Manuel Epaminondas, residente em Tr\u00eas Rios, Estado do Rio de Janeiro. Sua sobrinha Luzia se achava atacada h\u00e1 quase dois anos por uma sinusite cr\u00f4nica, segundo o diagn\u00f3stico de seu m\u00e9dico assistente. Em meados do ano anterior, 1941, a doen\u00e7a se agravou, complicando-se com outras velhas enfermidades. Seu m\u00e9dico, depois de lan\u00e7ar m\u00e3o de todos os recursos de sua ci\u00eancia, desenganou-a, tanto mais que a opera\u00e7\u00e3o que lhe poderia salvar era contra-indicada, dada sua fraqueza org\u00e2nica, que progredia diariamente.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Foi quando,\u00e0 resid\u00eancia da irm\u00e3 dele, que residia no Rio nesta \u00e9poca, na qual estava sua sobrinha, chegou uma senhora esp\u00edrita. Observou a doente desenganada e aconselhou:  \u02dcPor que n\u00e3o levam a Luzia a um grupo esp\u00edrita e n\u00e3o a tratam pelo Espiritismo? Tenho a intui\u00e7\u00e3o de que ficar\u00e1 boa, tanto mais que a medicina da Terra se mostra impotente para cur\u00e1-la \u2122.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Sua irm\u00e3 e o cunhado eram cat\u00f3licos, se bem que eram simp\u00e1ticos\u00e0 doutrina esp\u00edrita tamb\u00e9m, e ficaram indecisos. Mais tarde, apareceram outras visitas que aconselharam a terap\u00eautica esp\u00edrita.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Dormiram, pois, todos apreensivos com as recomenda\u00e7\u00f5es. Pela manh\u00e3, sua irm\u00e3, o cunhado e a pr\u00f3pria doente contaram seus sonhos. Eram id\u00eanticos. Sonharam os tr\u00eas que o dr. Bezerra de Menezes havia lhes aparecido e dito:  \u02dcO caso \u00e9 de opera\u00e7\u00e3o. Amanh\u00e3, no fim da tarde,\u00e0s 18h, concentrem-se porque vou oper\u00e1-la. Tenham f\u00e9 em Jesus \u2122.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>A perplexidade era geral. Ent\u00e3o o caso era mesmo s\u00e9rio e haveria de dar bom resultado. Confiaram e esperaram. Neste interim, entra a senhora esp\u00edrita que os visitara na v\u00e9spera e os aconselhara a procurar um grupo esp\u00edrita, contando-lhes:  \u02dcEsta noite sonhei com Luzia e o dr. Bezerra. Ouvi nitidamente ele dizer que vai oper\u00e1-la hoje\u00e0 tarde \u2122.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Era demais. A como\u00e7\u00e3o invadiu a todos. A gra\u00e7a lhes parecia al\u00e9m de seus merecimentos. E\u00e0 tarde,\u00e0s 18h, de acordo com as recomenda\u00e7\u00f5es do dr. Bezerra de Menezes nos quatro sonhos, concentraram-se. Oraram com respeito e emo\u00e7\u00e3o. A doente foi colocada na cama e esperaram todos, temerosos, apreensivos.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Da\u00ed em diante, a enferma dormiu para acordar minutos depois, gritando emocionad\u00edssima:  \u02dcFui operada por um velhinho de branco, que aqui esteve, fez-me dormir e, depois, senti que me operava, que abria minha testa e limpava. Despediu-se me abra\u00e7ando e ouvi que dizia: v\u00e3o lhe aparecer na testa algumas feridinhas, mas n\u00e3o se incomode, depressa desaparecer\u00e3o e depois voc\u00ea ficar\u00e1 completamente curada. D\u00ea gra\u00e7as a Deus! Eleve seu cora\u00e7\u00e3o para Jesus, o divino m\u00e9dico do corpo e da alma, que, por intercess\u00e3o de Maria Sant\u00edssima, permitiu a opera\u00e7\u00e3o. E partiu \u2122.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Isto se deu, concluiu nosso caro amigo Nonda, h\u00e1 17 anos e sua sobrinha Luzia se acha hoje completamente curada. Tudo se realizou como o dr. Bezerra lhe disse, pequenas feridas apareceram-lhe na testa e, depois, desapareceram como que por encanto \u009d.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Para concluir, vejamos as palavras de Sylvio Brito Soares, em seu livro Vida e Obra de Bezerra de Menezes, sobre o  m\u00e9dico dos pobres \u009d:  Bezerra de Menezes \u00e9, para todos os que mourejam em terra do  cora\u00e7\u00e3o do mundo \u009d, a \u00e2ncora de salva\u00e7\u00e3o quando a borrasca do infort\u00ednio os atinge. Milh\u00f5es de vozes pedem diariamente seu socorro. Milh\u00f5es de cora\u00e7\u00f5es a todo instante agradecem a esse grande benfeitor as d\u00e1divas de seu amor. Bezerra de Menezes vive nos cora\u00e7\u00f5es de todos os espiritistas do Cruzeiro do Sul \u009d.<\/font><\/span><\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal>&nbsp;<\/p>\n<p style=margin: 0cm 0cm 0pt; text-indent: 18pt; text-align: justify class=MsoNormal><span style=font-size: 8pt; font-family: Verdana><font color=#000000>Artigo publicado na Revista Crist\u00e3 de Espiritismo, edi\u00e7\u00e3o especial 02.<\/font><\/span><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_5029\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"5029\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Escrito por Rog\u00e9rio Magalh\u00e3es &nbsp; Ao abordarmos a quest\u00e3o das curas espirituais, n\u00e3o podemos esquecer de falar mais detalhadamente de uma grande figura, um grande esp\u00edrito que viveu entre n\u00f3s e que hoje atua no plano espiritual para orientar todo um trabalho competente de aux\u00edlio m\u00e9dico. 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Bezerra de Menezes, conhecido por&hellip; <br \/> <a class=\"read-more\" href=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo5029\/\">Leia mais<\/a><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_5029\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"5029\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"Closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-5029","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-bezerra-de-menezes"],"a3_pvc":{"activated":true,"total_views":4803,"today_views":0},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5029","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5029"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5029\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5029"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5029"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5029"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}