{"id":947,"date":"2014-04-21T13:43:00","date_gmt":"2014-04-21T13:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/2014\/04\/21\/a-licao-da-caveira\/"},"modified":"2014-04-21T13:43:00","modified_gmt":"2014-04-21T13:43:00","slug":"artigo947","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/index.php\/artigo947\/","title":{"rendered":"A licao da caveira"},"content":{"rendered":"<p><a name=more><\/a>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<a href=http:\/\/cecal.centronocaminhodaluz.com.br\/bloguer\/pdf.asp?site=cecal&amp; target=_blank><img src=http:\/\/cecal.centronocaminhodaluz.com.br\/bloguer\/pdf_button.png \/><\/a>  Um pr\u00edncipe, muito orgulhoso de sua realeza, foi, numa manh\u00e3, cavalgar por seus dom\u00ednios. Suas terras eram bastante vastas e ele cavalgou atrav\u00e9s de vales e montanhas. Andou por colinas e prados, gozando a vaidade de ser senhor de t\u00e3o larga extens\u00e3o de terras.  <\/p>\n<p>A certa altura do seu caminho, viu um velho eremita, sentado diante de uma gruta. Ele trazia nas m\u00e3os uma caveira humana e a contemplava com aten\u00e7\u00e3o.  <\/p>\n<p>Ao passar por ali, o pr\u00edncipe ficou indignado por n\u00e3o ter o velho, ao menos, levantado os olhos para observar a rica caravana que o acompanhava.  <\/p>\n<p>Rude e zombeteiro, aproximou-se a figura real e disse:  <\/p>\n<p>Levanta-te quando por ti passa o teu senhor! Que podes ver de t\u00e3o interessante nessa    pobre caveira, que chegas a n\u00e3o perceber a passagem de um pr\u00edncipe e seus poderosos acompanhantes?  <\/p>\n<p>O eremita ergueu para ele os olhos mansos e respondeu, em voz clara e sonora:  <\/p>\n<p>Perdoa, senhor. Eu estava procurando descobrir se esta caveira tinha pertencido a um mendigo ou a um pr\u00edncipe. Por mais observe, n\u00e3o consigo distinguir de quem seja.  <\/p>\n<p>Nestes ossos nada h\u00e1 que me diga se a carne que os revestiu repousou em travesseiros de plumas ou nas pedras das estradas.  <\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 na caveira nenhum sinal que me aponte, com certeza, se ela j\u00e1 carregou um chap\u00e9u de fidalgo ou se suportou o sol ardente, na rudeza dos trabalhos de campon\u00eas.  <\/p>\n<p>Por isso, eu n\u00e3o sei dizer se devo levantar-me ou me conservar sentado diante daquele que em vida foi o dono deste cr\u00e2nio an\u00f4nimo.  <\/p>\n<p>O pr\u00edncipe baixou a cabe\u00e7a e prosseguiu o seu caminho, sem mais nada dizer. Mesmo quando a noite chegou e ele retornou ao seu castelo, continuou pensativo.  <\/p>\n<p>A li\u00e7\u00e3o    da caveira lhe abatera o orgulho.  <\/p>\n<p>*   *   *  <\/p>\n<p>Que s\u00e3o t\u00edtulos, honrarias, riquezas ante a enfermidade e a morte?  <\/p>\n<p>A enfermidade, ao estabelecer o seu reino no corpo humano, nunca indaga se a criatura \u00e9 detentora de poder e gl\u00f3ria ou se \u00e9 um simples algu\u00e9m, perdido na multid\u00e3o.  <\/p>\n<p>A dor, ao fazer morada no cora\u00e7\u00e3o do homem, jamais se importa se ele tem posses ou se \u00e9 algu\u00e9m que, simplesmente, perambula pelas ruas, sem teto e sem lar.  <\/p>\n<p>A morte, ao arrebatar a vida f\u00edsica, n\u00e3o faz distin\u00e7\u00e3o de contas banc\u00e1rias, t\u00edtulos financeiros ou bolsos vazios.  <\/p>\n<p>*   *   *  <\/p>\n<p>O orgulho \u00e9 um terr\u00edvel inimigo da criatura humana. Torna o indiv\u00edduo insens\u00edvel \u00e0 piedade e ao sofrimento do pr\u00f3ximo.  <\/p>\n<p>Predisp\u00f5e \u00e0 arrog\u00e2ncia e \u00e9 causa ponder\u00e1vel da perdi\u00e7\u00e3o de muitas vidas.  <\/p>\n<p>Cria fantasias de for\u00e7a e poder que o ser est\u00e1 longe de possuir.  <\/p>\n<p>Ainda hoje \u00e9 respons\u00e1vel por v\u00e1rias express\u00f5es de sofrimento, levando a duelos verbais    e f\u00edsicos, que desestruturam fam\u00edlias, amizades e grupos sociais.  <\/p>\n<p>A verdadeira grandeza est\u00e1 no fato de se reconhecer a pr\u00f3pria pequenez.  <\/p>\n<p>Verdadeiramente grande \u00e9 o ser que reconhece a sua fragilidade e sua possibilidade de errar. \u00c9 aquele que luta por se manter nobre.  <\/p>\n<p>Se algo faz de errado, d\u00e1-se conta do erro e se esfor\u00e7a por reparar os danos causados e o mal estar que provocou.  <\/p>\n<p>H\u00e1 sempre eleva\u00e7\u00e3o e dignidade naquele que se considera vulner\u00e1vel ao engano, ao erro.  <\/p>\n<p>Reda\u00e7\u00e3o do Momento Esp\u00edrita, com base no texto  <br \/>A li\u00e7\u00e3o da caveira, de autor ignorado e no cap. 19,  <br \/>do livro Sob a prote\u00e7\u00e3o de Deus, por Esp\u00edritos diversos,  <br \/>psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.  <br \/>Em 15.4.2014<\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n<p id=\"pvc_stats_947\" class=\"pvc_stats all  \" data-element-id=\"947\" style=\"\"><i class=\"pvc-stats-icon medium\" aria-hidden=\"true\"><svg aria-hidden=\"true\" focusable=\"false\" data-prefix=\"far\" data-icon=\"chart-bar\" role=\"img\" xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" viewBox=\"0 0 512 512\" class=\"svg-inline--fa fa-chart-bar fa-w-16 fa-2x\"><path fill=\"currentColor\" d=\"M396.8 352h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V108.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v230.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm-192 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V140.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v198.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zm96 0h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8V204.8c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v134.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8zM496 400H48V80c0-8.84-7.16-16-16-16H16C7.16 64 0 71.16 0 80v336c0 17.67 14.33 32 32 32h464c8.84 0 16-7.16 16-16v-16c0-8.84-7.16-16-16-16zm-387.2-48h22.4c6.4 0 12.8-6.4 12.8-12.8v-70.4c0-6.4-6.4-12.8-12.8-12.8h-22.4c-6.4 0-12.8 6.4-12.8 12.8v70.4c0 6.4 6.4 12.8 12.8 12.8z\" class=\"\"><\/path><\/svg><\/i> <img decoding=\"async\" width=\"16\" height=\"16\" alt=\"Loading\" data-src=\"https:\/\/www.centronocaminhodaluz.com.br\/wp-content\/plugins\/page-views-count\/ajax-loader-2x.gif\" border=0 src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 16px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 16\/16;\" \/><\/p>\n<div class=\"pvc_clear\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Um pr\u00edncipe, muito orgulhoso de sua realeza, foi, numa manh\u00e3, cavalgar por seus dom\u00ednios. Suas terras eram bastante vastas e ele cavalgou atrav\u00e9s de vales e montanhas. Andou por colinas e prados, gozando a vaidade de ser senhor de t\u00e3o larga extens\u00e3o de terras. 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